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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Agora também com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1610  
  13/08 a 15/08/2019  
     
     
 
Astronomia no Verão
CCVAlg | CCVTavira

Atividades astronómicas planeadas para o restante mês de agosto:

13/08 - Albufeira, a partir das 21:00, no Miradouro que fica na descida do Pau da Bandeira em direção à praia do Inatel, junto ao acesso do Restaurante Reis dos Mares (atividade realizada pelo CCVAlg)

14/08 - Tavira, a partir das 22:00, observação da Lua, na Praça da República (atividade realizada pelo CCVTAvira)

19/08 - Ria Formosa, a partir das 20:30, frente ao Centro de Educação Ambiental de Marim, astros e sons noturnos da Ria Formosa

20/08 - Carvoeiro, a partir das 21:30, junto ao Forte de Nossa Senhora da Encarnação (atividade realizada pelo CCVAlg)

22/08 - Castelo de Paderne, a partir das 20:30 (atividade realizada pelo CCVAlg)

27/08 - Tavira, a partir das 21:30, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)

(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição)

 
     
 
Efemérides

Dia 13/08: 225.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1814 nascia Anders Ângström, físico sueco e um dos pioneiros da espectroscopia.
Em 1898, Carl Gustav Witt encontra 433 Eros, o primeiro asteroide descoberto perto da Terra.

Observações: As noites que antecedem e sucedem à Lua Cheia são tradicionalmente consideradas como as piores para a observação do nosso satélite natural. Mas não se o seu objetivo forem os sistemas de raios que rodeiam as crateras! A melhor altura para os ver é sem sombras e com elevada iluminação.
Ocultação de Io, entre as 22:01 e as 00:18 (já de dia 14).
Eclipse de Io, entre as 23:13 e as 01:30 (já de dia 14).

Dia 14/08: 226.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1846, um meteorito com 2,3 kg, do tipo condrito, colide com a superfície da Terra perto da cidade de Cape Girardeau, no estado do Missouri, EUA. 

Observações: Vénus em conjunção superior, pelas 06:44.
Trânsito de Io, entre as 19:24 e as 21:38.
Trânsito da sombra de Io, entre as 20:36 e as 22:50.
Esta noite a Lua, praticamente Cheia, encontra-se na ténue constelação de Capricórnio. Amanhã já terá atravessado a fronteira da constelação vizinho de Aquário.

Dia 15/08: 227.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1977, o The Big Ear, um radiotelescópio operado pela Universidade Estatal do Ohio, como parte do projeto SETI, recebe um sinal de rádio do espaço profundo; o evento é denominado de "sinal Wow!", a partir de uma anotação feita por um voluntário do projeto.

Em 2006, a sonda Voyager 1, o mais distante objeto feito pelo Homem, alcança as 100 UA do Sol. Isto significa que a sonda, lançada no dia 20 de agosto de 1977, estava 100 vezes mais distante do Sol que a Terra.
Observações: Lua Cheia, pelas 13:29.
Costuma reparar nas cores das estrelas? É possível que, com o céu iluminado pela Lua, as cores das estrelas mais brilhantes lhe sejam mais fáceis de discernir. Por exemplo, as duas estrelas mais brilhantes do verão são Vega, bem alta no céu após o cair da noite, e Arcturo, brilhando a oeste. Vega é esbranquiçada, com um ligeiro toque de azul. Arcturo é uma gigante amarelo-alaranjada. Será que as suas cores saltam mais à vista, para si, ao luar ou ao lusco-fusco? Claro, binóculos tornam sempre as observações mais fáceis.

 
     
 
Curiosidades


A New Horizons, uma das sondas espaciais mais rápidas já construídas, demorou nove anos para chegar até Plutão.

 
 
   
UAI aprova segundo conjunto de nomes para características à superfície de Plutão
 
Este mapa, compilado a partir de imagens e dados recolhidos pela sonda New Horizons da NASA durante a sua passagem pelo sistema de Plutão em 2015, contém os nomes de várias características da superfície aprovados pela União Astronómica Internacional. Os nomes desta mais recente "ronda" estão a amarelo.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI/Ross Beyer
 

Várias pessoas e missões que abriram caminho à exploração histórica de Plutão e da Cintura de Kuiper - os mais distantes mundos já explorados - são homenageados no segundo conjunto de nomes oficiais de Plutão aprovados pela União Astronómica Internacional (UAI), a autoridade internacional responsável pela nomenclatura de corpos celestes e das suas características à superfície.

