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Edição n.º 1150
17/03 a 19/03/2015
 
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20/03/15 - OBSERVAÇÃO DO ECLIPSE SOLAR
08:00 – 10:00 - Observação do eclipse solar de forma segura, com telescópio e outros meios, em simultâneo com outras zonas do país.
Público: Público em geral
Local: Mercado Municipal

20/03/15 - MEDIÇÃO DO RAIO DA TERRA NO EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
12:00 – 13:30 - Cálculo do raio da Terra através de uma atividade de medição do comprimento de uma sombra, à semelhança do método usado por Eratóstenes em 250 a.C.
Local: Fórum Algarve

27/03/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 17/03: 76.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958 era lançada a primeira sonda a energia solar, a Vanguard 1.

Transportava um sensor de medição de temperatura e um transmissor de rádio. O seu sistema de energia parou em 1964, embora se pensasse que continuaria a orbitar a Terra e a transmitir dados durante 1000 anos.
Em 2013, o maior meteorito (desde que a NASA começou a observar a Lua em 2005) atinge a Lua.
Observações: Júpiter este mês forma um triângulo mais ou menos equilátero com Procyon e Pollux. Olhe para sudeste após o anoitecer, Procyon está para baixo e para a direita de Júpiter. Pollux está para cima e para a direita de Júpiter.
Procyon também faz parte do ligeiramente maior Triângulo de Inverno. O Triângulo de Inverno também é equilátero. As suas outras estrelas são a alaranjada Betelgeuse em Orionte e Sirius para baixo.

Dia 18/03: 77.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1781, Charles Messier redescobre o enxame globular M92.
Em 1965, Aleksei Leonov torna-se o primeiro homem a passear no espaço após sair durante 12 minutos no exterior da Voskhod 2.

Em 1980, um foguetão Vostok preparado para uma missão de reabastecimento explode na rampa de lançamento, no Cosmódromo de Plesetsk, matando 50 pessoas.
Em 2011, inserção orbital da sonda MESSENGER em Mercúrio.
Observações: A Ursa Maior brilha bem alta a nor
deste por estas noites, apoiando-se na sua "pega". Já provavelmente deve saber que as duas estrelas que formam a frente da "frigideira" apontam para a Estrela Polar, atualmente para baixo e para a sua esquerda. Se seguir a curva da "pega" de Ursa Maior também chega a Arcturo, que está agora a subir a este-nordeste. Mas sabia que se seguir as estrelas-guia de Ursa Maior na direção oposta chega a Leão? E se desenhar uma linha diagonal desde a estrela que une a "pega" à "frigideira", chega a Gémeos? Finalmente, se seguir a linha formada pelas duas estrelas do topo da "frigideira", chega a Capella.

Dia 19/03: 78.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1915, Plutão era fotografado pela primeira vez. No entanto, não foi identificado como planeta.

Em 2008, GRB 080319B, uma explosão cósmica que se torna no objecto mais distante visível [brevemente] a olho nu.
Observações: Eclipse de Io, entre as 04:07 e as 06:32.

 
CURIOSIDADES


Pensa-se que a lua de Saturno, Febe, seja um centauro capturado.

 
UM SEGUNDO PLANETA MENOR PODE POSSUIR ANÉIS COMO SATURNO

Existem apenas cinco corpos no nosso Sistema Solar que se sabe terem anéis. O mais óbvio é o planeta Saturno; em menor escala, também existem anéis de gás e poeira em redor de Júpiter, Úrano e Neptuno. O quinto membro deste grupo é Chariklo, da classe de planetas menores conhecidos como centauros: corpos rochosos e pequenos que possuem qualidades tanto de asteroides como de cometas.

Os cientistas só recentemente detetaram o sistema de anéis de Chariklo - uma descoberta surpreendente, pois pensava-se que os centauros eram relativamente dormentes. Agora, cientistas detetaram um possível sistema de anéis em torno de um segundo centauro, Quíron.

Em novembro de 2011, o grupo observou uma ocultação estelar na qual Quíron passou em frente de uma estrela brilhante, bloqueando momentaneamente a sua luz. Os investigadores analisaram as emissões de luz da estrela, a sombra momentânea criada por Quíron e identificaram características óticas que sugerem que o centauro pode possuir um disco de detritos em órbita. A equipa acredita que as características podem significar um sistema de anéis, uma concha circular de gás e poeira ou jatos simétricos de material expelido desde a superfície do centauro.

