12/04/19 - Noites Astronómicas em Tavira
21:00-22:00 - A sessão será dedicada a observação da lua. Será também possível fazer um registo fotográfico da lua e das suas crateras com auxílio de telescópio. Local: Praça da República - Tavira Telefones: 281 326 231; 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
Efemérides
Dia 02/04: 92.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618 nascia Francesco Maria Grimaldi, matemático e físico italiano, bem como padre jesuíta.
Investigou a queda livre de objetos e calculou a constante gravitacional ao registar oscilações num pêndulo. Construiu e usou instrumentos para medir montanhas na Lua bem como a altura de nuvens. Foi o primeiro a fazer observações precisas da difração da luz.
Em 1964, lançamento da soviética Zond 1. Observações: A brilhante Capella brilha alta a noroeste depois do lusco-fusco. A sua pálida cor amarela coincide com a do Sol, o que significa que têm mais ou menos a mesma temperatura. De outra forma, Capella é muito diferente. Consiste de duas estrelas gigantes amarelas, maiores e mais brilhantes do que o Sol, cada uma completando uma órbita da outra a cada 104 dias. Além disso, para os observadores telescópicos, é acompanhada por um par íntimo e distante de anãs vermelhas: Capella H e L, magnitudes 10 e 13.
Dia 03/04: 93.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1966, o Luna 10, o primeiro orbitador lunar da União Soviética, foi colocado numa órbita selenocêntrica e torna-se no primeiro satélite artifical da Lua. Lançado no dia 31 de março de 1966, concluiu a sua missão e enviou dados valiosos sobre emissões de raios-gama da superfície lunar.
Em 1984, o líder de esquadrão Rakesh Sharma é lançado a bordo de um Soyuz T-11, e torna-se o primeiro indiano no espaço. Observações: Nesta altura sem Lua no céu, explore as galáxias da primavera com o seu telescópio usando um atlas do céu.
Dia 04/04: 94.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1968, era lançada a Apollo 6.
Em 1983, o vaivém espacial Challenger fazia o seu voo inaugural no espaço (STS-6).
Em 1996, o cometa Hyakutake é observado pela NEAR. Observações: Esta noite Marte encontra-se precisamente no segmento de reta que une Aldebarã às Plêiades.
Curiosidades
A venda de meteoritos é um negócio extremamente rentável. Uma amostra com poucos gramas pode chegar a render centenas de dólares.
Hubble observa asteroide a quebrar-se
De acordo com novos dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble e por outros observatórios, um pequeno asteroide foi apanhado no processo de girar tão depressa que está a expelir material.
As imagens do Hubble mostram duas caudas estreitas, parecidas às dos cometas, de detritos empoeirados que saem do asteroide (6478) Gault. Cada cauda representa um episódio no qual o asteroide libertou suavemente o seu material - evidências de que Gault está a começar a desfazer-se.
Descoberto em 1988, o asteroide com 4 km tem sido observado repetidamente, mas as caudas de detritos são as primeiras evidências de desintegração. Gault está localizado a 344 milhões de quilómetros da Terra. Entre os cerca de 800.000 asteroides conhecidos entre Marte e Júpiter, os astrónomos estimam que este tipo de evento na cintura de asteroides seja raro, ocorrendo aproximadamente uma vez por ano.
A observação da fragmentação de um asteroide dá aos astrónomos a oportunidade de estudar a composição destas rochas espaciais sem enviar uma nave para recolher amostras.
Esta imagem pelo Telescópio Espacial Hubble revela a auto-destruição gradual de um asteroide, cujo material poeirento ejetado formou duas caudas estreitas e longas, parecidas às dos cometas. A cauda maior tem mais de 800 mil quilómetros de comprimento e mais ou menos 4800 km de espessura. A cauda mais curta tem cerca de um-quarto desse comprimento.
