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Edição n.º 1549
11/01 a 14/01/2019
 
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EFEMÉRIDES

Dia 11/01: 11.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1787, William Herschel descobre Oberon e Titânia, os maiores satélites de Úrano.

Em 1996, missão STS-72 do vaivém Endeavour, no seu 10.º voo.
Observações: Conjunção de Plutão, pelas 11:43.
Ao anoitecer, quão cedo consegue detetar Marte, brilhando por cima da Lua? Estão separados por aproximadamente 15,1º. Marte tem magnitude 0,6.

Dia 12/01: 12.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1820 é fundada a "British Royal Astronomical Society".
Em 1986, lançamento da STS-61-C, do vaivém Columbia. Foi a última missão antes do desastre do vaivém Challenger.
Em 2005 é lançada a partir de Cabo Canaveral a sonda Deep Impact.
Em 2007, o cometa C/2006 P1 (McNaught) alcança o periélio e torna-se no cometa mais brilhante dos últimos 40 anos.

Observações: Agora Marte está apenas 6º para cima e para a direita da Lua. Marte tem na realidade o dobro do tamanho do nosso satélite natural, mas está atualmetne 240 vezes mais distante.

Dia 13/01: 13.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, Galileu Galilei observa pela primeira vez todos os quatro satélites de Júpiter ao mesmo tempo.

Em 1993, lançamento da missão STS-54 do vaivém espacial Endeavour, o seu terceiro voo.
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2003, é descoberta a anã castanha mais próxima, com uma massa entre 40-60 sóis, a menos de 12 anos-luz de distância do Sol. Faz parte do sistema Epsilon Indi. Em agosto do mesmo ano, os astrónomos descobriram que a anã castanha era afinal um binário de anãs castanhas.
Observações: Durante as próximas manhãs, Vénus forma um triângulo mais ou menos equilátero com Júpiter para baixo e para a sua esquerda e com a mais ténue Antares mais diretamente para baixo.

Dia 14/01: 14.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2005 aterrava em Titã a sonda Huygens.

É a primeira vez que uma sonda pousa em Titã. Aterrou no solo, embora pudesse também ter aterrado num oceano. Continuou a enviar dados durante 90 minutos após o pouso. Permanece a aterragem mais distante alguma vez levada a cabo por um objeto feito pelo Homem.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 06:45.
Comece a planear para o eclipse lunar total que terá lugar às primeiras horas de dia 21 de janeiro. A Lua eclipsada aparecerá alta num céu escuro.

 
CURIOSIDADES

"Ponto Nemo" (ou Ponto Oceânico de Inacessibilidade) é o ponto do planeta que está mais afastado da civilização humana. Está localizado no Oceano Pacífico Sul (água). A área também é conhecida como o "cemitério das naves espaciais" porque fragmentos de centenas de satélites desmantelados, estações espaciais e outras naves (aqueles detritos que conseguem sobreviver à reentrada) são depositados nesta região com o intuito diminuir o risco de atingir locais habitados. Uma vez que fica a 2688 km de terra firme, os humanos mais próximos são regularmente astronautas (a ISS orbita a Terra a 416 km).
 
GAIA REVELA COMO ESTRELAS PARECIDAS COM O SOL SE TORNAM SÓLIDAS APÓS A SUA MORTE
Ilustração de uma anã branca, o remanescente de uma estrela parecida com o Sol, com um núcleo sólido cristalizado.
As anãs brancas são os remanescentes de estrelas de tamanho médio parecidas com o nosso Sol. Assim que estas estrelas queimam todo o seu combustível nuclear no núcleo, perdem as suas camadas externas, deixando para trás um núcleo quente que começa a arrefecer.
Dados obtidos pela missão Gaia da ESA revelaram, pela primeira vez, como as anãs brancas se transformam em esferas sólidas à medida que o gás quente no seu interior arrefece.
Crédito: Universidade de Warwick/Mark Garlick
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Dados obtidos pela missão Gaia da ESA revelaram, pela primeira vez, como as anãs brancas, os remanescentes de estrelas como o nosso Sol, se transformam em esferas sólidas à medida que o gás quente no seu interior arrefece.

Este processo de solidificação, ou cristalização, do material dentro das anãs brancas, foi previsto há 50 anos, mas só com a chegada do Gaia é que os astrónomos foram capazes de observar um número suficiente destes objetos, com tal precisão, para ver o padrão revelador deste processo.

