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Edição n.º 1259
01/04 a 04/04/2016
 
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EFEMÉRIDES

Dia 01/04: 92.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960 os Estados Unidos lançavam o primeiro satélite meteorológico, TIROS-1, que produz também a primeira imagem televisiva a partir do espaço.

Em 1976, o efeito gravitacional Joviano-Plutoniano, um embuste do "Dia das Mentiras", é pela primeira vez anunciado pelo astrónomo Patrick Moore
Em 1997, o Cometa Hale-Bopp passa o periélio.
Observações: Trânsito de Io, entre as 19:30 e as 21:50.
Trânsito da sombra de Io, entre as 20:05 e as 22:22.
Trânsito de Europa, entre as 20:05 e as 22:57.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 21:15 e as 00:09 (já de dia 2).

Dia 02/04: 93.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618 nascia Francesco Maria Grimaldi, matemático e físico italiano, bem como padre jesuíta.

Investigou a queda livre de objetos e calculou a constante gravitacional ao registar oscilações num pêndulo. Construiu e usou instrumentos para medir montanhas na Lua bem como a altura de nuvens. Foi o primeiro a fazer observações precisas da difração da luz.
Em 1964, lançamento da soviética Zond 1
Observações: Arcturo brilha alto a este por estas noites. A Ursa Maior, alta a nordeste, aponta a sua "pega" para Arcturo. Arcturo forma a ponta de um asterismo com a forma de um papagaio-de-papel, juntamente com as estrelas mais brilhantes da constelação de Boieiro. O papagaio-de-papel está atualmente de lado, para a esquerda de Arcturo. A cabeça do papagaio-de-papel, está um pouco dobrada para cima.

Dia 03/04: 94.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, o Luna 10, o primeiro orbitador lunar da União Soviética, foi colocado numa órbita selenocêntrica e torna-se no primeiro satélite artifical da Lua. Lançado no dia 31 de março de 1966, concluiu a sua missão e enviou dados valiosos sobre emissões de raios-gama da superfície lunar.
Em 1984, o líder de esquadrão Rakesh Sharma é lançado a bordo de um Soyuz T-11, e torna-se o primeiro indiano no espaço.

Observações: Eclipse de Ganimedes, entre as 18:45 e as 22:19.

Dia 04/04: 95.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1968, era lançada a Apollo 6
Em 1983, o vaivém espacial Challenger fazia o seu voo inaugural no espaço (STS-6).

Em 1996, o cometa Hyakutake é observado pela NEAR.
Observações: Marte nasce a sudeste um pouco após a meia-noite. E Saturno, cerca de 30-40 minutos depois. A que horas consegue ver os dois astros, baixos no horizonte, por entre as árvores/prédios do seu local de observação?

 
CURIOSIDADES


No passado dia 17 de março, algo colidiu com Júpiter. O astrónomo amador Gerrit Kernbauer capturou este vídeo através do seu telescópio. O astrónomo John Mckeon também capturou o evento. Pensa-se que terá sido um asteroide.

 
IMAGEM ALMA MAIS DETALHADA DE SEMPRE DE UM DISCO PROTOPLANETÁRIO
A melhor imagem ALMA obtida até à data de um disco protoplanetário. A imagem da jovem estrela próxima TW Hydrae mostra os clássicos anéis e espaços vazios que indicam que existe formação planetária no sistema.
Crédito: S. Andrews (Harvard-Smithsonian CfA); B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Esta nova imagem obtida pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) mostra, com o maior detalhe alguma vez observado, um disco de formação planetária em torno da estrela próxima do tipo do Sol, TW Hydrae. A imagem revela um espaço vazio no disco, que se encontra à mesma distância da estrela como a Terra se encontra do Sol, o que pode significar que uma versão do nosso planeta, ou possivelmente uma super-Terra mais massiva, se começa a formar nesse local.