Crédito: NASA, ESA, K. Meech e J. Kleyna (Universidade do Hawaii) e O. Hainaut (ESO)
"Não precisámos de ir a Gault," explicou Olivier Hainaut do ESO na Alemanha, membro da equipa de observação de Gault. "Nós apenas tivemos que olhar para a imagem das correntes e podemos ver todos os grãos de poeira bem ordenados por tamanho. Todos os grãos grandes (mais ou menos do tamanho das partículas de areia) estão perto do objeto e os grãos mais pequenos (mais ou menos do tamanho de grãos de farinha) são os mais distantes, porque estão a ser empurrados mais rapidamente pela pressão da luz solar."
Gault é apenas o segundo asteroide cuja desintegração está fortemente ligada a um processo conhecido como efeito YORP (Yarkovsky–O'Keefe–Radzievskii–Paddack, os nomes dos quatro cientistas que contribuíram para o conceito). Quando a luz solar aquece um asteroide, a radiação infravermelha que escapa da sua superfície aquecida transporta momento angular, bem como calor. Este processo cria um pequeno torque que faz com que o asteroide gire continuamente mais depressa. Quando a força centrífuga resultante começa a superar a gravidade, a superfície do asteroide torna-se instável, e os deslizamentos de terra podem fazer com que a poeira e o entulho sigam para o espaço a poucos quilómetros por hora. Os investigadores estimam que Gault pode estar a aumentar lentamente a sua rotação há mais de 100 milhões de anos.
Reunindo a atividade recente de Gault está uma investigação forense astronómica que envolve telescópios e astrónomos de todo o mundo. Levantamentos de todo o céu, telescópios terrestres e instalações espaciais como o Telescópio Espacial Hubble uniram esforços para tornar esta descoberta possível.
A pista inicial foi a descoberta fortuita da primeira cauda de detritos, observada no dia 5 de janeiro de 2019 pelo telescópio ATLAS (Asteroid Terrestrial-Impact Last Alert System) no Hawaii. A cauda também apareceu em dados de arquivo de dezembro de 2018 do ATLAS e dos telescópios Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System) no Hawaii. Em meados de janeiro, uma segunda cauda mais curta foi vista pelo telescópio do Canadá-França-Hawaii e pelo telescópio Isaac Newton na Espanha, assim como por outros observadores. Uma análise de ambas as caudas sugere que os dois eventos de poeira ocorreram por volta de 28 de outubro e de 30 de dezembro de 2018.
Observações de acompanhamento com o Telescópio William Herschel, com a Estação Terrestre Ótica da ESA em La Palma e Tenerife, Espanha, e com o Telescópio Chandra nos Himalaias, Índia, mediram um período de rotação de duas horas para o objeto, perto da velocidade crítica na qual um asteroide solto começa a desfazer-se.
"Gault é o melhor exemplo de um objeto com rápida rotação mesmo no limite das duas horas," disse o membro da equipa Jan Kleyna, da Universidade do Hawaii em Honolulu.
Uma análise do ambiente circundante do asteroide, pelo Hubble, não revelou sinais de detritos mais amplamente distribuídos, o que exclui a possibilidade de uma colisão com outro asteroide como causa para os surtos.
As correntes estreitas do asteroide sugerem que a poeira foi libertada em surtos curtos, com a duração de algumas horas a alguns dias. Estes eventos súbitos sopraram detritos suficientes para produzir uma "bola suja" com aproximadamente 150 metros de diâmetro, se compactados juntos. As caudas vão começar a desaparecer daqui a poucos meses, à medida que a poeira se dispersa pelo espaço interplanetário.
Com base nas observações do Telescópio do Canadá-França-Hawaii, os astrónomos estimam que a cauda mais longa se estenda por 800 mil quilómetros e tenha aproximadamente 4800 km de espessura. A cauda mais curta tem cerca de um-quarto desse comprimento.