"Anteriormente, tínhamos distâncias para apenas algumas centenas de anãs brancas e muitas delas encontravam-se em enxames, onde todas têm a mesma idade," diz Pier-Emmanuel Tremblay da Universidade de Warwick, Reino Unido, autor principal do artigo que descreve os resultados, publicado anteontem na revista Nature.

"Com o Gaia temos agora a distância, brilho e cor de centenas de milhares de anãs brancas para uma amostra considerável no disco externo da Via Láctea, abrangendo uma gama de massas iniciais e todos os tipos de idades."

É na estimativa precisa da distância destas estrelas que o Gaia fez um grande avanço, permitindo que os astrónomos avaliassem o seu verdadeiro brilho com uma precisão sem precedentes.

As anãs brancas são os remanescentes de estrelas de tamanho médio parecidas com o nosso Sol. Assim que estas estrelas queimam todo o seu combustível nuclear no núcleo, perdem as suas camadas externas, deixando para trás um núcleo quente que começa a arrefecer.

Impressão de artista de alguns possíveis percursos evolucionários para estrelas de diferentes massas iniciais.
Algumas protoestrelas, anãs castanhas, na realidade nunca se tornam quentes o suficiente para despoletar a ignição nuclear em estrelas propriamente ditas, e simplesmente arrefecem e desaparecem.
As anãs vermelhas, o tipo mais comum de estrela, continuam a queimar combustível até que transformam todo o seu hidrogénio em hélio, transformando-se em anãs brancas.
As estrelas parecidas com o Sol incham para anãs vermelhas antes de libertar as suas camadas exteriores, dando origem a nebulosas coloridas enquanto os seus núcleos colapsam para uma anã branca.
As estrelas mais massivas colapsam abruptamente assim que queimam todo o seu combustível, despoletando uma explosão de supernova ou explosão de raios-gama, deixando para trás uma estrela de neutrões ou um buraco negro.
Crédito: ESA
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Estes remanescentes ultradensos ainda emitem radiação térmica enquanto arrefecem, e são visíveis para os astrónomos como objetos bastante ténues. Estima-se que até 97% das estrelas na Via Láctea acabem, eventualmente, por se transformar em anãs brancas, enquanto as estrelas mais massivas acabam como estrelas de neutrões ou buracos negros.

O arrefecimento das anãs brancas dura milhares de milhões de anos. Quando atingem uma determinada temperatura, a matéria originalmente quente dentro do núcleo estelar começa a cristalizar, tornando-se sólida. O processo é semelhante à água líquida que se transforma em gelo na Terra a 0º C, exceto que a temperatura desta solidificação que ocorre nas anãs brancas é extremamente alta - cerca de 10 milhões de graus Celsius.

Neste estudo, os astrónomos analisaram mais de 15.000 candidatos a remanescente estelar até 300 anos-luz da Terra, observados pelo Gaia, e foram capazes de ver estas anãs brancas cristalizantes como um grupo bastante distinto.

"Vimos um conjunto de anãs brancas de certas cores e luminosidades que, de outra forma, não estavam ligadas em termos de evolução," comenta Pier-Emmanuel.

"Percebemos que esta não era uma população distinta de anãs brancas, mas o efeito do arrefecimento e da cristalização prevista há 50 anos."

Este diagrama, conhecido como diagrama Hertzsprung-Russell (em honra aos astrónomos que o desenvolveram, no início do século XX, para estudar a evolução estelar), combina informação sobre o brilho, cor e distância de mais de 15.000 anãs brancas até 300 anos-luz da Terra. Os dados, vistos como pontos negros, são parte da segunda versão do catálogo Gaia da ESA.
As anãs brancas são os remanescentes de estrelas de tamanho médio parecidas com o nosso Sol. Assim que estas estrelas queimam todo o seu combustível nuclear no núcleo, perdem as suas camadas externas, deixando para trás um núcleo quente que começa a arrefecer.
No diagrama, as linhas azuis mostram a sequência de arrefecimento das anãs brancas com massas diferentes - 0,6, 0,9 e 1,1 vezes a massa do Sol, respetivamente - como previsto pelos modelos teóricos.
Ao analisarem os dados do Gaia, os cientistas descobriram um conjunto de anãs brancas de certas cores e luminosidades (realçado com as linhas laranja) que, de outra forma, não estavam ligadas em termos da sua evolução. Perceberam que este agrupamento não era uma população distinta de anãs brancas, mas o efeito do arrefecimento e cristalização da matéria originalmente quente no núcleo estelar.
Esta é a primeira evidência de cristalização no interior das anãs brancas, um processo previsto em 1968.
Crédito: Cortesia de Pier-Emmanuel Tremblay et al.
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O calor libertado durante este processo de cristalização, que dura vários milhares de milhões de anos, aparentemente atrasa a evolução das anãs brancas: as estrelas mortas param de escurecer e, como resultado, parecem ser até dois mil milhões de anos mais jovens do que realmente são. Isso, por sua vez, tem um impacto na nossa compreensão dos grupos estelares de que estas anãs brancas fazem parte.

