Dia 11/02: 42.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1970, lançamento do Lambda 4S-5, o primeiro satélite japonês.
Em 1997, o vaivém espacial Discovery é lançado numa missão com o objetivo de reparar o Hubble.
Em 1999, Plutão torna-se novamente mais distante que Neptuno e, consequentemente, no planeta mais longínquo do Sistema Solar (classificação alterada para planeta anão em 2006). Só em abril de 2231 é que Plutão voltará a ficar mais perto do Sol que Neptuno.
Em 2000, lançamento da missão STS-99 do vaivém Endeavour. Observações: A Lua brilha perto do topo da linha média do Hexágono de Inverno: a linha que passa por Capella e Sirius.
Dia 12/02: 43.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1947, um meteoro cria uma cratera de impacto em Sikhote-Alin, na União Soviética.
Em 1961, era lançada a sonda soviética Venera 1, para Vénus.
Em 1974, a soviética Mars 5 entra em órbita de Marte. No entanto, falha poucos dias depois.
Em 2001, a sonda NEAR Shoemaker tornava-se a primeira nave humana a pousar num asteroide, de nome 433 Eros. Observações: A Lua brilha em Gémeos esta noite. Pollux e Castor estão um pouco mais baixos, para a esquerda, ao início da noite, diretamente para a esquerda da Lua mais tarde na noite, e por cima da Lua nas primeiras horas antes do amanhecer de domingo.
Dia 13/02: 44.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1633, Galileu Galilei chegava a Roma para ser julgado pela Inquisição.
Em 1852, nascia John Louis Emil Dreyer, astrónomo cuja principal contribuição foi o catálogo NGC em 1878.
Em 2004, o Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian descobre o maior diamante conhecido do Universo, a anã branca BPM 37093. Os astrónomos dão-lhe o nome "Lucy" por causa da canção "Lucy in the Sky with Diamonds" dos Beatles.
Em 2012, a Agência Espacial Europeia (ESA) leva a cabo o primeiro lançamento do foguetão europeu Vega a partir de Kourou, na Guiana Francesa. Observações: Por volta das 21 horas, a Ursa Maior apoia-se na sua "pega" a nordeste. A noroeste, a Cassiopeia também se apoia na extremidade (o seu lado mais brilhante) quase à mesma altura. Entre elas está a Estrela Polar.
Dia 14/02: 45.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1898, nascia Fritz Zwick, o primeiro a identificar as supernovas como uma classe separada de objetos e a sugerir a possibilidade das estrelas de neutrões; Zwicky também catalogou galáxias em enxames e desenhou motores a jato.
Em 1989, o primeiro de 24 satélites GPS é colocado em órbita.
Em 1990, as câmaras da Voyager 1 apontaram para o Sol e tiraram uma série de imagens da estrela e dos planetas, fazendo o primeiro "retrato" do nosso Sistema Solar visto de fora.
Em 2000, a sonda NEAR torna-se na primeira a orbitar um asteroide, 433 Eros. Observações: Depois do anoitecer, olhe para este, não muito alto, à procura da estrela Régulo. Estendendo-se para cima e para a esquerda, a "foice" de Leão, um ponto de interrogação ao contrário.
Detetado novo planeta em torno da estrela mais próxima do Sol
Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO no Chile, uma equipa de astrónomos descobriu evidências da existência de outro planeta em órbita de Proxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso Sistema Solar. Este candidato a planeta é o terceiro detetado neste sistema planetário e o mais leve descoberto até à data em órbita desta estrela. Com apenas um-quarto da massa da Terra, o planeta é também um dos mais leves alguma vez descobertos.
Esta imagem artística mostra de perto Proxima d, um candidato a planeta recém-descoberto em órbita da estrela anã vermelha Proxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso Sistema Solar. Pensa-se que o planeta seja rochoso e tenha cerca de um-quarto da massa da Terra. Na imagem podemos ver ainda dois outros planetas, os quais sabemos que orbitam também em torno de Proxima Centauri: Proxima b, um planeta com uma massa comparável à da Terra que orbita a estrela a cada 11 dias e que se encontra na sua zona habitável, e o planeta candidato Proxima c, que executa uma órbita mais longa de cinco anos em torno da estrela.
Crédito: ESO/L. Calçada
"Esta descoberta mostra-nos que a nossa estrela vizinha mais próxima parece ter em sua órbita uma quantidade de planetas interessantes, bastante acessíveis à realização de mais estudos e exploração futura," explica João Faria, investigador no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Porto, líder do estudo publicado ontem na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics. Proxima Centauri é a estrela mais próxima do Sol, situada a apenas pouco mais de 4 anos-luz de distância.
