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Edição n.º 1066
27/05 a 29/05/2014
 
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31.05.14 - DESCOBRINDO O SOL
15h00 – 16h00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
A actividade consiste na observação do Sol em segurança, e tem por objectivo dar algumas características da nossa estrela, podendo incluir outras actividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar.

 
EFEMÉRIDES

Dia 27/05: 147.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, lançamento da missão STS-96 do vaivém Discovery.

Observações: O Cometa 209P/Linear, a fonte dos meteoros de Sábado passado, está o mais próximo da Terra durante os próximos cinco dias. Tinha apenas magnitude 13 no dia 22 de Maio, mas se quiser tentar observá-lo com um telescópio de grande abertura, aqui fica um mapa celeste para ajudar na observação. Está a Sul de Leão, atravessando Sextante e Taça.

Dia 28/05: 148.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 585 AC, ocorre um eclipse solar, como previsto pelo filósofo e cientista grego Tales de Mileto, durante o qual Aliates II enfrenta Cyaxares na Batalha de Halys ou Batalha do Eclipse, o que leva a uma trégua. Esta é uma das datas mais importantes, a partir da qual outras datas podem ser calculadas.
Em 1879, nascia Milutin Milankovitch, astrónomo, matemático, climatólogo, geofísico, engenheiro civil, doutor de tecnologia sérvio, que fez duas importantes contribuições para a Ciência. A primeira é a caracterização dos climas de todos os planetas do Sistema Solar, e a segunda é a explicação dos ciclos climáticos da Terra a longo termo, provocados pela posição do nosso planeta em relação ao Sol, agora conhecidos como Ciclos de Milankovitch.
Em 1912, nascia Ruby Payne-Scott, australiana, a primeira radioastronónoma.
Em 1959, lançamento dos dois macacos Able & Baker. Passaram 16 minutos a viajar a uma altitude de 480 km. 
Em 1971 era lançada a Mars 3(USSR).

A 2 de Dezembro do mesmo ano, alcançou Marte mas o lander enviou apenas 20 segundos de dados.
Em 1998, o asteróide 1998 KY26 era descoberto por Tom Gehrels. Usando observações por radar, a velocidade de rotação deste asteróide foi estimada em 10,7 minutos!
Em 2002, a Mars Odyssey descobre sinais de imensos depósitos de gelo no planeta Marte.
Observações: Lua Nova, pelas 19:42.
Qual é o objecto mais velho que alguma vez viu? A Terra, o Sol, a Lua e os planetas têm 4,6 mil milhões de anos. O recorde de idades para quem casualmente olha para o céu pode ser Arcturo, com aproximadamente sete mil milhões de anos. Mas com um par de binóculos, podemos avistar a estrela HD 140283, de magnitude 7,2, na constelação de Balança. Esta estrela está na competição pelo título de estrela mais antiga conhecida, com uma idade recentemente medida de mais ou menos 13 mil milhões de anos. Isto significa que se formou apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

Dia 29/05: 149.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1794, nascia Johann Heinrich von Mädler, astrónomo alemão. Produziu os primeiros mapas verdadeiros de Marte, fez determinações preliminares do período de rotação de Marte com apenas poucos segundos de erro, e produziu o primeiro mapa exacto da Lua.
Em 1919, um eclipse solar total foi observado por dois diferentes grupos de astrónomos (Arthur Eddington e Andrew Crommelin), tentando confirmar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, medindo se o Sol distorcia as posições aparentes das estrelas das Híades.
Em 1929, nascia Peter Higgs, físico teórico britânico, famoso pelo seu mecanismo Higgs, que prevê a existência do bosão de Higgs.
Em 1974 era lançada a Luna 22 (USSR).

Em 1999, o vaivém Discovery completa a sua primeira atracagem com a Estação Espacial Internacional.
Observações: Neptuno na sua Quadratura Oeste, pelas 00:28.
À medida que anoitece, Marte brilha com a cor do fogo a Sul. Para baixo do planeta encontram-se as quatro estrelas que perfazem a constelação de Corvo.

 
CURIOSIDADES


Pensa-se que os buracos negros distorcem o espaço e o tempo até tal ponto, que o tempo praticamente pára no seu limite.

 
WISE DESCOBRE BURACO NA TEORIA "DONUT" DOS BURACOS NEGROS

Uma pesquisa de mais de 170.000 buracos negros supermassivos com o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, fez os astrónomos reexaminarem uma teoria com décadas acerca dos vários aspectos destes objectos interestelares.

