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Edição n.º 1462
13/03 a 15/03/2018
 
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29/03/18 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS + PALESTRA
19:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 13/03: 72.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1781, Úrano, o primeiro planeta a ser descoberto desde a era pré-histórica da Babilónia, é identificado por William Herschel.
Em 1855, nascia Percival Lowell, astrónomo americano que alimentou a especulação da existência de canais em Marte, construídos por marcianos.

Lowell também fundou o Observatório Lowell e formou o começo do esforço que levaria à descoberta de Plutão 14 anos após a sua morte. A escolha do nome Plutão e do seu símbolo foram em parte influenciados pelas suas iniciais PL. 
Em 1930, a descoberta de Plutão é telegrafada para o Observatório Harvard College
Em 1969, a missão Apollo 9 regressava à Terra após testar o módulo lunar. 
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2006, o mapa interativo Google Mars é colocado online.
Em 2012, é divulgado o primeiro mapa geológico de Io
Observações: Leão encontra-se por estas noites no céu a este. A sua estrela mais brilhante, Régulo, assinala o seu pé dianteiro e a "Foice" estende-se daí para cima e para a esquerda. Cerca de dois punhos e meio à distância do braço esticado, para a esquerda de Régulo, estão as duas estrelas da cauda de Leão: Delta Leonis (ou Zosma, de magnitude 2,5) e, por baixo, a ligeiramente mais brilhante Beta Leonis, ou Denébola: a ponta da cauda.
Com o passar da noite e com o subir no céu, procure, para a esquerda de Denébola, a pouco mais de um punho, o grande e ténue enxame estelar de Cabeleira de Berenice. Os seus membros mais brilhantes formam um Y inclinado e de cabeça para baixo. É visível mesmo com alguma poluição luminosa. Se não o conseguir avistar à vista desarmada, um par de binóculos revela-o bem, embora mais imperfeito e preenchendo, mais ou menos, o campo de visão.

Dia 14/03: 73.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1835, nascia Giovanni Schiaparelli, astrónomo italiano que observou Marte e afirmou que via grandes sistemas de canais em Marte. Foi também o primeiro a demonstrar que as Perseídas e as Leónidas estavam associadas com os cometas, e descobriu o asteroide 69 Hesperia.
Em 1879, nascia Albert Einstein.

Mundialmente famoso pela sua teoria da relatividade, e especificamente pela equivalência massa-energia. Recebeu em 1921 o Nobel da Física, graças à descoberta do efeito fotoeléctrico. 
Em 1995, o astronauta Norman Thagard torna-se o primeiro americano a ir para o espaço a bordo de um veículo de lançamento russo.
Observações: Sem Lua para importunar as observações noturnas, esta é uma boa semana para tentar observar a luz zodiacal caso viva a latitudes médias norte - agora que a eclíptica está bem inclinada para cima do horizonte a oeste ao cair da noite durante o mês de março. A partir de um local escuro e limpo, olhe para oeste ao final do lusco-fusco à procura de uma grande, alta mas difusa pirâmide de luz nacarada. Está inclinada para a esquerda, alinhando-se ao longo das constelações do zodíaco.
O que está a ver é poeira interplanetária iluminada pelo Sol, que orbita a nossa estrela perto do plano da eclíptica.

Dia 15/03: 74.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1713, nascia Nicolas Lacaille, cujas medições confirmaram o bojo equatorial da Terra; deu nome a 14 constelações do Hemisfério Sul. (a data de nascimento pode estar incorreta devido ao dia do baptismo de muitas crianças católicas nos séculos XVII e XVIII ser o dia do seu nascimento; alternativamente, poderá ter nascido no dia 28 de dezembro do mesmo ano).

Em 1972, a NASA anunciava o seu programa do Vaivém Espacial.
Em 2004, foi anunciada a descoberta de 90377 Sedna, um dos objetos naturais mais longínquos já observados no Sistema Solar (além dos cometas de longo-período).
Em 2009, lançamento da missão STS-119
Observações: Eclipse de Io, entre as 03:22 e as 05:36.
Ocultação de Io, entre as 04:26 e as 06:40.
Mercúrio na sua maior elongação este (18º).
Orionte inclina-se agora para oeste depois do anoitecer. À medida que "gira" mais para baixo, a sua cintura de três estrelas assume a sua posição primaveril horizontal (vista a partir de latitudes médias norte). A Cintura de Orionte está vertical quando Orionte nasce durante as noites da época natalícia.

 
CURIOSIDADES

Os 18 segmentos do espelho principal do Telescópio Espacial James Webb estão cobertos pelo equivalente, em massa, a uma bola de golfe (pouco mais que 48 gramas) em ouro. A espessura desta camada dourada é 1000 angstroms (100x10^-9 metros), 1000 vezes mais fina do que um cabelo humano!
 