Até ao momento, apenas foram encontrados algumas dúzias de asteroides ativos. Os astrónomos podem agora detetar muitos mais graças às capacidades aprimoradas de levantamento de observatórios como o Pan-STARRS e ATLAS, que varrem todo o céu. "Os asteroides como Gault não podem mais escapar à deteção," comentou Hainaut. "Isto significa que todos estes asteroides que começam a 'comportar-se mal' são avistados."
Os investigadores esperam monitorizar Gault em busca de mais eventos de poeira.
Os resultados da equipa foram aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal Letters.
Fluxo de dados da missão TESS leva à descoberta de um planeta do tamanho de Saturno
Nesta ilustração, um Saturno quente passa em frente da sua estrela hospedeira. Os astrónomos que estudam as estrelas usaram sismos estelares para caracterizar a estrela, que forneceu informações críticas sobre o planeta. Veja aqui uma simulação do planeta a orbitar a estrela.
Crédito: Gabriel Perez Diaz, Instituto de Astrofísica das Canárias
Os astrónomos que estudam as estrelas estão a fornecer uma ajuda valiosa aos astrónomos que caçam planetas e que perseguem o objetivo principal da nova missão TESS da NASA.
De facto, os asterossismolólogos - astrónomos estelares que estudam ondas sísmicas (ou sismos estelares) em estrelas que aparecem como mudanças no brilho - muitas vezes fornecem informações críticas para encontrar as propriedades de planetas recém-descobertos.
Este trabalho em equipa possibilitou a descoberta e caracterização do primeiro planeta identificado pelo TESS, para o qual as oscilações da sua estrela hospedeira podem ser medidas.
O planeta - TOI 197.01 (TOI é abreviação para "TESS Object of Interest") - é descrito como um "Saturno quente" num artigo científico recentemente aceite. Isto porque o planeta tem aproximadamente o mesmo tamanho que Saturno e também está muito perto da sua estrela, completando uma órbita em apenas 14 dias e é, portanto, muito quente.
A revista The Astronomical Journal vai publicar o artigo escrito por uma equipa internacional composta por 141 astrónomos. Daniel Huber, astrónomo assistente da Universidade do Hawaii no Instituto de Astronomia de Manoa, é o autor principal do artigo. Steve Kawaler, professor de física e astronomia, e Miles Lucas, estudante, são coautores da Universidade Estatal do Iowa.
"Este é o primeiro 'balde de água' da 'mangueira' de dados que estamos a receber do TESS," comentou Kawaler.
TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), liderado por astrofísicos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) - foi lançado a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Flórida, EUA, no dia 18 de abril de 2018. A missão principal do satélite é encontrar exoplanetas, planetas para lá do nosso Sistema Solar. As suas quatro câmaras estão a tirar exposições, ao longo de quase um mês, de 26 faixas verticais do céu - primeiro sobre o hemisfério sul e depois sobre o norte. Depois de dois anos, o TESS terá examinado 85% do céu.
Os astrónomos (e seus computadores) estudam as imagens, procurando trânsitos, minúsculas quedas no brilho estelar provocadas por um planeta em órbita passando em frente. A missão Kepler da NASA - antecessora da missão TESS - procurou planetas da mesma forma, mas examinou uma pequena parte da Via Láctea e focou-se em estrelas distantes.
O TESS tem como alvo estrelas próximas e brilhantes, permitindo que os astrónomos acompanhem as suas descobertas usando outros observatórios espaciais e terrestres para estudar e caracterizar estrelas e planetas. Noutro artigo publicado recentemente na revista The Astrophysical Journal: Supplement Series, os astrónomos do TASC (TESS Asteroseismic Science Consortium) identificaram uma lista de alvos de estrelas oscilantes semelhantes ao Sol (muitas que são parecidas ao nosso futuro Sol) para serem estudadas usando dados do TESS - uma lista com 25.000 estrelas.