A teoria unificada dos buracos negros supermassivos e activos, desenvolvida pela primeira vez no final da década de 1970, foi criada para explicar o porquê dos buracos negros, embora de natureza semelhantes, poderem parecer completamente diferentes. Alguns parecem estar envoltos em poeira, enquanto outros estão expostos e são fáceis de discernir.

O modelo unificado responde a esta pergunta, propondo que cada buraco negro está rodeado por uma estrutura de poeira, em forma de donut, chamada de toro. Dependendo da orientação destes "donuts" no espaço, os buracos negros assumem diversas aparências. Por exemplo, se o donut estiver posicionado de lado (a partir da perspectiva da Terra), o buraco negro está escondido da nossa vista. Se o donut for observado por cima ou por baixo, o buraco negro encontra-se exposto.

Esta imagem mostra galáxias agrupadas no enxame da Fornalha, localizado a 60 milhões de anos-luz da Terra. A imagem foi obtida pelo WISE, mas foi melhorada artisticamente para ilustrar a ideia que o aglomerado estará, em média, rodeado por grandes halos de matéria escura (púrpura).
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

No entanto, os novos resultados do WISE não corroboram esta teoria. Os cientistas descobriram evidências de que algo que não uma estrutura em forma de donut pode, em algumas circunstâncias, determinar se o buraco negro está ou não escondido. A equipa ainda não determinou qual a causa, mas os resultados sugerem que o modelo unificado, de donut, não responde a todas as questões.

"A nossa descoberta revela uma nova característica dos buracos negros activos que desconhecíamos, mas os detalhes permanecem um mistério," afirma Lin Yan do IPAC (Infrared Processing and Analysis Center) da NASA, com sede no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA. "Esperamos que o nosso trabalho inspire estudos futuros para entender melhor estes objectos fascinantes."

Yan é a segunda autora da pesquisa aceite para publicação na revista Astrophysical Journal. O autor principal é o investigador de pós-doutorado, Emilio Donoso, que trabalhou com Yan no IPAC e, desde então, mudou-se para o Instituto de Ciências Astronómicas, da Terra e do Espaço na Argentina. A pesquisa também tem a co-autoria de Daniel Stern do JPL da NASA em Pasadena, e Roberto Assef da Universidade Diego Portales no Chile, anteriormente do JPL.

Cada galáxia tem um buraco negro massivo no seu coração. O novo estudo foca-se naqueles que se "alimentam", chamados buracos negros supermassivos e activos, ou núcleos galácticos activos. Estes buracos negros devoram o material gasoso em redor, o que alimenta o seu crescimento.

Com a ajuda de computadores, os cientistas foram capazes de escolher mais de 170.000 buracos negros supermassivos e activos a partir dos dados do WISE. Mediram então o agrupamento das galáxias que contêm buracos negros escondidos e buracos negros expostos - a medida em que estes se agrupam em todo o céu.

Se o modelo unificado fosse válido, e os buracos negros escondidos estivessem simplesmente escondidos pelos donuts na sua configuração vista de lado, então os investigadores esperariam que se agrupassem do mesmo modo que os expostos. De acordo com a teoria, uma vez que as estruturas em forma de donut têm orientações aleatórias, os buracos negros também deveriam estar distribuídos aleatoriamente. É como jogar vários donuts ao ar - aproximadamente a mesma percentagem de donuts é vista de lado e é vista de cima ou de baixo, independentemente do seu agrupamento ou das suas distâncias.

Esta infografia explica a teoria popular dos buracos negros supermassivos e activos, referida como modelo unificado - e como os novos dados do WISE estão em conflito com o mesmo.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/NOAO/AURA/NSF/ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Mas o WISE encontrou algo totalmente inesperado. Os resultados mostram que as galáxias com buracos negros escondidos estão mais agrupadas do que as com buracos negros expostos. Se estes resultados forem confirmados, os cientistas terão que ajustar o modelo unificado e chegar a novas maneiras de explicar porque é que alguns buracos negros aparecem ocultos.

"O objectivo principal da unificação era criar um 'jardim zoológico' de tipos diferentes de núcleos activos sob um único 'guarda-chuva', afirma Donoso. Agora, isso tornou-se mais complexo de alcançar à medida que estudamos os dados do WISE."