Os novos nomes foram propostos pela equipa da New Horizons da NASA, que realizou o primeiro reconhecimento de Plutão e das suas luas com a sonda New Horizons em 2015. Juntamente com uma pequena lista de nomes oficiais que a UAI já havia aprovado, a equipa científica da missão tem vindo a usar estes outros nomes informais para descrever as muitas regiões, cadeias de montanhas, planícies, vales e crateras descobertas durante o primeiro olhar detalhado da superfície de Plutão.

A UAI aprovou o primeiro conjunto de 14 nomes de características à superfície de Plutão em 2017, bem como um conjunto de nomes para a maior lua de Plutão, Caronte, em 2018. A equipa reuniu muitas das ideias durante uma campanha online em 2015.

Os 14 novos nomes de características de Plutão ficam aqui listadas abaixo por ordem alfabética. Os nomes homenageiam a mitologia do submundo, missões espaciais pioneiras que levaram ao sucesso da New Horizons, pioneiros históricos que cruzaram novos horizontes na exploração da Terra e cientistas e engenheiros associados com o estudo e exploração de Plutão e da Cintura de Kuiper.

  • Alcyonia Lacus, um possível lago de azoto gelado à superfície de Plutão, recebe o nome do lago "sem fundo" em Lerna, uma região da Grécia conhecida pelas suas nascentes e pelos seus pântanos; o lago alcioniano era uma das entradas para o submundo da mitologia grega;
  • Elcano Montes é uma cordilheira que homenageia Juan Sebastián Elcano (1476-1526), o explorador espanhol que em 1522 completou a primeira circunavegação da Terra (uma viagem iniciada em 1519 por Fernão de Magalhães);
  • Hunahpu Valles é um sistema de desfiladeiros em honra de um dos heróis gémeos da mitologia maia, que derrotou os senhores do submundo durante um jogo de bola (mesoamericano);
  • A cratera Khare homenageia o cientista planetário Bishun Khare (1933-2013), especialista em química de atmosferas planetárias que fez trabalho de laboratório levando a vários artigos seminais sobre tolinas - as moléculas orgânicas que provavelmente são responsáveis pelas regiões mais escuras e avermelhadas de Plutão;
  • A cratera Kiladze homenageia Rolan Kiladze (1931-2010), o astrónomo georgiano (do Cáucaso) que fez investigações pioneiras sobre a dinâmica, astrometria e fotometria de Plutão;
  • Lowell Regio é uma grande região em honra a Percival Lowell (1855-1916), o astrónomo americano que fundou o Observatório Lowell e organizou uma busca sistemática por um planeta para lá de Neptuno;
  • Mwindo Fossae é uma rede de depressões longas e estreitas em honra de Nyanga (República Democrática do Congo/Zaire), o herói épico que viajou até ao submundo e, após regressar a casa, tornou-se um sábio e poderoso rei;
  • Piccard Mons é uma montanha e suspeito criovulcão que homenageia Auguste Piccard (1884-1962), inventor e físico do século XX, mais conhecido pelos seus voos pioneiros de balão até à atmosfera superior da Terra;
  • Pigafetta Montes homenageia Antonio Pigafetta (circa 1491-1531), o erudito e explorador italiano que narrou as descobertas feitas durante a primeira circunavegação da Terra, a bordo dos navios de Fernão de Magalhães;
  • Piri Rupes é um longo penhasco que homenageia Ahmed Muhiddin Piri (circa 1470-1553), também conhecido como Piri Reis, navegador e cartógrafo otomano famoso pelo seu mapa-múndi. Desenhou também alguns dos primeiros mapas existentes da América do Norte e Central;
  • A cratera Simonelli homenageia o astrónomo Damon Simonelli (1959-2004), cuja ampla investigação incluiu a história da formação de Plutão;
  • Wright Mons homenageia os irmãos Wright, Orville (1871-1948) e Wilbur (1867-1912), os pioneiros da aviação norte-americana que construíram e pilotaram, com sucesso, o primeiro avião do mundo;
  • Vega Terra é uma grande massa de terra em honra das missões soviéticas Vega 1 e 2, as primeiras naves espaciais a enviar balões para outro planeta (Vénus) e a fotografar o núcleo de um cometa (1P/Halley);
  • Venera Terra tem o nome das missões Venera, enviadas a Vénus pela União Soviética entre 1961 e 1984; incluíram o primeiro objeto feito pelo Homem a entrar na atmosfera de outro planeta, a fazer uma aterragem suave noutro planeta e a transmitir imagens de outra superfície planetária.

