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Edição n.º 1234
05/01 a 07/01/2016
 
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29/01/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 05/01: 5.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, lançamento da sonda soviética Venera 5.

Chega a Vénus em 16 de maio de 1969. Antes de se fragmentar na atmosfera, a cápsula foi suspensa por um pára-quedas durante 53 minutos enquanto recolhia dados da atmosfera venusiana. A sonda também transportava um medalhão com os símbolos da antiga União Soviética.
Em 2005, Éris, o mais massivo planeta anão conhecido do Sistema Solar, é descoberto pela equipa científica de Michael E. BrownChad Trujillo e David L. Rabinowitz, usando imagens obtidas originalmente a 21 de outubro de 2003, no Observatório Palomar.
Observações: Mercúrio estacionário, pelas 05:00
Antes do amanhecer, observe Saturno, Vénus, a Lua e Marte a sudeste. Note o movimento da Lua em relação aos planetas durante os próximos dias.

Dia 06/01: 6.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1912, o geofísico alemão Alfred Wegener apresenta pela primeira vez a sua teoria da deriva continental.

Observações: Hoje e amanhã, o Sol nasce o mais tarde possível para latitudes perto dos 37º N.

Dia 07/01: 7.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, Galileu Galilei observava pela primeira vez as quatro maiores luas de Júpiter, Ganimedes, Calisto, Io e Europa, mas só é capaz de discernir as últimas duas no dia seguinte.

Em 1968, lançamento da Surveyor 7, a última do programa Surveyor.
Em 1985, a agência espacial japonesa, JAXA, lança a Sakigake, a primeira sonda interplanetária lançada por um país que não os Estados Unidos ou a União Soviética.
Em 1998, era lançada a Lunar Prospector.
Observações: Antes do amanhecer, a Lua encontra-se para esquerda de Vénus, Saturno e Antares, baixos a sudeste.

 
CURIOSIDADES


As manchas estelares indicam intensa atividade magnética na fotosfera de uma estrela.

 
CAMPOS MAGNÉTICOS FORTES NO NÚCLEO DE ESTRELAS DE MASSA INTERMÉDIA

Um grupo internacional de astrónomos liderados pela Universidade de Sydney descobriu que campos magnéticos fortes são comuns no interior das estrelas, não tão raros quanto se pensava, o que irá afetar drasticamente a nossa compreensão de como as estelas evoluem.

Usando dados da missão Kepler da NASA, a equipa descobriu que as estrelas apenas um pouco mais massivas que o Sol têm campos magnéticos internos até 10 milhões de vezes mais poderosos do que o da Terra, com implicações importantes para a evolução e destino final das estrelas.

"Isto é tremendamente excitante e totalmente inesperado," afirma o astrofísico Dennis Stello, investigador principal do estudo e da Universidade de Sydney.

"Tendo em que conta que pensávamos, anteriormente, que apenas 5-10% das estrelas tinham campos magnéticos fortes, os modelos atuais de como as estrelas evoluem não têm campos magnéticos como um ingrediente fundamental," afirma o professor Stello. "Tais campos foram simplesmente considerados insignificantes para a nossa compreensão geral da evolução estelar."

Os campos magnéticos vistos no interior das gigantes vermelhas são remanescentes de uma fase anterior em que os núcleos estelares albergavam convecções turbulentas, criando um "dínamo". Os campos magnéticos só estão presentes em estrelas mais massivas que o Sol porque a convecção no núcleo só ocorre nessas estrelas.
Crédito: Universidade de Sydney
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O nosso resultado mostra claramente que esta suposição precisa de ser revisitada." Os resultados foram publicados ontem na Nature.

A investigação é baseada num trabalho anterior pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), de que fez parte o professor Stello, e que constatou que as medições de oscilações estelares, ou ondas sonoras, no interior das estrelas podem ser usadas para inferir a presença de fortes campos magnéticos.