TELESCÓPIO WEBB DA NASA VAI PROCURAR ÁGUA INTERESTELAR
A luz azul de uma estrela recém-nascida ilumina a nebulosa de reflexão IC 2631. Esta nebulosa faz parte da região de formação estelar de Camaleão, que o Webb vai estudar para aprender mais sobre a formação da água e de outros gelos cósmicos.
Crédito: ESO
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A água é crucial para a vida. Mas como é que fazemos água? Para "cozinhar" H2O, não basta apenas misturar hidrogénio e oxigénio. Requer as condições especiais encontradas nas profundezas de nuvens moleculares frias, onde a poeira protege contra a destrutiva radiação ultravioleta e ajuda às reações químicas. O Telescópio Espacial James Webb da NASA examinará esses reservatórios cósmicos para obter novos conhecimentos sobre a origem e evolução da água e sobre outros blocos de construção dos planetas habitáveis.

Uma nuvem molecular é uma nuvem interestelar composta por poeira, gás e por uma variedade de moléculas que variam desde o hidrogénio molecular (H2) até compostos orgânicos complexos contendo carbono. As nuvens moleculares possuem a maioria da água no Universo e servem como berçários para estrelas recém-nascidas e seus planetas.

Dentro destas nuvens, nas superfícies de pequenos grãos de poeira, os átomos de hidrogénio ligam-se com o oxigénio para formar água. O carbono junta-se ao hidrogénio para formar metano. O azoto junta-se ao hidrogénio para produzir amoníaco. Todas estas moléculas pegam-se à superfície de grãos de poeira, acumulando camadas geladas ao longo de milhões de anos. O resultado é uma vasta coleção de "flocos de neve" que são varridos por planetas infantis, fornecendo os materiais necessários para a vida como a conhecemos. "Se pudermos entender a complexidade química destes gelos na nuvem molecular, e como evoluem durante a formação de uma estrela e dos seus planetas, podemos avaliar se os blocos de construção da vida existem em cada sistema estelar," comenta Melissa McClure da Universidade de Amesterdão, a investigadora principal de um projeto que investiga gelos cósmicos.

Para entender estes processos, um dos primeiros objetivos científicos oficiais do Webb será examinar uma região de formação estelar próxima para determinar quais os gelos aí presentes. "Nós planeamos usar uma variedade de modos e capacidades dos instrumentos do Webb, não só para investigar esta região, mas também para aprender a melhor maneira de estudar gelos cósmicos," comenta Klaus Pontoppidan do STScI (Space Telescope Science Institute), investigador no projeto de McClure. Este projeto aproveitará os espectrógrafos de alta resolução do Webb para obter as observações mais sensíveis e precisas em comprimentos de onda que medem especificamente gelos. Os espectrógrafos do Webb, NIRSpec e MIRI, fornecerão até cinco vezes a precisão de qualquer telescópio espacial anterior em comprimentos de onda do infravermelho próximo e médio.

Nesta animação voamos por um disco protoplanetário em redor de uma estrela jovem. Dentro do disco, pequenos grãos de poeira acumulam camadas de gelo ao longo de milhares de anos. Estes "flocos de neve" cósmicos são varridos por planetas em formação, entregando ingredientes-chave para a vida.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt
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Estrelas infantis e berços de cometas

A equipa, liderada por McClue e pelos investigadores Adwin Boogert (Universidade do Hawaii) e Harold Linnartz (Universidade de Leiden), planeia ter como alvo o Complexo de Camaleão, uma região de formação estelar visível no hemisfério sul. Está localizado a cerca de 500 anos-luz da Terra e contém várias centenas de protoestrelas, as mais antigas com aproximadamente 1 milhão de anos. "Esta região tem um pouco de tudo o que procuramos," comenta Pontoppidan.

A equipa usará os sensíveis detetores infravermelhos do Webb para observar estrelas por trás da nuvem molecular. À medida que a luz dessas ténues estrelas de fundo passa através da nuvem, os gelos na nuvem absorvem parte da luz. Ao observar muitas estrelas de fundo espalhadas pelo céu, os astrónomos podem mapear os gelos em toda a expansão da nuvem e localizar onde se formam os diferentes gelos. Vão também ter como alvo protoestrelas individuais dentro da própria nuvem para aprender como a radiação ultravioleta dessas estrelas nascentes promove a criação de moléculas mais complexas.

Os astrónomos também vão examinar os locais de nascimento de planetas, discos rotativos de gás e poeira conhecidos como discos protoplanetários que rodeiam estrelas recém-formadas. Serão capazes de medir as quantidades e as abundâncias relativas dos gelos até 8 mil milhões de quilómetros da estrela infantil, pouco mais do que a distância orbital de Plutão no nosso Sistema Solar.