A sonda New Horizons está quase a 6,6 mil milhões de quilómetros da Terra. Está de boa saúde e a transmitir dados registados durante o "flyby" de Ano Novo de 2019 pelo objeto 2014 MU69 da Cintura de Kuiper, de nome Ultima Thule, o objeto mais distante e primitivo já explorado.

// JHUAPL (comunicado de imprensa)

 


Saiba mais

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Sistema de Plutão:
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Caronte (Wikipedia)
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New Horizons:
Página oficial
NASA
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Wikipedia

 
   
Descoberto buraco negro "encoberto" no Universo inicial
 
Dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA revelaram o que poderá ser o mais distante buraco negro "encoberto".
Crédito: raios-X - NASA/CXO/Pontificia Universidad Católica de Chile/F. Vito; rádio - ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); ótico - Pan-STARRS
 

Os astrónomos descobriram evidências do mais distante buraco negro "encoberto" até à data, usando o Observatório de raios-X Chandra da NASA. A apenas 6% da idade do Universo, esta é a primeira indicação de um buraco negro escondido por gás numa altura tão precoce na história do cosmos.

Os buracos negros supermassivos, com milhões a milhares de milhões de vezes a massa do nosso Sol, normalmente crescem puxando material de um disco de matéria circundante. O crescimento rápido gera grandes quantidades de radiação numa região muito pequena em redor do buraco negro. Os cientistas chamam "quasar" a esta fonte extremamente brilhante e compacta.

De acordo com as teorias atuais, uma densa nuvem de gás alimenta o material no disco em torno do buraco negro supermassivo durante o seu período de crescimento inicial, que "envolve" ou esconde da nossa observação a maior parte da luz brilhante do quasar. À medida que o buraco negro consome material e se torna mais massivo, o gás na nuvem esgota-se, até que o buraco negro e o seu disco brilhante ficam a descoberto.

"É extraordinariamente desafiador encontrar quasares nesta fase encoberta, porque grande parte da sua radiação é absorvida e não pode ser detetada pelos instrumentos atuais," disse Fábio Vito da Pontificia Universidad Católica de Chile, em Santiago, Chile, que liderou o estudo. "Graças ao Chandra e à capacidade dos raios-X em penetrarem através da nuvem obscura, pensamos que finalmente conseguimos."

A nova descoberta surgiu de observações de um quasar chamado PSO167-13, que foi descoberto pela primeira vez pelo Pan-STARRS, um telescópio ótico no Hawaii. Observações óticas deste e de outros levantamentos detetaram cerca de 200 quasares que já brilhavam intensamente quando o Universo tinha menos de mil milhão de anos, ou cerca de 7% da sua idade atual. Estas pesquisas só foram consideradas eficazes para encontrar buracos negros não cobertos, porque a radiação que detetam é suprimida até por finas nuvens de gás e poeira. Como PSO167-13 fazia parte destas observações, esperava-se que este quasar também estivesse desobstruído.

A equipa de Vito testou esta ideia usando o Chandra para observar PSO167-13 e outros nove quasares descobertos com levantamentos óticos. Após 16 horas de observações, apenas três fotões de raios-X foram detetados de PSO167-13, todos com energias relativamente altas. Dado que os raios-X de baixa energia são mais facilmente absorvidos do que os de mais alta energia, a explicação provável é que o quasar é altamente obscurecido pelo gás, permitindo que sejam detetados apenas raios-X de alta energia.

"Esta foi uma completa surpresa," disse o coautor Niel Brandt da Universidade Estatal da Pennsylvania em University Park, EUA. "Era como se estivéssemos à espera de uma borboleta, mas ao invés víssemos um casulo. Nenhum dos outros nove quasares que observámos estava coberto, que foi o que previmos."

Uma reviravolta interessante no que toca a PSO167-13 é que a galáxia hospedeira tem uma galáxia companheira, visível nos dados anteriormente obtidos com o ALMA (Atacama Large Millimeter Array) no Chile e com o Telescópio Espacial Hubble da NASA. Dada a sua pequena separação e o fraco brilho da fonte em raios-X, a equipa não foi capaz de determinar se a recém-descoberta emissão de raios-X está associada com o quasar PSO167-13 ou com a galáxia companheira.

