Temos à porta um eclipse solar, que é o pretexto para desvendarmos alguns dos mistérios e curiosidades destes alinhamentos espaciais!
Realizadas mensalmente, estas sessões tentam focar num tema de relevância à data da atividade, devido a algum acontecimento astronómico ou oportunidade de observação, ou alguma notícia recente de astronomia que motive a atividade. A observação noturna está obviamente sempre dependente do hemisfério celeste observável, bem como das condições meteorológicas ou ambientais disponíveis.
Lotação máxima de 5 pessoas Preço: 4€ Adultos / 2€ Jovens / grátis membros do AstroClube
Data: 8 de junho de 2021 Hora: 21:00 horas
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA - seguir este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 04/06: 155.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 781 AC era registado pela primeira vez um eclipse solar total na China.
Em 1769, um trânsito de Vénus é seguido cinco horas depois de um eclipse solar total, o intervalo de tempo mais curto para tais eventos na História.
Em 1783, os irmãos Montgolfier elevavam-se pela primeira vez no ar a bordo do seu balão de ar quente.
Em 1996, primeiro lançamento do Ariane 5, que explode após 20 segundos de voo. Transportava o satélite Cluster.
Em 2000, chega ao fim a missão do Observatório Compton, quando reentra na atmosfera da Terra. Os detritos restantes caem no Oceano Pacífico.
Em 2010, voo inaugural do Falcon 9, o foguetão da companhia SpaceX, lançado a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40, em Cabo Canaveral. Observações: Durante grande parte da primavera, para as latitudes médias norte, a secção brilhante da Via Láctea fica escondida por trás do horizonte. Mas olhe agora para este. A rica extensão de Cefeu-Cisne-Águia vai subindo horizontalmente a este por estas noites, cada vez mais cedo e cada vez mais alto com o passar das semanas.
Dia 05/06: 156.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1819, nascia John Couch Adams, astrónomo e matemático inglês. É famoso por prever a existência e posição de Neptuno usando apenas a matemática. Os cálculos foram feitos para explicar as discrepâncias entre a órbita de Úrano e as leis de Kepler e Newton. Ao mesmo tempo, para seu desconhecimento, os cálculos foram também feitos por Urbain Le Verrier, que ajudaria à localização do planeta em 1846.
Em 1965, nascia Michael E. Brown, cuja equipa descobriu muitos objectos trans-neptunianos, incluindo o planeta anão Éris, o único objeto desta categoria mais massivo que Plutão.
Refere-se a ele próprio como o homem que "matou Plutão", pois ajudou à sua demoção de planeta principal para anão.
Em 1995, é criado pela primeira vez um concentrado Bose-Einstein.
Em 2012, começa o último trânsito de Vénus do século XXI. Observações: Já viu Alpha Centauri? Com declinação -61º, este astro com magnitude zero está permanentemente fora de vista se estiver para norte da latitude 29º. Mas, abaixo, Alpha Cen raspa o horizonte o sul durante algum tempo por estas noites.
Quando é que isto ocorre? Quando se deve observar? Quando Alpha Librae, de Balança, estiver a sul.
Dia 06/06: 157.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1580, nascia Godefroy Wendelin, astrónomo da Flandres (norte da Bélgica), que mediu a distância entre a Terra e o Sol usando o método de Aristarco de Samos (que resultou em 60% do valor verdadeiro) e que reconheceu que a terceira lei de Kepler também se aplicava aos satélites de Júpiter.
Em 1966, aterragem da Gemini 9.
Em 1971 era lançada a Soyuz 11, a primeira e única missão tripulada que acoplou com a primeira estação espacial, a Salyut 1.
A missão acabou em desastre a 30 de junho, quando a cápsula ficou despressurizada durante a reentrada, matando os cosmonautas a bordo.
Em 1983, lançamento da Venera 16, com destino Vénus. Observações: Capella põe-se a noroeste depois do anoitecer por estas noites (dependendo da latitude do observador). Isso deixa Vega e Arcturo como as estrelas mais brilhantes no céu noturno. Vega brilha a este-nordeste. Arcturo está muito alta a sul.
A um-terço do caminho entre Arcturo e Vega, procure o semicírculo de Coroa Boreal e a sua estrela Alphecca, de magnitude 2, a única moderadamente brilhante.