Outra forma de entender os resultados do WISE envolve a matéria escura. A matéria escura é uma substância invisível que domina a matéria no universo, superando a matéria normal que compõe as pessoas, planetas e estrelas. Cada galáxia fica no centro de um halo de matéria escura. Halos maiores têm mais gravidade e, por isso, puxam outras galáxias na sua direcção.

Dado que o WISE descobriu que os buracos negros escondidos estão mais agrupados do que os outros, os investigadores sabem que estes buracos negros escondidos residem em galáxias com halos maiores de matéria escura. Embora os halos propriamente ditos não sejam responsáveis por esconder os buracos negros, podem ser uma pista para o que está a acontecer.

"A teoria unificada foi proposta para explicar a complexidade que os astrónomos estavam a ver," afirma Stern. "Parece que esse modelo simples foi demasiado simples. Como Einstein disse, os modelos devem ser feitos 'o mais simples possível, mas não mais simples.'"

Os cientistas ainda estão vasculhando activamente os dados públicos do WISE, colocado em hibernação em 2011 após digitalizar a totalidade do céu duas vezes. Foi reactivado em 2013, com o novo nome NEOWISE, numa nova missão para identificar objectos potencialmente perigosos próximos da Terra.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
JPL (comunicado de imprensa)
Astronomy
redOrbit
PHYSORG
Discovery News

Buracos negros supermassivos:
Wikipedia

Núcleos galácticos activos:
Wikipedia

WISE:
Wikipedia
Arquivo de dados do WISE
NEOWISE (NASA)
U. Berkeley

 
MRO AJUDA A DESCOBRIR NOVA CRATERA EM MARTE

Cientistas descobriram no Planeta Vermelho a maior e mais nova cratera de impacto, já firmemente documentada com imagens "antes e depois". As imagens foram obtidas pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA.

A cratera mede cerca de metade do tamanho de um campo de futebol e apareceu pela primeira vez em Março de 2012. O impacto que a criou foi provavelmente precedido por uma explosão no céu marciano que provocou um intenso atrito entre um asteróide e a atmosfera do planeta. Esta série de eventos pode ser comparada à explosão do meteoro que quebrou janelas em Chelyabinsk, Rússia, no ano passado. A explosão de ar e o impacto no chão escureceu uma área da superfície marciana com cerca de 8 km de diâmetro.

Desde que a sonda começou a sua observação sistemática de Marte em 2006, que o cientista Bruce Cantor estuda a cobertura global diária do MARCI (Mars Color Imager), procurando evidências de tempestades de poeira e outros eventos climáticos observáveis nas imagens. Cantor é o vice investigador principal desta câmara no MSSS (Malin Space Science Systems), a companhia que construiu e opera o instrumento MARCI e o CTX (Context Camera) da sonda. Através de uma análise cuidada das imagens, ele ajuda os operadores do rover a energia solar, Opportunity, a planear eventos climáticos que possam diminuir a sua energia. Ele também publica boletins meteorológicos semanais de Marte.

A nova cratera marciana mede cerca de metade de um campo de futebol, capturada aqui nesta imagem obtida pela câmara de mais alta-resolução da MRO, a HiRISE.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Há cerca de dois meses atrás, Cantor notou um discreto ponto escuro perto do equador numa das imagens.

"Não era o que estava procurando," afirma Cantor. "Estava fazendo o meu monitoramento climático habitual e algo chamou-me a atenção. Parecia normal, com raios que emanavam de um ponto central."

Começou a examinar as imagens anteriores, retrocedendo para trás no tempo um mês ou mais de cada vez. As imagens revelaram que a mancha escura estava presente há um ano atrás, mas não há cinco anos. Continuou a procurar, verificando imagens de cerca de 40 datas diferentes, e determinou a data em que o evento ocorreu; a mancha não estava lá até dia 27 de Março de 2012, e apareceu de seguida nas imagens diárias de 28 de Março de 2012.

Assim que a mancha escura foi verificada como nova, foi observada o mês passado pelo CTX e pela câmara de mais alta-resolução da sonda, a HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment). Dos cerca de 400 novos impactos que produziram crateras em Marte, já documentados com imagens "antes e depois", esta é a única já descoberta usando uma imagem do MARCI, ao invés de uma imagem obtida com a câmara de alta-resolução.

O CTX fotografou quase toda a superfície de Marte pelo menos uma vez durante os mais de sete anos de observações da sonda. Fotografou o local desta nova cratera em Janeiro de 2012, antes do impacto. Aparecem duas crateras na imagem de Abril de 2014 pelo CTX, que não estavam presentes na anterior, confirmando que a mancha escura revelada pelo MARCI está relacionada com uma nova cratera de impacto.