Se os raios-X vierem do quasar conhecido, então os astrónomos precisam de desenvolver uma explicação para o porquê de o quasar parecer altamente obscurecido em raios-X, mas não no visível. Uma possibilidade é que houve um aumento grande e rápido no "disfarce" do quasar durante os três anos que separam as observações óticas das de raios-X.

Por outro lado, se em vez disso os raios-X tiverem origem na galáxia companheira, então representa a deteção de um novo quasar em íntima proximidade com PSO167-13. Este par de quasares seria o mais distante já detetado.

Em qualquer um destes dois casos, o quasar detetado pelo Chandra seria o quasar encoberto mais distante já visto, 850 milhões de anos após o Big Bang. O recordista anterior foi observado 1,3 mil milhões de anos após o Big Bang.

Os autores planeiam prosseguir com mais observações a fim de aprender mais.

"Com uma observação mais longa do Chandra, podemos obter uma estimativa melhor de quão encoberto está este buraco negro," disse o coautor Franz Bauer, também da Pontificia Universidad Católica de Chile e membro associado do Millenium Institute de Astrofísica, "e fazer uma identificação confiante da fonte de raios-X com o quasar conhecido ou com a galáxia companheira."

Os autores também planeiam procurar mais exemplos de buracos negros altamente obscurecidos.

"Nós suspeitamos que a maioria dos buracos negros supermassivos no Universo inicial está encoberta: é, pois, crucial detetá-los e estudá-los para entender como podem crescer até massas de mil milhões de sóis tão rapidamente," comentou o coautor Roberto Gilli do INAF em Bolonha, Itália.

O artigo que descreve estes resultados foi aceite para publicação na revista Astronomy and Astrophysics e está disponível online.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Observatório de raios-X Chandra (comunicado de imprensa)
// PennState (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Astronomy & Astrophysics)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Um rápido olhar sobre PSO167-13 (Observatório de raios-X Chandra via YouTube)

 


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Telescópio Espacial Hubble:
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Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
   
ALMA identificou antepassados "escuros" de galáxias elípticas gigantes

Os astrónomos usaram o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para identificar 39 galáxias ténues que não foram observadas na visão mais profunda do Universo do Telescópio Espacial Hubble, a 10 mil milhões de anos-luz de distância. São dez vezes mais numerosas do que galáxias igualmente massivas, mas visualmente brilhantes, detetadas com o Hubble. A equipa de investigação assume que estas galáxias fracas antecedem as galáxias elípticas massivas no Universo atual. No entanto, nenhuma teoria significativa para a evolução do Universo previu uma população tão abundante de galáxias massivas escuras e formadoras de estrelas. Os novos resultados do ALMA colocam em questão a nossa compreensão do Universo primitivo. Os resultados foram publicados na última edição da revista Nature.

 
O ALMA identificou 39 galáxias ténues não identificadas na visão mais profunda do Universo do Telescópio Espacial Hubble, a 10 mil milhões de anos-luz de distância. Este exemplo mostra uma comparação das observações do Hubble e do ALMA. As imagens numeradas de 1 a 4 são as posições das galáxias ténues não observadas na imagem do Hubble.
Crédito: Universidade de Tóquio/CEA/NAOJ
 

"Estudos anteriores descobriram galáxias com formação estelar extrema no Universo primitivo, mas a população é bastante limitada," disse Tao Wang, autor principal da investigação da Universidade de Tóquio, da Comissão Francesa de Energias Alternativas e Energia Atómica (CEA) e do NAOJ (National Astronomical Observatory of Japan) do Japão. "A formação estelar nas galáxias ténues que identificámos é menos intensa do que em galáxias extremamente ativas, mas estas são 100 vezes mais abundantes. É importante estudar um componente tão importante da história do Universo para compreender a formação das galáxias."

Wang e a sua equipa observaram três "janelas" ALMA do Universo profundo, abertas pelo Telescópio Espacial Hubble: os campos CANDELS. A equipa descobriu 63 objetos extremamente vermelhos nas imagens infravermelhas obtidas pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA: são demasiado vermelhas para serem detetadas com o Hubble. No entanto, a resolução espacial limitada do Spitzer impediu que os astrónomos identificassem a sua natureza.