"As anãs brancas são tradicionalmente usadas para a determinação da idade das populações estelares em enxames, no disco exterior e no halo da nossa Via Láctea," explica Pier-Emmanuel.

"Teremos agora que desenvolver melhores modelos de cristalização para obter estimativas mais precisas das idades destes sistemas."

Nem todas as anãs brancas cristalizam ao mesmo ritmo. As estrelas mais massivas arrefecem mais rapidamente e atingem a temperatura na qual a cristalização ocorre em aproximadamente mil milhões de anos. As anãs brancas com massas mais baixas, mais próximas do estágio final do Sol, arrefecem mais lentamente, exigindo até seis mil milhões de anos para se transformarem em esferas sólidas e mortas.

O Sol ainda tem cerca de cinco mil milhões de anos antes de se transformar numa anã branca, e os astrónomos estimam que levará outros cinco mil milhões de anos para arrefecer numa esfera de cristal.

"Este resultado destaca a versatilidade do Gaia e das suas inúmeras aplicações," comenta Timo Prusti, cientista do projeto Gaia da ESA.

"É emocionante como o estudo das estrelas pelo céu e a medição das suas propriedades pode levar a evidências de fenómenos de plasma numa matéria tão densa que não pode ser testada em laboratório."

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)
Universidade do Texas em Austin (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Nature)
Astronomy
ScienceDaily
New Scientist
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PHYSORG
Futurism

Anãs brancas:
Wikipedia
NASA

Evolução estelar:
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Gaia:
ESA
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Arquivo de dados do Gaia
Como usar os dados do Gaia
Recursos VR
SPACEFLIGHT101
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TESS DA NASA DESCOBRE NOVOS EXOPLANETAS, "APANHA" DISTANTES SUPERNOVAS
O TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA descobriu três novos exoplanetas em dados das suas quatro câmaras.
Crédito: NASA/MIT/TESS
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A missão TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA descobriu três exoplanetas confirmados, ou mundos para lá do nosso Sistema Solar, nos primeiros três meses de observações.

As câmaras sensíveis do satélite também capturaram 100 mudanças de curta duração - a maioria delas prováveis explosões estelares - na mesma região do céu. Estas incluem seis explosões de supernova cuja luz brilhante foi registada pelo TESS antes mesmo das explosões serem descobertas por telescópios terrestres.

As novas descobertas mostram que o TESS está a cumprir o seu objetivo de descobrir planetas em torno de estrelas brilhantes e próximas. Usando telescópios terrestres, os astrónomos estão agora a realizar observações de acompanhamento em mais de 280 candidatos a exoplanetas da missão TESS.

A primeira descoberta confirmada é um mundo chamado Pi Mensae c com aproximadamente duas vezes o tamanho da Terra. A cada seis dias, o novo planeta orbita a estrela Pi Mensae, localizada a mais ou menos 60 anos-luz de distância e visível a olho nu na direção da constelação do hemisfério sul de Montanha da Mesa. A brilhante estrela Pi Mensae é semelhante ao Sol em massa e tamanho.

Impressão de artista do exoplaneta Pi Mensae c.
Crédito: NASA/MIT/TESS
 

"Esta estrela já era conhecida por albergar um planeta, de nome Pi Mensae b, que tem cerca de 10 vezes a massa de Júpiter e segue uma órbita longa e muito excêntrica," comenta Chelsea Huang, do Instituto Kavli para Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge, EUA. "Em contraste, o novo planeta chamado Pi Mensae c, tem uma órbita circular próxima da estrela, e estas diferenças orbitais serão fundamentais para entender como este sistema invulgar se formou."