Esta imagem de 6 de Abril de 2014, obtida pela HiRISE a bordo da MRO, mostra inúmeros deslizamentos de terra na vizinhança do local onde foi criada uma nova cratera de impacto, em Março de 2012.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O HiRISE revela mais de uma dúzia de crateras mais pequenas perto das duas maiores vistas na imagem do CTX, possivelmente criadas por pedaços de asteróide ou impactos secundários de material ejectado pelas crateras principais durante o impacto. Também revela muitos deslizamentos de terra que escureceram as encostas da área envolvente com 8 km. Uma segunda imagem do instrumento HiRISE, obtida em Maio de 2014, acrescentou informações tridimensionais.

"A cratera maior é invulgar, bastante superficial em comparação com outras crateras novas que já observámos," afirma Alfred McEwen, investigador principal da câmara HiRISE da Universidade do Arizona, em Tucson. EUA.

A maior cratera é ligeiramente alongada e cobre 48,5 por 43,5 metros.

McEwen estima que o objecto de impacto media cerca de 3 a 5 metros de diâmetro, o que é menos de um-terço do tamanho estimado do asteróide que atingiu a atmosfera da Terra perto de Chelyabinsk. Dado que a atmosfera de Marte é muito mais fina que a da Terra, as rochas espaciais de tamanho comparável são mais propensas a penetrar até à superfície de Marte e provocar crateras maiores.

Estas duas imagens, capturadas com um dia de diferença com a câmara MARCI da MRO, revelam um impacto de asteróide à direita. A imagem da esquerda foi obtida durante a tarde marciana de 27 de Março de 2012, a direita à tarde do dia 28 de Março de 2012.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Os estudos de crateras de impacto recentes em Marte fornecem informações valiosas acerca das taxas de impacto e acerca do material do subsolo exposto," afirma Leslie Tamppari, cientista do projecto MRO no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Esta combinação do HiRISE com o CTX ajudou-nos a descobrir e a examinar muitas crateras, e agora a cobertura diária do MARCI dá-nos uma grande precisão sobre a ocorrência de um impacto importante."

A NASA está a desenvolver conceitos para a sua iniciativa de redireccionar um asteróide próximo da Terra - possivelmente do mesmo tamanho da rocha que atingiu Marte dia 27 ou 28 de Março de 2012 - mas para muito mais perto do nosso planeta. O projecto envolveria uma nave movida a energia solar, que capturaria um asteróide pequeno ou um pedaço de um asteróide maior, redireccionando-o para uma órbita estável em torno da Lua.

Os astronautas viajariam até ao asteróide a bordo da nave Orion da NASA, lançada com o novo SLS da agência. Aí, recolheriam amostras para estudo na Terra. Esta experiência de voos tripulados perto de órbita terrestre ajudaria a NASA a testar novos sistemas e capacidades necessárias para enviar astronautas até Marte na década de 2030.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
JPL/NASA (comunicado de imprensa)
Vídeo da descoberta (via YouTube; NASA)
Universe Today
SPACE.com
Astronomy
PHYSORG
EarthSky
Slate
gizmag

MRO:
Página oficial da NASA 
Página oficial do JPL 
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Grande Mancha Vermelha de Júpiter, pela Voyager 1
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAJPLProcessamento digital:  Björn Jónsson (IAAA)
 
O que será da Grande Mancha Vermelha de Júpiter? A diminuir desde a década de 1930, parece ter acelerado nos últimos anos. Um furacão maior que a Terra, a Grande Mancha Vermelha existe pelo menos desde que os telescópios foram inventados. Tal como a maioria dos fenómenos astronómicos, a Grande Mancha Vermelha não foi prevista nem imediatamente compreendida após a sua descoberta. Apesar de pequenos redemoinhos, que alimentam o sistema, parecerem desempenhar um papel, a sua compreensão ainda permanece um tópico de pesquisa continuada, e pode resultar num melhor conhecimento do clima cá na Terra. A imagem acima é um melhoramento digital de uma imagem de Júpiter obtida em 1979 pela sonda Voyager 1 à medida que passava pelo maior planeta do Sistema Solar. A sonda Juno da NASA está actualmente a viajar até Júpiter, com chegada prevista para 2016.
 

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