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Edição n.º 1165
08/05 a 11/05/2015
 
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15/05/15 - OBSERVAÇÃO NOTURNA
21:00 – 23:00 - Observação noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável)
Local: Hotel Vila Galé Albacora - Tavira

22/05/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 08/05: 128.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, era lançado o primeiro foguetão Atlas Centauro.

Observações: Os dois pontos mais brilhantes no céu são Vénus e Júpiter. Ao pôr-do-Sol estão a oeste e alto a sudoeste, respetivamente. Encontre o ponto médio entre os dois planetas. Um pouco para cima e para a direita está Pollux, com Castor para a sua direita.

Dia 09/05: 129.º dia do calendário gregoriano.
História: Lançamento da Mariner 8.

Tinha como objetivo entrar em órbita de Marte e enviar imagens e dados, mas o veículo de lançamento falhou e nem conseguiu alcançar órbita terrestre.
Observações: Ocultação de Europa, entre as 00:51 e as 03:48.
No céu de maio brilham três estrelas com magnitude 0: Arcturo muito alta a sudeste, Vega muito baixa a nordeste e Capella a noroeste. Parece muito brilhantes porque cada uma é pelo menos 60 vezes mais luminosa que o Sol, e porque estão relativamente próximas: 37, 25 e 42 anos-luz, respetivamente.

Dia 10/05: 130.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 28 AC, era observada uma mancha solar por astrónomos da Dinastia Han, durante o reinado do Imperador Cheng de Han, uma das mais antigas observações de manchas solares na China.
Em 1900 nascia Cecilia Helena Payne-Gaposchkin

Descobriu a composição química das estrelas e que o hidrogénio e hélio são os seus elementos mais abundantes, e, por isso, também do Universo. Em 1976 recebeu o prestigiado Prémio Henry Norris Russell da Sociedade Astronómica Americana.
Em 1930, nascia George E. Smith, físico americano, coinventor da CCD
Em 1946, primeiro lançamento bem sucedido de um foguetão V-2 nos EUA. 
Em 1971 era lançada a Kosmos 419 (USSR). Não conseguiu sair da órbita da Terra.
Observações: Trânsito de Europa, entre as 20:01 e as 22:58.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 22:32 e as 01:30.

Dia 11/05: 131.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1918 nascia Richard Feynman que, em conjunto com Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga, ganhou o prémio Nobel da Física pelo seu trabalho sobre electrodinâmica quântica. Também trabalhou na investigação do acidente do vaivém Challenger.
Em 1916 morria Karl Schwarzschild.

Usando a teoria da gravitação de Einstein, que descreve a forma como o espaço-tempo é curvado pela matéria, explica que quando uma estrela se contrai, existe um ponto em que a sua gravidade é tão forte que nem a luz pode escapar, o agora famoso buraco negro. Este ponto é conhecido como o raio de Schwarzchild e é igual à massa do objecto multiplicada pelo dobro da constante da gravidade e dividida pela velocidade da luz ao quadrado.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 11:36.

 
CURIOSIDADES


Quer enviar o desenho do seu filho(a) ou familiar para o espaço a bordo do satélite Cheops? A ESA e os parceiros da missão estão a convidar as crianças a submeter desenhos que serão miniaturizados e gravados em duas placas que serão colocadas no satélite. Consulte as regras e mais informações no link acima
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ESTABELECIDO NOVO RECORDE DE GALÁXIA MAIS DISTANTE

Uma equipa internacional de astrónomos, liderados por cientistas da Universidade de Yale e da Universidade da califórnia, empurrou para trás a fronteira cósmica de exploração galáctica até uma época em que o Universo tinha apenas 5% da sua idade atual de 13,8 mil milhões de anos. A equipa descobriu uma galáxia excecionalmente luminosa com mais de 13 mil milhões de anos e determinou a sua distância à Terra usando dados combinados dos telescópios espaciais Hubble, Spitzer e do telescópio de 10 metros Keck I do Observatório W. M. Keck no Hawaii. Estes observatórios confirmaram que é a galáxia mais distante atualmente conhecida, estabelecendo um novo recorde. A galáxia existiu há tanto tempo atrás, que parece ter apenas 100 milhões de anos.

A galáxia, EGS-zs8-1, foi originalmente identificada com base nas suas cores particulares em imagens do Hubble e do Spitzer e é um dos objetos mais brilhantes e maciços do Universo primitivo. "Já tem mais de 15% da massa atual da nossa Via Láctea," afirma Pascal Oesch, autor principal do estudo, da Universidade de Yale em New Haven, no estado americano de Connecticut. "Mas apenas teve mais ou menos 670 milhões de anos para o fazer. O Universo era ainda muito jovem." A nova medição também permitiu aos astrónomos determinar que EGS-zs8-1 estava ainda formando estrelas muito rapidamente, cerca de 80 vezes mais depressa que a nossa Via Láctea (que tem uma taxa de formação estelar equivalente a uma estrela por ano).

