Dia 25/01: 25.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1736 nascia Joseph-Louis Lagrange, matemático e astrónomo italiano. Fez contribuições importantes para todos os campos da análise, teoria de números e mecânica celeste e clássica.
Em 1994, lançamento da sonda Clementine.
Em 2004, o rover Opportunity (MER-B) aterra na superfície de Marte.
Em 2006, três campanhas independentes anunciam a descoberta de OGLE-2005-BLG-390LB através de microlentes gravitacionais, o primeiro exoplaneta rochoso/gelado em torno de uma estrela de sequência principal. Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 13:41.
Depois do cair da noite, Sirius brilha por baixo de Orionte a sudeste. Por volta das 21:30, dependendo da localização do observador, Sirius brilha precisamente para baixo da escaldante Betelgeuse, situada no ombro de Orionte. Quão precisamente consegue determinar a hora deste evento a partir do sítio onde se encontra, talvez avaliando contra a parede de um prédio? Das duas, Sirius é quem "lidera" ao início da noite; Betelgeuse "lidera" depois.
Dia 26/01: 26.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1949, é inaugurado o telescópio Hale no Observatório Palomar, sob a direção de Edwin Hubble, e torna-se no telescópio com maior abertura ótica até à construção do BTA-6 em 1975.
Em 1962, é lançada a Ranger 3 com o objetivo de estudar a Lua. A sonda falha o satélite por 35.400 km.
Em 1978 o satélite "International Ultraviolet Explorer" (IUE) é lançado para uma órbita geosíncrona.
Durante os anos de operação, enviou 104.470 imagens de alta e baixa resoluções de 9600 fontes astronómicas de todas as classes de objetos celestes na banda ultravioleta entre 1150-3350 Å. O satélite foi desligado a 30 de setembro de 1996. Observações: Depois do anoitecer, vire-se para este e olhe para cima. A brilhante estrela aí é Capella, da constelação de Cocheiro. Para a sua direita, a um par de dedos à distância do braço esticado, está um pequeno triângulo estreito de estrelas de terceira e quarta magnitudes conhecido como "as Crianças". Não são exatamente apelativas, mas formam um asterismo com Capella.
Dia 27/01: 27.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1593, começa no Vaticano o julgamento de Giordano Bruno, que durou sete anos.
Em 1941 nascia Beatrice Tinsley, astrónoma e cosmóloga neo-zelandesa cuja pesquisa fez contribuições importantes para a compreensão de como as galáxias evoluem com o passar do tempo.
Em 1967, os astronautas da Apollo 1 - Virgil (Gus) Grissom, Edward H. White II e Roger B. Chaffee - morrem num incêndio na plataforma de lançamento, durante um teste da Apollo 204 (AS-204), que era para ser a primeira missão tripulada do programa lunar, com lançamento a 21 de fevereiro de 1967.
No mesmo ano, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Soviética assinam o Tratado do Espaço Exterior em Washington, D.C., proibindo a utilização de armas nucleares no espaço e limitando a Lua e os outros corpos espaciais para fins pacíficos. Observações: A constelação de Cisne, cujo topo é a estrela Deneb, situa-se quase na vertical acima do horizonte a noroeste depois do anoitecer. Com o passar da noite mergulha no horizonte, como uma espada a ser "enfiada" no chão.
Evidências de um oceano interno na lua de Saturno, Mimas
Uma cientista do SwRI (Southwest Research Institute) empenhou-se em provar que a minúscula lua mais interior de Saturno era um satélite inerte congelado e, em vez disso, descobriu evidências convincentes de que Mimas tem um oceano líquido interno. Nos últimos dias da missão Cassini da NASA, a nave espacial identificou uma curiosa libração, ou oscilação, na rotação da lua, que muitas vezes aponta para um corpo geologicamente ativo capaz de suportar um oceano interno.
"Se Mimas tiver um oceano, representa uma nova classe de pequenos mundos oceânicos 'furtivos' com superfícies que não traem a existência do oceano," disse a Dra. Alyssa Rhoden do SwRI, especialista em geofísica de satélites gelados, particularmente os que contêm oceanos, e na evolução dos sistemas de satélites de planetas gigantes.
Uma cientista do SwRI descobriu que a pequena lua de Saturno, Mimas (esquerda), tem provavelmente algo em comum com o seu vizinho maior Encélado: um oceano interno sob uma espessa superfície gelada. Tido em conta como um satélite inerte congelado, Mimas é agora considerado um mundo oceânico "furtivo" com uma superfície que não trai o que está por baixo. Esta descoberta pode expandir o número de mundos potencialmente habitáveis que se pensa existirem.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI
Uma das descobertas mais profundas da ciência planetária nos últimos 25 anos é que mundos com oceanos por baixo de camadas de rocha e gelo são comuns no nosso Sistema Solar. Tais mundos incluem os satélites gelados dos planetas gigantes, como Europa, Titã e Encélado, bem como objetos distantes como Plutão. Os mundos como a Terra, com oceanos à superfície, têm que residir dentro de uma estreita gama de distâncias até à sua estrela a fim de manter as temperaturas que suportam oceanos líquidos. Contudo, os mundos com oceanos interiores encontram-se numa gama muito mais vasta de distâncias, expandindo largamente o número de mundos habitáveis suscetíveis de existir em toda a Galáxia.
