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Edição n.º 1403
18/08 a 21/08/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 18/08: 230.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1814 nascia Anders Jonas Angström, físico sueco e um dos fundadores da ciência da espectroscopia.
Em 1868, Pierre Janssen em conjunto com Norman Lockyer observam pela primeira vez hélio no espectro do Sol.
Em 1985 era lançado o Suisei, a segunda missão japonesa a estudar o cometa Halley.

Detetou água cometária, monóxido de carbono e iões de dióxido de carbono
Observações: Antes do amanhecer, a Lua Minguante encontra-se a este com Vénus para baixo e para a esquerda. Para a esquerda de Vénus estão Pollux e Castor.

Dia 19/08: 231.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1646 nascia John Flamsteed, astrónomo inglês, o primeiro Astrónomo Real. Catalogou mais de 3000 estrelas.
Em 1924 nascia Willard Boyle, físico canadiano que recebeu o prémio Nobel da Física pela invenção do CCD
Em 1960, os cães espaciais russos Belka ("Squirrel") e Strelka ("Little Arrow") começaram a orbitar a Terra a bordo do satélite Korabl-Sputnik-2.

Iam também na missão 40 ratos brancos, 2 ratazanas e diversas qualidades de plantas. No dia seguinte todos foram recuperados em perfeitas condições.
Em 1964, lançamento do Syncom 3, o primeiro satélite de comunicações geoestacionário.
Em 1997, lançamento do Agila 2, a partir de Xichang, China. Foi o primeiro satélite de comunicações das Filipinas. 
Observações: Antes do amanhecer, aviste a Lua e Vénus muito perto um do outro baixos a este-nordeste. Ambos os astros cabem no campo de visão de uns binóculos. É também uma boa oportunidade fotográfica!

Dia 20/08: 232.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1719, nascia Christian Mayer, astrónomo checo pioneiro no estudo das estrelas binárias.
Em 1975, a NASA lança a sonda Viking 1 para Marte.
Em 1977, a NASA lança a sonda Voyager 2.

As viagens das Voyager até Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno abriram uma nova era de investigações no reino dos gigantes gasosos do nosso Sistema Solar. A missão primária teve a duração de cinco anoes e explorou Júpiter e Saturno. No entanto, graças ao sucesso desta fase, os gestores do projeto no JPL enviaram a sonda para Úrano e Neptuno juntamente com um plano para 30 anos que designaram Missão Interestelar Voyager. Após 40 anos, ainda está em operação científica e a comunicar diariamente com a Terra.
Em 1999, o Telescópio Espacial de Raios-X Chandra, lançado a 23 de julho de 1999, revela características ainda não observadas nos remanescentes de três explosões de supernovas.
Observações: Agosto é a altura ideal para observar a Via Láctea e o céu noturno está agora sem Lua. Depois do anoitecer, a Via Láctea vai de Sagitário a sul, sobe para Águia e passa através do Triângulo de Verão a este, e desce por Cassiopeia e por Perseu a nordeste.

Dia 21/08: 233.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, lançamento da Gemini 5.
Em 1993, a NASA perdia o contacto com a sonda Mars Observer três dias antes da entrada planeada na atmosfera de Marte.

Observações: Lua Nova, pelas 19:30.
Eclipse solar total (parcial em Portugal), praticamente não visível de Portugal Continental a não ser que tenha um horizonte desimpedido a oeste. A Lua começa a tapar o disco do Sol por volta das 19:47 e o nosso astro põe-se às 20:11. Por isso, em teoria, é possível ver alguns minutos do evento. O eclipse será melhor disfrutado nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. A totalidade poderá ser observada numa estreita faixa que corta horizontalmente o continente norte-americano.

 
CURIOSIDADES


O primeiro pulsar foi observado em 1967, por Jocelyn Bell e Antony Hewish. As emissões pareciam demasiado precisas (a cada 1,3373 segundos) para serem naturais, por isso a fonte foi por algum tempo apelidada de LGM-1 (de Little Green Men). Só quando uma segunda fonte pulsante foi descoberta, noutra parte do céu, é que a hipótese LGM foi abandonada.