O planeta recém-descoberto, com o nome Proxima d, orbita a estrela Proxima Centauri a uma distância de cerca de quatro milhões de km, ou seja, menos de um-décimo da distância entre Mercúrio e o Sol. O planeta orbita entre a estrela e a sua zona habitável — a região em torno da estrela onde pode existir água líquida à superfície de um planeta — e demora apenas cinco dias a completar uma órbita em torno de Proxima Centauri.
Já sabíamos que esta estrela albergava dois outros planetas: Proxima b, um planeta com uma massa comparável à da Terra que orbita a estrela a cada 11 dias e que se encontra na sua zona habitável, e o planeta candidato Proxima c, que executa uma órbita mais longa de cinco anos em torno da estrela.
Proxima b foi descoberto há alguns anos atrás com o auxílio do instrumento HARPS montado no telescópio de 3,6 metros do ESO. Esta descoberta foi confirmada em 2020 quando os cientistas observaram o sistema Proxima com um novo instrumento de maior precisão montado no VLT do ESO, o ESPRESSO (Echelle SPectrograph for Rocky Exoplanets and Stable Spectroscopic Observations). Foi durante estas observações mais recentes levadas a cabo com o VLT que os astrónomos encontraram os primeiros indícios dum sinal correspondente a um objeto com uma órbita de cinco dias. Como o sinal era muito fraco, a equipa executou observações de seguimento com o ESPRESSO para confirmar que o sinal era, de facto, devido a um planeta e não simplesmente o resultado de variações na própria estrela.
"Após a obtenção de novas observações, pudemos então confirmar que este sinal correspondia a um novo candidato a planeta," diz Faria. "Fiquei muito entusiasmado com o desafio de detetar um sinal tão fraco e descobrir um exoplaneta tão perto da Terra."
Esta imagem artística mostra de perto Proxima d, um candidato a planeta recém-descoberto em órbita da estrela anã vermelha Proxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso Sistema Solar. Pensa-se que o planeta seja rochoso e tenha cerca de um-quarto da massa da Terra. Na imagem podemos ver ainda dois outros planetas, os quais sabemos que orbitam também em torno de Proxima Centauri: Proxima b, um planeta com uma massa comparável à da Terra que orbita a estrela a cada 11 dias e que se encontra na sua zona habitável, e o planeta candidato Proxima c, que executa uma órbita mais longa de cinco anos em torno da estrela.
Crédito: ESO/L. Calçada
Com apenas um-quarto da massa da Terra, Proxima d é o exoplaneta mais leve alguma vez medido com o método de velocidade radial, ultrapassando um planeta recentemente descoberto no sistema planetário L 98-59. Esta técnica funciona ao captar oscilações minúsculas no movimento de uma estrela criadas pela atração gravitacional de um planeta em órbita. O efeito da gravidade de Proxima d é tão pequeno que Proxima Centauri apenas se desloca para trás e para diante cerca de 40 centímetros por segundo (1,44 km por hora).
"Este resultado é extremamente importante," diz Pedro Figueira, cientista do instrumento ESPRESSO no ESO, Chile, e também investigador no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Porto, "já que mostra que o método da velocidade radial tem potencial para revelar toda uma população de planetas leves, como o nosso, que se pensa serem os mais abundantes na nossa Galáxia e que poderão potencialmente acolher vida tal como a conhecemos."
"Este resultado mostra claramente do que o ESPRESSO é capaz e faz-me pensar no que poderá encontrar no futuro," acrescenta João Faria.
A procura por outros planetas por parte do ESPRESSO será complementada pelo ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, atualmente em construção no deserto do Atacama, que será crucial para descobrir e estudar muitos mais planetas em torno de estrelas próximas.
Vistos pela primeira vez os momentos finais de remanescentes planetários
Foi observado pela primeira vez o momento em que os destroços de planetas destruídos impactam na superfície de uma estrela anã branca.
Os astrónomos usaram raios-X para detetar o material rochoso e gasoso, deixado por um sistema planetário após a sua estrela hospedeira morrer, à medida que colide e é consumido dentro da superfície da estrela.
Publicados anteontem (9 de fevereiro) na revista Nature, os resultados são a primeira medição direta da acreção de material rochoso sobre uma anã branca e confirmam décadas de evidências indiretas de acreção em mais de mil estrelas até agora. O evento observado ocorreu milhares de milhões de anos após a formação do sistema planetário.
Impressão de artista de uma anã branca, G29-38, que acreta material planetário a partir de um disco de detritos. Quando o material planetário atinge a superfície da anã branca, forma-se um plasma e arrefece através da emissão detetável de raios-X.