A dois-terços entre Arcturo e Vega está a constelação de Hércules, agora quase nivelada. Use binóculos ou um telescópio para observar a sua fronteira superior. A um-terço do percurso da fronteira esquerda, para a direita, está M13, de sexta magnitude, um dos dois grandes enxames globulares de Hércules. Um telescópio com 4 ou 6 polegadas começa a resolver parte do seu aspeto difuso. Localizado a 22.000 anos-luz de distância, bem acima do plano da Via Láctea, M13 contém várias centenas de milhares de estrelas num enxame com aproximadamente 140 anos-luz de diâmetro.
Dia 07/06: 158.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1992, era lançado o EUVE (Extreme Ultraviolet Explorer). Observações: Vem aí o eclipse solar de dia 10 de junho! Faça planos já hoje para esse dia feriado! Será anular para partes do Canadá, Rússia e Gronelândia). Em Portugal será apenas parcial. Começará às 09:12, terminará às 14:11 e o máximo será às 11:42.
Astrónomos descobrem um enxame estelar massivo, de idade intermédia, na constelação do Escudo
Uma equipa internacional de astrofísicos liderada pelo Grupo de Astrofísica Estelar da Universidade de Alicante, pelo IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias) e pela Universidade de Valparaíso (Chile) descobriu um grande enxame de estrelas de idade intermédia na direção da constelação do Escudo. Este objeto, denominado Valparaíso 1, fica a cerca de sete mil anos-luz de distância do Sol e contém pelo menos quinze mil estrelas. Para detetá-lo, foram combinadas observações do satélite Gaia da ESA e de vários outros telescópios terrestres, incluindo o Telescópio Isaac Newton no Observatório Roque de los Muchachos (Garafía, La Palma, Ilhas Canárias). O resultado foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Imagem que mostra o aspeto do enxame caso a contaminação das estrelas e da poeira que o esconde fosse removida.
Crédito: Gabriel Pérez Díaz, SMM (IAC)
Os enxames abertos são grupos de estrelas que nasceram juntas e se movem juntas, ligadas pela gravidade. Isto torna-os laboratórios naturais para o estudo da física e da vida das estrelas. Quanto mais estrelas houver num enxame, mais útil será, porque a maior amostra fornece mais chances de encontrar estrelas em fases evolutivas menos frequentes.
É por isso que os astrónomos estão a procurar os enxames mais massivos da nossa Galáxia, aqueles com mais de dez mil estrelas. Até há vinte anos, pensava-se que estes se formavam apenas em galáxias distantes com propriedades exóticas, mas graças a estas investigações conhecemos agora uma dúzia de enxames massivos muito jovens (com menos de 25 milhões de anos), e alguns muito antigos (com milhares de milhões de anos), que são descendentes de enxames anteriormente jovens. Mas dificilmente existem enxames massivos conhecidos com idades intermédias, e não se sabia com exatidão se não existiam ou se ainda não haviam sido encontrados.
O recém-descoberto enxame, que chamaram de Valparaíso 1, está a cerca de sete mil anos-luz do Sol e contém pelo menos quinze mil estrelas. A sua descoberta inesperada, numa área bem explorada do céu, sugere que muitos outros enxames massivos podem estar escondidos nos campos estelares muito densos que os observadores encontram quando olham em direção ao centro da nossa Galáxia.
Região do céu na qual Valparaíso 1 está localizado.
Crédito: Gabriel Pérez Díaz, SMM (IAC)
"Valparaíso 1 contém dúzias de estrelas suficientemente brilhantes para serem observadas através de um telescópio amador, mas perdem-se no meio de uma multidão de estrelas que não pertencem ao enxame, que estão à frente ou por trás dele, e que disfarçam a estrutura do enxame," explica Ignacio Negueruela, investigador da Universidade de Alicante e autor principal do artigo.
"Estudos anteriores tentaram localizar enxames abertos, mas Valparaíso 1 não se parece com os enxames que costumamos encontrar, e é por isso que não foi descoberto antes," diz Ricardo Dorda, investigador do IAC e coautor do artigo científico.
O enxame foi detetado graças ao satélite Gaia da ESA, um telescópio espacial que fornece posições e distâncias extremamente precisas de estrelas muito distantes, e com esta informação podemos medir os minúsculos movimentos no céu das estrelas ao longo dos anos. Com a combinação de todas as informações, podemos detetar enxames como grupos de estrelas, que estão à mesma distância de nós, que se movem juntas, grupos de estrelas mais fáceis de detetar usando a física do que apenas olhando para eles no céu. Quando os investigadores localizaram este enxame, usaram telescópios no Observatório Las Campanas (no Chile) e o Telescópio Isaac Newton no Observatório Roque de los Muchachos (Garafía, La Palma, Ilhas Canárias) para derivar as propriedades físicas das suas estrelas.