Kawaler - que testemunhou o lançamento do Kepler em 2009, e estava na Flórida para o lançamento do TESS (mas um atraso de última hora significou que teve que perder o lançamento para regressar a Ames e lecionar) - está no conselho de sete membros do TASC. O grupo é liderado por Jørgen Christensen-Dalsgaard da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.
Os astrónomos do TASC usam modelagem asterossismológica para determinar o raio, a massa e a idade de uma estrela hospedeira. Esses dados podem ser combinados com outras observações e medições para determinar as propriedades dos planetas em órbita.
No caso da estrela-mãe TOI-197, os asterossismólogos usaram as suas oscilações para determinar que tem cerca de 5 mil milhões de anos e é um pouco mais massiva e maior que o Sol. Também determinaram que o planeta TOI-197.01 é um gigante gasoso com um raio mais ou menos nove vezes o da Terra, tornando-se aproximadamente do tamanho de Saturno. Tem também 1/13 da densidade da Terra e cerca de 60 vezes a massa da Terra.
Estas descobertas dizem-nos muito sobre o trabalho do TESS: "TOI-197 fornece um primeiro vislumbre do forte potencial do TESS em caracterizar exoplanetas usando asterossismologia," escreveram os astrónomos no seu artigo científico.
Kawaler espera que a enxurrada de dados provenientes do TESS também contenha algumas surpresas científicas.
"O interessante é que o TESS será o único instrumento do seu género durante algum tempo e os dados são tão bons que planeamos tentar fazer ciência sobre a qual nem tínhamos pensado antes," disse Kawaler. "Talvez possamos também olhar para as estrelas muito fracas - as anãs brancas - que são o meu primeiro amor e representam o futuro do nosso Sol e do Sistema Solar."
Há muito tempo, em Marte, a água esculpiu leitos de rios profundos à superfície do planeta - mas ainda não sabemos que tipo de clima os alimentou. Os cientistas não têm a certeza porque a sua compreensão do clima marciano, há milhares de milhões de anos, permanece incompleta.
Um novo estudo por cientistas da Universidade de Chicago catalogou esses rios para concluir que um escoamento significativo de rios persistiu em Marte durante mais tempo do que se pensava anteriormente. Segundo o estudo, publicado na edição de 27 de março da revista Science Advances, o escoamento foi intenso - os rios em Marte eram mais largos do que os da Terra de hoje - e ocorreram em centenas de locais no Planeta Vermelho.
Isto complica a imagem para os cientistas que querem modelar o antigo clima marciano, disse o autor principal do estudo, Edwin Kite, professor assistente de ciências geofísicas e especialista tanto da história de Marte quanto dos climas de outros mundos. "Já é difícil explicar rios ou lagos com base nas informações que temos," disse. "Isto torna um problema difícil ainda mais complexo."
A linha tracejada assinala a posição do canal de rio preservado.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona/Universidade de Chicago
Mas, disse, as restrições podem ser úteis para analisar as muitas teorias que os investigadores propuseram para explicar o clima.
Marte é atravessado por trilhas distintas de rios extintos há muito tempo. As naves da NASA tiraram fotos de centenas destes rios a partir de órbita e, quando o rover Curiosity pousou em 2012, enviou imagens de seixos arredondados durante muito tempo no fundo de um rio.
Mas o porquê de Marte, no passado, ter tido água líquida, é um enigma. Marte tem hoje uma atmosfera extremamente fina e no início da sua história também recebia apenas um-terço da luz solar que a Terra de hoje recebe, o que não deveria fornecer calor suficiente para manter a água líquida. "De facto, mesmo no passado de Marte, quando havia água suficiente para a existência de rios durante algum tempo, os dados indicam que Marte era extremamente frio e seco no tempo restante," explicou Kite.