A seguir temos LHS 3884b, um planeta rochoso com aproximadamente 1,3 vezes o tamanho da Terra, localizado a mais ou menos 49 anos-luz de distância na direção da constelação do hemisfério sul de Índio, tornando-o um dos exoplanetas em trânsito mais próximos conhecidos. A estrela é uma anã fria do tipo-M com cerca de um-quinto do tamanho do nosso Sol. Completando uma órbita a cada 11 horas, o planeta fica tão perto da estrela que parte da superfície rochosa no lado diurno pode formar regiões de lava.

Impressão de artista do exoplaneta LHS 3884b.
Crédito: NASA/MIT/TESS
 

O terceiro - e possivelmente o quarto - planetas orbitam HD 231749, uma estrela do tipo-K com 80% da massa do Sol localizada a 53 anos-luz de distância na direção da constelação do hemisfério sul de Retículo.

O planeta confirmado, HD 21749b, tem cerca de três vezes o tamanho da Terra e 23 vezes a sua massa, orbita a cada 36 dias e tem uma temperatura à superfície de mais ou menos 150º C. "Este planeta tem uma densidade maior que a de Neptuno, mas não é rochoso. Pode ser um mundo oceânico ou ter algum tipo de atmosfera substancial," explicou Diana Dragomir, também do Instituto Kavli e autora principal do artigo científico que descreve o achado. É o planeta em trânsito com o período mais longo até 100 anos-luz do Sistema Solar e tem a temperatura superficial mais fria para um exoplaneta em trânsito em torno de uma estrela mais brilhante que magnitude 10, ou cerca de 25 vezes mais ténue do que o limite da visão humana.

O que é ainda mais excitante são as pistas de que o sistema tem um segundo candidato a planeta com aproximadamente o tamanho da Terra que completa uma volta em torno da estrela a cada oito dias. Se confirmado, pode ser o planeta mais pequeno descoberto pelo TESS até à data.

As quatro câmaras do TESS, desenhadas e construídas pelo Instituto Kavli do MIT, passaram quase um mês a monitorizar cada setor de observação, numa faixa do céu que mede 24 por 96 graus. O objetivo principal é procurar trânsitos exoplanetários, que ocorrem quando um planeta passa em frente da sua estrela hospedeira, a partir da perspetiva do TESS. Isto provoca uma queda regular no brilho medido da estrela que assinala a presença de um planeta.

Na sua missão principal de dois anos, o TESS vai observar o céu quase todo, fornecendo um rico catálogo de mundos em torno de estrelas próximas. A sua proximidade com a Terra possibilitará a caracterização detalhada dos planetas por meio de observações de acompanhamento com telescópios terrestres e espaciais.

Mas no seu olhar de um mês para cada sector, o TESS regista muitos fenómenos adicionais, incluindo cometas, asteroides, surtos estelares, binários eclipsantes, anãs brancas e supernovas, resultando num tesouro astronómico.

Somente no primeiro sector do TESS, observado entre 25 de julho e 22 de agosto de 2018, a missão captou dúzias de eventos transientes, ou de curta duração, incluindo imagens de seis supernovas em galáxias distantes que foram observadas posteriormente por telescópios terrestres.

"Parte da ciência mais interessante ocorre nos primeiros dias de uma supernova, que tem sido muito difícil de observar antes do TESS," disse Michael Fausnaugh, investigador do TESS no Instituto Kavli. "O telescópio espacial Kepler da NASA detetou seis desses eventos enquanto subiam de brilho durante os seus primeiros quatro anos de operações. O TESS encontrou o mesmo número no seu primeiro mês."

Estas primeiras observações detêm a chave para entender uma classe de supernovas que servem como um importante parâmetro para os estudos cosmológicos. As supernovas do Tipo Ia formam-se através de dois cenários. Um envolve a fusão de duas anãs brancas em órbita, remanescentes compactos de estrelas como o Sol. O outro ocorre em sistemas onde uma anã branca extrai gás de uma estrela normal, ganhando massa gradualmente até se tornar instável e explodir. Os astrónomos não sabem qual destes cenários é o mais comum, mas o TESS pode detetar modificações na luz inicial da explosão provocada pela presença de uma companheira estelar.

Todos os dados científicos dos primeiros dois sectores de observações do TESS foram recentemente postos à disposição da comunidade científica através do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais (MAST - Mikulski Archive for Space Telescopes) do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, EUA

"Só nos primeiros dias foram transferidas mais de um milhão de imagens TESS armazenadas no MAST," realça Thomas Barclay, investigador do TESS no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, e da Universidade de Maryland em Baltimore County. "A reação da comunidade astronómica ao lançamento antecipado dos dados mostra que o mundo está preparado para contribuir para o tesouro científico da missão."