"Os cometas têm sido descritos como bolas de neve empoeiradas. Pelo menos parte da água nos oceanos da Terra foi provavelmente entregue pelos impactos de cometas no início da história do nosso Sistema Solar. Nós vamos observar os locais onde os cometas se formam em torno de outras estrelas," explicou Pontoppidan.

Este espectro simulado do Telescópio Espacial Webb ilustra os tipos de moléculas que podem ser detetadas em regiões de formação estelar como a Nebulosa da Águia (fundo).
Crédito: NASA, ESA, equipa do Arquivo Hubble e M. McClure (Universidade de Amesterdão) e A. Boogert (Universidade do Hawaii)
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Experiências de laboratório

Para entender as observações do Webb, os cientistas precisarão de realizar experiências na Terra. Os espectrógrafos do Webb vão espalhar a radiação infravermelha num espectro. As diferentes moléculas absorvem a luz em determinados comprimentos de onda, ou cores, resultando em linhas espectrais escuras. Os laboratórios conseguem medir uma variedade de substâncias para criar uma base de dados de "impressões digitais" moleculares. Quando os astrónomos veem essas impressões digitais num espectro do Webb, podem então identificar a molécula ou família de moléculas que formaram as linhas de absorção.

"Os estudos de laboratório ajudarão a abordar duas questões-chave. A primeira é quais as moléculas presentes. Mas, igualmente importante, veremos como os gelos aí chegaram. Como é que se formaram? O que encontrarmos com o Webb ajudará a informar os nossos modelos e permitirá compreender os mecanismos da formação de gelo a temperaturas muito baixas," explicou Karin Öberg do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, investigadora do projeto.

"Serão precisos anos para estudar completamente os dados recolhidos pelo Webb," acrescenta Öberg.

O Telescópio Espacial James Webb será o principal observatório espacial infravermelho da próxima década. O Webb ajudará a Humanidade a resolver os mistérios do nosso Sistema Solar, a olhar além para mundos distantes em torno de outras estrelas e a investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo. É um projeto internacional liderado pela NASA e tem como parceiros a ESA e a CSA (Canadian Space Agency).

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Astrobiology Magazine
PHYSORG

Formação estelar:
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

Complexo de Camaleão:
Wikipedia

Discos protoplanetários:
Wikipedia

 
O COCKTAIL CÓSMICO DAS ATMOSFERAS EXOPLANETÁRIAS

Os cientistas realizaram as primeiras experiências laboratoriais sobre a formação de neblina em atmosferas exoplanetárias simuladas, um passo importante para a compreensão das próximas observações de planetas para lá do Sistema Solar com o Telescópio Espacial James Webb.

As simulações são necessárias para estabelecer modelos de atmosferas de mundos distantes, modelos que podem ser usados para procurar sinais de vida fora do Sistema Solar. Os resultados foram publicados a semana passada na Nature Astronomy.

"Uma das razões pelas quais estamos a começar a fazer este trabalho é entender se a presença de uma camada de neblina nestes planetas os torna mais ou menos habitáveis," comenta a autora principal do artigo, Sarah Hörst, professora assistente de Ciências Planetárias e da Terra na Universidade Johns Hopkins.

A autora principal Sarah Hörst, à direita, e o investigador Chao He examinam amostras de atmosferas simuladas numa câmara, onde estão armazenadas para evitar a contaminação pela atmosfera da Terra.
Crédito: Will Kirk/JHU
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Com os telescópios disponíveis atualmente, os cientistas e astrónomos podem aprender quais os gases que compõem as atmosferas dos exoplanetas.

"Cada gás tem uma impressão digital única," explica Hörst. "Se medirmos uma faixa espectral suficientemente grande, podemos observar como todas as impressões digitais se sobrepõem umas às outras."

No entanto, os telescópios atuais não funcionam tão bem para todos os tipos de exoplanetas. Ficam aquém para exoplanetas que têm atmosferas nubladas. A neblina consiste de partículas sólidas suspensas em gás, alterando a forma como a luz interage com o gás. Este "silenciamento" de impressões espectrais torna mais desafiadora a medição da composição atmosférica.

Hörst pensa que esta investigação pode ajudar a comunidade científica exoplanetária a determinar quais os tipos de atmosferas que provavelmente serão nubladas. Com a neblina a complicar a capacidade do telescópio em mostrar aos cientistas os gases que compõem a atmosfera de um exoplaneta - não as quantidades - a nossa capacidade para detetar vida noutros lugares torna-se um prospeto mais sombrio.

Os planetas maiores que a Terra e mais pequenos que Neptuno, chamados super-Terras e mini-Neptunos, são os tipos predominantes de exoplanetas, ou planetas para lá do nosso Sistema Solar. Dado que esta classe de planetas não existe no nosso Sistema Solar, o nosso conhecimento limitado torna-os mais difíceis de estudar.

Com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb (em inglês James Webb Space Telescope, ou JWST), previsto para o final da primavera do próximo ano, os cientistas esperam poder examinar as atmosferas destes exoplanetas com mais detalhe. O JWST será capaz de olhar ainda mais para trás no tempo do que o Telescópio Espacial Hubble, com uma área de recolha de luz cerca de 6,25 vezes maior. Orbitando o Sol a pouco mais que 1,5 milhões de quilómetros da Terra, o JWST ajudará os investigadores a medir a composição das atmosferas exoplanetárias e até a procurar os blocos de construção da vida.

"Parte do que estamos a tentar ajudar as pessoas a descobrir é basicamente onde procurar," comenta Hörst sobre os usos futuros do Telescópio Espacial James Webb.

Dado que o nosso Sistema Solar não tem super-Terras ou mini-Neptunos para comparação, os cientistas não têm "verdades estabelecidas" para as atmosferas destes exoplanetas. Usando modelos de computador, a equipa de Hörst foi capaz de juntar uma série de composições atmosféricas que modelam super-Terras ou mini-Neptunos. Reuniram nove "planetas" diferentes, variando os níveis de três gases dominantes: dióxido de carbono, hidrogénio e vapor de água; quatro outros gases: hélio, monóxido de carbono, metano e azoto; e três séries de temperaturas.

Hörst usa uma lanterna para olhar para o interior de uma câmara laboratorial enquanto a experiência está a decorrer, para ver se existe a formação de neblina.
Crédito: Will Kirk/JHU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A modelagem computacional propôs diferentes percentagens de gases, que os cientistas misturaram numa câmara e aqueceram. Ao longo de três dias, a mistura aquecida fluiu através de uma descarga de plasma, uma instalação que iniciou reações químicas dentro da câmara.

"A energia quebra as moléculas de gás com que começamos. Reagem umas com as outras e produzem coisas novas, às vezes fazem uma partícula sólida [criando neblina] e às vezes não," observa Hörst.

Acrescenta: "A questão fundamental para este trabalho foi: em quais destas misturas gasosas - quais destas atmosferas - esperamos ter neblina?"

Os investigadores descobriram que as nove variantes produziram neblina em quantidades variáveis. A surpresa esteve nas combinações que produziram mais neblina. A equipa descobriu mais partículas de neblina em duas das atmosferas dominadas pela água.

"Nós há muito tempo que tínhamos esta ideia de que a química do metano era o único percurso verdadeiro para criar neblinas, e sabemos agora que isso não é verdade," explica Hörst, referindo-se a substâncias abundantes tanto no hidrogénio como no carbono.

Além disso, os cientistas descobriram diferenças nas cores das partículas, o que pode afetar a quantidade de calor preso na neblina.

"A presença de uma camada de neblina pode mudar a estrutura de temperatura de uma atmosfera," comenta Hörst. "Pode impedir com que os fotões altamente energéticos atinjam uma superfície."

Tal como a camada de ozono que agora protege a vida na Terra de radiações prejudiciais, os cientistas especularam que uma camada primordial de neblina pode ter protegido a vida ao início. Tal pode ser importante na procura por vida.

Para o grupo de Hörst, os próximos passos envolvem a análise das diversas neblinas para ver como a cor e o tamanho das partículas afetam a forma como as partículas interagem com a luz. Também planeiam tentar outras composições, temperaturas e fontes de energia para examinar a composição da neblina produzida.

"As taxas de produção foram os primeiros passos do que será um longo processo na tentativa de descobrir quais as atmosferas com neblinas e qual o impacto das partículas," conclui Hörst.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Nature Astronomy
ScienceDaily
PHYSORG

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
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ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Herbig-Haro 24
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAArquivo do Hubble (STScI/AURA)/Colaboração Hubble-Europa; 
Reconhecimento: D. Padgett (GSFC da NASA), T. Megeath (U. Toledo), B. Reipurth (U. Hawaii)
 
Pode parecer um sabre de luz duplo, mas estes dois jatos cósmicos são na realidade libertados por uma estrela recém-nascida numa galáxia perto de nós. Construída com dados do Telescópio Espacial Hubble, esta cena deslumbrante estende-se por cerca de meio ano-luz no objeto Herbig-Haro 24 (HH 24), a cerca de 1300 anos-luz de distância nos berçários estelares da nuvem molecular de Orionte B. Escondida da vista direta, a protoestrela central de HH 24 está cercada por poeira e gás frio achatado num disco de acreção em rotação. À medida que o material do disco cai na direção do jovem objeto estelar, aquece. Os jatos opostos são expelidos ao longo do eixo de rotação do sistema. Cortando matéria interestelar, os jatos energéticos, mas estreitos, produzem uma série de frentes de choque brilhantes ao longo do seu percurso.
 

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