O ALMA detetou emissão de ondas submilimétricas de 39 dos 63 objetos extremamente vermelhos. Graças à sua alta resolução e sensibilidade, o ALMA confirmou que são galáxias massivas com formação estelar e que estão a produzir estrelas 100 vezes de modo mais eficiente do que a Via Láctea. Estas galáxias são representativas da maioria das galáxias massivas do Universo de há 10 mil milhões de anos, a maioria das quais até agora não tinham sido discernidas por estudos anteriores.

 
Impressão de artista das galáxias distantes observadas com o ALMA. O ALMA identificou galáxias ténues e invisíveis ao Telescópio Espacial Hubble. Os investigadores assumem que aquelas galáxias fracas são os antepassados de galáxias elípticas massivas no Universo atual.
Crédito: NAOJ
 

"Ao manter este ritmo de formação estelar, as galáxias detetadas pelo ALMA provavelmente transformar-se-iam na primeira população de galáxias elípticas massivas formadas no início do Universo," disse David Elbaz, astrónomo da CEA e coautor do artigo. "Mas há um problema. São inesperadamente abundantes." Os cientistas estimaram a sua densidade numérica como equivalente a 530 objetos por cada grau quadrado do céu. Esta densidade numérica excede em muito as previsões dos modelos teóricos atuais e das simulações de computador. Além disso, de acordo com o modelo amplamente aceite do Universo com um tipo particular de matéria escura, é um desafio construir um grande número de objetos massivos numa fase tão inicial do Universo. Como um todo, os resultados atuais do ALMA desafiam a nossa atual compreensão da evolução do Universo.

"Tal como a galáxia M87, da qual os astrónomos recentemente obtiveram a primeira imagem de um buraco negro, as galáxias elípticas massivas estão localizadas no coração de aglomerados de galáxias. Os cientistas pensam que estas galáxias formaram a maioria das suas estrelas no início do Universo," explica Kotaro Kohno, professor da Universidade de Tóquio e membro da equipa de investigação. "No entanto, pesquisas anteriores pelas progenitoras destas galáxias massivas não tiveram sucesso porque foram baseadas apenas em galáxias que são facilmente detetáveis com o Hubble. A descoberta deste grande número de galáxias ténues e massivas, invisíveis ao Hubble, fornece evidências diretas da montagem precoce de galáxias massivas durante os primeiros mil milhões de anos do Universo." Observações de acompanhamento mais detalhadas, com o ALMA e com o futuro Telescópio Espacial James Webb da NASA, serão essenciais para fornecer informações adicionais sobre a natureza destas galáxias. Os novos estudos poderão construir um quadro completo da formação galáctica no Universo inicial."

// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// Universidade de Tóquio (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


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JWST (Telescópio Espacial James Webb):
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  Astrónomos revelam cores verdadeiras de monstros galáctico em evolução (via Sociedade Astronómica Real)
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Álbum de fotografias - Novo Retrato de Júpiter, pelo Hubble
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, ESA, A. Simon (Centro de Voo Espacial Goddard) e M.H. Wong (Universidade da Califórnia em Berkeley)
 
Esta nova imagem de Júpiter, pelo Telescópio Espacial Hubble, foi obtida no dia 27 de junho e revela a famosa Grande Mancha Vermelha do gigante e uma paleta de cores mais intensa do que em anos anteriores. As cores e as suas mudanças da sua atmosfera fornecem-nos pistas importantes dos processos em andamento. As bandas são criadas por diferenças na espessura e altura das nuvens de gelo e amónia. Percorrem direções opostas em várias latitudes e resultam de diferentes pressões atmosféricas. Bandas mais leves sobem e têm nuvens mais espessas do que as bandas mais escuras. A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade que gira na direção contrária à dos ponteiros do relógio. É uma estrutura imponente em forma de bolo de casamento, cuja camada superior alcança mais 5 km do que nuvens noutras áreas. Tem um diâmetro ligeiramente maior que o da Terra e é um anticiclone que tem vindo a diminuir lentamente de velocidade desde o século XIX. Ainda não sabemos porquê. A nova imagem foi obtida no visível como parte do programa OPAL (Outer Planets Atmospheres Legacy), que visa fornecer vistas globais anuais, pelo Hubble, dos planetas exteriores para procurar mudanças nas suas tempestades, ventos e nuvens. O instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) observou Júpiter quando o planeta estava a 646 milhões de quilómetros da Terra, perto da "oposição", ou quase na direção oposta à do Sol no nosso céu.
 
   
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