Esta é uma imagem, pelo Hubble, da galáxia espectroscopicamente confirmada como mais distante já observada até à data (inserção). Foi identificada num campo de galáxias obtido pelo estudo CANDELS (Cosmic Assembly Near-infrared Deep Extragalactic Legacy Survey). O Spitzer também observou esta galáxia única. Os astrónomos usaram o Keck para obter o desvio para o vermelho (z=7,7), alargando o recorde anterior. As medições do desvio para o vermelho dão-nos as distâncias às galáxias. Esta fonte é por isso a galáxia mais distante já confirmada e parece também ser uma das galáxias mais brilhantes e massivas da altura. A galáxia existia há mais de 13 mil milhões de anos. A inserção no canto superior direito, a galáxia no infravermelho próximo, tem tons de azul para sugerir estrelas muitos jovens e, por isso, muito azuis. O campo de visão CANDELS é uma combinação de exposições no visível com exposições no infravermelho próximo.
Crédito: NASA, ESA, P. Oesch (Universidade de Yale)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Apenas um punhado de galáxias, assim tão cedo no Universo, têm distâncias precisas já medidas. "Cada confirmação acrescenta mais uma peça ao puzzle de como as primeiras gerações de galáxias formaram-se no início do Universo," afirma Pieter van Dokkum de Yale, segundo autor do estudo. "Só os telescópios mais sensíveis são poderosos o suficiente para alcançar estas distâncias enormes". A descoberta só foi possível graças ao [relativamente novo] instrumento MOSFIRE (Multi-Object Spectrometer For Infra-Red Exploration) acoplado ao telescópio Keck I, que permite com que os astrónomos estudem eficazmente várias galáxias ao mesmo tempo.

A medição e caracterização das propriedades de galáxias a estas distâncias extremas é um dos objetivos principais dos astrónomos durante a próxima década. As observações mostram EGS-zs8-1 numa altura em que o Universo passava por mudanças muito importantes: o hidrogénio entre as galáxias estava a transitar de um estado opaco para transparente. "Parece que as estrelas jovens nas galáxias primitivas como EGS-zs8-1 foram os principais fatores desta transição, chamada reionização," explica o coautor Rychard Bouwens do Observatório de Leiden, na Holanda.

Imagem de EGS-zs8-1 pelo Hubble.
Crédito: NASA, ESA, P. Oesch e I. Momcheva (Universidade de Yale) e equipas 3D-HST e HUDF09/XDF
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Estas novas observações conjuntas do Hubble, Spitzer e Keck também levantam novas questões. Confirmam que as galáxias maciças já existiam no início da história do Universo, mas que as suas propriedades eram muito diferentes das galáxias observadas no presente. Os astrónomos têm agora evidências muito fortes de que as cores peculiares das galáxias antigas, observadas nas imagens do Spitzer, surgem da muito rápida formação de estrelas jovens e massivas, que interagiam com o gás primordial nestas galáxias.

As novas observações sublinham as descobertas muito emocionantes que o Telescópio Espacial James Webb poderá fazer quando for lançado em 2018. Além de empurrar a fronteira cósmica até alturas ainda mais antigas, o telescópio será capaz de dissecar a luz infravermelha da galáxia EGS-zs8-1 observada pelo Spitzer e fornecer aos astrónomos muitas mais informações detalhadas sobre as suas propriedades gasosas. "As nossas observações atuais sugerem que com o James Webb será muito fácil medir, com precisão, distâncias a estas galáxias antigas," comenta Garth Illingworth da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. "O resultado das medições do Webb irá fornecer uma imagem muito mais completa da formação das galáxias durante o alvorecer cósmico."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade de Yale (comunicado de imprensa)
Universidade da Califórnia (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
The Astrophysical Journal Letters
SPACE.com
Astronomy Now
EarthSky
science 2.0
(e) Science News
Popular Mechanics
PHYSORG
Discovery News
Forbes
engadget
BBC News

EGS-zs8-1:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Site dos 25 anos do Hubble 
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página oficial
MOSFIRE
Wikipedia

Telescópio Espacial James Webb:
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

 
ASTRÓNOMOS ENCONTRAM PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE ALTERAÇÕES NUMA SUPER-TERRA
Impressão de artista da super-Terra 55 Cancri e, que mostra uma superfície parcialmente fundida antes e depois da possível atividade vulcânica no lado diurno.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Astrónomos detetaram mudanças descontroladas de temperatura numa super-Terra - a primeira vez que se observa variabilidade atmosférica num planeta rochoso para lá do nosso Sistema Solar - e acreditam que podem ser devidas a grandes quantidades de atividade vulcânica, aumentando ainda mais o mistério do já apelidado "planeta de diamante."

