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Edição n.º 1079
11/07 a 14/07/2014
 
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27/07/14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 (actividade gratuita)
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
A actividade consiste na observação do Sol em segurança, e tem por objectivo dar algumas características da nossa estrela, podendo incluir outras actividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar. Esta atividade é realizada por astrónomos e monitores com vários anos de experiência na área.

 
EFEMÉRIDES

Dia 11/07: 192.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1735, cálculos matemáticos sugerem que neste dia Plutão moveu-se do nono para o oitavo planeta mais distante do Sol, pela última vez até 1979.
Em 1801, o astrónomo francês Jean-Louis Pons faz a sua primeira descoberta cometária. Durante os 27 anos seguintes, descobre outros 36 cometas, mais do que qualquer outra pessoa na História. 
Em 1962 o cosmonauta Micolaev fica em órbita quatro dias, um recorde naquela época. No mesmo ano, é feita a primeira transmissão transatlântica de televisão por satélite.
Em 1979, a Skylab regressa à Terra.

A área de detritos situa-se entre o Oceano Índico Sudeste e uma secção pouco populada da parte Oeste da Austrália.
Em 2012, astrónomos anunciam a descoberta de Estige, a quinta lua de Plutão
Observações: Marte e Espiga formam um bonito par no céu a Sudoeste ao anoitecer! Estão agora separados por menos de 2º. Na noite de Domingo estão à separação mínima de 1,2º. Observe a mudança dia para dia.

Dia 12/07: 193.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1988 era lançada a sonda soviética Phobos 2.

Após o envio de dados da sonda, esta perdeu-se em Janeiro de 1989.
Em 1999, maior aproximação do cometa Tempel 2 pela Terra (0,654 UA).
Observações: Lua Cheia, pelas 12:25.

Dia 13/07: 194.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Maior elongação Oeste de Mercúrio, pelas 04:00.
Separação mínima entre Marte e Espiga, cerca de 1,2º

Dia 14/07: 195.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965 era realizado o primeiro voo rasante por Marte, pela sonda Mariner 4.
Em 2000, o Observatório Chandra observa raios-X do oxigénio e azoto do Cometa C/1999 S4.

Isto mostra que os raios-X emitidos de cometas são produzidos por colisões de iões que se movimentam na direcção oposta à do Sol (vento solar), em conjunto com o gás do cometa.
Em 2000, uma poderosa proeminência solar, mais tarde denominada evento Dia da Bastilha, provoca uma tempestade geomagnética na Terra.
Observações: A Via Láctea encontra-se já alta no início da noite, o que significa que chegou a altura de observar muitas nebulosas e enxames, especialmente nas constelações de Escorpião e Sagitário.

 
CURIOSIDADES


A União Astronómica Internacional, a organização responsável pela nomenclatura planetária, convidou anteontem o público a submeter e a votar em nomes para os exoplanetas recém-descobertos e suas estrelas. Visite a página oficial para saber mais sobre o processo e sobre as regras.

 
UM "HOTSPOT" DE PODEROSOS RAIOS CÓSMICOS

Um observatório gerido pela Universidade do Utah (EUA) descobriu um "hotspot" por baixo da Ursa Maior que emite um número desproporcional de raios cósmicos altamente energéticos. A descoberta move a física um passo em frente na identificação das misteriosas fontes das partículas mais energéticas do Universo.

"Isto coloca-nos mais perto de descobrir as fontes - mas ainda falta um bocado," afirma Gordon Thomson, físico da Universidade do Utah, porta-voz e co-investigador principal do Telescope Array do observatório de raios cósmicos a Oeste de Delta, no estado americano do Utah. É o maior detector de raios cósmicos do Hemisfério Norte.

"Tudo o que vemos é uma mancha no céu, e dentro desta mancha existem todo o género de coisas - vários tipos de objectos - que podem ser a fonte" dos raios cósmicos poderosos, acrescenta. "Agora nós sabemos onde procurar."

Um novo estudo que identifica um "hotspot" no céu do norte para raios cósmicos altamente energéticos foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal Letters.

Thomson diz que muitos astrofísicos suspeitam que os raios cósmicos ultra-energéticos são gerados por núcleos activos de galáxias, ou NAGs, nos quais o material é sugado para um buraco negro supermassivo no centro da galáxia, enquanto outro material é expelido para fora num jacto conhecido como blazar. Outra possibilidade popular é que os raios cósmicos mais energéticos vêm de algumas supernovas (explosão de estrelas) que emitem rajadas de raios-gama.

Os raios cósmicos menos energéticos vêm do Sol, de outras estrelas e da explosão de estrelas, mas a fonte ou fontes dos raios cósmicos mais energéticos permanece um mistério há décadas.

O estudo foi realizado por 125 investigadores do projecto Telescope Array, incluindo Thomson e 31 outros físicos da Universidade do Utah, além de 94 outros cientistas da Universidade de Tóquio e de 28 outros institutos de pesquisa do Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul, Rússia e Bélgica.

Nesta longa exposição, as estrelas parecem rodar por cima do complexo Middle Drum do Telescope Array, um observatório de raios cósmicos situado no deserto a Oeste de Delta, Utah, EUA.
Crédito: Ben Stokes, Universidade do Utah
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Partículas de além da nossa Galáxia

Os raios cósmicos, descobertos em 1912, na verdade são partículas, não raios: ou protões (núcleos de hidrogénio) ou os centros ou núcleos de elementos mais pesados como o carbono, oxigénio, azoto ou ferro. Thomson e muitos físicos acreditam que os raios cósmicos de alta-energia são apenas protões, embora alguns suspeitem que incluem núcleos de hélio e azoto.

Além de núcleos galácticos activos e emissores de raios-gama, as possíveis fontes incluem galáxias ruidosas no rádio, ondas de choque em colisões galácticas e até mesmo algumas fontes hipotéticas mais exóticas como o decaimento das chamadas "cordas cósmicas" ou de partículas maciças que sobraram do Big Bang que formou o Universo há 13,8 mil milhões de anos atrás.

São considerados raios cósmicos ultra-energéticos aqueles acima dos 1x10^18 eV. Se um raio cósmico ultra-energético penetrasse a atmosfera e atingisse alguém na cabeça, essa única partícula subatómica teria um efeito parecido a ser atingido por uma rápida bola de basebol.

Os raios cósmicos ultra-energéticos vêm de fora da nossa Galáxia, que mede cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro. Mas 90% deles surgem até 300 milhões de anos-luz da Via Láctea porque os raios cósmicos poderosos a distâncias ainda maiores são muito enfraquecidos pela interacção com a radiação cósmica de fundo - o brilho fraco do Big Bang, afirma Charlie Jui, professo de física e astronomia da Universidade do Utah.

O raio cósmico ultra-energético mais poderoso alguma vez medido foi detectado neste estado americano em 1991 pelo Observatório Fly's Eye da mesma Universidade - um predecessor do Telescope Array actual. Essa partícula de raio cósmico transportava uma energia de 3x10^20 eV.

O Telescope Array usa dois métodos para detectar e medir raios cósmicos. Em três locais espalhados pelo deserto, conjuntos de espelhos chamados detectores de fluorescência observam o céu em busca de "flashes" fracos e azuis, criados quando os raios cósmicos atingem as moléculas de azoto na atmosfera.

Estas colisões criam uma cascata de outras colisões com gases atmosféricos, resultando em "chuvas de ar" de partículas detectadas por 523 detectores de cintilação parecidos a mesas, espalhados por mais de 300 quilómetros quadrados de deserto. No novo estudo, afirma John Matthews, professor de física e astronomia da Universidade do Utah, foram usados 507 detectores de cintilação para investigar os raios cósmicos ultra-energéticos. Os detectores de fluorescência ajudaram a determinar a energia e a composição química das partículas de raios cósmicos.

Este detector a energia solar do Telescope Array, parecido a uma mesa, mede a força e a direcção da "chuva de ar" de partículas que caem para a Terra após os raios cósmicos atingirem moléculas de gás na atmosfera.
Crédito: John Matthews, Universidade do Utah
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um "hotspot" de raios cósmicos

A equipa de pesquisa do Telescope Array, para o novo estudo, procurou raios cósmicos altamente energéticos acima dos 5,7x10^19 eV. Thomson diz que este corte elevado foi escolhido porque os raios cósmicos mais energéticos são menos "dobrados" pelos campos magnéticos no espaço - flexão esta que oculta as direcções de onde surgem e, assim, as direcções das suas fontes.

Estes raios cósmicos muito poderosos foram registados pelo Telescope Array entre 11 de Maio de 2008 e 4 de Maio de 2013. Durante os cinco anos, apenas 72 destes raios cósmicos foram detectados, confirmados e analisados para determinar a sua energia e direcção da fonte.

Mas 19 desses raios cósmicos foram detectados vindo da direcção do "hotspot", em comparação com apenas 4,5 que seria de esperar caso os raios cósmicos surgissem aleatoriamente de todas as partes do céu, afirma Jui.

O "hotspot" é um círculo com um diâmetro de 40 graus, que representa 6% do céu do Hemisfério Norte. "Temos um-quarto dos nossos eventos naquele círculo, em vez de 6%," comenta Jui.

Thomson diz que o "hotspot" está centrado no canto sudoeste da constelação de Ursa Maior. "Está um par de 'mãos' (com o braço esticado) abaixo da 'pega' da Ursa Maior," realça.

Mais precisamente - embora não seja visível através de telescópios normais - o "hotspot" está centrado na ascensão recta de 146,6 graus e 43,2 graus de declinação.

Está perto do "plano supergaláctico" - o superenxame galáctico de Virgem, bastante achatado. A nossa Via Láctea encontra-se na periferia deste aglomerado gigante.

A probabilidade deste "hotspot" ser um acaso estatístico, em vez de real, é de apenas 1,4 em 10.000, calculam os cientistas.

As observações por Pierre Auger do observatório de raios cósmicos na Argentina fornecem evidências de um "hotspot" mais fraco no Hemisfério Sul. A ser real, Thomson diz que os raios cósmicos nos "hotspots" norte e sul devem vir de fontes diferentes.

Este mapa do céu norte mostra a concentração de raios cósmicos ultra-energéticos, com um "hotspot" desproporcional na área amarela e vermelha.
Crédito: K. Kawata, Universidade de Tóquio, Instituto de Pesquisa para Raios Cósmicos
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Alargando a pesquisa

Jui afirma que um estudo separado, agora em curso, sugere que a distribuição dos raios cósmicos ultra-energéticos no céu do norte é consistente com a "estrutura em larga escala" do Universo, o que significa que os raios cósmicos tendem a vir de áreas do Universo onde a matéria está concentrada em enxames e superenxames de galáxias.

"Isto diz-nos que há pelo menos uma boa hipótese destes serem provenientes de matéria que vemos, em oposição a uma classe diferente de mecanismos que produzem estas partículas com recurso a processos exóticos" - as tais cordas cósmicas, comenta. "E isso aponta-nos para o próximo passo lógico na pesquisa: a construção de um detector maior que recolhe quatro vezes mais eventos [de raios cósmicos altamente energéticos] por ano. Com mais eventos, estamos mais propensos a ver a estrutura nesse 'hotspot' e isso pode ajudar-nos a descobrir as fontes verdadeiras."

Os físicos querem alargar o tamanho e, portanto, a sensibilidade do Telescope Array, duplicando o número de detectores de cintilação em forma de mesa até cerca de 1100, mas mais espalhados, quadruplicando a área. Os investigadores esperam obter o financiamento, necessário para a expansão, dos governos americano e japonês ainda este ano, e concluir a obra em 2016.

O Telescope Array, construído por 17 milhões de dólares, começou operações em 2008 e mais tarde foi actualizado, elevando o custo até cerca de 25 milhões de dólares, dos quais dois-terços foram financiados pelo Japão e o restante um-terço pelos EUA, principalmente por meio da Universidade do Utah, conclui Matthews.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade do Utah (comunicado de imprensa)
Telescope Array Project (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
SPACE.com
Science
Universe Today
Astronomy
redOrbit
Space Daily
PHYSORG
National Geographic
Discovery News

Raios cósmicos:
Wikipedia
Raios cósmicos ultra-energéticos (Wikipedia)

Telescope Array Project:
Página oficial
Wikipedia

 
VLT ESCLARECE MISTÉRIO POEIRENTO
Esta impressão artística mostra poeira a formar-se no meio em torno de uma explosão de supernova. Observações do VLT mostraram que estas fábricas de poeira cósmica formam os seus grãos em duas fases, começando pouco depois da explosão e prolongando-se muito para além desta.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um grupo de astrónomos observou em tempo real a formação de poeira estelar - no seguimento da explosão de uma supernova. Mostrou-se, pela primeira vez, que estas fábricas de poeira cósmica fabricam os seus grãos de poeira num processo de duas fases, que começa pouco depois da explosão e continua muito para além desta. A equipa utilizou o VLT (Very Large Telescope) do ESO no norte do Chile, para analisar a luz emitida pela supernova SN 2010jl à medida que esta se desvanecia. Os novos resultados foram publicados online na revista Nature a 9 de julho de 2014.

