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Edição n.º 1254
15/03 a 17/03/2016
 
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25/03/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 15/03: 75.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1713, nascia Nicolas Lacaille, cujas medições confirmaram o bojo equatorial da Terra; deu nome a 14 constelações do Hemisfério Sul. (a data de nascimento pode estar incorreta devido ao dia do baptismo de muitas crianças católicas nos séculos XVII e XVIII ser o dia do seu nascimento; alternativamente, poderá ter nascido no dia 28 de dezembro do mesmo ano).

Em 1972, a NASA anunciava o seu programa do Vaivém Espacial.
Em 2004, foi anunciada a descoberta de 90377 Sedna, um dos objetos naturais mais longínquos já observados no Sistema Solar (além dos cometas de longo-período).
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 17:03.
Ocultação de Io, entre as 23:22 e as 01:41 (já de dia 16).
Eclipse de Io, entre as 23:32 e as 01:54 (já de dia 16).

Dia 16/03: 76.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1750, nascia Caroline Herschel, astrónoma e irmã de William Herschel, com quem trabalhou. A sua maior contribuição para a astronomia foi a descoberta de vários cometas e em particular o cometa periódico 35P/Herschel-Rigollet. Foi a primeira mulher a ser remunerada pela sua contribuição à ciência e recebeu vários prémios e honras internacionais.
Em 1918, nascia Frederick Reines, físico americano que recebeu em 1995 o Prémio Nobel da Física pela sua co-deteção do neutrino juntamente com Clyde Cowan. Pode muito bem ser o único cientista na história "tão intimamente ligado à descoberta de uma partícula elementar e consequente investigação das suas propriedades fundamentais".
Em 1926, o foguete lançado pelo físico Robert H. Goddard torna-se no primeiro a combustível líquido; demonstra a praticabilidade dos foguetões e convence Goddard que um dia estes serão capazes de fazer aterrar seres humanos na Lua. 

Goddard lança o seu aparelho num voo de dois segundos e meio a partir de um campo pertencente à sua tia Effie perto de Auburn, Massachusetts. Viaja 56 metros a uma velocidade de 96,6 km/h e alcança uma altitude de apenas 12,5 metros.
Em 1942, primeiro lançamento de teste do foguetão V-2. Explode na descolagem. 
Em 1966 era lançada a Gemini 8 - o primeiro acoplamento de dois veículos espaciais no espaço (com Agena).
Em 1999, a equipa da Lunar Prospector no Centro de Pesquisa Ames da NASA anuncia descobertas que confirmam que a massa da Lua é na sua maioria material ejetado da Terra aquando do impacto com um objeto do tamanho de Marte.
Em 2005, a sonda Cassini descobre a atmosfera de Encélado.
Observações: Antes do amanhecer, olhe para sul em busca de Escorpião. Marte parecerá (à primeira vista) ter subsitutído Beta Scorpii. É como se essa estrela tivesse um brilho dez vezes superior!
Trânsito de Ganimedes, entre as 18:59 e as 22:22.
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 19:44 e as 23:15.
Ocultação de Europa, entre as 20:02 e as 22:51.
Trânsito de Io, entre as 20:37 e as 22:56.
Trânsito da sombra de Io, entre as 20:50 e as 23:06.
Eclipse de Europa, entre as 20:24 e as 23:16.
Trânsito duplo em Júpiter (Ganimedes e Io), entre as 20:50 e as 23:06.

Dia 17/03: 77.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958 era lançada a primeira sonda a energia solar, a Vanguard 1.

Transportava um sensor de medição de temperatura e um transmissor de rádio. O seu sistema de energia parou em 1964, embora se pensasse que continuaria a orbitar a Terra e a transmitir dados durante 1000 anos.
Em 2013, o maior meteorito (desde que a NASA começou a observar a Lua em 2005) atinge a Lua.
Observações: Trânsito de Calisto, entre as 19:02 e as 22:00.
Trânsito da sombra de Calisto, entre as 20:48 e as 00:30 (já de dia 18).
A Lua Crescente brilha esta noite mais ou menos entre Pollux e Castor (para cima) e Procyon (para baixo).

 
CURIOSIDADES


Todos os planetas gigantes gasosos do Sistema Solar têm anéis.

 
MISSÃO EXOMARS PARTE PARA MARTE

A primeira de duas missões conjuntas ESA-Roscosmos até Marte começou uma viagem de sete meses, onde irá abordar os mistérios não resolvidos da atmosfera do planeta que poderão indicar atividade atual geológica ou mesmo biológica.

A TGO (Trace Gas Orbiter) e o veículo de entrada, descida e aterragem Schiaparelli levantaram voo a bordo de um foguetão Proton-M operado pela Roscosmos da Rússia às 09:31 GMT de ontem a partir de Baikonur, no Cazaquistão.

A ExoMars 2016 levantou voo a bordo de um foguetão Proton-M a partir de Baikonur, no Cazaquistão.
Crédito: ESA-Stephane Corvaja
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Após a separação do primeiro e do segundo estágio do Proton, a carga científica foi libertada. O terceiro estágio separou-se quase 10 minutos depois da descolagem.

O estágio superior, Breeze-M, que continha a ExoMars, completou então uma série de quatro queimas de combustível antes da nave ser lançada às 20:13 GMT.

