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Edição n.º 1416
03/10 a 05/10/2017
 
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EFEMÉRIDES

Dia 03/10: 276.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1815, cai um meteorito em Chassigny, França. Foi o primeiro meteorito a ser identificado como sendo de Marte.
Em 1942, era lançado da Alemanha o primeiro foguete V-2/A-4, que se tornaria também no primeiro artefacto humano a atingir o espaço.

Em 1962, era lançada de Cabo Canaveral a missão Mercúrio 8.
Em 1985, o vaivém Atlantis fazia a sua viagem inaugural
Em 2005, ocorreu o último eclipse anular de Sol visível em Portugal.
Observações: Vega é a estrela mais brilhante muito alta a oeste após o cair da noite. Arcturo, igualmente brilhante, está cada vez mais baixa a oeste-noroeste. A estrela mais brilhante no espaço que separa as duas, a cerca de um-terço do caminho de Arturo até Vega, é Alphecca, de magnitude 2,2 - a jóia da Coroa Boreal. Alphecca é um binário eclipsante de 17 dias, mas as suas diminuições de brilho são demasiado fracas para serem observadas a olho nu.

Dia 04/10: 277.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1582, o Papa Gregório XIII implementa o Calendário Gregoriano. Na Itália, Polónia, em Portugal e em Espanha, o dia 4 de outubro é seguido diretamente pelo dia 15 de outubro.
Em 1957, era lançado o Sputnik 1, o primeiro satélite artifical.

Tinha começado a "corrida espacial".
Em 1959, lançamento da Luna 3 (missão soviética de "flyby" pela Lua).
Em 2004, a SpaceShipOne ganha o prémio Ansari X, de voo espacial privado, ao ser a primeira nave privada a viajar no espaço.
Observações: Vénus e Marte encontram-se em conjunção antes do amanhecer hoje e amanhã, formando um bonito par. Olhe baixo a este. Os binóculos ou um telescópio modesto ajudam a separar o brilho de Vénus das luzes mais fracas de Marte (magnitude 1,8) e da estrela Sigma Leonis (de magnitude 4,0).

Dia 05/10: 278.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1882 nasce Robert Goddard, pioneiro no desenvolvimento dos foguetões.

Em 1923, Edwin Hubble descobre a primeira variável de Cefeida em M31, a Galáxia de Andrómeda, estabelecendo que as "nebulosas" espirais são independentes e são sistemas estelares externos, tal como a Via Láctea.
Em 1958, nasce Neil deGrasse Tyson, astrofísico, cosmólogo, autor e comunicador científico americano.
Em 1984, Marc Garneau torna-se no primeiro canadiano no espaço, a bordo do vaivém Challenger
Em 2000, astrónomos espanhóis e alemães publicam na revista Science a sua descoberta de planetas gigantes gasosos isolados, sem estrelas, a serem formados na região de Orionte. Estes "super-júpiteres" flutuam livremente dentro de um enxame estelar, mas a distâncias suficientemente grandes para permitir escapar à atração gravitacional das outras estrelas.
Observações: Vénus e Marte encontram-se em conjunção antes do amanhecer, formando um bonito par. Olhe baixo a este. Os binóculos ou um telescópio modesto ajudam a separar o brilho de Vénus das luzes mais fracas de Marte (magnitude 1,8) e da estrela Sigma Leonis (de magnitude 4,0).
Lua Cheias, pelas 19:40.

 
CURIOSIDADES


Milhares de fotografias tiradas durante as missões Apollo da NASA estão disponíveis para consulta no site Flickr. E em alta resolução. Dê uma olhada!

 
ALMA E ROSETTA DETETAM FREON-40 NO ESPAÇO

Observações levadas a cabo com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) e a missão Rosetta da ESA, revelaram a presença do haloalcano (ou halogeneto de alquilo) freon-40 no gás que circunda tanto uma estrela bebé como um cometa. Os haloalcanos formam-se por processos orgânicos na Terra, mas esta é a primeira vez que se detetam no espaço interestelar. Esta descoberta sugere que os haloalcanos possam não ser tão bons marcadores de vida como se pensava, mas sim componentes significativos do material que forma os planetas. Este resultado, publicado na revista Nature Astronomy, sublinha o desafio de encontrar moléculas que possam indicar a presença de vida fora da Terra.