A estrela TW Hydrae é um popular alvo de estudo dos astrónomos devido à sua proximidade à Terra (apenas 175 anos-luz de distância) e ao facto de ser uma estrela muito jovem (com cerca de 10 milhões de anos de idade). Em termos de orientação apresenta-se de face quando observada a partir da Terra, o que dá aos astrónomos uma visão rara, não distorcida, do disco protoplanetário completo que a rodeia.

"Estudos anteriores feitos com telescópios óticos e rádio, confirmaram que TW Hydrae possui um disco proeminente com estruturas que sugerem fortemente que começa a coalescer," disse Sean Andrews do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica em Cambridge, Massachusetts, EUA, e autor principal do artigo científico publicado ontem na revista da especialidade Astrophysical Journal Letters. "As novas imagens ALMA mostram o disco com um detalhe sem precedentes, revelando uma série de anéis de poeira brilhantes e espaços escuros concêntricos e incluindo estruturas intrigantes que parecem indicar que um planeta com uma órbita do tipo da Terra se está a formar nesse local."

Imagem ALMA do disco que se encontra a formar planetas em torno da estrela jovem do tipo solar TW Hydrae. A imagem sobreposta (em cima à direita) apresenta um zoom do espaço vazio mais próximo da estrela, o qual se encontra à mesma distância que a Terra se encontra do Sol, e que sugere que uma versão do nosso planeta poderá estar a emergir do gás e poeira do disco. As estruturas de luz concêntricas adicionais representam outras regiões de formação de planetas mais longe no disco.
Crédito: S. Andrews (Harvard-Smithsonian CfA), ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os outros espaços vazios significativos que aparecem nas novas imagens estão situados a três e seis mil milhões de quilómetros da estrela central, o que corresponde às distâncias médias entre o Sol e os planetas Úrano e Plutão no nosso Sistema Solar. Também estes espaços são muito provavelmente o resultado de partículas que se juntaram para formar planetas e que seguidamente limparam as suas órbitas da poeira e do gás, levando o restante material para zonas bem definidas.

Para as novas observações de TW Hydrae, os astrónomos fizeram imagens da fraca radiação rádio emitida pelos grãos de poeira do tamanho do milímetro existentes no disco, revelando detalhes da ordem da distância entre a Terra e o Sol (cerca de 150 milhões de quilómetros). Estas observações detalhadas foram possíveis graças à configuração de elevada resolução de longa linha de base do ALMA. Quando as antenas parabólicas do ALMA se encontram na sua separação máxima, até 15 km de distância entre si, o telescópio pode observar imensos detalhes. "Esta é a imagem de maior resolução espacial alguma vez obtida pelo ALMA de um disco protoplanetário e não será fácil conseguir fazer melhor no futuro!” disse Andrews.

Esta imagem ALMA da jovem estrela próxima TW Hydrae tem uma resolução de 1 UA (Unidade Astronómica, a distância da Terra ao Sol no nosso Sistema Solar) e revela um espaço vazio à distância de 1 UA, o que sugere que um planeta com uma órbita semelhante à da Terra se está a formar nesse local.
Crédito: S. Andrews (Harvard-Smithsonian CfA); B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"TW Hydrae é muito especial. Tem o disco protoplanetário mais próximo da Terra que se conhece e provavelmente assemelha-se bastante ao Sistema Solar quando este tinha apenas 10 milhões de anos," acrescenta o coautor David Wilner, também do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica.

Observações anteriores do ALMA de outro sistema, HL Tauri, mostram que discos protoplanetários ainda mais jovens — com um mero milhão de anos — podem apresentar assinaturas semelhantes de formação planetária. Ao estudar o disco mais velho de TW Hydrae, os astrónomos esperam compreender melhor a evolução do nosso próprio planeta e as perspetivas de sistemas semelhantes em toda a Galáxia.