"É interessante, porque Quíron é um centauro - parte daquela secção média do Sistema Solar, entre Júpiter e Plutão, onde originalmente pensávamos que as coisas não eram muito ativas, mas ao que parece as coisas são muito ativas," afirma Amanda Bosh, professora do Departamento de Ciências Atmosféricas, Planetárias e da Terra do MIT (Massachusetts Institute of Technology), EUA.

Bosh e colegas do MIT - Jessica Ruprecht, Michael Person e Amanda Gulbis - publicaram os seus resultados na revista Icarus.

Impressão de artista de um sistema de anéis em redor de um centauro.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Apanhando uma sombra

Quíron, descoberto em 1977, foi o primeiro corpo planetário categorizado como centauro, em honra à criatura da mitologia grega - um híbrido de homem e animal. Tal como na mitologia, os centauros são híbridos, incorporando características de asteroides e de cometas. Hoje, os cientistas estimam que existem mais de 44.000 centauros no Sistema Solar, concentrados sobretudo numa banda entre as órbitas de Júpiter e Plutão.

Apesar de se pensar que a maioria dos centauros esteja dormente, os cientistas já viram sinais de atividade em Quíron. A partir do final da década de 1980, os astrónomos observaram padrões de aumento de brilho no centauro, bem como atividade parecida à de um cometa.

Em 1993 e 1994, James Elliot, na altura professor de astronomia planetária e física no MIT, observou uma ocultação estelar de Quíron e fez as primeiras estimativas do seu tamanho. Elliot também observou características, nos dados óticos, parecidas com jatos de água e poeira expelidos a partir da superfície do centauro.

Agora, cientistas do MIT - alguns deles ex-membros do grupo de Elliot - obtiveram observações mais precisas de Quíron, usando dois grandes telescópios no Hawaii - o IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA, em Mauna Kea, e o LCOGT.net (Las Cumbres Observatory Global Telescope Network) em Haleakala.

Em 2010, a equipa começou a traçar as órbitas de Quíron e de estrelas próximas a fim de identificar exatamente quando o centauro podia passar à frente de uma estrela suficientemente brilhante. Os cientistas determinaram que uma tal ocultação estelar teria lugar no dia 29 de novembro de 2011, e reservaram tempo de observação nos dois telescópios na esperança de avistar a sombra de Quíron.

"Existe uma espécie de serendipidade nestas observações," comenta Bosh. "Precisamos de uma certa dose de sorte, à espera que Quíron passe em frente de uma estrela suficientemente brilhante. Quíron propriamente dito é pequeno o suficiente para que o evento seja muito curto; basta piscar o olho para o perder."

A equipa observou a ocultação estelar remotamente a partir do MIT. O evento durou apenas alguns minutos e os telescópios registaram a diminuição de luz à medida que Quíron passava em frente da estrela.

Impressão de artista de um sistema de anéis em redor de um centauro.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Anéis em redor de uma teoria

O grupo analisou os dados recolhidos e detetou algo inesperado. Um corpo simples, sem material circundante, criaria um padrão simples, bloqueando inteiramente a luz da estrela. Mas os investigadores observaram características nítidas e simétricas perto do início e do fim da ocultação estelar - um sinal que material, como por exemplo poeira, podia estar a bloquear uma fração da luz estelar.

Os investigadores observaram duas destas características, cada a cerca de 300 km do centro do centauro. Tendo em conta os dados óticos, as características têm 3 e 7 km de largura, respetivamente. As características são semelhantes às observadas por Elliot na década de 1990.

À luz destas novas observações, os cientistas dizem que Quíron pode ainda possuir jatos simétricos de gás e poeira, como Elliot propôs. No entanto, outras interpretações podem ser igualmente válidas, incluindo a "possibilidade interessante", comenta Bosh, de uma concha ou anel de gás e poeira.

Ruprecht, investigadora do Laboratório Lincoln do MIT, diz que é possível imaginar um cenário no qual os centauros podem formar anéis: por exemplo, quando um corpo é quebrado, os detritos resultantes podem ser capturados gravitacionalmente em redor de outro corpo, como Quíron. Os anéis também podem ser material residual resultante da própria formação de Quíron.

"Outra possibilidade envolve a história da distância de Quíron ao Sol," explica Ruprecht. "Os centauros podem ter começado mais distantes [no Sistema Solar] e, através das interações gravitacionais com os planetas gigantes, tiveram as suas órbitas perturbadas para mais perto do Sol. O material gelado que teria sido mais estável para lá de Plutão torna-se menos estável a distâncias menores, transforma-se em gás que empurra poeira e material para fora da superfície de um corpo."