 
BURACOS NEGROS SUPERMASSIVOS ALIMENTAM-SE DE ALFORRECAS CÓSMICAS
Observações de "galáxias alforreca" obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO revelaram um modo que não se conhecia anteriormente para alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém-nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias, tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente.
Esta imagem de uma das galáxias, chamada JO204, obtida com o instrumento MUSE montado no VLT do ESO, no Chile, mostra claramente como é que o material flui da galáxia em longos tentáculos. A cor vermelha mostra o brilho do hidrogénio ionizado, o verde corresponde ao oxigénio ionizado e as regiões mais esbranquiçadas são onde se encontra a maioria das estrelas da galáxia.
Crédito: Colaboração ESO/GASP
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Observações de "galáxias alforreca" obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO revelaram um modo que não se conhecia anteriormente para alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém-nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias, tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente. Os resultados foram divulgados na revista Nature.

Uma equipa liderada por astrónomos italianos utilizou o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer) acoplado ao VLT, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, para estudar como é que o gás é arrancado das galáxias. A equipa focou-se no exemplo extremo de galáxias alforreca, situadas em enxames galácticos próximos e assim chamadas devido aos seus "tentáculos" de matéria notavelmente longos, que se estendem por dezenas de milhares de anos-luz para além dos discos galácticos.

Observações de "galáxias alforreca" obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO revelaram um modo que não se conhecia anteriormente para alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém-nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias, tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente.
Esta imagem de uma das galáxias, chamada JW100, obtida com o instrumento MUSE montado no VLT do ESO, no Chile, mostra claramente como é que o material flui da galáxia em longos tentáculos.
Crédito: Colaboração ESO/GASP
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Os tentáculos das galáxias alforreca são produzidos em enxames de galáxias por um processo chamado varrimento por pressão dinâmica. A sua interação gravitacional mútua faz com que as galáxias caiam a alta velocidade nos enxames de galáxias, onde encontram um gás quente e denso que atua como um poderoso vento, retirando caudas de gás dos discos galácticos e dando origem a intensa formação estelar no seio das galáxias.

Descobriu-se que seis das sete galáxias alforreca do estudo albergam um buraco negro supermassivo no centro, que se alimenta do gás circundante. Esta fração de galáxias é inesperadamente alta — em galáxias, de modo geral, esta fração é inferior a uma em cada dez.

Esta visualização tridimensional mostra uma galáxia alforreca obtida com o instrumento MUSE montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO. A imagem combina uma vista 2D normal com a terceira dimensão do comprimento de onda. Esta galáxia sofreu varrimento por pressão dinâmica ao mover-se rapidamente no gás quente do enxame de galáxias e consequentemente caudas de gás e estrelas jovens "vão a reboque" da galáxia. Este efeito é visível porque os tentáculos que se estendem para a direita da imagem apresentam velocidades diferentes do disco principal da galáxia, que se vê à esquerda.
Crédito: ESO
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"Esta forte ligação entre o varrimento por pressão dinâmica e buracos negros ativos não foi prevista, nem assinalada, anteriormente," disse a chefe da equipa Bianca Poggianti do INAF-Observatório Astronómico de Pádua, na Itália. "Parece que o buraco negro central está a ser alimentado porque uma parte do gás, em vez de ser removido, está a chegar ao centro da galáxia."

Uma questão de longa data prende-se com o facto de saber porque é que apenas uma pequena fração dos buracos negros supermassivos existentes nos centros das galáxias se encontram ativos. Estes objetos encontram-se em quase todas as galáxias, por isso porque é que apenas alguns acretam matéria e brilham intensamente? Estes resultados revelam um mecanismo anteriormente desconhecido que alimenta os buracos negros.

Observações de "galáxias alforreca" obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO revelaram um modo que não se conhecia anteriormente para alimentar buracos negros. Parece que o mecanismo que produz os tentáculos de gás e as estrelas recém nascidas que dão o nome curioso a este tipo de galáxias, tornam também possível que o gás chegue às regiões centrais das galáxias, alimentando o buraco negro que se esconde no centro de cada uma delas e fazendo com que brilhem intensamente.
Esta imagem de uma das galáxias, chamada JO206, obtida com o instrumento MUSE montado no VLT do ESO, no Chile, mostra claramente como é que o material flui da galáxia em longos tentáculos. A cor vermelha mostra o brilho do hidrogénio ionizado, o verde corresponde ao oxigénio ionizado e as regiões mais esbranquiçadas são onde se encontra a maioria das estrelas da galáxia.
Crédito: ESO
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Yara Jaffé, bolseira do ESO que contribuiu para o artigo, explica a importância deste resultado: "Estas observações MUSE sugerem um mecanismo novo, que direciona o gás para a vizinhança do buraco negro. Este resultado é importante porque nos fornece uma nova peça do puzzle das ligações, ainda pouco compreendidas, entre buracos negros supermassivos e suas galáxias hospedeiras."

Estas observações fazem parte de um estudo muito mais extenso, com muito mais galáxias alforreca, que está atualmente a decorrer.

"Quando estiver completo, este rastreio revelará quantas galáxias ricas em gás que entram nos enxames, e quais, atravessam um período de atividade aumentada nos seus centros," conclui Poggianti. "Um puzzle de longa data em astronomia tem sido compreender como é que as galáxias se formam e mudam no nosso Universo em expansão e evolução. As galáxias alforreca são a chave para compreendermos a evolução galáctica, uma vez que são observadas em plena transformação drástica."

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
ESOcast 122 (ESO via YouTube)
Nature
SPACE.com
Science Daily
New Scientist
Popular Science
PHYSORG

Galáxias alforreca:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
ACOMPANHAMENTO DE UMA ERUPÇÃO SOLAR ATRAVÉS DO SISTEMA SOLAR

Dez aeronaves, desde a Venus Express da ESA à Voyager 2 da NASA, sentiram o efeito de uma erupção solar à medida que esta atravessava o Sistema Solar, enquanto três satélites em órbita terrestre assistiram, proporcionando uma perspetiva única nestas condições meteorológicas espaciais.

Os cientistas que trabalhavam na Mars Express da ESA estavam ansiosos por investigar os efeitos do contato próximo do Cometa Siding Spring na atmosfera do Planeta Vermelho, a 19 de outubro de 2014, mas em vez disso, descobriram o que acabou por ser a marca de um evento solar.

Embora isso tenha tornado a análise de qualquer efeito relacionado com o cometa muito mais complexa do que o previsto, desencadeou um dos maiores esforços colaborativos para traçar a jornada de uma "ejeção de massa coronal interplanetária" - CME ('coronal mass ejection') - do Sol ao alcance distante do Sistema solar externo.

Embora a Terra em si não estivesse na linha de fogo, uma série de satélites de observação solar próximos da Terra - Proba-2 da ESA, o SOHO da ESA/NASA e o Observatório de Dinâmica Solar da NASA - testemunharam uma poderosa erupção solar alguns dias antes, a 14 outubro.

O Stereo-A da NASA não só capturou imagens do outro lado do Sol em relação à Terra, mas também recolheu informações "in situ", à medida que a CME passou apressadamente.

A localização das várias naves durante a ejeção de massa coronal (CME) do Sol de dia 14 de outubro de 2014. As separações dos planetas não são mostradas à escala; as suas distâncias do Sol, no lado esquerdo, são dadas em Unidades Astronómicas e a refletem a distância no momento em que as medições da CME foram feitas (para outros planetas é fornecida a distância média). A Rosetta e o cometa encontravam-se a 3,1 UA do Sol. As datas em que a sonda começou a sentir os efeitos da CME estão indicadas na escala à direita.
Três satélites de observação solar, na vizinhança da Terra - Proba-2 da ESA, o satélite SOHO da ESA/NASA e o SDO da NASA - capturaram imagens do evento, enquanto as outras naves indicadas estavam na "linha de fogo" e fizeram observações "in situ" de, por exemplo, um aumento da força do campo magnético, aumentos na velocidade do vento solar e diminuições no influxo de raios cósmicos galácticos. A Stereo-A da NASA também captou imagens da sua posição de visualização, enquanto outros dados foram registados pelas sondas Venus Express, Mars Express e Rosetta da ESA, Mars Odyssey, MAVEN e o rover Curiosity da NASA, além da Cassini da NASA/ESA/ASI. Embora não conclusivas, também foram vistas pistas da CME pela sonda New Horizons da NASA e pela Voyager 2 três meses e 17 meses depois, respetivamente.
A CME propagou-se a partir do Sol a um ângulo de pelo menos 116º (definido pelas deteções feitas nas proximidades de Vénus e Marte) com uma velocidade de aproximadamente 1000 km/s no Sol e de mais ou menos 450-500 km/s à distância de Saturno um mês depois.
Crédito: ESA
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Graças aos locais fortuitos de outros satélites na direção da viagem da CME, foram feitas deteções inequívocas por três sondas de Marte - Mars Express da ESA, Maven da NASA e Mars Odyssey - e o Rover Curiosity da NASA, que operava na superfície do Planeta Vermelho, a Rosetta da ESA no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e a missão internacional Cassini em Saturno.

Foram até encontrados vestígios tão longe quanto a New Horizons da NASA que, na altura, se aproximava de Plutão, e para além da Voyager 2. No entanto, nessas grandes distâncias é possível que a evidência dessa erupção específica se possa ter fundido com o vento solar de fundo.

"As velocidades de uma CME com distância ao Sol não estão bem compreendidas, em particular no Sistema Solar externo", diz Olivier Witasse, da ESA, que liderou o estudo.

"Graças às cronometragens precisas de inúmeras medições 'in situ', podemos entender melhor o processo e devolver os nossos resultados aos modelos. "

As medições dão uma indicação da velocidade e da direção da viagem da CME, a qual alastrou sobre um ângulo de pelo menos 116º para alcançar a Venus Express e o Stereo-A no flanco oriental, e as sondas espaciais em Marte e no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, no flanco ocidental.

A partir de um máximo inicial de cerca de 1000 km/s estimado no Sol, foi medida uma forte queda para 647 km/s pela Mars Express três dias depois, diminuindo para 550 km/s na Rosetta, após cinco dias. Isto foi seguido por uma diminuição mais gradual para 450-500 km/s à distância de Saturno, um mês após o evento.

Observações da ejeção de massa coronal de dia 14 de outubro de 2014, vista por várias naves de observação solar. A erupção começou por volta das 18:30 GMT e foi observada pela primeira vez às 18:48 GMT pela SOHO. As imagens mostram diferentes visualizações em diferentes momentos do evento. Embora a SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, o SOHO (Solar Heliospheric Observatory) da ESA/NASA e a Proba-2 da ESA estivessem perto da Terra e tivessem visto o evento a desenrolar-se para a esquerda nas imagens, a Stereo-A da NASA estava posicionada no lado oposto do Sol, a partir da perspetiva da Terra e, como tal, viu o evento no lado direito.
A seta aponta para a localização da fonte. "Loops" brilhantes persistiram na região ativa por mais de um dia após a deteção inicial.
Crédito: SDO/NASA; SOHO (ESA & NASA); NASA/Stereo; ESA/Observatório Real da Bélgica
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os dados também revelaram a evolução da estrutura magnética da CME, com os efeitos sentidos pela sonda espacial durante vários dias, fornecendo informações úteis sobre os efeitos das condições meteorológicas espaciais em diferentes corpos planetários. As assinaturas nas várias aeronaves incluíam, caracteristicamente, um choque inicial, um fortalecimento do campo magnético e um aumento da velocidade do vento solar.

No caso da Venus Express da ESA, o seu pacote de ciência não foi ativado porque a sonda estava "por trás" do Sol, vista da Terra, limitando as capacidades de comunicação. Uma pequena indicação foi inferida a partir do seu rastreador estelar, ao ser sobrecarregado com a radiação no momento esperado de passagem.

Além disso, várias aeronaves que transportam monitores de radiação - Curiosity, Mars Odyssey, Rosetta e Cassini - revelaram um efeito interessante e bem conhecido: uma diminuição súbita nos raios cósmicos galácticos. À medida que uma CME passa, age como uma bolha protetora, varrendo temporariamente os raios cósmicos e protegendo parcialmente o planeta ou a nave espacial.

Uma queda de cerca de 20% nos raios cósmicos foi observada em Marte - uma das mais profundas registadas no Planeta Vermelho - e persistiu por cerca de 35 horas. Na Rosetta, observou-se uma redução de 17% que durou 60 horas, enquanto que em Saturno a redução foi ligeiramente inferior e durou cerca de quatro dias. O aumento na duração da depressão dos raios cósmicos corresponde a uma desaceleração da CME e da região mais ampla sobre a qual foi dispersa em distâncias maiores.

Um efeito da ejeção de massa coronal (CME) é a diminuição súbita no número de raios cósmicos detetados, com o nome de diminuição Forbush em honra ao cientista que a descreveu pela primeira vez. Durante a passagem da CME (a faixa pálida na imagem do meio), age como uma bolha protetora, varrendo temporariamente os raios cósmicos (representados como as manchas brancas) e protegendo o planeta ou nave espacial de tal modo que o impacto dos raios cósmicos é reduzido. Normalmente, observa-se uma diminuição rápida, com uma recuperação mais gradual ao longo dos dias seguintes, dependendo da velocidade e do tamanho da CME da intensidade do seu campo magnético associado.
O gráfico dá uma representação e não está à escala.
Crédito: ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"A comparação da diminuição do influxo de raios cósmicos galácticos em três locais amplamente separados devido à mesma CME é bastante nova", diz Olivier. "Embora as observações de CMEs por várias aeronaves já tenham sido feitas no passado, é invulgar que as circunstâncias sejam tais para incluir tantas espalhadas pelo Sistema Solar interno e externo, como neste caso.

"Finalmente, voltando à nossa observação original pretendida, da passagem do Cometa Siding Spring em Marte, os resultados mostram a importância de ter um contexto das condições meteorológicas espaciais, para entender como estes eventos solares podem influenciar, ou até mesmo ocultar, a assinatura do cometa na atmosfera de um planeta."

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Journal of Geophysical Research (PDF)
Naves da NASA e da ESA seguem tempestade solar pelo espaço (NASA Goddard via YouTube)
EurekAlert!
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Sol:
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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve

Clima espacial:
Wikipedia 
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CME (Ejeção de Massa Coronal):
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Universidade Estatal do Montana

SOHO:
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Página da ESA 
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SDO:
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Sondas STEREO:
NASA
NASA - 2
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Venus Express:
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NASA
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NASA - 2
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ESA 
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Mars Odyssey:
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New Horizons:
Página oficial
NASA
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Sonda Voyager 2:
NASA
Voyager 2 (Wikipedia)

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Lente cósmica revela jatos interiores de buracos negros (via Caltech)
Usando o OVRO (Owens Valley Radio Observatory) do Caltech, astrónomos descobriram evidências de um bizarro sistema de lentes no espaço, onde um grande conjunto de estrelas está a ampliar uma galáxia muito mais distante que contém um buraco negro supermassivo com jatos. A descoberta fornece a melhor vista, até agora, de bolhas de gás quente disparadas por buracos negros supermassivos. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - NGC 2442: Galáxia em Peixe Voador
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Processamento - Robert GendlerRoberto Colombari; Dados - Arquivo do HubbleESO
 
A galáxia distorcida NGC 2442 pode ser encontrada na constelação do hemisfério sul de Peixe Voador. Localizada a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância, os dois braços espirais da galáxia que se estendem a partir de uma barra central pronunciada têm uma aparência semelhante a um gancho em imagens de campo largo. Mas este mosaico ampliado, construído com dados do Telescópio Espacial Hubble e do ESO, segue a estrutura da galáxia com detalhes surpreendentes. Correntes de poeira obscurante, jovens enxames estelares azuis e regiões avermelhadas de formação estelar rodeiam um núcleo de luz amarelada emanada por uma população mais velha de estrelas. A imagem também revela galáxias de fundo, mais distantes, vistas diretamente através dos aglomerados estelares e nebulosas de NGC 2442. A imagem abrange cerca de 75.000 anos-luz à distância estimada de NGC 2442.
 

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