Esta pesquisa mais recente usou esse resultado para olhar para um grande número de versões evoluídas do nosso Sol observadas pelo Kepler. Descobriu-se que mais de 700 destas gigantes vermelhas mostram a assinatura de campos magnéticos fortes, com algumas das oscilações suprimidas pela força dos campos.

"Dado que a nossa amostra é grande, fomos capazes de aprofundar a análise e concluir que os campos magnéticos fortes são muito comuns em estrelas com 1,5-2 vezes a massa do Sol," explica Stello.

"No passado, só podíamos medir o que acontecia à superfície das estrelas e os resultados levavam à interpretação de que os campos magnéticos eram raros."

Usando uma nova técnica chamada asterossismologia (ou sismologia estelar), que pode "penetrar pela superfície" de uma estrela, os astrónomos podem agora observar a presença de um campo magnético muito forte perto do núcleo estelar, que contém o motor central da queima nuclear da estrela. Isto é importante porque os campos magnéticos podem alterar os processos físicos que ocorrem no núcleo, incluindo as taxas de rotação interna, o que afeta a forma como as estrelas envelhecem.

As estrelas como o Sol "incham" e tornam-se gigantes vermelhas perto do final das suas vidas. As gigantes vermelhas (sóis "velhos") com a mesma massa do Sol não mostram campos magnéticos fortes no seu interior, mas estrelas mais massivas, cerca de 60%, albergam fortes campos magnéticos.
Crédito: Universidade de Sydney
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A maioria das estrelas como o Sol oscilam continuamente devido a ondas sonoras que saltam para trás e para a frente dentro delas. "O seu interior é essencialmente como um sino a tocar", comenta Stello. "E, como um sino, ou um instrumento musical, o som que produzem pode revelar as suas propriedades físicas."

A equipa mediu minúsculas variações de brilho nas estrelas, variações estas provocadas pelo "badalar do sino" e descobriu que faltavam certas frequências de oscilação em 60% das estrelas porque foram suprimidas pelos fortes campos magnéticos nos núcleos estelares.

Os resultados vão permitir com que os cientistas testem mais diretamente as teorias de como os campos magnéticos se formam e evoluem - um processo conhecido como dínamo - dentro das estrelas. Isto pode, potencialmente, levar a uma melhor compreensão geral dos dínamos, incluindo aquele que controla o ciclo magnético do Sol, com a duração de 22 anos, que se sabe afetar sistemas de comunicação e a cobertura de nuvens na Terra.

"Agora é o momento de os teóricos investigarem o porquê destes campos magnéticos serem tão comuns," conclui o professor Stello.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Sydney (comunicado de imprensa)
UC Santa Barbara (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Nature
Astronomy
PHYSORG
science 2.0
(e) Science News
UPI

Asterossismologia:
Wikipedia
Asteroseismology.org
KASOC
SAGA

Teoria do dínamo:
Wikipedia

Campo magnético estelar:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Pôr-da-Terra pela LRO
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA/GSFC/Universidade Estatal do Arizona/Lunar Reconnaissance Orbiter
 
Na Lua, a Terra nunca nasce - e nunca se põe. Se estivéssemos à superfície da Lua, veríamos a Terra sempre "pendurada" no céu. Isto porque a Lua mantém sempre a mesma face virada para a Terra. Curiosamente, a imagem em destaque mostra a Terra a pôr-se para lá do horizonte lunar. Isto foi possível porque foi captada por uma sonda em órbita da Lua - especificamente a LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter). De facto, a LRO orbita a Lua tão depressa que, do ponto de vista da nave espacial, a Terra parece pôr-se [na Lua] a cada duas horas. A imagem acima capturou um destes pôr-da-Terra há cerca de três meses atrás. Em contrapartida, a partir da superfície da Terra, a Lua põe-se uma vez por dia - a principal causa sendo a rotação da Terra. A LRO foi lançada em 2009 e, ao criar um mapa tridimensional detalhado da superfície da Lua, está também a procurar água e possíveis bons locais de aterragem para futuros astronautas.
 

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