Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1202
15/09 a 17/09/2015
 
Siga-nos:      
 

18/09/15 - SESSÃO ASTRONÓMICA NOTURNA
20:00 – 22:00 - Observação noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável)
Local: Hotel Vila Galé Albacora - Tavira

28/09/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 15/09: 258.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, lançamento da soviética Zond 5, tornando-se a primeira sonda a dar uma volta à Lua e a re-entrar na atmosfera da Terra.

Observações: Ao anoitecer, Arcturo brilha a oeste e vai ficando cada vez mais baixo a cada semana que passa. Para a sua direita a noroeste, a Ursa Maior está cada vez mais nivelada.

Dia 16/09: 259.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1996, lançamento da missão STS-79 do vaivém Atlantis.

Observações: Consegue avistar o fino crescente da Lua, a oeste-sudoeste ao anoitecer, bem perto do horizonte?

Dia 17/09: 260.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1789, William Herschel descobre a Lua de Saturno, Mimas.

Em 1976, era apresentado pela NASA o primeiro Space Shuttle (ou vaivém espacial), Enterprise.
Observações: Ao lusco-fusco, procure a Lua a sudoeste, para a direita de Antares e Saturno.

 
CURIOSIDADES


Os cometas são normalmente conhecidos pelo nome do astrónomo ou observatório que os detetou pela primeira vez.

 
ASTRÓNOMOS PERSCRUTAM O "SACO AMNIÓTICO" DE UMA ESTRELA EM FORMAÇÃO

Astrónomos conseguiram ver através do "saco amniótico" de uma estrela ainda em formação para observar pela primeira vez a região mais interna de um sistema solar emergente.

Num artigo científico publicado ontem na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, uma equipa internacional de astrónomos descreve descobertas surpreendentes nas suas observações da estrela mãe, HD 100546.

O autor principal, Dr. Ignacio Mendigutía, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirma: "ninguém jamais foi capaz de sondar tão perto de uma estrela ainda em formação e que também tem pelo menos um planeta tão próximo".

Impressão de artista do sistema HD 100546. Um planeta ainda no processo de formação pode estar a reforçar uma transferência de material da região exterior do disco protoplanetário, rica em gás, para as regiões mais interiores.
Crédito: David Cabezas Jimeno (SEA).
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Fomos capazes de detetar pela primeira vez a emissão da região mais interna do disco de gás que rodeia a estrela central. Inesperadamente, esta emissão é semelhante à das estrelas jovens e 'estéreis' que não mostram quaisquer sinais de formação planetária ativa."

Para observar este sistema distante, os astrónomos usaram o VLTI (Very Large Telescope Interferometer) no Chile. O VLTI combina o poder de observação de quatro telescópios (cada um com 8,2 m) e pode produzir imagens tão nítidas quanto um único telescópio com 130 metros de abertura.

O professor Rene Oudmaijer, coautor do estudo, também da mesma universidade, comenta: "Considerando a grande distância que nos separa da estrela (325 anos-luz), o desafio foi parecido a tentar observar algo do tamanho de uma cabeça de alfinete a 100 km de distância."

HD 100546 é uma estrela jovem (com apenas um milésimo da idade do Sol) rodeada por uma estrutura de gás e poeira em forma de disco, chamada "disco protoplanetário", no qual os planetas se podem formar. Estes discos são comuns em torno de estrelas jovens, mas o de HD 100546 é muito peculiar: se a estrela fosse colocada no centro do nosso Sistema Solar, a parte externa do disco estendia-se até cerca de dez vezes a órbita de Plutão.

Outra impressão de artista do sistema HD 100546, desta vez visto de mais longe. A inserção mostra a primeira imagem, com um planeta ainda no processo de formação e que poderá estar a transferir material do disco exterior para o disco interior.
Crédito: David Cabrezas Jimeno (SEA)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Dr. Mendigutía explica: "Ainda mais interessante, o disco exibe uma lacuna desprovida de material. A abertura é muito grande, cerca de dez vezes o tamanho do espaço que separa o Sol da Terra. O disco interno de gás pode sobreviver por alguns anos antes de ficar preso na estrela central, por isso deve estar a ser reabastecido de alguma forma".

"Sugerimos que a influência gravitacional do planeta ainda em formação - ou possivelmente planetas - na lacuna pode estar a reforçar a transferência de material a partir da parte externa do disco, rica em gás, para as regiões interiores."

Sistemas como HD 100546, que são conhecidos por terem tanto um planeta como uma abertura no disco protoplanetário, são extremamente raros. O único outro exemplo já descoberto é um sistema em que a abertura no disco está dez vezes mais distante da estrela central do que a abertura no sistema de HD 100546.

"Com as nossas observações do disco interno de gás no sistema HD 100546, estamos começando a entender os primeiros momentos de estrelas que hospedam planetas numa escala comparável à do nosso Sistema Solar," conclui Oudmaijer.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Leeds (comunicado de imprensa)
Sociedade Astronómica Real (comunicado de imprensa)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
AstronomyNow
redOrbit
PHYSORG

HD 100546:
Wikipedia
SIMBAD
Open Exoplanet Catalogue

VLTI:
ESO
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Trânsito Duplo da ISS
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Hartwig Luethen
 
Não uma, mas duas vezes a Estação Espacial Internacional (International Space Station ou ISS, em inglês) transitou o Sol em órbitas consecutivas do planeta Terra nesta composição de uma imagem vídeo. A cena foi capturada no dia 22 de agosto a partir de um local bem escolhido em Schmalenbeck, Alemanha. Atravessando o disco solar em menos de um segundo, os trânsitos foram separados no tempo por cerca de 90 minutos, correspondente ao período orbital da estação espacial. Enquanto o grande grupo de manchas solares AR 2043, para baixo do centro, permanecia a uns confortáveis 150 milhões de quilómetros, a distância entre a câmara e a estação orbital situava-se nos 656 km para o primeiro trânsito (superior) e os 915 km para o segundo trânsito mais ao centro. A ISS é visivelmente maior em tamanho angular durante a primeira passagem.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2015 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.