Usando dados obtidos pelo ALMA no Chile e pelo instrumento ROSINA da missão Rosetta da ESA, uma equipa de astrónomos encontrou traços do componente químico freon-40 (CH3Cl), também conhecido por cloreto de metila ou clorometano, em torno tanto de um sistema estelar bebé IRAS 16293-2422, situado a cerca de 400 anos-luz de distância da Terra, como do famoso cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (67P/C-G) no nosso Sistema Solar. Trata-se da primeira deteção de um haloalcano no espaço interestelar.

Os haloalcanos consistem em halogéneos, tais como o cloro e o flúor, ligados ao carbono e por vezes a outros elementos. Na Terra, estes componentes são criados por processos biológicos — em organismos que vão desde os humanos aos fungos — assim como por processos industriais, tais como a produção de tintas e medicamentos (o freon foi muito usado como refrigerante - daí o nome - mas atualmente encontra-se banido uma vez que tem um poder destrutivo sobre a camada protetora de ozono da Terra).

O ALMA descobriu o haloalcano cloreto de metila (freon-40) em torno de estrelas bebés no sistema IRAS 16293-2422. Estes mesmos compostos orgânicos foram igualmente descobertos na fina atmosfera que rodeia o cometa 67P/C-G pelo instrumento ROSINA, colocado a bordo da sonda espacial Rosetta da ESA.
Crédito: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF); NASA/JPL-Caltech/UCLA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A descoberta de um destes compostos, o freon-40 ou solvente R-40, em locais onde não existe ainda vida, pode ser vista como desapontante, uma vez que trabalhos anteriores sugeriam que estas moléculas poderiam indicar a presença de vida.

"Encontrar o haloalcano freon-40 próximo destas estrelas jovens do tipo solar foi surpreendente," disse Edith Fayolle, uma investigadora do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts, e autora principal do novo artigo que descreve estes resultados. "Não tínhamos simplesmente previsto a sua formação e ficámos surpreendidos por encontrar este composto em concentrações tão significativas. É agora claro que estas moléculas se formam prontamente em maternidades estelares, dando-nos pistas importantes sobre a evolução química dos sistemas planetários, incluindo o nosso."

O trabalho de investigação relativo a exoplanetas avançou já para além da descoberta de planetas — atualmente são já conhecidos mais de 3000 exoplanetas — para a procura de marcadores químicos que poderão indicar a presença de potencial vida. Neste contexto, um passo vital é determinar quais as moléculas que poderão indicar a presença de vida, no entanto estabelecer marcadores viáveis permanece um processo complicado.

"A descoberta de haloalcanos no meio interestelar ajuda-nos também a descobrir as condições de partida da química orgânica nos planetas. Tal química é um passo importante na descoberta da origem da vida," acrescenta Karin Öberg, uma das coautoras deste estudo. "Com base na nossa descoberta, os haloalcanos são provavelmente um constituinte da chamada 'sopa primordial', encontrados tanto na Terra jovem como em exoplanetas rochosos em formação."

Este facto sugere que os astrónomos possam ter visto as coisas ao contrário; em vez de indicarem a presença de vida, os haloalcanos podem antes ser um elemento importante na química, ainda pouco conhecida, da origem da vida.

Localização aproximada do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko quando o instrumento ROSINA, a bordo da sonda espacial Rosetta da ESA, descobriu traços de freon-40 (cloreto de metila), a mesma molécula que foi detetada pelo ALMA em torno da região de formação estelar IRAS 16293-2422.
Crédito: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O coautor Jes Jørgensen do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhaga, acrescenta: "Este resultado mostra o poder do ALMA em detetar moléculas com interesse astrobiológico em estrelas jovens onde planetas podem estar a formar-se. Com o auxílio do ALMA encontrámos já açúcares simples e precursores de aminoácidos em torno de estrelas diferentes. Esta descoberta adicional de freon-40 em torno do cometa 67P/C-G fortalece a ligação entre a química pré-biológica de protoestrelas distantes e o nosso próprio Sistema Solar."

Os astrónomos compararam igualmente as quantidades relativas de freon-40 que contêm diferentes isótopos de carbono no sistema estelar bebé e no cometa — e encontraram abundâncias semelhantes. Este facto apoia a ideia de que um sistema planetário jovem pode "herdar" a composição química da sua nuvem de formação progenitora, possibilitando assim que os haloalcanos cheguem aos planetas em sistemas jovens durante a formação planetária ou através de impactos de cometas.