"Tendo em conta que a superfície de Mimas é altamente craterada, pensámos que se tratava apenas de um bloco de gelo," disse Rhoden. "Os mundos com oceanos interiores, como Encélado e Europa, tendem a estar fraturados e mostram outros sinais de atividade geológica. Afinal, a superfície de Mimas estava a enganar-nos e o nosso novo entendimento expandiu em muito a definição de um mundo potencialmente habitável no nosso Sistema Solar e mais além."
Os processos das marés dissipam a energia orbital e rotacional como calor num satélite. Para corresponder à estrutura interior inferida a partir da libração de Mimas, o aquecimento de marés dentro da lua deve ser suficientemente grande para evitar o congelamento do oceano, mas suficientemente pequeno para manter uma espessa concha gelada. Utilizando modelos de aquecimento por maré, a equipa desenvolveu métodos numéricos para criar a explicação mais plausível para uma concha de gelo estável com 23 a 32 km de espessura sobre um oceano líquido.
"Na maioria das vezes, quando criamos estes modelos, temos de os refinar para produzir o que observamos," disse Rhoden. "Desta vez, as evidências para um oceano interno acabaram por dar os cenários mais realistas de estabilidade da concha gelada e de librações observadas."
A equipa descobriu também que o fluxo de calor da superfície era muito sensível à espessura da concha de gelo, algo que uma nave espacial pode verificar. Por exemplo, a nave espacial Juno está programada para voar por Europa e utilizar o seu radiómetro de micro-ondas a fim de medir fluxos de calor nesta lua joviana. Estes dados vão permitir aos cientistas compreender como o fluxo de calor afeta as conchas geladas de mundos oceânicos como Mimas, que são particularmente interessantes à medida que a Europa Clipper da NASA se aproxima do seu lançamento previsto para 2024.
"Embora os nossos resultados apoiem um oceano atual dentro de Mimas, é um desafio reconciliar as características orbitais e geológicas com a nossa atual compreensão da sua evolução termo-orbital," disse Rhoden. "A avaliação do estatuto de Mimas como uma lua oceânica seria uma referência para os modelos da sua formação e evolução. Isto ajudar-nos-ia a compreender melhor os anéis de Saturno e as luas de tamanho médio, bem como a prevalência de luas oceânicas potencialmente habitáveis, particularmente em Úrano. Mimas é um alvo atraente para mais investigações."
Cientistas confirmam pela primeira vez uma fusão altamente excêntrica entre buracos negros
Pela primeira vez, os cientistas pensam ter detetado uma fusão entre dois buracos negros com órbitas excêntricas. De acordo com um artigo científico publicado na revista Nature Astronomy por investigadores do CCRG (Center for Computational Relativity and Gravitation) do Instituto de Tecnologia de Rochester e da Universidade da Flórida, isto pode ajudar a explicar como algumas das fusões de buracos negros, detetadas pela Colaboração Científica LIGO e pela Colaboração Virgo, são muito mais massivas do que anteriormente se pensava ser possível.
Impressão de artista de dois buracos negros prestes a colidirem. Crédito: Mark Myers, OzGrav
As órbitas excêntricas são um sinal de que os buracos negros podem ser repetidamente devorados por outros durante encontros ocasionais em áreas densamente povoadas por buracos negros, tais como em núcleos galácticos. Os cientistas estudaram o binário de onda gravitacional mais massivo observado até à data, GW190521, para determinar se a fusão tinha órbitas excêntricas.
"As massas dos buracos negros estão estimadas em mais de 70 vezes a massa do nosso Sol, cada um, colocando-os bem acima da massa máxima estimada atualmente prevista pela teoria da evolução estelar," disse Carlos Lousto, professor e membro do CCRG. "Isto torna-o um caso interessante para estudar um sistema binário de buracos negros de segunda geração e abre novas possibilidades de cenários de formação de buracos negros em densos enxames estelares."
Foi formada uma equipa de investigadores incluindo Lousto, James Healy, Jacob Lange, pela Diretora do CCRG Manuela Campanelli, Richard O'Shaughnessy e colaboradores da Universidade da Flórida para dar um novo olhar sobre os dados e ver se os buracos negros tinham órbitas altamente excêntricas antes de se fundirem. Descobriram que a fusão é melhor explicada por um modelo altamente excêntrico e em precessão. Para o conseguir, a equipa realizou centenas de novas simulações numéricas em supercomputadores de laboratórios locais e a nível dos EUA, demorando quase um ano a completar.