Crédito: Universidade de Warwick/Mark Garlick
O destino da maioria das estrelas, incluindo aquelas como o nosso Sol, é tornar-se numa anã branca. Foram descobertas mais de 300.000 anãs brancas na nossa Galáxia, e acredita-se que muitas estejam a acretar destroços de planetas e outros objetos que uma vez as orbitaram.
Ao longo de várias décadas, os astrónomos têm usado espectroscopia em comprimentos de onda óticos e ultravioletas para medir a abundância de elementos na superfície da estrela e trabalhar, a partir daí, a composição do objeto de onde veio. Os astrónomos têm evidências indiretas, a partir de observações espectroscópicas, de que estes objetos estão a acretar ativamente, que mostram 25-50% das anãs brancas com elementos pesados como ferro, cálcio e magnésio poluindo as suas atmosferas.
Porém, até agora os astrónomos não tinham visto o material enquanto era puxado para a estrela.
O Dr. Tim Cunnigham do Departamento de Física da Universidade de Warwick disse: "Finalmente vimos material a entrar realmente na atmosfera da estrela. É a primeira vez que conseguimos obter um ritmo de acreção que não depende de modelos detalhados da atmosfera da anã branca. O que é bastante notável é que tem uma excelente concordância com o que já foi feito antes.
"Anteriormente, as medições das taxas de acreção têm usado espectroscopia e têm estado dependentes de modelos de anãs brancas. Estes são modelos numéricos que calculam a rapidez com que um elemento se 'afunda' da atmosfera para dentro da estrela, e isso diz-nos quanto está a cair na atmosfera como um ritmo de acreção. Pode-se então trabalhar para trás e calcular a quantidade de um elemento no corpo de origem, seja um planeta, lua ou asteroide".
Uma anã branca é uma estrela que queimou todo o seu combustível e que libertou as suas camadas exteriores, potencialmente destruindo ou perturbando qualquer corpo orbital no processo. À medida que o material desses corpos é puxado para perto da estrela a uma velocidade suficientemente elevada, colide com a superfície, formando um plasma aquecido a choque. Este plasma, com uma temperatura entre 100.000 e 1 milhão Kelvin, instala-se então à superfície e à medida que arrefece emite raios-X que podem ser detetados.
Os raios-X são semelhantes à luz que os nossos olhos podem ver, mas têm muito mais energia. São criados por eletrões velozes (as conchas exteriores dos átomos, que constituem toda a matéria que nos rodeia). Frequentemente usados na medicina, na astronomia os raios-X são a impressão digital do material que "chove" sobre objetos exóticos, tais como buracos negros e estrelas de neutrões.
A deteção destes raios-X é muito difícil, uma vez que a pequena quantidade que chega à Terra pode ser perdida entre outras fontes de raios-X brilhantes no céu. Assim, os astrónomos aproveitaram o Observatório de raios-X Chandra, normalmente usado para detetar raios-X de buracos negros e estrelas de neutrões em acreção, para analisar a anã branca próxima G29-38.
Com a resolução angular melhorada do Chandra em relação a outros telescópios, puderam isolar a estrela alvo das outras fontes de raios-X e observar, pela primeira vez, raios-X de uma anã branca isolada. Confirma décadas de observações da acreção de material em anãs brancas que se basearam em evidências de espectroscopia.
O Dr. Cunningham acrescenta: "O que é realmente excitante acerca deste resultado é que estamos a trabalhar num comprimento de onda diferente, raios-X, e isso permite-nos sondar um tipo completamente diferente de física.
"Esta deteção fornece a primeira evidência direta de que as anãs brancas estão atualmente a acretar os remanescentes de antigos sistemas planetários. O estudo da acreção, desta maneira, fornece uma nova técnica através da qual podemos estudar estes sistemas, fornecendo um vislumbre do provável destino dos milhares de sistemas exoplanetários conhecidos, incluindo o nosso próprio Sistema Solar."
Um telescópio nos Alpes franceses permitiu que os investigadores "mergulhassem" profundamente no passado do Universo. Pela primeira vez, puderam observar uma nuvem de hidrogénio extremamente distante que ensombra a radiação cósmica de fundo criada pouco depois do Big Bang. A sombra é criada porque a água, mais fria, absorve a radiação de fundo mais quente no seu caminho para a Terra. Isto fornece informações sobre a temperatura do cosmos apenas 880 milhões de anos após o Big Bang. Para medir a história inicial do Universo, uma equipa internacional utilizou o NOEMA (Northern Extended Millimetre Array), o mais poderoso radiotelescópio do hemisfério norte.