"Os nossos resultados mostram que ainda temos muito que aprender sobre a formação dos haloalcanos," conclui Fayolle. "A procura adicional destes compostos em torno de outras protoestrelas e cometas torna-se crucial para compreendermos esta questão."

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
ESA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
Nature Astronomy
SPACE.com
ScienceDaily
COSMOS
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Freon-40:
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IRAS 16293-2422:
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Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
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ESA

ALMA:
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ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
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ESO:
Página oficial
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Sonda Rosetta:
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Blog da Rosetta - ESA
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HUBBLE OBSERVA O MAIS DISTANTE COMETA, ATIVO, A DIRIGIR-SE EM DIREÇÃO DO SOL

O Telescópio Espacial Hubble da NASA fotografou o cometa ativo, dirigindo-se na direção do Sol, mais distante alguma vez visto, a uma enorme distância de 2,41 mil milhões de quilómetros da nossa estrela (para lá da órbita de Saturno). Ligeiramente aquecido pelo longínquo Sol, já começou a desenvolver uma nuvem de poeira difusa com quase 129 mil quilómetros de comprimento, a que chamamos coma ou cabeleira, envolvendo um núcleo sólido e minúsculo de gás e poeira congelados. Estas observações representam os sinais mais precoces de atividade, alguma vez vistos, num cometa que entra na zona planetária do Sistema Solar pela primeira vez.

Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra uma nuvem difusa de poeira, a que chamamos coma ou cabeleira, em redor do cometa C/2017 K2 PANSTARRS (K2), o cometa ativo mais distante já observado a dirigir-se em direção ao Sol. A imagem foi captada em junho de 2017 pelo instrumento WFC3 do Hubble.
Crédito: NASA, ESA e D. Jewitt (UCLA)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O cometa, chamado C/2017 K2 (PANSTARRS) ou "K2", tem vindo a viajar durante milhões de anos desde a sua casa nos confins distantes e frios do Sistema Solar, onde a temperatura ronda os -262º C. A órbita do cometa indica que é oriundo da Nuvem de Oort, uma região esférica com quase um ano-luz em diâmetro e que se pensa conter centenas de milhares de milhões de cometas. Os cometas são remanescentes gelados da formação do Sistema Solar há 4,6 mil milhões de anos e, portanto, têm uma composição gelada pristina.

"K2 está tão longe do Sol e é tão frio, que sabemos com certeza que a atividade - todas aquelas coisas difusas que o fazem parecer-se com um cometa - não é produzida, como nos outros cometas, pela evaporação de água gelada," comenta David Jewitt, investigador principal da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA. "Em vez disso, pensamos que a atividade se deve à sublimação [passagem do estado sólido diretamente para o estado gasoso] de supervoláteis à medida que o K2 faz a sua primeira entrada na zona planetária do Sistema Solar. É por isso que é especial. Este cometa está tão distante e é tão incrivelmente frio que a água gelada é como se fosse rocha."

Com base nas observações do Hubble da cabeleira de K2, Jewitt sugere que a luz solar está a aquecer os gases voláteis congelados - como oxigénio, azoto, dióxido de carbono e monóxido de carbono - que cobrem a superfície gelada do cometa. Estes gelos voláteis saem do cometa e libertam poeira, formando a cabeleira. Estudos anteriores da composição de cometas, perto do Sol, revelaram a mesma mistura de gelos voláteis.

"Eu penso que estes voláteis estão espalhados pelo cometa K2 e, no início, há milhares de milhões de anos, provavelmente em cada cometa da Nuvem de Oort," acrescenta Jewitt. "Mas estes voláteis à superfície são os que absorvem calor do Sol, então, em certo sentido, o cometa está a expelir a sua pele externa. A maioria dos cometas são descobertos muito mais perto do Sol, perto da órbita de Júpiter, de modo que quando os encontramos, estes voláteis superficiais já foram sublimados. Por isso, acho que o K2 é o cometa mais primitivo que já vimos."