George Ricker, investigador principal da missão no Instituto Kavli do MIT, disse que as câmaras e o TESS estão de excelente saúde. "Estamos apenas a metade do primeiro ano de observações do TESS, e as portas dos dados estão apenas a começar a abrir. Quando o conjunto completo de observações de mais de 300 milhões de estrelas e galáxias recolhidas na missão principal de dois anos for examinado por astrónomos em todo o mundo, o TESS pode ter descoberto até 10.000 exoplanetas, além de centenas de supernovas e outros eventos transientes explosivos estelares e extragalácticos."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
MIT (comunicado de imprensa)
Artigo científico sobre Pi Mensae c (The Astrophysical Journal Letters)
Artigo científico sobre Pi Mensae c (arXiv.org)
Artigo científico sobre LHS 3844 (arXiv.org)
Artigo científico sobre HD 21749b (arXiv.org)
Posições dos primeiros exoplanetas do TESS (NASA via YouTube)
Posições das supernovas do TESS (NASA via YouTube)
Sky & Telescope
SPACE.com
Universe Today
astrobiology web
Scientific American
ScienceDaily
ScienceNews
PHYSORG
Inverse
CNN
The Verge

Pi Mensae c:
Exoplanet.eu

HD 2179:
Wikipedia

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Wikipedia

 
CIDADÃOS CIENTISTAS DESCOBREM NOVO MUNDO COM O TELESCÓPIO KEPLER
O recém-descoberto planeta K2-288Bb, aqui ilustrado, é ligeiramente mais pequeno que Neptuno. Localizado a mais ou menos 226 anos-luz de distância, orbita o membro mais pequeno e ténue de um par de estrelas frias do tipo-M a cada 31,3 dias.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Francis Reddy
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Usando dados do telescópio espacial Kepler da NASA, cidadãos cientistas descobriram um planeta com aproximadamente o dobro do tamanho da Terra localizado dentro da zona habitável da sua estrela, a gama de distâncias orbitais onde a água líquida pode existir à superfície do planeta. O novo mundo, conhecido como K2-288Bb, pode ser rochoso ou pode ser um planeta rico em gás semelhante a Neptuno. O seu tamanho é raro entre os exoplanetas - planetas para lá do nosso Sistema Solar.

"É uma descoberta muito emocionante devido à forma como foi encontrado, devido à sua órbita amena e porque planetas deste tamanho parecem ser relativamente invulgares," disse Adina Feinstein, estudante da Universidade de Chicago que discutiu a descoberta na passada segunda-feira, dia 7 de janeiro, na 233.ª reunião da Sociedade Astronómica em Seattle, EUA. Ela é também a autora principal de um artigo que descreve o novo planeta, aceite para publicação na revista The Astronomical Journal.

Localizado a 226 anos-luz de distância na direção da constelação de Touro, o planeta encontra-se num sistema estelar conhecido como K2-288, que contém um par de estrelas ténue e frias do tipo-M separadas por aproximadamente 8,2 mil milhões de quilómetros - cerca de seis vezes a distância entre Saturno e o Sol. A estrela mais brilhante tem mais ou menos metade da massa e do tamanho do Sol, enquanto a sua companheira tem aproximadamente um-terço da massa e tamanho do Sol. O novo planeta, K2-288Bb, orbita a estrela mais pequena e fraca a cada 31,3 dias.

Em 2017, Feinstein e Makennah Bristow, estudante da Universidade da Carolina do Norte em Asheville, trabalhavam como estagiárias com Joshua Schlieder, astrofísico do Centro Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. Vasculhavam os dados do Kepler em busca de evidências de trânsitos, diminuições regulares no brilho estelar provocado pela passagem de um planeta em órbita, a partir da nossa perspetiva.

Ao examinarem dados da quarta campanha de observações da missão K2 do Kepler, a equipa notou dois prováveis trânsitos planetários no sistema. Mas os cientistas precisam de um terceiro trânsito antes de reivindicar a descoberta de um candidato a planeta, e não havia um terceiro sinal nas observações que reviram.

No entanto, a equipa não estava realmente a analisar todos os dados.

No modo K2 do Kepler, que funcionou de 2014 a 2018, o telescópio reposicionava-se para apontar para uma nova zona do céu no início de cada campanha de observação de três meses. Os astrónomos estavam inicialmente preocupados que esse reposicionamento provocasse erros sistemáticos nas medições.

"A reorientação do Kepler, relativa ao Sol, provocava mudanças minúsculas na forma do telescópio e na temperatura dos componentes eletrónicos, o que inevitavelmente afetava as medições sensíveis do Kepler nos primeiros dias de cada campanha," explicou o coautor Geert Barentsen, astrofísico do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Califórnia, e diretor do gabinete de observadores convidados para as missões Kepler e K2.

Para lidar com isto, versões anteriores do software usado para preparar os dados para a análise de localização exoplanetária simplesmente ignoravam os primeiros dias de observação - e é aí que o terceiro trânsito estava escondido.

À medida que os cientistas aprenderam a corrigir estes erros sistemáticos, esta etapa de remoção foi eliminada - mas os primeiros dados da missão K2 que Barstow estudou foram cortados.

"Nós eventualmente corremos todos os dados das campanhas iniciais através do software modificado e, em seguida, repetimos a pesquisa exoplanetária para obter uma lista de candidatos, mas esses candidatos nunca foram totalmente investigados visualmente," explicou Schlieder, coautor do artigo. "A inspeção, ou veto, dos trânsitos com o olho humano é crucial porque o ruído e outros eventos astrofísicos podem imitar os trânsitos."

Em vez disso, os dados reprocessados foram lançados diretamente no Exoplanet Explorers, um projeto em que o público pesquisa as observações da missão K2 do Kepler para localizar novos planetas em trânsito. Em maio de 2017, voluntários notaram o terceiro trânsito e começaram uma discussão animada sobre o que era então considerado um candidato com o tamanho da Terra no sistema, o que captou a atenção de Feinstein e colegas.

"E foi assim que não o vimos - foram precisos os olhos atentos de cidadãos cientistas para fazer esta descoberta extremamente valiosa e para nos apontar para ela," comenta Feinstein.

A equipa começou observações de acompanhamento usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, o telescópio Keck II do Observatório W. M. Keck e o ITF (Infrared Telescope Facility) da NASA (estes últimos dois no Hawaii), e também examinou dados da missão Gaia da ESA.

Com um tamanho estimado em aproximadamente 1,9 vezes o tamanho da Terra, K2-288Bb tem metade do tamanho de Neptuno. Isto coloca o planeta dentro de uma categoria recentemente descoberta chamada divisão de Fulton, ou divisão de raio. Entre os planetas que orbitam perto das suas estrelas, há uma escassez curiosa de mundos com tamanhos entre 1,5 e 2 vezes o da Terra. Isto é provavelmente o resultado da intensa luz estelar que quebra as moléculas atmosféricas e elimina as atmosferas de alguns planetas ao longo do tempo, deixando para trás duas populações. Dado que o raio de K2-288Bb o coloca nessa lacuna, poderá fornecer um estudo de caso da evolução planetária para esta gama de tamanhos.

No dia 30 de outubro de 2018, o Kepler ficou sem combustível e terminou a sua missão depois de nove anos, durante a qual descobriu 2600 planetas confirmados em torno de outras estrelas - a maior parte dos agora conhecidos - juntamente com milhares de candidatos adicionais que os astrónomos estão a tentar confirmar. E enquanto o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA é o mais novo caçador exoplanetário, este novo achado mostra que mais descobertas aguardam os cientistas nos dados do Kepler.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA/JPL (comunicado de imprensa)
Artigo científico (The Astronomical Journal)
SPACE.com
ScienceNews
Scientific American
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Space Daily
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Notícias ao Minuto

K2-288Bb:
Wikipedia

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA)
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2
Exoplanet Explorers

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Divisão de Fulton:
Wikipedia

 
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Crédito: NASA, ESA e M. Durbin, J. Dalcanton, e B. F. Williams (Universidade de Washington)
 
Esta gigantesca imagem da Galáxia do Triângulo - também conhecida como Messier 33 - é uma composição de cerca de 54 observações diferentes com a câmara ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble. Com um tamanho impressionante de 34.372 por 19.345 pixels, é a segunda maior imagem já lançada pelo Hubble. Fica apenas atrás da imagem da Galáxia Andrómeda, lançada em 2015. O mosaico da Galáxia do Triângulo mostra a região central da galáxia e os seus braços espirais internos. São visíveis milhões de estrelas, centenas de aglomerados de estrelas e nebulosas brilhantes. Esta imagem é demasiado grande para ser facilmente exibida em resolução máxima e é melhor apreciada usando a ferramenta de zoom.
 

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