Levantamento estelar de 30 anos revela os mistérios dos planetas gigantes da nossa Galáxia
Astrónomos concluíram um grande estudo colaborativo que teve como objetivo determinar se a maioria dos sistemas solares do Universo são semelhantes ao nosso. Com a ajuda do Observatório W. M. Keck em Maunakea, Hawaii, o censo planetário de 30 anos procurou descobrir onde os planetas gigantes tendem a residir em relação às suas estrelas hospedeiras.
Os três telescópios usados no California Legacy Survey, da esquerda para a direita, são: o telescópio Shane, o APF, ambos no Observatório Lick, e o Observatório W. M. Keck.
Crédito: Laurie Hatch (Observatório Lick)/Rick Peterson (Observatório W. M. Keck)
No nosso Sistema Solar, os planetas gigantes - Júpiter e Saturno - encontram-se nas frias regiões exteriores, enquanto os planetas mais pequenos tendem a orbitar mais perto do Sol. A Terra vive numa zona tropical intermédia bem adequada à vida, a uma distância de 1 UA (Unidade Astronómica) do Sol. Júpiter está a cerca de 5 UA do Sol e Saturno está a 9 UA. Uma unidade astronómica, a distância da Terra ao nosso Sol, equivalente a aproximadamente 150 milhões de quilómetros.
"Falando dinamicamente, Júpiter e Saturno são os VIPs ("Very Important Planets") do Sistema Solar," disse Lauren Weiss do Instituto para Astronomia da Universidade do Hawaii. "Pensa-se que moldaram a construção dos planetas terrestres, potencialmente retardando o crescimento de Marte e lançando cometas portadores de água na direção da Terra."
O Sistema Solar é normal
Novos dados revelam que, em média, existem 14 planetas gigantes e frios por cada 100 estrelas na Galáxia. Portanto, embora o Sistema Solar não seja o tipo de sistema planetário mais comum, está bem representado. O número de planetas gigantes detetados em torno de estrelas próximas sugere que, na Via Láctea, residem milhares de milhões de planetas gigantes.
Os investigadores também descobriram que os planetas gigantes tendem a residir a mais ou menos 1 a 10 UA das suas estrelas hospedeiras, uma região principalmente gelada localizada para lá das zonas temperadas destas estrelas.
Onde os planetas gigantes vivem: esta ilustração mostra onde os planetas gigantes residem em respeito às suas estrelas. Achados recentes do California Legacy Survey, no qual centenas de estrelas e planetas foram analisados, revelam que os planetas gigantes em torno de outras estrelas tendem a orbitar entre 1 e 10 UA (unidades astronómicas). Os resultados estão ilustrados neste gráfico, de modo que os edifícios mais altos mostram onde a maioria dos planetas gigantes tendem a "viver" em relação às suas estrelas, isto é, na zona entre 1 e 10 UA. Os planetas gigantes que residem muito perto das suas estrelas, conhecidos como "Júpiteres quentes", recebem uma abundância de luz e calor da suas estrelas hospedeiras e, portanto, são adornados com óculos de sol. Gigantes mais distantes recebem muito menos luz estelar e, portanto, são mais frios e são representados com chapéus e protetores de ouvido.
Crédito: California Legacy Survey/T. Pyle (Caltech/IPAC)
A nova investigação foi divulgada em dois artigos científicos aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal Supplement.
Os cientistas observaram 719 estrelas parecidas com o Sol durante mais de três décadas, encontrando 177 planetas, incluindo 14 que foram descobertos recentemente. Os planetas têm massas entre um centésimo e 20 vezes a massa de Júpiter.
O projeto, chamado California Legacy Survey, teve origem na década de 1990; metade dos dados foi obtida usando o HIRES (High-Resolution Echelle Spectrometer) do Observatório Keck. É o levantamento exoplanetário mais longo até à data.
Lee Rosenthal, estudante no Caltech, autor principal de um dos estudos, explica que o levantamento foi projetado para ser imparcial, "como se pudéssemos colocar a mão num 'saco de estrelas' e tirar um planeta aleatoriamente". Trabalhando neste projeto como parte da sua tese de doutoramento, Rosenthal diz que foi "interessante participar num projeto de 30 anos em que alguns dos dados são mais antigos do que eu."