A origem da poeira cósmica nas galáxias é ainda um mistério. Os astrónomos sabem que as supernovas são provavelmente a fonte principal de poeira, especialmente no Universo primordial, no entanto ainda não é claro como e onde é que estes grãos de poeira se condensam e crescem. Não é igualmente claro como é que os grãos de poeira evitam ser destruídos no ambiente inóspito de uma galáxia a formar estrelas. Agora, no entanto, novas observações obtidas com o VLT do ESO no Observatório do Paranal, no norte do Chile, ajudaram a desvendar deste mistério.

Uma equipa internacional de astrónomos utilizou o espectrógrafo X-shooter para observar uma supernova - conhecida como SN 2010jl - nove vezes nos meses que se seguiram à explosão e uma décima vez dois anos e meio depois da explosão, tanto nos comprimentos de onda do visível como no infravermelho. Esta supernova invulgarmente brilhante, resultado da morte de uma estrela massiva, explodiu na pequena galáxia UGC 5189A.

Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra a galáxia anã irregular UGC 5189A. Foi nesta galáxia, que se encontra a formar estrelas, que explodiu a supernova brilhante SN 2010jl. A imagem foi obtida antes da supernova explodir, no entanto a estrela progenitora massiva que explodiu encontra-se assinalada.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Combinando dados dos nove anteriores conjuntos de observações pudemos fazer as primeiras medições directas de como a poeira em torno da supernova absorve as diferentes cores da luz," disse o autor principal Christa Gall, da Universidade de Aarhus, Dinamarca. "Isto permitiu-nos caracterizar a poeira com mais detalhe do que o que tinha sido possível até agora."

A equipa descobriu que a formação de poeira começa pouco depois da explosão e prolonga-se durante um longo período de tempo. As novas medições revelaram igualmente quão grandes são os grãos de poeira e qual a sua composição. Estas descobertas estão um passo mais além dos recentes resultados obtidos com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, o qual detectou pela primeira vez os restos de uma supernova recente - a famosa supernova 1987A - a transbordar de poeira recém formada.

A equipa descobriu que os grãos que têm um diâmetro maior que um milésimo de milímetro se formaram rapidamente no material denso que rodeia a estrela. Embora ainda minúsculos, este tamanho é, no entanto, grande para um grão de poeira cósmica, tornando-os assim mais resistentes a processos destrutivos. Como é que os grãos de poeira sobreviviam no ambiente violento e destrutivo dos restos de supernovas era uma das grandes questões em aberto no artigo que apresentava os resultados ALMA e agora este resultado responde a esta pergunta - os grãos são maiores do que o esperado.

"A nossa detecção de grãos com um tamanho considerável pouco depois da explosão da supernova significa que deve haver uma maneira rápida e eficiente de os criar," disse o co-autor Jens Hjorth do Instituto Niels Bohr, Universidade de Copenhaga, Dinamarca. "Mas, na realidade, não sabemos exactamente como é que isto acontece."

No entanto, os astrónomos pensam que sabem onde é que a nova poeira se formou: no material que a estrela liberta para o espaço ainda antes de explodir. À medida que a onda de choque da supernova se expande para o exterior, cria uma concha fria e densa de gás - exactamente o tipo de ambiente onde os grãos de poeira se podem formar e crescer.

Os resultados das observações indicam que numa segunda fase - depois de várias centenas de dias - ocorre um processo acelerado de formação da poeira que envolve material ejectado pela supernova. Se a produção de poeira em SN 2010jl continuar a seguir a tendência observada, 25 anos depois da supernova explodir a massa total de poeira será cerca de metade da massa do Sol; ou seja, semelhante à massa de poeira observada noutras supernovas como por exemplo SN 1987A.

"Anteriormente tínhamos dois factos bastante discrepantes: os astrónomos observavam bastante poeira nos restos de supernova deixados depois das explosões mas, por outro lado, encontravam apenas evidências da formação de pequenas quantidades de poeira nestas explosões. Estas novas observações explicam como é que esta aparente contradição pode ser resolvida," conclui Christa Gall.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Scientific American
ScienceNews
PHYSORG
Notícias Ao Minuto
Correio da Manhã
AstroPT

Supernova:
Wikipedia 
NASA

Poeira cósmica:
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
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Crédito: Martin Pugh
 
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