Apresentação às Estrelas | Super Luas Data: 8 de junho de 2022 Hora: 21:30-23:30 Local:Centro Ciência Viva do Algarve
Nesta sessão iremos tentar perceber como é que a órbita lunar torna as próximas duas luas cheias "mais super" do que as restantes do ano! Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica com telescópio depende de condições meteorológicas favoráveis. Pré-inscrição:siga este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 03/06: 154.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1769, o capitão James Cook observa o trânsito de Vénus sob céus limpos no Tahiti.
Em 1965 era lançada a Gemini 4, a primeira missão espacial tripulada com uma duração de vários dias. Neste mesmo dia Edward White andou no exterior de uma nave espacial pela primeira vez na história dos EUA, num passeio que durou aproximadamente 20 minutos.
Em 1966, lançamento da Gemini 9A. Observações: A Lua brilha para cima e para a esquerda de Pollux e Castor (a cerca de um punho à distância do braço esticado).
Após o anoitecer, Vega domina o céu a este. Um pouco para baixo e para a sua esquerda está Epsilon Lyrae, de 4.ª magnitude, chamada de "duplo-duplo". Epsilon forma um canto de um triângulo quase equilátero com Vega e Zeta Lyrae. O triângulo mede menos de 2º de lado, praticamente o tamanho do polegar à distância do braço esticado. Os binóculos facilmente resolvem Epsilon. E um telescópio de 4 polegadas com 100x de ampliação já mostra os dois pares estelares de Epsilon. Zeta Lyrae também é uma estrela dupla binocular; mais difícil através de binóculos, fácil através de um telescópio. Delta Lyrae, para baixo de Zeta, é um par mais largo e fácil, laranja e azul.
Dia 04/06: 155.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 781 AC era registado pela primeira vez um eclipse solar total na China.
Em 1769, um trânsito de Vénus é seguido cinco horas depois de um eclipse solar total, o intervalo de tempo mais curto para tais eventos na História.
Em 1783, os irmãos Montgolfier elevavam-se pela primeira vez no ar a bordo do seu balão de ar quente.
Em 1996, primeiro lançamento do Ariane 5, que explode após 20 segundos de voo. Transportava o satélite Cluster.
Em 2000, chega ao fim a missão do Observatório Compton, quando reentra na atmosfera da Terra. Os detritos restantes caem no Oceano Pacífico.
Em 2010, voo inaugural do Falcon 9, o foguetão da companhia SpaceX, lançado a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40, em Cabo Canaveral. Observações: Após o cair da noite, a Lua Crescente forma um longo triângulo isósceles (dois lados iguais) com Régulo e Gamma Leonis (Algieba, um pouco mais ténue) para cima e para a esquerda da Lua. A Lua corresponde à extremidade longa do triângulo.
Dia 05/06: 156.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1819, nascia John Couch Adams, astrónomo e matemático inglês. É famoso por prever a existência e posição de Neptuno usando apenas a matemática. Os cálculos foram feitos para explicar as discrepâncias entre a órbita de Úrano e as leis de Kepler e Newton. Ao mesmo tempo, para seu desconhecimento, os cálculos foram também feitos por Urbain Le Verrier, que ajudaria à localização do planeta em 1846.
Em 1965, nascia Michael E. Brown, cuja equipa descobriu muitos objectos trans-neptunianos, incluindo o planeta anão Éris, o único objeto desta categoria mais massivo que Plutão.
Refere-se a ele próprio como o homem que "matou Plutão", pois ajudou à sua demoção de planeta principal para anão.
Em 1995, é criado pela primeira vez um concentrado Bose-Einstein.
Em 2012, começa o último trânsito de Vénus do século XXI. Observações:O triângulo que a Lua, Régulo e Algieba perfazem esta noite é, em comparação com o de ontem, muito mais pequeno e achatado.
Dia 06/06: 157.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1580, nascia Godefroy Wendelin, astrónomo da Flandres (norte da Bélgica), que mediu a distância entre a Terra e o Sol usando o método de Aristarco de Samos (que resultou em 60% do valor verdadeiro) e que reconheceu que a terceira lei de Kepler também se aplicava aos satélites de Júpiter.
Em 1966, aterragem da Gemini 9.
Em 1971 era lançada a Soyuz 11, a primeira e única missão tripulada que acoplou com a primeira estação espacial, a Salyut 1.
A missão acabou em desastre a 30 de junho, quando a cápsula ficou despressurizada durante a reentrada, matando os cosmonautas a bordo.
Em 1983, lançamento da Venera 16, com destino Vénus. Observações:Continue a observar o triângulo feito pela Lua, Régulo e Algieba. Esta noite, a Lua perfaz o outro lado do triângulo.
Curiosidades
A NASA anunciou que as primeiras imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Webb serão divulgadas no dia 12 de julho de 2022.
Telescópios ajudam a explicar porque Úrano e Neptuno têm cores diferentes
Os astrónomos pensam agora saber porque é que Úrano e Neptuno têm cores diferentes. Usando observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, bem como do telescópio Gemini North e do IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA, os investigadores desenvolveram um modelo atmosférico único que corresponde às observações de ambos os planetas. O modelo revela que o excesso de neblina em Úrano acumula-se na atmosfera estagnada e "preguiçosa" e faz com que pareça ter um tom mais leve do que Neptuno.
Esquerda: imagem, pelo Hubble, a 25 de outubro de 2021, de Úrano que mostra o brilhante "capô" polar no norte do planeta.
Direita: imagem Hubble, obtida dia 7 de setembro de 2021, de Neptuno que apresenta a mancha escura do planeta e o hemisfério norte escurecido.
Crédito: NASA, ESA, A. Simon (Centro de Voo Espacial Goddard) e M. H. Wong (Universidade da Califórnia, Berkeley) e equipa OPAL
Neptuno e Úrano têm muito em comum - têm massas, tamanhos e composições atmosféricas semelhantes - mas as suas aparências são notavelmente diferentes. Em comprimentos de onda visíveis, Neptuno tem um tom azul rico e profundo, enquanto Úrano tem um tom ciano nitidamente pálido. Os astrónomos têm agora uma explicação para o facto de os dois planetas terem cores diferentes.
Novas investigações sugerem que uma camada de neblina concentrada, presente em ambos os planetas, é mais espessa em Úrano do que em Neptuno e, portanto, "branqueia" a aparência de Úrano mais do que a de Neptuno. Se não houvesse névoa nas atmosferas de Neptuno e Úrano, ambos seriam quase igualmente azuis como resultado da luz azul espalhada nas suas atmosferas (as cores vermelhas da luz do Sol, espalhadas pela neblina e pelas moléculas de ar, são mais absorvidas pelas moléculas de metano nas atmosferas dos planetas. Este processo - conhecido como dispersão de Rayleigh - é o que torna o céu azul aqui na Terra, embora na nossa atmosfera a luz solar seja na sua maioria dispersa por moléculas de azoto em vez de moléculas de hidrogénio. A dispersão de Rayleigh ocorre predominantemente em comprimentos de onda mais curtos e azuis).
Esta conclusão provém de um modelo que uma equipa internacional liderada por Patrick Irwin, professor de física planetária na Universidade de Oxford, desenvolveu para descrever as camadas de aerossol nas atmosferas de Neptuno e Úrano. Investigações anteriores das atmosferas superiores destes planetas focaram-se na aparência da atmosfera apenas em comprimentos de onda específicos. No entanto, este novo modelo consiste em múltiplas camadas atmosféricas e corresponde a observações de ambos os planetas através de uma vasta gama de comprimentos de onda. O novo modelo também inclui partículas de neblina dentro de camadas mais profundas que anteriormente se pensava conterem apenas nuvens geladas de metano e sulfureto de hidrogénio.
"Este é o primeiro modelo a encaixar simultaneamente observações da luz solar refletida em comprimentos de onda que vão desde o ultravioleta ao infravermelho próximo," explicou Irwin, que é o autor principal de um artigo que apresenta este resultado na revista Journal of Geophysical Research: Planets. "É também o primeiro a explicar a diferença visível de cor entre Úrano e Neptuno."
O modelo da equipa consiste em três camadas de aerossóis a diferentes alturas. A camada chave que afeta as cores é a camada intermédia, que é uma camada de partículas de névoa (referida no artigo como a camada Aerosol-2) que é mais espessa em Úrano do que em Neptuno. A equipa suspeita que, em ambos os planetas, o metano gelado condensa-se nas partículas desta camada, puxando as partículas mais para dentro da atmosfera numa chuva de neve de metano. Dado que Neptuno tem uma atmosfera mais ativa e turbulenta do que Úrano, a equipa pensa que a atmosfera de Neptuno é mais eficiente a agitar as partículas de metano para a camada de neblina e a produzir esta neve. Isto remove mais da névoa e mantém a camada de névoa de Neptuno mais fina do que em Úrano, com o resultado de que a cor azul de Neptuno parece mais forte.
Este diagrama mostra três camadas de aerossóis nas atmosferas de Úrano e Neptuno, tal como modelado por uma equipa de cientistas. A escala de altura no diagrama representa a pressão acima de 10 bar.
A camada mais profunda (a camada Aerosol-1) é espessa e composta por uma mistura de gelos de sulfureto de hidrogénio e partículas produzidas pela interação das atmosferas dos planetas com a luz solar.
A camada chave que afeta as cores é a camada intermédia, que é uma camada de partículas de névoa (referida no artigo científico como a camada de Aerosol-2) que é mais espessa em Úrano do que em Neptuno. A equipa suspeita que, em ambos os planetas, o gelo de metano condensa-se nas partículas desta camada, puxando as partículas mais para dentro da atmosfera numa chuva de neve de metano. Como Neptuno tem uma atmosfera mais ativa e turbulenta do que Úrano, a equipa pensa que a atmosfera de Neptuno é mais eficiente a agitar as partículas de metano para a camada de neblina e a produzir esta neve. Isto remove mais da névoa e mantém a camada de névoa de Neptuno mais fina do que em Úrano, o que significa que a cor azul de Neptuno parece mais forte.
Acima destas duas camadas está uma camada estendida de neblina (a camada Aerosol-3) semelhante à camada abaixo, mas mais ténue. Em Neptuno, grandes partículas de metano gelado também se formam acima desta camada.
Crédito: Observatório Gemini/NOIRLab/NSF/AURA, J. da Silva/NASA/JPL-Caltech/B. