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Edição n.º 1082
22/07 a 24/07/2014
 
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EFEMÉRIDES

Dia 22/07: 203.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1784, nascia Friedrich Bessel, astrónomo e matemático alemão, o primeiro a determinar a distância do Sol até outra estrela usando o método da paralaxe.

Em 1962, a Mariner 1 voa erraticamente durante vários minutos após o lançamento acabando por ter que ser destruída.
Observações: Vega é a estrela mais brilhante, bem alta a Este. Para baixo e para a direita encontra-se Altair, quase com o mesmo brilho. Perto de Altair está Tarazed (cerca de um dedo, à distância do braço esticado), uma gigante laranja bem mais distante que Altair (395 anos-luz, em comparação com os 16,7 de Altair).

Dia 23/07: 204.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1928, nascia Vera Rubin, astrónoma americana, que fez trabalho pioneiro sobre a velocidade de rotação das galáxias. Descobriu a discrepância entre o movimento angular previsto das galáxias e o movimento observado, ao estudar as curvas de rotação de galáxias. Este fenómeno veio a ser conhecido como o problema de rotação das galáxias.
Em 1972, os Estados Unidos lançavam o satélite Landsat 1.

Em 1995, é descoberto o Cometa Hale-Bopp e torna-se visível a olho nu quase um ano depois.
Observações: Num céu muito escuro, a Via Láctea forma um magnífico arco pelo céu a Este. Vai desde Cassiopeia a Norte-Nordeste, passando por Cisne e pelo Triângulo de Verão a Este, até ao "Bule de Chá" de Sagitário a Sul.

Dia 24/07: 205.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a Apollo 11 regressava à Terra em segurança. A cápsula com os astronautas caiu em no Oceano Pacífico. 

Observações: À medida que amanhece, aviste Vénus baixo a Este-Nordeste, para a esquerda da Lua.

 
CURIOSIDADES


Um fotão pode demorar até um milhão de anos desde o momento em que é produzido no núcleo duma estrela até que chega à superfície da mesma.

 
DESCOBERTO EXOPLANETA DE TRÂNSITO COM O ANO MAIS LONGO CONHECIDO

Astrónomos descobriram um exoplaneta em trânsito com o ano mais longo conhecido. Kepler-421b orbita a sua estrela a cada 704 dias. Em comparação, Marte orbita o nosso Sol a cada 780 dias. A maioria dos mais de 1800 planetas extrasolares descobertos até à data estão muito mais perto das suas estrelas e têm períodos orbitais muito mais curtos.

"A descoberta de Kepler-421b foi um golpe de sorte," afirma David Kipping, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (CfA), autor principal do artigo que relata o achado. "Quanto mais longe um planeta está da sua estrela, menor a probabilidade de passar à sua frente a partir do ponto de vista da Terra. Tem que estar precisamente alinhado."

Kepler-421b orbita uma estrela laranja da classe K, mais fria e ténue que o nosso Sol, a uma distância de aproximadamente 177 milhões de quilómetros. Como resultado, este planeta com o tamanho de Úrano tem uma temperatura gelada de -93 graus Celsius.

Esta impressão de artista mostra o exoplaneta com o tamanho de Úrano, Kepler-421b, que orbita uma estrela laranja da classe K, a cerca de 1000 anos-luz da Terra. Kepler-421b é o exoplaneta de trânsito com o ano mais longo conhecido, completando uma órbita em torno da sua estrela-mãe a cada 704 dias. Está localizado para lá da "linha de neve" - a linha divisória entre os planetas rochosos e gasosos - e pode ter-se formado nesta posição em vez de ter migrado a partir de uma órbita diferente.
Crédito: David A. Aguilar (CfA)
 

Como o nome implica, Kepler-421b foi descoberto usando dados do telescópio Kepler da NASA. O Kepler foi especialmente desenhado para fazer descobertas deste género. Estudou a mesma área do céu durante 4 anos, observando a diminuição de brilho de estrelas, diminuição esta que assinalava o trânsito de planetas. Apesar da sua paciência, o Kepler detectou apenas dois trânsitos de Kepler-421b devido ao seu período orbital extremamente longo.

A órbita do planeta coloca-o para lá da "linha de neve" - a linha divisória entre os planetas rochosos e gasosos. Para fora da linha de neve, a água condensa em grãos de gelo que ficam juntos para construir planetas gigantes de gás.

"A linha de neve é uma distância crucial na teoria de formação planetária. Nós achamos que todos os gigantes de gás devem ter-se formado para lá desta distância," explica Kipping.

Tendo em conta que os gigantes gasosos podem ser encontrados muito perto das suas estrelas, em órbitas de dias ou até mesmo horas, os teóricos acreditam que muitos exoplanetas migram para o interior algum tempo depois da sua formação.

Ilustração da "linha de neve".
Crédito: Pearson Education e Addison Wesley
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Kepler-421b mostra que essa migração não é necessária. Pode ter-se formado exactamente onde o vemos agora.

"Este é o primeiro exemplo de um gigante gasoso potencialmente não-migratório, encontrado num sistema de trânsito," comenta Kipping.

A estrela hospedeira, Kepler-421, está localizada a cerca de 1000 anos-luz da Terra na direcção da constelação de Lira.

Links:

Notícias relacionadas:
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica - 2
Smithsonian Science
PHYSORG
ScienceDaily
spaceref
EarthSky
io9

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

 
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  Vendo a Terra como um exoplaneta: que sinais de vida são visíveis? (via Astrobiology Magazine)
Uma missão extraterrestre em órbita da Terra seria capaz de ver luzes das cidades e poluição na nossa atmosfera. Mas, e se procurassem sinais de vida na Terra, de longe? Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Ou4: Nebulosa da Lula Gigante
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Romano Corradi (IAC), Nicolas Grosso, Agnès Acker, Robert Greimel, Patrick Guillout
 
Com a forma de uma misteriosa lula, esta nebulosa é muito ténue, mas também muito grande. Neste mosaico, composto por dados de banda-estreita do telescópio Isaac Newton de 2,5 metros, estende-se por cerca de 2,5 Luas Cheias na direcção da constelação de Cefeu. Recentemente descoberta pelo astrofotógrafo Nicolas Outters, a incrível forma bipolar e a emissão da nebulosa são consistentes com as nebulosas planetárias, os mantos gasosos de uma estrela moribunda parecida com o Sol, mas a sua distância e origem reais são desconhecidas. Uma nova investigação sugere que Ou4 encontra-se dentro da região de emissão SH2-129 a cerca de 2300 anos-luz de distância. Consistente com esse cenário, a lula cósmica representaria um fluxo de material alimentado por um sistema triplo de estrelas quentes e massivas, catalogado como HR8119, visto perto do centro da nebulosa. Se assim for, esta nebulosa da lula gigante mede quase 50 anos-luz de comprimento.
 

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