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Edição n.º 1122
09/12 a 11/12/2014
 
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26/12/14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 09/12: 343.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, queda de um satélite em Kecksburg, perto de Pittsburgh, EUA.
Observações: Trânsito da sombra de Europa, entre as 01:30 e as 04:27.
Trânsito de Europa, entre as 03:49 e as 06:49.
Trânsito da sombra de Io, entre as 04:17 e as 06:36.
Trânsito duplo de sombras em Júpiter (Europa e Ganimedes), entre as 04:20 e as 04:25.
A Lua, a minguar, é visível perto da constelação de Caranguejo perto do horizonte Este por volta das 21-22 horas, dependendo da sua localização geográfica. Para a sua direita está Procyon. Para cima e para a esquerda da Lua encontram-se Pollux, e por cima de Pollux, Castor.

Dia 10/12: 344.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1684, a derivação das leis de Kepler por Isaac Newton, que formam a sua teoria da gravidade, no artigo De motu corporum in gyrum, é lida à Sociedade Real por Edmund Halley.
Em 1901 foram atribuídos pela primeira vez os prémios Nobel.

Röntgen receberia o da Física pela descoberta dos raios-X.
Observações: Eclipse de Io, entre as 01:27 e as 03:51.
Ocultação de Io, entre as 02:36 e as 04:58.
Por esta altura do ano/mês de Dezembro, a Ursa Menor apoia-se verticalmente sobre a Estrela Polar por volta das 22 horas.

Dia 11/12: 345.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1863, nascimento de Annie Jump Cannon, pioneira americana na classificação do espectro estelar.
Em 1972, a Apollo 17 faz a sua alunagem.

Observações: A Lua Minguante nasce a Este pelas 22 horas, e Júpiter brilha um pouco para cima e para a esquerda. Régulo, mais ténue e para baixo e para a esquerda, forma um triângulo quase equilátero com a Lua e Júpiter.
Esteja atento(a) aos meteoros das Geminídeas! Esta chuva anual deverá atingir o pico durante as noites de Sábado e Domingo.

 
CURIOSIDADES


Ceres é o maior objecto na cintura de asteróides, medindo 950 km em diâmetro e contendo um-terço da massa de toda a região. O único planeta anão do Sistema Solar interior foi descoberto a 1 de Janeiro de 1801 por Giuseppe Piazzi.

 
NEW HORIZONS ACORDA PARA ENCONTRO COM PLUTÃO

Depois de uma viagem de quase nove anos e 4,8 mil milhões de quilómetros - a maior distância que qualquer missão espacial já teve que percorrer para atingir o seu objectivo principal - a sonda New Horizons da NASA saiu do modo de hibernação no Sábado passado, rumo ao muito aguardado encontro com o sistema de Plutão em 2015.

Os operadores do Laboratório de Física Aplicada (APL) da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado americano de Maryland, confirmaram às 09:53 p.m. EST de Sábado (02:53 já de Domingo, hora de Portugal) que a New Horizons, operando em comandos de computador pré-programados, tinha mudado do modo de hibernação para o modo "activo". À velocidade da luz, o sinal de rádio da New Horizons - actualmente a mais de 4,6 mil milhões de quilómetros da Terra e a apenas pouco mais de 260 milhões de quilómetros de Plutão - precisou de quatro horas e 26 minutos para chegar à estação da Deep Space Network da NASA em Canberra, Austrália.

"Este é um evento marcante que assinala o final da travessia de um vasto oceano de espaço pela New Horizons, até à fronteira do nosso Sistema Solar, e o início do objectivo principal da missão: a exploração de Plutão e das suas luas em 2015," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons e do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado, EUA.

Impressão de artista da sonda New Horizons à medida que se aproxima de Plutão e de três luas no Verão de 2015.
Crédito: JHUAPL/SwRI
(clique na imagem para ver versão maior - formato TIFF)
 

Desde o lançamento a 19 de Janeiro de 2006, a New Horizons passou 1873 dias - cerca de dois-terços do seu tempo de voo - em estado de hibernação. Os seus 18 períodos separados de hibernação, entre meados de 2007 e o final de 2014, variaram entre 36 e 202 dias de duração. A equipa usou a hibernação para evitar o desgaste dos componentes da sonda espacial e para reduzir o risco de falhas no sistema.

"Tecnicamente, o acordar foi rotineiro, uma vez que é um procedimento que já tínhamos feito muitas vezes antes," afirma Glen Fountain, gestor do projecto New Horizons no APL. "No entanto, simbolicamente, é muito importante. Significa o começo das nossas operações de pré-encontro."

A sequência de despertar tinha sido programada no computador de bordo da New Horizons em Agosto, e começou na sonda às 3 p.m. EST (20 horas em Portugal) de dia 6 de Dezembro. Cerca de 90 minutos depois, a New Horizons começou a transmitir dados para a Terra sobre a sua condição, incluindo a indicação que tinha mudado para o modo "activo".

Durante o modo de hibernação, a maior parte da New Horizons estava desligada. O computador de voo monitorava a saúde do sistema e transmitia semanalmente um tom de estado de volta à Terra. As sequências de bordo enviadas previamente pelos controladores da missão acordavam a New Horizons duas ou três vezes por ano a fim de verificar os sistemas críticos, calibrar instrumentos, recolher alguns dados científicos, ensaiar as actividades do encontro com Plutão e realizar correcções de percurso.