Desde então, um grupo independente combinou os dados da ocultação recolhidos pelo grupo do MIT com outros dados óticos e concluiu que as características em redor de Quíron provavelmente representam um sistema de anéis. No entanto, Ruprecht comenta que os cientistas terão que observar mais ocultações estelares para determinar realmente qual das interpretações - anéis, concha ou jatos - é a correta.

"Se quisermos ter um argumento forte para anéis à volta de Quíron, vamos precisar de mais observações por vários observadores, distribuídos por algumas centenas de quilómetros, para que possamos mapear a geometria do anel," explica Ruprecht. "Mas só isso não nos diz se os anéis são uma característica temporária de Quíron, ou se são mais permanentes. Há muito trabalho pela frente."

No entanto, Bosh diz que a possibilidade de um segundo centauro com anéis no Sistema Solar é muito atraente.

"Até que os anéis de Chariklo foram encontrados, pensava-se que estes corpos mais pequenos não podiam ter sistemas de anéis," afirma. "Se Quíron tiver realmente um sistema de anéis, vai mostrar que é mais comum do que se pensava anteriormente."

Matthew Knight, astrónomo do Observatório Lowell em Flagstaff, no estado americano do Arizona, diz que a possibilidade de existência de anéis em Quíron "torna o Sistema Solar um pouco mais íntimo."

"Nós temos uma boa noção da maioria do Sistema Solar interior graças às missões espaciais, mas estes pequenos mundos gelados do Sistema Solar exterior ainda são misteriosos," comenta Knight, que não esteve envolvido na pesquisa. "Pelo menos para mim, ser capaz de imaginar um centauro com anéis fá-lo parecer mais tangível."

Links:

Notícias relacionadas:
MIT News (comunicado de imprensa)
Icarus
Artigo científico - Ortiz et al. (arXiv.org)
The Planetary Society
Astronomy Now
redOrbit
PHYSORG
science 2.0
(e) Science News
EarthSky
Discovery News

Quíron:
Wikipedia
JPL/NASA
Gary W. Kronk's Cometography

Chariklo:
Wikipedia
JPL/NASA

Centauro (planeta menor):
Wikipedia
Centro de Planetas Menores da UAI

 
EXPLOSÃO DE "MINI-SUPERNOVA" PODE TER GRANDE IMPACTO
GK Persei em raios-X, rádio e no visível.
Crédito: NASA/CXC/RIKEN/D. Takei et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Nos "blockbusters" de Hollywood, as explosões são muitas vezes as estrelas do espetáculo. No espaço, as explosões das estrelas verdadeiras são um foco para os cientistas que esperam entender melhor os seus nascimentos, vidas e mortes e o modo como interagem com os seus arredores.

Usando o Observatório de Raios-X Chandra da NASA, astrónomos estudaram uma explosão em particular que pode fornecer pistas para a dinâmica de outras erupções estelares muito maiores.

Uma equipa de investigadores apontou o telescópio para GK Persei, um objeto que causou sensação no mundo da astronomia em 1901 quando, de repente, apareceu como uma das estrelas mais brilhantes no céu por alguns dias, antes de gradualmente diminuir de brilho. Hoje, os astrónomos citam GK Persei como um exemplo de uma "nova clássica", um surto de luz produzida por uma explosão termonuclear à superfície de uma anã branca, o remanescente denso de uma estrela semelhante ao Sol.

Uma nova pode ocorrer se a forte gravidade de uma anã branca puxa material de uma estrela companheira em órbita. Se material suficiente, principalmente na forma de hidrogénio gasoso, se acumular à superfície da anã branca, pode ocorrer fusão nuclear e caso esta se intensifique, culmina na explosão de uma bomba cósmica de hidrogénio. As camadas exteriores da anã branca são expelidas, produzindo uma nova que pode ser observada durante um período de meses a anos, à medida que o material se expande para o espaço.

As novas clássicas podem ser consideradas versões "em miniatura" das explosões de supernova. As supernovas assinalam a destruição de toda uma estrela e podem ser tão brilhantes que ofuscam toda a galáxia onde se encontram. As supernovas são extremamente importantes para a ecologia cósmica porque injetam quantidades enormes de energia para o gás interestelar e são responsáveis pela dispersão de elementos como o ferro, cálcio e oxigénio para o espaço, onde podem ser incorporados em gerações futuras de estrelas e planetas.