Pela primeira vez, investigadores liderados pela Universidade de Cambridge detetaram variabilidade atmosférica num planeta rochoso para lá do nosso Sistema Solar e observaram um aumento de temperatura ao longo de um período de dois anos. Os investigadores são rápidos a explicar que a causa da variabilidade está ainda sob investigação, mas acreditam que as leituras podem dever-se a enormes quantidades de atividade vulcânica à superfície. A capacidade de espreitar as atmosferas das super-Terras e de observar as condições à superfície é um marco importante para a identificação de planetas habitáveis fora do Sistema Solar.

Usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, os investigadores observaram as emissões térmicas provenientes do exoplaneta denominado 55 Cancri e - em órbita de uma estrela parecida com o Sol a cerca de 41 anos-luz de distância na direção da constelação de Caranguejo - e pela primeira vez encontraram mudanças rápidas nas condições, com temperaturas no lado "diurno" do planeta variando entre os 1000 e 2700 graus Celsius.

"Esta é a primeira vez que vimos tais mudanças drásticas na luz emitida por um exoplaneta, o que é particularmente notável para uma super-Terra," afirma o Dr. Nikku Madhusudhan do Instituto de Astronomia de Cambridge, coautor do novo estudo. "Até agora, não tinham sido detetadas assinaturas de emissões termais ou de atividade superficial em nenhuma super-Terra."

Embora as interpretações dos novos dados sejam ainda preliminares, os cientistas acreditam que a variabilidade da temperatura pode ser devida a grandes plumas de gás e poeira que cobrem ocasionalmente a superfície, superfície esta que pode estar parcialmente fundida. As plumas podem ser provocadas por taxas altas de atividade vulcânica, mais elevadas do que aquelas observadas em Io, uma das luas de Júpiter e o corpo geologicamente mais ativo do Sistema Solar.

"Vimos uma mudança de 300% no sinal proveniente do planeta, a primeira vez que observámos um tal nível de variabilidade num exoplaneta," afirma o Dr. Brice-Olivier Demory do Laboratório Cavendish de Cambridge, autor principal do novo estudo. "Embora não possamos ter a certeza absoluta, nós pensamos que uma provável explicação para esta variabilidade é a atividade superficial a grande escala, possivelmente vulcanismo, que está a libertar enormes volumes de gás e poeira, que por vezes cobrem a emissão termal do planeta e por isso não é vista da Terra."

55 Cancri e é uma "super-Terra": um exoplaneta rochoso com cerca do dobro do tamanho e oito vezes a massa da Terra. É um de cinco planetas que orbitam uma estrela parecida com o Sol na constelação de Caranguejo e reside tão perto da sua estrela-mãe que um ano dura apenas 18 horas terrestres. O planeta está também bloqueado gravitacionalmente, o que significa que não gira como a Terra - em vez disso, tem um lado permanentemente virado para a estrela e o outro onde é permanentemente noite. Uma vez que é a super-Terra mais próxima cuja atmosfera pode ser estudada, 55 Cancri e está entre os melhores candidatos para observações detalhadas da superfície e das suas condições atmosféricas.

A maioria das primeiras pesquisas sobre exoplanetas foram levadas a cabo em gigantes gasosos parecidos com Júpiter e Saturno porque, graças aos seus tamanhos gigantescos, são mais fáceis de encontrar. Nos últimos anos, os astrónomos têm sido capazes de mapear as condições em muitos desses gigantes de gás, mas é muito mais difícil fazê-lo para as super-Terras - exoplanetas com massas entre uma e dez vezes a massa da Terra.

Observações anteriores de 55 Cancri e apontaram para uma abundância de carbono, sugerindo que o planeta era composto por diamantes. No entanto, estes novos resultados perturbaram consideravelmente essas observações mais antigas, abrindo novas perguntas.

"Quando identificámos este planeta pela primeira vez, as medições suportavam um modelo rico em carbono," afirma Madhusudhan que, juntamente com Demory, é membro do Centro de Pesquisa Exoplanetária de Cambridge. "Mas agora estamos a descobrir que estas medições mudam com o tempo. O planeta pode ainda ser rico em carbono, mas agora não temos tanta certeza - estudos anteriores até sugeriram que podia ser um mundo aquático. A variabilidade presente é algo que ainda não vimos em mais lado nenhum, por isso não existe nenhuma explicação convencional robusta. Mas a ciência é mesmo assim - as pistas podem vir dos cantos mais inesperados. As observações atuais abrem um novo capítulo na nossa capacidade de estudar as condições dos exoplanetas rochosos usando telescópios atuais e os grandes telescópios do futuro."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Astronomy
SPACE.com
Astronomy Now
PHYSORG
Discovery News
National Geographic
TSF
AstroPT

55 Cancri e:
Exoplanet.eu
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

 
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