A New Horizons foi pioneira em hibernações rotineiras durante o voo para a NASA. Além de reduzir o desgaste dos componentes da sonda, o modo de hibernação também reduziu os custos de operação e libertou o rastreamento e recursos de comunicação da Deep Space Network para outras missões.

Imagem que mostra a posição actual da New Horizons ao longo da sua trajectória completa. O segmento verde mostra a viagem já decorrida; o segmento vermelho indica o percurso futuro da sonda.
Crédito: JHU/APL
 

A equipa da New Horizons vai passar as próximas semanas a verificar a sonda, certificando-se de que os sistemas e instrumentos científicos estão a operar correctamente. Vão também continuar a construir e a testar as sequências de comandos informáticos que guiarão a New Horizons no seu voo até e durante o seu reconhecimento do sistema plutoniano.

Com uma carga científica de sete instrumentos que inclui espectrómetros de imagem infravermelhos e ultravioletas, uma câmara compacta a cores, uma câmara telescópica de alta-resolução, dois poderosos espectrómetros de partículas e um detector de poeira espacial, a New Horizons começará a observar o sistema de Plutão em Janeiro de 2015.

A maior aproximação da New Horizons a Plutão terá lugar no dia 14 de Julho, mas até lá serão esperados ainda muitos destaques científicos, incluindo, em meados de Maio, imagens do sistema de Plutão superiores em qualidade à que o poderoso Hubble consegue proporcionar.

"A New Horizons está numa jornada até uma nova classe de planetas que nunca observámos de perto, num lugar onde nunca estivemos antes," comenta Hal Weaver, cientista do projecto New Horizons do APL. "Durante décadas pensámos que Plutão era este pequeno corpo estranho na periferia planetária; agora sabemos que é realmente uma porta de entrada para uma região inteira de novos mundos na Cintura de Kuiper, e a New Horizons vai fornecer o primeiro olhar detalhado desta região."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
NewScientist
Sky & Telescope
PHYSORG
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The Planetary Society (webcast via YouTube)
Discovery News
TIME
Popular Mechanics
UPI
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Forbes
Wired
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New Horizons:
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Sistema de Plutão:
Plutão (Wikipedia)
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hidra (Wikipedia)
Cérbero (Wikipedia)
Estige (Wikipedia)

 
DAWN CAPTURA A SUA MELHOR IMAGEM, ATÉ AGORA, DE CERES
A cerca de três vezes a distância entre a Terra e a Lua, a sonda Dawn espia o seu destino final - o planeta anão Ceres. Esta imagem não processada de Ceres foi capturada pela Dawn no dia 1 de Dezembro de 2014.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A sonda Dawn vislumbrou Ceres, o maior corpo na cintura de asteróides, numa nova imagem obtida a 1,2 milhões de quilómetros do planeta anão. Esta é a melhor imagem de Ceres obtida pela Dawn à medida que faz o seu caminho até este mundo inexplorado.

"Agora, finalmente, temos uma nave espacial à beira de desvendar este misterioso mundo alienígena. Em breve irá revelar os inúmeros segredos que Ceres esconde desde o início do Sistema Solar," afirma Marc Rayman, do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia, director da missão Dawn.

A Dawn entrará em órbita de Ceres em Março, tornando-se na primeira sonda a visitar um planeta anão. Até à data, as melhores imagens de Ceres foram obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. No entanto, no início de 2015, a Dawn começará a capturar imagens numa resolução muito maior.

Ampliação da imagem de Ceres, obtida no dia 1 de Dezembro pela sonda Dawn.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Desde o seu lançamento em 2007, a Dawn já visitou Vesta, um protoplaneta gigante actualmente localizado a 168 milhões de quilómetros de Ceres. A distância entre Vesta e Ceres é maior do que a distância entre a Terra e o Sol. Durante os 14 meses que passou em órbita de Vesta, a sonda recolheu informações sem precedentes, destacando-se imagens da sua superfície craterada e pistas importantes acerca da sua história geológica. Vesta e Ceres são os dois corpos mais maciços da cintura de asteróides.

A imagem, onde Ceres mede apenas nove pixéis, serve como uma calibração final da câmara científica, necessária antes da Dawn alcançar Ceres. O planeta anão aparece aproximadamente com o mesmo brilho que Vénus por vezes tem a partir da Terra. Ceres tem um diâmetro médio de aproximadamente 950 km.

A Dawn começará a sua fase de aproximação a Ceres no dia 26 de Dezembro.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Astronomy
PHYSORG
Astronomy Now
SPACE.com
EarthSky
redOrbit
AstroPT

Missão Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

Vesta:
Voo virtual da Dawn por Vesta (YouTube)
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Lançamento da Orion
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, Bill Ingalls
 
Viajando para duas órbitas em redor do planeta Terra e uma aterragem no Oceano Pacífico, a Orion foi lançada às primeiras horas da manhã da passada Sexta-feira, a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, EUA. A nave encontrava-se no topo de um foguetão Delta IV Heavy. A primeira viagem para o espaço num voo de testes não tripulado, a Orion viajou até cerca de 5790 km da Terra, cerca de 15 vezes mais do que a altitude orbital da Estação Espacial Internacional. De facto, a Orion viajou mais longe no espaço do que qualquer nave espacial desenhada para tripulações humanas desde as missões Apollo até à Lua. O módulo [ainda não] tripulado Orion atingiu velocidades superiores a 32.000 km/h e temperaturas que rondavam os 2200º C à medida que re-entrava na atmosfera da Terra cerca de 4,5 horas após o lançamento.
 

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