No nosso Sistema Solar, também temos planetas um pouco mais pequenos que Júpiter e Saturno, Úrano e Neptuno, que se encontram para lá de Saturno. O California Legacy Survey não é sensível a planetas nessa gama de tamanhos e a essas distâncias.
"Embora não possamos detetar planetas mais pequenos semelhantes a Neptuno e Úrano que estão demasiado distantes das suas estrelas, podemos inferir que os grandes gigantes gasosos como Júpiter e Saturno são extremamente raros nas regiões mais exteriores da maioria dos sistemas exoplanetários," explicou Fulton.
"Este levantamento é um grande ponto de partida para instrumentos futuros que são sensíveis a planetas do tamanho da Terra," disse Howard, que está a liderar um desses instrumentos de ponta, o KPF (Keck Planet Finder), que deverá ser enviado para o Observatório Keck em 2022.
Ocorrência dos planetas gigantes: Este gráfico de dados recolhidos pelo California Legacy Survey indica que a maioria dos planetas gigantes na Galáxia tende a residir entre 1 e 10 UA das suas estrelas hospedeiras. Uma UA (unidade astronómica) é definida como a distância da Terra ao nosso Sol, e equivalente a aproximadamente 150 milhões de quilómetros. Isto é semelhante ao que vemos no nosso próprio Sistema Solar : a Terra orbita a 1 UA; Júpiter está situado a cerca de 5 UA e Saturno a 9 UA.
Crédito: California Legacy Survey/T. Pyle (Caltech/IPAC)
A colaboração incluiu investigadores do Instituto para Astronomia da Universidade do Hawaii, do Caltech e da Universidade da Califórnia, e usou principalmente o Observatório Keck e os telescópios Shane e APF (Automated Planet Finder) no Observatório Lick, perto de San Jose, no estado norte-americano da Califórnia.
A equipa planeia continuar a analisar os dados em busca de novos padrões e pistas para ajudar a entender as características e a formação de outros sistemas estelares, bem como do nosso próprio Sistema Solar. Também estão ansiosos por levantamentos de próxima geração.
Calculada a génese da nuvem de Oort em ordem cronológica
Uma equipa de astrónomos conseguiu calcular os primeiros 100 milhões de anos da história da nuvem de Oort na sua totalidade. Até agora, apenas partes da história tinham sido estudadas separadamente. A nuvem, com cerca de 100 mil milhões de objetos semelhantes a cometas, forma uma enorme concha na orla do nosso Sistema Solar. Os astrónomos publicarão em breve a sua simulação compreensiva e consequências na revista Astronomy & Astrophysics.
A nuvem de Oort foi descoberta em 1950 pelo astrónomo holandês Jan Hendrik Oort para explicar porque é que continuam a existir novos cometas com órbitas alongadas no nosso Sistema Solar. A nuvem, que começa a mais de 3000 vezes a distância entre a Terra e o Sol, não deve ser confundida com a cintura de Kuiper. Esta é a zona de rochas, grãos de poeira e gelo no qual o planeta anão Plutão está localizado e que orbita relativamente perto do Sol, a cerca de 30 a 50 vezes a distância Terra-Sol.
Impressão de artista da nuvem de Oort. A densidade foi exagerada.
Crédito: Pablo Carlos Budassi via Wikimedia
Ligando eventos "soltos"
Exatamente como a nuvem de Oort se formou tem permanecido um mistério até agora. Isto porque deve ter existido uma série de eventos que um computador dificilmente consegue reproduzir na sua totalidade. Alguns processos duraram apenas alguns anos e ocorreram a distâncias relativamente curtas, comparáveis à distância entre a Terra e o Sol. Outros processos duraram milhares de milhões de anos e ocorreram ao longo de vários anos-luz, comparáveis às distâncias entre estrelas. O astrónomo e especialista em simulações Simon Portegies Zwart (Universidade de Leiden, nos Países Baixos) explica: "Se quisermos calcular a sequência inteira num computador, vamos irrevogavelmente ficar encalhados. É por isso que, até agora, apenas foram simulados eventos separados."
Os investigadores de Leiden partiram de eventos separados, como nos estudos anteriores, mas a novidade é que foram capazes de ligar os eventos. Por exemplo, usaram o resultado final do primeiro cálculo como ponto de partida para o próximo cálculo. Desta forma, foram capazes de mapear toda a génese da nuvem de Oort.