Pese embora os remanescentes de supernova sejam muito mais maciços e energéticos do que as novas clássicas, parte da física fundamental é igual. Ambos envolvem uma explosão e a criação de uma onda de choque que viaja a velocidades supersónicas pelo gás circundante.

As energias e massas mais modestas associadas com as novas clássicas significam que os remanescentes evoluem mais rapidamente. Isto, adicionando a uma muito maior frequência com que ocorrem em comparação com as supernovas, faz das novas clássicas alvos importantes para o estudo das explosões cósmicas.

O Chandra observou GK Persei pela primeira vez em fevereiro de 2000 e novamente em novembro de 2013. Esta linha de base de 13 anos fornece aos astrónomos tempo suficiente para notar diferenças importantes na emissão de raios-X e nas suas propriedades.

Esta nova imagem de GK Persei contém raios-X do Chandra (azul), dados óticos do Telescópio Hubble (amarelo) e dados de rádio do VLA (Very Large Array; rosa). Os dados de raios-X mostram gás quente e os dados de rádio mostram a emissão de eletrões que foram acelerados para altas energias pela onda de choque da nova. Os dados óticos revelam aglomerados de material expelido durante a explosão. A natureza da fonte semelhante a um ponto em baixo e à esquerda é ainda desconhecida.

Ao longo dos anos que englobam os dados do Chandra, os detritos da nova expandiram-se a uma velocidade de mais ou menos 1,13 milhões de quilómetros por hora. Trocando por miúdos, quer dizer que, durante esse período, a onda de choque viajou cerca de 145 mil milhões de quilómetros.

Uma descoberta intrigante ilustra como o estudo dos remanescentes de novas pode fornecer pistas importantes sobre o meio ambiente da explosão. A luminosidade de raios-X do remanescente GK Persei diminuiu cerca de 40% ao longo dos 13 anos entre as observações do Chandra, enquanto a temperatura do gás no remanescente permaneceu essencialmente constante, a cerca de um milhão de graus Celsius. À medida que a onda de choque crescia e aquecia uma quantidade cada vez maior de matéria, a temperatura por trás de onda de choque devia ter diminuído. A diminuição de raios-X e a temperatura constante observadas sugerem que a onda de energia varreu uma quantidade negligenciável de gás no ambiente em redor da estrela ao longo dos últimos 13 anos. Isto sugere que a onda deve estar atualmente expandindo-se para uma região de densidade muito mais baixa do que anteriormente, dando pistas sobre a vizinhança estelar onde GK Persei reside.

O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 10 de março da revista The Astrophysical Journal.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal
PHYSORG
Discovery News

GK Persei:
NASA
Wikipedia
Animação da expansão da nova

Nova:
Wikipedia

Observatório Chandra:
Página oficial (Harvard)
Página oficial (NASA)
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - As Nuvens de Orionte, o Caçador
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rogelio Bernal Andreo
 
Embalados em poeira cósmica e hidrogénio brilhante, os berçários estelares de Orionte, o Caçador, estão situados na orla de uma nuvem molecular gigante a cerca de 1500 anos-luz de distância. Abrangendo cerca de 30 graus, esta vista de cortar a respiração estende-se por toda a constelação, da cabeça até aos pés (esquerda para a direita). A 1500 anos-luz de distância, a Grande Nebulosa de Orionte é a região de formação estelar mais próxima, aqui visível logo para a direita e para baixo do centro. Para a sua esquerda está a Nebulosa Cabeça de Cavalo, M78 e as estrelas da cintura de Orionte. Se clicar nesta imagem legendada, também encontrará a gigante vermelha Betelgeuse no ombro do Caçador, a brilhante e azulada Rigel no pé, a Nebulosa Cabeça de Bruxa para cima de - e iluminada por - Rigel, e a brilhante nebulosa Lambda Orionis (Meissa) para a esquerda, perto da Cabeça de Orionte. Claro, a brilhante Nebulosa de Orionte e as suas estrelas são fáceis de discernir à vista desarmada, mas as nuvens de poeira e de emissão deste rico complexo de nebulosas interestelares são demasiado fracas e muito mais difíceis de observar. Neste mosaico de imagens telescópicas, foram necessários mais dados obtidos com um filtro de hidrogénio-alpha para fazer sobressair os tentáculos penetrantes do hidrogénio atómico energizado como no arco do grande Loop de Barnard.
 

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