Os sinais da sonda foram recebidos no centro de controlo da ESA em Darmstadt, Alemanha, através da estação de rastreio Malindi na África, às 21:29 GMT, e confirmaram que o lançamento foi totalmente bem-sucedido e que a sonda está de boa saúde.

As asas solares do orbitador já estão desdobradas e a nave está a caminho de Marte.

"A viagem de levar a primeira missão ExoMars até à plataforma de lançamento foi longa, mas graças ao trabalho árduo e dedicação das nossas equipas internacionais, uma nova era de exploração marciana está agora ao nosso alcance," afirma Johann-Dietrich Woerner, Diretor-Geral da ESA.

"Agradeço ao nosso parceiro russo, que deu a esta missão o melhor começo possível. Agora vamos explorar Marte juntos."

Igor Komarov, Diretor-Geral da Corporação Espacial Estatal Roscosmos, acrescenta: "só o processo de colaboração produz as melhores soluções técnicas para grandes resultados na investigação. A Roscosmos e a ESA estão confiantes no sucesso da missão."

"Nós não estamos ansiando apenas pelos dados científicos topo-de-gama que a missão vai enviar, como é também importante para preparar o caminho para a segunda missão ExoMars, que vai passar a nossa experiência em observações orbitais até à exploração à superfície e subsuperfície de Marte," afirma Alvaro Giménez, Diretor de Ciência da ESA.

A TGO e a Schiaparelli vão viajar juntas até Marte antes de se separarem no dia 16 de outubro a uma distância de 900.000 km do planeta.

No dia 19 de outubro, a Schiaparelli entrará na atmosfera marciana, descendo até à superfície em menos de seis minutos.

Visão geral da entrada, descida e sequência de pouso da Schiaparelli em Marte, com o tempo, altitude e velocidade aproximadas dos principais eventos indicados.
Crédito: ESA/ATG medialab
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A Schiaparelli vai demonstrar tecnologias fundamentais de entrada, descida e aterragem para missões futuras, e irá realizar uma série de estudos ambientais durante a sua curta missão à superfície.

Por exemplo, irá obter as primeiras medições de campos elétricos na superfície de Marte que, combinadas com medições da concentração de poeira atmosférica, vão fornecer novas informações sobre o papel das forças elétricas no levantamento de poeira - o "gatilho" das tempestades de poeira.

Entretanto, no mesmo dia, a TGO entrará numa órbita elíptica de quatro dias em torno de Marte, levando-a a cerca de 300 km do planeta no seu ponto mais próximo e a aproximadamente 96.000 km no seu ponto mais distante.

Após um ano de "aerotravagem" complexa, manobras durante as quais a sonda vai usar a atmosfera do planeta para baixar lentamente a sua órbita elíptica até uma órbita circular de 400 km, começará a missão científica que analisará gases raros na atmosfera.

O metano é de particular interesse que, na Terra, aponta para processos ativos geológicos ou biológicos.

Impressão de artista da sonda TGO, pertencente à missão ExoMars 2016, em Marte.
Crédito: ESA/ATG medialab
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um dos principais objetivos da missão é a de seguir a deteção do metano, feita pela Mars Express da ESA em 2004, a fim de compreender os processos em jogo na sua produção e destruição, com uma precisão três ordens de grandeza superior em relação às medições anteriores.

A TGO vai também fotografar características à superfície marciana que poderão estar relacionadas com fontes de gases raros, como por exemplo vulcões. Além disso, será capaz de detetar depósitos enterrados de água gelada que, juntamente com as posições identificadas como fontes destes gases residuais, podem influenciar a escolha dos locais de pouso para missões futuras.

O orbitador também irá agir como retransmissão de dados para a segunda missão ExoMars, que consiste de um rover e de uma plataforma científica estacionária à superfície, com lançamento previsto para maio de 2018, chegando ao Planeta Vermelho no início de 2019.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA
Sky & Telescope
SPACE.com
Universe Today
Spaceflight Now
PHYSORG
EarthSky
spaceref
BBC News
gizmag
AstroPT
euronews
RTP
tvi24
diáriodigital
Observador
Correio da Manhã
Jornal de Notícias
ZAP.aeiou

ExoMars TGO:
ESA
Wikipedia

"Lander" Schiaparelli:
ESA
Wikipedia

ExoMars 2018:
ESA
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nebulosas Escuras em Touro
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Oliver Czernetz - Dados: Digitized Sky Survey (POSS-II)
 
Por vezes até mesmo a poeira escura do espaço interestelar tem uma beleza serena. Um tal lugar ocorre na direção da constelação de Touro. Os filamentos aqui apresentados podem ser encontrados no céu entre o enxame aberto das Plêiades e a Nebulosa Califórnia. Esta poeira não é conhecida por ser brilhante, mas pela sua absorção e opacidade. São visíveis várias estrelas brilhantes com a sua luz azul vista a refletir da poeira castanha. Outras estrelas parecem invulgarmente vermelhas à medida que a sua luz mal passa por uma coluna de poeira escura, o vermelho sendo a cor que permanece após o azul se dispersar. Ainda assim existem outras estrelas por trás dos pilares de poeira tão espessos que não são aqui visíveis. Apesar de parecer serena, a cena é na verdade um "loop" contínuo de tumulto e renascimento. Isto porque nós massivos de gás e poeira colapsam gravitacionalmente para formar novas estrelas - estrelas que tanto fabricam nova poeira na sua atmosfera como destroem poeira velha com a sua luz e ventos energéticos.
 

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