Procurando uma melhor compreensão da precipitação marciana, Kite e colegas analisaram fotografias e modelos de elevação de mais de 200 antigos leitos de rios marcianos, abrangendo mais de mil milhões de anos. Estes leitos de rio são uma rica fonte de pistas sobre a água que os atravessou e o clima que os produziu. Por exemplo, a largura e a inclinação dos leitos dos rios e o tamanho do cascalho informam os cientistas sobre a força do fluxo da água e a quantidade de cascalho restringe o volume de água que passa.
A sua análise mostra evidências claras de escoamento persistente e forte que ocorreu no último estágio do clima húmido," acrescentou Kite.
Os resultados fornecem orientação para aqueles que tentam reconstruir o clima marciano, disse Kite. Por exemplo, o tamanho dos rios implica que a água estava a fluir continuamente, não apenas ao meio-dia, de modo que os modeladores climáticos precisam de explicar um forte efeito de estufa para manter o clima aquecido o suficiente para temperaturas diurnas médias acima do ponto de congelamento da água.
Os rios também mostram forte fluxos até ao "último minuto" geológico antes do clima húmido ter secado. "Esperaríamos que diminuíssem gradualmente com o tempo, mas não é isso que vemos," realça Kite. Os rios ficam mais curtos - centenas de quilómetros, em vez de milhares -, mas a descarga ainda é forte. "O dia mais chuvoso do ano ainda é muito molhado."
É possível que o clima tenha tido uma espécie de interruptor 'ligado/desligado'," especulou Kite, que oscila entre os ciclos secos e molhados.
"O nosso trabalho responde a algumas perguntas existentes, mas levanta uma nova. O que está errado: os modelos climáticos, os modelos de evolução atmosférica ou a nossa compreensão básica da cronologia do Sistema Solar interior?", concluiu.
Cassini descobre que anéis de Saturno revestem luas pequenas (via NASA)
Emergiram novos resultados sobre cinco luas aninhas dentro e perto dos anéis de Saturno. Os "flybys" mais próximos de sempre pela sonda Cassini da NASA revelam que as superfícies destas luas invulgares estão cobertas com material dos anéis do planeta - e com partículas geladas da maior lua de Saturno, Encélado. O trabalho pinta uma imagem dos processos concorrentes que moldam estas mini-luas. Ler fonte
Como usar as ondas gravitacionais para medir a expansão do Universo (via Universidade de Chicago)
Na manhã de dia 17 de agosto de 2017, depois de viajar durante mais de cem milhões de anos, os choques de uma colisão massiva numa galáxia distante chegaram finalmente à Terra. Estas ondulações no tecido do espaço-tempo, chamadas ondas gravitacionais, despoletaram alarmes em dois detetores ultrasensíveis de nome LIGO. Ler fonte
Álbum de fotografias - Abell 370: Lente Gravitacional de Enxame de Galáxias
O que são estes arcos estranhos? Enquanto fotografavam o enxame de galáxias Abell 370, os astrónomos notaram um arco invulgar. O arco não foi entendido imediatamente - só quando imagens melhores mostraram que o arco era um tipo, nunca antes visto, de artefacto astrofísico chamado lente gravitacional, onde a lente era o centro de todo um enxame de galáxias. Hoje, sabemos que este arco, o arco mais brilhante do aglomerado, na verdade consiste de duas imagens distorcidas de uma galáxia aparentemente normal que se encontra muito mais distante. A gravidade de Abell 370 fez com que a luz das galáxias de fundo - e outras - se espalhasse e chegasse ao observador ao longo de múltiplos percursos, como a luz distante aparece através do caule de um copo de vinho. Quase todas as imagens amarelas apresentadas aqui são galáxias do enxame Abell 370. Um olho astuto pode captar muitos arcos estranhos e distorcidos que são imagens de galáxias normais distantes vistas sob o efeito de lente gravitacional. O estudo de Abell 370 e das suas imagens dá aos astrónomos uma janela única na distribuição da matéria normal e escura nos enxames de galáxias e no Universo.
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