O Universo surgiu há cerca de 13,8 mil milhões de anos com o Big Bang. Nessa altura, um nevoeiro quente e denso de radiação e partículas elementares ondulavam no espaço, espaço este que se expandia rapidamente. A densidade e a temperatura diminuíram com a mesma rapidez, e as partículas de luz (fotões) perderam cada vez mais energia. Após cerca de 380.000 anos, este plasma tinha arrefecido para 3000 K. Foi então possível a criação de átomos estáveis. E os fotões tiveram caminho livre e assim sendo espalharam-se pelo espaço. O cosmos tornou-se transparente, por assim dizer.
Um olhar para o passado: A radiação cósmica de micro-ondas (esquerda) foi libertada 380.000 anos após o Big Bang e serve de pano de fundo para todas as galáxias no Universo. A galáxia "starburst" HFLS3 (centro) está embebida numa nuvem de vapor de água fria e aparece como era 880 milhões de anos após o Big Bang. Devido à sua baixa temperatura, a água lança uma sombra escura sobre o fundo do micro-ondas (ampliação de detalhe à esquerda). Isto representa um contraste cerca de 10.000 vezes mais forte do que as suas variações intrínsecas de apenas 0,001% (manchas claras/escuras).
Crédito: ESA e Colaboração Planck; painel ampliado: Dominik Riechers/Universidade de Colónia; composição da imagem: Martina Markus/Universidade de Colónia
O Universo tem vindo a expandir-se desde o Big Bang. Esta radiação de fundo emitida 380.000 anos mais tarde arrefeceu até 2728 K (-270,42º C). Pode ser observada no micro-ondas com radiotelescópios ou satélites. Mas como ocorreu exatamente este processo de arrefecimento? Se pudéssemos medir a temperatura em diferentes momentos da história cósmica, poderíamos reconstruir a história da expansão do Universo. Isto poderia fornecer informações sobre a energia escura que está a afastar o cosmos.
É aqui que entra em jogo a recente observação com o NOEMA. Esta instalação do IRAM (Institut de Radioastronomie Millimétrique) consiste em doze antenas de 15 metros apontadas para o objeto HFLS3. Atrás dele encontra-se uma galáxia "starburst" - uma jovem galáxia parecida com a Via Láctea que se encontra numa violenta fase de formação estelar. A luz que recebemos hoje de HFLS3 partiu quando o Universo tinha apenas 880 milhões de anos. Nesta galáxia, havia uma vasta e fria nuvem de vapor de água.
Ao observar esta nuvem, ocorreu um efeito que os investigadores conhecem do Sol e das estrelas. Acima das camadas mais quentes e profundas de gás, existem normalmente camadas mais frias através das quais a luz tem de se apressar. Isto cria linhas de absorção no espectro - certos comprimentos de onda em que a luz das estrelas perto da superfície é absorvida pelas camadas mais altas e mais frias. Quando os astrónomos observam o espectro em forma de arco-íris de uma estrela, estas linhas de absorção aparecem na realidade como sombras mais escuras, em forma de linha.
Examinando os céus: as antenas do observatório NOEMA nos Alpes franceses. Com o poder de resolução único deste interferómetro, os investigadores exploraram o Universo primitivo e encontraram um novo método para medir a temperatura do fundo cósmico do micro-ondas.
Crédito: IRAM / A. Rambaud
No caso da galáxia "starburst" HFLS3, a radiação cósmica de fundo atua como uma fonte de luz que se encontra atrás da galáxia, do ponto de vista do observador. A sombra é criada porque a água mais fria da nuvem galáctica absorve a radiação de micro-ondas mais quente a caminho da Terra. Como a temperatura da água pode ser extrapolada a partir de outras propriedades observáveis da galáxia, a diferença indica a temperatura da radiação cósmica de fundo nesse momento. É cerca de seis vezes mais elevada do que no Universo atual.
Com base nas suas observações, os astrónomos concluíram que a radiação de fundo deve ter tido uma temperatura entre 16,4 e 30,2 K nessa altura. Isto é consistente com a temperatura de 20 K prevista pelos atuais modelos cosmológicos para 880 milhões de anos após o Big Bang. Tendo em conta a ligação direta entre o arrefecimento da radiação de fundo e a história de expansão do Universo, esta é uma indicação importante de que estes modelos são consistentes.
"A descoberta não só fornece evidências de arrefecimento como também nos mostra que o Universo tinha algumas propriedades físicas específicas que já não existem atualmente," diz Dominik Riechers do Instituto de Astrofísica da Universidade de Colónia, autor principal do artigo científico publicado na revista Nature.