Cometas de dentro e de fora do Sistema Solar
A nuvem de Oort, confirmam as simulações de Leiden, é um remanescente do disco protoplanetário de gás e detritos a partir do qual o Sistema Solar emergiu há 4,6 mil milhões de anos. Os objetos semelhantes a cometas na nuvem de Oort vêm de aproximadamente dois lugares do Universo. A primeira parte destes objetos vem de perto, do Sistema Solar. Estes detritos e asteroides foram lançados pelos planetas gigantes. No entanto, parte dos detritos não tiveram sucesso e ainda estão na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter. Uma segunda população de objetos, concluíram os astrónomos de Leiden, vem de outras estrelas. Quando o Sol tinha acabado de nascer, havia cerca de mil outras estrelas nas proximidades. A nuvem de Oort pode ter capturado cometas que originalmente pertenciam a essas outras estrelas.
Além disso, os astrónomos de Leiden puderam descartar imediatamente uma série de eventos. Por exemplo, argumentam que a nuvem de Oort foi formada relativamente tarde. Isto é, depois do Sol ter sido ejetado do grupo de estrelas em que nasceu. Com as suas simulações, os astrónomos também rejeitam a hipótese levantada em 2005 de que a nuvem de Oort foi consequência da migração dos planetas gigantes do Sistema Solar. Esta hipótese, que acabou sendo refutada, teria que explicar o excesso de crateras antigas na Lua.
Complexa, mas não única
"Com os nossos novos cálculos, mostramos que a nuvem de Oort surgiu de uma espécie de conspiração cósmica," diz Portegies Zwart, "na qual as estrelas próximas, os planetas e a Via Láctea desempenham o seu papel. Cada um dos processos individuais por si só não seria capaz de explicar a nuvem de Oort. É graças precisamente à interação e à coreografia certa de todos os processos juntos. E isso, aliás, pode ser explicado de forma bastante natural a partir do ambiente natal do Sol. Portanto, embora a nuvem de Oort tenha uma formação complexa, provavelmente não é única."
Durante os cálculos, os investigadores regularmente se perguntaram como um processo tão complicado poderia realmente emergir. Portegies Zwart: "O desespero costuma levar a melhor. Somente quando os cálculos ficaram concluídos é que todas as peças do quebra-cabeças de repente encaixaram e tudo parecia bastante natural e evidente. Este é, acho, um dos aspetos mais bonitos de ser cientista. Subitamente, percebemos como o nosso pensamento estava distorcido em relação ao problema, até que realmente se torna bastante natural."
NASA escolhe duas missões para estudar o "mundo habitável perdido" de Vénus (via NASA)
A NASA selecionou duas novas missões a Vénus, o vizinho planetário mais próximo da Terra. Parte do Programa Discovery, as missões têm o objetivo de entender como Vénus se tornou no mundo infernal que é, tendo em conta que possui tantas outras características parecidas com o nosso - e pode até ter sido o primeiro mundo habitável no Sistema Solar, com oceanos e um clima parecido ao da Terra. Ler fonte
Missão Roman vai estudar segredos cósmicos usando explosões estelares (via NASA)
O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman vai observar milhares de explosões estelares chamadas supernovas abrangendo vastas áreas do espaço e do tempo. Com estas observações, os astrónomos vão tentar lançar luz sobre vários mistérios cósmicos, fornecendo uma janela para o distante passado do Universo, bem como para o seu misterioso presente. Ler fonte
O enxame globular Omega Centauri, também conhecido como NGC 5139, está a cerca de 15.000 anos-luz de distância. O enxame contém cerca de 10 milhões de estrelas muito mais velhas do que o Sol, num volume com cerca de 150 anos-luz de diâmetro. É o maior e mais brilhante dos mais ou menos 200 enxames globulares conhecidos que vagueiam pelo halo da nossa Galáxia, a Via Láctea. Embora a maioria dos enxames de estrelas tenham estrelas com a mesma idade e composição, Omega Centauri exibe a presença de diferentes populações estelares com várias idades e abundâncias químicas. Na verdade, Omega Cen pode ser o núcleo remanescente de uma pequena galáxia que se fundiu com a Via Láctea. As estrelas gigantes vermelhas de Omega Centauri (com um tom amarelado) são fáceis de distinguir nesta imagem telescópica colorida e nítida.
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