Esta ilustração mostra a órbita do cometa C/2017 K2 PANSTARRS (K2) na sua primeira viagem à zona planetária do Sistema Solar. O Telescópio Espacial Hubble observou o K2 quando estava a 2,41 mil milhões de quilómetros do Sol, entre as órbitas de Saturno e Úrano. O objeto mais distante do Sol, visto aqui, é o planeta anão Plutão, que reside na Cintura de Kuiper, um vasto reservatório de detritos que rodeia o nosso Sistema Solar.
Crédito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

K2 foi descoberto em maio de 2017 pelo Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System) no Hawaii, um projeto de pesquisa do Programa de Observações Próximas da Terra da NASA. Jewitt usou o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Hubble no final de junho para obter um olhar mais detalhado sobre o visitante gelado.

O "olho" afiado do Hubble revelou a extensão da cabeleira e também ajudou Jewitt a estimar o tamanho do núcleo - menos de 19 km de comprimento - embora a ténue cabeleira tenha um tamanho equivalente a 10 diâmetros terrestres.

Esta vasta cabeleira deve ter-se formado quando o cometa ainda estava mais longe do Sol. Através de imagens de arquivo, a equipa de Jewitt encontrou imagens do K2 e da sua cabeleira ténue obtidas em 2013 pelo CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope) no Hawaii. Mas o objeto era tão fraco que ninguém notou.

"Nós pensamos que o cometa está ativo, continuamente, há pelo menos quatro anos," afirma Jewitt. "Nos dados do CFHT, K2 tinha uma cabeleira já a 3,2 mil milhões de quilómetros do Sol, quando se encontrava entre as órbitas de Úrano e Neptuno. Já estava ativo e eu penso que assim tem permanecido continuamente. À medida que se aproxima do Sol, está ficando cada vez mais quente e a atividade cresce."

Mas, curiosamente, as imagens do Hubble não mostram a existência de uma cauda no K2, também característica dos cometas. A sua ausência indica que as partículas libertadas do cometa são demasiado grandes para a pressão de radiação do Sol as "varrer" e formar uma cauda.

Os astrónomos terão muito tempo para realizar estudos detalhados do cometa K2. Durante os próximos cinco anos, continuará a sua viagem até ao Sistema Solar interior antes de atingir a sua maior aproximação ao Sol em 2022, logo além da órbita de Marte. "Vamos monitorizar, pela primeira vez, o desenvolvimento de atividade de um cometa que viaja desde a Nuvem de Oort ao longo de uma extraordinária gama de distâncias," comenta Jewitt. "Com o aproximar do Sol, deverá tornar-se cada vez mais ativo e, presumivelmente, formará uma cauda."

Jewitt disse que o Telescópio Espacial James Webb da NASA, um observatório infravermelho com lançamento previsto para 2019, pode medir o calor do núcleo, o que daria aos astrónomos uma estimativa mais precisa do seu tamanho.

Os resultados da equipa foram publicados na edição de 28 de setembro da revista The Astrophysical Journal Letters.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Hubblesite
Artigo científico (arXiv.org)
Hubble Vê o Cometa K2, Visitante Pela Primeira Vez (NASA Goddard via YouTube)
SPACE.com
ScienceDaily
EarthSky
PHYSORG
Gizmodo

Cometas:
Wikipedia
NASA

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

Observatório do Canadá-França-Hawaii (CFHT):
Página oficial
Wikipedia

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Dois Cometas e um Enxame Estelar
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Damian Peach
 
Duas manchas invulgares estão em movimento perto do famoso enxame aberto das Plêiades. Mudando de posição, "poucochinho", noite após noite, estas manchas são na realidade cometas no nosso Sistema Solar próximo que, por acaso, vaguearam para o campo de estrelas a anos-luz de distância. Bem para a esquerda está o cometa C/2017 O1 ASAS-SN, um bloco de gelo evaporante com vários quilómetros que ostenta uma brilhante cabeleira de gás dominada por carbono verde e brilhante. O Cometa ASAS-SN1 mostra uma ligeira cauda para baixo e para a sua direita. Perto do centro da imagem está o cometa C/2015 ER61 PanSTARRS, igualmente um bloco gigante de gelo evaporante, mas que ostenta uma cauda mais longa para a sua direita. Para cima e para a direita estão as Plêiades, um enxame aberto dominado por brilhantes estrelas azuis que iluminam poeira refletiva próxima. Esta exposição, obtida há cerca de duas semanas, é tão profunda que até a poeira interestelar filamentar pode ser rastreada em todo o campo. As Plêiades são visíveis a olho nu, mas para ver os cometas poderá ser necessário recorrer a um par de binóculos.
 

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