De acordo com Riechers, isto fornece informações únicas acerca do Universo jovem. "Cerca de 1,5 mil milhões de anos após o Big Bang, o fundo de micro-ondas encontrava-se demasiado frio para observar este efeito". Se existisse hoje uma galáxia com propriedades idênticas a HFLS3, a sombra da água não seria observável porque o contraste de temperatura necessário já não existiria.
"Este é um marco importante que não só confirma a esperada tendência de arrefecimento para uma época muito mais precoce do que anteriormente possível, como também pode ter implicações diretas na natureza da misteriosa energia escura," diz Axel Weiß do Instituto Max Planck para Radioastronomia em Bona, segundo autor do artigo. "Vemos um Universo em expansão em que a densidade da energia escura não muda."
Pensa-se que a energia escura seja uma das causas da expansão acelerada do Universo ao longo dos últimos mil milhões de anos. No entanto, as propriedades da energia escura continuam a ser mal compreendidas porque não podem ser observadas diretamente com as instalações e instrumentos atualmente disponíveis. No entanto, estas propriedades influenciam o desenvolvimento da expansão cósmica e, consequentemente, o ritmo de arrefecimento do Universo desde o Big Bang até aos dias de hoje.
Depois de ter localizado uma nuvem fria de água a uma distância tão grande, a equipa decidiu agora encontrar muitas mais no céu. O objetivo aqui é mapear o arrefecimento da radiação cósmica de fundo nos primeiros 1,5 mil milhões de anos da história do Universo. "Graças à nova técnica possibilitada pelo interferómetro NOEMA, podemos agora estudar processos físicos no Universo primitivo que nos escaparam até agora," diz o coautor Fabian Walter do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg.
O cientista do projeto NOEMA, Roberto Neri, acrescenta: "A nossa equipa está a prosseguir este projeto estudando o ambiente de outras galáxias". Com as melhorias de precisão esperadas das análises de amostras maiores de nuvens de água, resta saber se a nossa compreensão atual e fundamental da energia escura se vai aguentar.
Identificada a origem das erupções dos buracos negros: as simulações sugerem um "piscar" por reconexão magnética (via CCVAlg - Astronomia)
Investigadores do Instituto Flatiron e colaboradores descobriram que a quebra e reconexão das linhas do campo magnético perto do horizonte de eventos libertam energia do campo magnético de um buraco negro, acelerando as partículas que geram erupções intensas. As descobertas sugerem novas e excitantes possibilidades na observação de buraco negros. Ler fonte
Como Marte perdeu os seus oceanos (via Universidade de Tóquio)
Há muito que se sabe que Marte já teve oceanos devido, em parte, a um campo magnético protetor semelhante ao da Terra. No entanto, o campo magnético desapareceu e novas investigações podem finalmente ser capazes de explicar porquê. Os investigadores recriaram as condições esperadas no núcleo de Marte há milhares de milhões de anos atrás e descobriram que o comportamento do metal fundido que se pensava estar presente provavelmente deu origem a um breve campo magnético que estava destinado a desvanecer-se. Ler fonte
Parker Solar Probe captura as suas primeiras imagens da superfície de Vénus no visível (via NASA)
Sufocada por nuvens espessas, a superfície de Vénus é normalmente escondida da nossa vista. Mas em dois "flybys" recentes pelo planeta, a Parker Solar Probe fotografou todo o lado noturno no visível e estendendo-se até ao infravermelho próximo. As imagens, combinadas num vídeo, revelam um brilho ténue da superfície que mostra características distintivas como regiões continentais, planícies, e planaltos. Um halo luminescente de oxigénio na atmosfera também pode ser visto em redor do planeta. Ler fonte
Álbum de fotografias - NGC 4651: A Galáxia do Guarda-Chuva
Está a "chover" estrelas. O que parece ser um gigante guarda-chuva cósmico é agora conhecido por ser um fluxo de estrelas despojado de uma pequena galáxia satélite. A galáxia principal, a galáxia espiral NGC 4651, tem aproximadamente o tamanho da nossa Via Láctea, enquanto o seu guarda-sol estelar parece estender-se cerca de 100 mil anos-luz acima do disco brilhante desta galáxia. Uma pequena galáxia foi provavelmente dilacerada por repetidos encontros enquanto se deslocava em órbitas excêntricas através de NGC 4651. As restantes estrelas irão certamente cair para trás e tornar-se parte de uma maior galáxia combinada ao longo dos próximos milhões de anos. A imagem em destaque foi capturada pelo CHFT (Canada-France-Hawaii Telescope) no Hawaii, EUA. A Galáxia do Guarda-Chuva está situada a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Cabeleira de Berenice.
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