"Isto representa um grande avanço na nossa compreensão de como os buracos negros se fundem," disse Campanelli. "Através das nossas sofisticadas simulações de supercomputador e da riqueza de novos dados fornecidos pelos detetores LIGO e Virgo, estamos a fazer novas descobertas sobre o Universo a ritmos espantosos."
Uma extensão desta análise pela mesma equipa de cientistas usou uma possível contraparte eletromagnética observada pelo ZTF (Zwicky Transient Facility) para calcular independentemente a constante cosmológica de Hubble com GW150521 como uma fusão excêntrica de um buraco negro binário. Encontraram uma excelente concordância com os valores esperados e publicaram recentemente esse trabalho na revista The Astrophysical Journal Letters.
O catálogo de candidatos a exoplaneta, descobertos com o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, passou recentemente os 5000 TOIs (TESS Objects of Interest).
O catálogo tem vindo a crescer constantemente desde o início da missão em 2018, e o lote de TOIs que impulsionaram o catálogo para mais de 5000 vem na sua maioria do levantamento FSS (Faint Star Search) liderado pela pós-doutorada Michelle Kunimoto do MIT (Massachusetts Institute of Technology).
Um mapa do céu está agora "lotado" com mais de 5000 candidatos a exoplaneta da missão TESS da NASA. O Gabinete de Ciência TESS no MIT lançou o lote mais recente de TOIs (grandes pontos laranja no mapa) no dia 21 de dezembro, impulsionando o catálogo para este marco de 5000. Crédito: NASA/MIT/TESS
Kunimoto reflete: "Por esta altura, no ano passado, o TESS tinha apenas encontrado pouco mais de 2400 TOIs. Hoje, o TESS atingiu mais do dobro desse número - uma enorme prova da eficácia da missão e de todas as equipas que vasculham os dados em busca de novos exoplanetas. Estou entusiasmada por ver milhares mais nos anos que vindouros!"
Agora na sua missão estendida, o TESS está a observar o hemisfério norte e o plano da eclíptica, incluindo regiões do céu anteriormente observadas pelas missões Kepler e K2. Os TOIs acrescentados no final de dezembro são do terceiro ano da missão do TESS, que decorreu de julho de 2020 a junho de 2021. O TESS reobservou o céu visível no hemisfério sul da Terra, revisitando estrelas que tinha observado pela primeira vez no início da missão, em 2018.
Katharine Hesse, gerente TOI, comenta: "Com dados do primeiro ano da missão estendida, encontrámos dezenas de candidatos adicionais a TOIs além daqueles encontrados durante a missão principal. Estou entusiasmada por ver quantos sistemas multiplanetários podemos encontrar durante o resto da missão alargada e nos próximos anos com o TESS". Extensões planeadas da missão TESS até 2025 e mais além deverão revelar muitos mais candidatos a novos exoplanetas.
A descoberta de mais candidatos a exoplaneta e a sua adição ao Catálogo TOI é o primeiro passo. Nos próximos meses, astrónomos de todo o mundo vão estudar cada um destes TOIs para confirmar se são planetas reais, e o catálogo de exoplanetas confirmados da missão TESS (176 desde 10 de janeiro) vai continuar a crescer.
Telescópio Webb chegou a L2 (via ESA)
O Telescópio Espacial James Webb disparou, ontem às 19:00, os seus propulsores de bordo durante quase cinco minutos (297 segundos) para completar a correção final da trajectória de pós-lançamento. Esta correção intercalar inseriu o Webb em direção à sua órbita final em torno do segundo ponto de Lagrange Sol-Terra, ou L2, a quase 1,5 milhões de quilómetros da Terra. Ler fonte
Álbum de fotografias - Jato da Jovem Estrela MHO 2147
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Observatório Internacional Gemini / NOIRLab / NSF / AURA;
Reconhecimento - L. Ferrero (Universidade Nacional de Córdoba)
Estrelas-guia laser e a ótica adaptativa aperfeiçoaram esta espantosa imagem de jatos estelares pelo Observatório Gemini South, nos Andes Chilenos. Estes fluxos gémeos de MHO 2147 são de uma jovem estrela em formação. Está situada na direção da Via Láctea central e na fronteira das constelações Sagitário e Ofiúco, a uma distância estimada de cerca de 10.000 anos-luz. No centro, a própria estrela é obscurecida por uma densa região de poeira fria. Mas a imagem infravermelha ainda traça os jatos sinuosos através da imagem que abrangeria cerca de 5 anos-luz à distância estimada do sistema. Conduzidos para fora pela jovem estrela giratória, a aparente direção errante dos jatos é provavelmente devida à precessão. Parte de um sistema estelar múltiplo, o eixo rotacional da jovem estrela precessaria lentamente ou oscilaria como um pião sob a influência gravitacional das suas companheiras próximas.
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