Os astrónomos pretendem agora saber quão comuns serão este tipo de estruturas nos discos em torno de outras estrelas jovens e como é que estes objetos podem variar com o tempo ou com o meio que os envolve.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
23/07/2013 - Neve num sistema planetário bebé
18/06/2013 - Hubble descobre evidências de formação planetária mais longínqua de qualquer estrela
01/02/2013 - Estrelas podem ser mães em idade avançada
21/10/2011 - Herschel detecta água abundante em disco de formação planetária

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Astronomy
SPACE.com
PHYSORG
Popular Mechanics
Discovery News
Forbes

TW Hydrae:
Wikipedia

Discos protoplanetários:
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
DESCOBERTO O PRIMEIRO PULSAR EM ANDRÓMEDA

Décadas de procura na gémea da Via Láctea, a Galáxia de Andrómeda, finalmente deram frutos, com a descoberta de uma espécie rara de corpo estelar, uma estrela de neutrões, pelo telescópio espacial XMM-Newton da ESA.

Andrómeda, ou M31, é um alvo popular entre os astrónomos. Sob céus escuros e limpos, é até visível a olho nu. A sua proximidade e semelhança [em estrutura] com a nossa própria galáxia espiral, a Via Láctea, torna-a um importante laboratório natural para os astrónomos. Tem sido amplamente estudada ao longo de décadas por telescópios que cobrem todo o espectro eletromagnético.

Apesar de ser extremamente bem estudada, nunca tinha sido detetada uma classe particular de objeto astronómico: estrelas de neutrões.

As estrelas de neutrões são remanescentes pequenos e extraordinariamente densos de uma estrela outrora massiva que explodiu como supernova no final da sua vida natural. Giram frequentemente muito depressa e podem libertar pulsos de radiação na direção da Terra, como um farol que parece piscar à medida que roda.

Estes "pulsares" podem ser encontrados em casais estelares, em que a estrela de neutrões canibaliza a sua vizinha. Isto pode levar a que uma estrela de neutrões gire ainda mais depressa, e a pulsos de raios-X altamente energéticos oriundos de gás quente canalizado através dos campos magnéticos até à estrela de neutrões.

Os sistemas binários que contêm uma estrela de neutrões como esta são bastante comuns na nossa Galáxia, mas os sinais regulares de tal emparelhamento nunca tinham sido vistos antes em Andrómeda.

Agora, astrónomos sistematicamente procuraram nos arquivos de dados do telescópio de raios-X XMM-Newton para descobrir o sinal de uma fonte invulgar que parece ser uma estrela de neutrões e de rápida rotação.

Andrómeda, ou M31, é uma galáxia espiral parecida com a Via Láctea. Pela primeira vez, foi inferida a presença de uma estrela de neutrões giratória nos dados do XMM-Newton. Na inserção está a curva de luz da fonte, conhecida como 3XMM J004301.4+413017, estudada pela câmara EPIC (European Photon Imaging Camera) do XMM-Newton. A fonte tem um período de 1,2 segundos, consistente com um pulsar.
Crédito: Andrómeda - ESA/Herschel/PACS/SPIRE/J. Fritz, U. Gent/XMM-Newton/EPIC/W. Pietsch, MPE; Dados - P. Esposito et al (2016)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Gira a cada 1,2 segundos e parece estar a alimentar-se de uma estrela vizinha que orbita a cada 1,3 dias.

"Estávamos à espera de detetar sinais periódicos entre os objetos de raios-X mais brilhantes de Andrómeda, em linha com o que já foi encontrado nas décadas de 1960 e 1970 na nossa própria Galáxia," afirma Gian Luca Israel, do Observatório Astronómico de Roma, Itália, um dos autores do artigo que descreve os resultados, "mas os pulsares de raios-X persistentes e brilhantes como este ainda são um tanto ou quanto peculiares, por isso não era totalmente certo encontrar um em Andrómeda."

"Pesquisámos dados de arquivo de Andrómeda entre 2000 e 2013, mas foi só nos dados de 2015 que fomos finalmente capazes de identificar este objeto num dos braços espirais da galáxia em apenas duas das 35 medições".

Embora a natureza precisa do sistema permaneça incerta, os dados implicam que é invulgar e exótica.

"Pode ser o que chamamos de 'pulsar binário peculiar de raios-X de baixa massa' - em que a estrela companheira é menos massiva que o nosso Sol - ou, alternativamente, um sistema binário de massa intermédia, com uma companheira que tem aproximadamente duas massas solares," acrescenta Paolo Esposito do Instituto de Astrofísica Espacial e Física Cósmica de Milão, Itália.

"Nós precisamos de obter mais observações do pulsar e da sua companheira para ajudar a determinar qual dos cenários é o mais provável."

"A bem conhecida Galáxia de Andrómeda há muito que é uma fonte de descobertas emocionantes e agora foi detetado um intrigante sinal periódico pela nossa missão de raios-X," afirma Norbert Schartel, cientista do projeto XMM-Newton da ESA.

"Nós estamos numa boa posição para encontrar mais objetos como este em Andrómeda, tanto com o XMM-Newton como com missões futuras como por exemplo a próxima geração de observatório de alta-energia da ESA, o ATHENA."

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
PHYSORG

Pulsares:
Wikipedia
Animação de um pulsar (em formato Quicktime)
Catálogo ATNF de Pulsares

Observatório XMM-Newton:
ESA
Wikipedia

 
SPITZER MAPEIA PADRÕES CLIMÁTICOS NUMA SUPER-TERRA
A variação de brilho num exoplaneta chamado 55 Cancri e, vista aqui neste gráfico de dados infravermelhos obtidos pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade de Cambridge
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Observações do Telescópio Espacial Spitzer da NASA levaram ao primeiro mapa de temperatura de uma super-Terra - um planeta rochoso quase duas vezes maior que o nosso. O mapa revela oscilações extremas de temperatura de um lado do planeta para o outro e sugere que uma possível razão para tal é a presença de correntes de lava.

"A nossa visão deste planeta continua a evoluir," afirma Brice Olivier Demory da Universidade de Cambridge, Inglaterra, autor principal de um novo artigo que aparece na edição de 30 de março da revista Nature. "Os resultados mais recentes dizem-nos que o planeta tem noites quentes e dias significativamente mais escaldantes. Isto indica que o planeta transporta de forma ineficiente o calor em redor do planeta. Nós propomos que isto poderá ser explicado por uma atmosfera que só existe no lado diurno do planeta, ou por fluxos de lava à superfície."

A super-Terra "quentinha" 55 Cancri e está relativamente perto da Terra, a cerca de 40 anos-luz de distância. Orbita muito perto da sua estrela, completando uma órbita a cada 18 horas. Devido à proximidade do planeta em relação à estrela, tem bloqueio gravitacional de marés tal como a Lua da Terra. Isto significa que um lado de 55 Cancri e, referido como o lado diurno, está sempre a cozinhar sob o intenso calor da sua estrela, enquanto o lado noturno permanece no escuro e é muito mais frio.

"O Spitzer observou as fases de 55 Cancri e, semelhantes às fases da Lua a partir da perspetiva da Terra. Fomos capazes de observar os quartos crescentes, minguantes, e as fases novas e cheias deste pequeno exoplaneta," explica Demory. "Em troca, estas observações ajudaram-nos a construir um mapa do planeta. Este mapa diz-nos quais as regiões mais quentes do planeta."

O Spitzer estudou o planeta no infravermelho durante um total de 80 horas, observando várias órbitas completas. Estes dados permitiram com que os cientistas mapeassem mudanças de temperatura em todo o planeta. Para sua surpresa, descobriram uma diferença dramática de temperatura de 1300 K entre um lado e o outro do planeta. O lado mais quente tem quase 2700 K, e o mais frio tem 1400 K.

Esta ilustração animada mostra um possível cenário para o exoplaneta rochoso 55 Cancri e, que tem quase duas vezes o tamanho da Terra. Novos dados do Spitzer mostram que um lado do planeta é muito mais quente que o outro - e que tal poderá ser explicado por uma possível presença de fluxos de lava.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

O facto do Spitzer ter determinado que o lado noturno é significativamente mais frio que o lado diurno significa que o calor não está a ser distribuído muito bem por todo o planeta. Os dados argumentam contra a noção de que uma atmosfera espessa e ventos estão a mover calor em redor do planeta, como se pensava anteriormente. Em vez disso, os resultados sugerem um planeta desprovido de uma atmosfera massiva e, possivelmente, sugerem um mundo de lava onde o magma se torna duro no lado noturno e incapaz de transportar o calor.

"O lado diurno poderá ter rios de lava e grandes lagos de magma extremamente quente, mas nós pensamos que o lado noturno terá fluxos de lava solidificada," afirma Michael Gillon, Universidade de Liège, Bélgica.

Os dados do Spitzer também revelaram que o local mais quente no planeta se deslocou um pouco em relação à posição esperada: diretamente sob a estrela ardente. Esta mudança ou indica algum grau de recirculação de calor confinada ao lado diurno, ou aponta para características superficiais com temperaturas extremamente altas, como fluxos de lava.

Observações adicionais, incluindo do futuro Telescópio Espacial James Webb da NASA, vão ajudar a confirmar a verdadeira natureza de 55 Cancri e.

As novas observações de 55 Cancri e pelo Spitzer são mais detalhadas graças ao aumento de sensibilidade do telescópio no que toca a exoplanetas. Ao longo dos últimos anos, cientistas e engenheiros descobriram novas maneiras de reforçar a capacidade do Spitzer em medir alterações de brilho em sistemas exoplanetários. Um método envolve a caracterização precisa dos detetores do Spitzer, especificamente a medição do "ponto ideal" - um único pixel no detetor - que foi determinado como sendo ótimo para estudos exoplanetários.

"Ao compreender as características do instrumento - e usando novas técnicas de calibração de uma pequena região de um único pixel - estamos a tentar ganhar cada bit de ciência possível de um detetor que não foi desenhado para este tipo de observação de alta precisão," afirma Jessica Krick do Centro Espacial Spitzer da NASA, no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
19/02/2016 - Primeira análise da atmosfera de uma super-Terra
08/05/2015 - Astrónomos encontram primeiras evidências de alterações numa super-Terra
25/04/2014 - Resolvidos mistérios de sistema planetário próximo
03/05/2011 - Super-Terra descoberta em estrela visível a olho nu

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
Animação do trânsito de 55 Cancri e (Universidade de Cambridge via YouTube)
Nature
Astronomy
SPACE.com
Sky & Telescope
Astronomy Now
Scientific American
(e) Science News
CNN
Forbes
The Verge
UPI
Gizmodo

55 Cancri e:
Exoplanet.eu 
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 6188 e NGC 6164
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Martin Pugh & Rick Stevenson
 
Dentro das nuvens da região de formação estelar NGC 6188, espreitam formas fantásticas. A nebulosa de emissão está situada a cerca de 4000 anos-luz de distância, perto da orla de uma grande nuvem molecular invisível a comprimentos de onda óticos, na direção da constelação do hemisfério sul de Altar (ou Ara). As estrelas jovens e massivas da associação Ara OB1 formaram-se há apenas alguns milhões de anos atrás, esculpindo formas escuras e alimentando o brilho nebular com ventos estelares e intensa radiação ultravioleta. A formação estelar, propriamente dita, foi despoletada por ventos e explosões de supernova de gerações anteriores de estrelas gigantes que varreram e comprimiram o gás molecular. Juntando-se a NGC 6188 nesta paisagem cósmica, visível para baixo e para a direita, está a rara nebulosa de emissão NGC 6164, também criada por uma das enormes estrelas do tipo-O da região. Semelhante em aparência com muitas nebulosas planetárias, o impressionante manto gasoso simétrico de NGC 6164, e o seu ténue halo, rodeiam a estrela central brilhante perto da parte inferior da imagem. Esta incrível imagem de campo-largo abrange mais de 3 graus (seis Luas-Cheias), correspondendo a mais de 200 anos-luz à distância estimada de NGC 6188. Esta composição inclui três conjuntos de imagens.
 

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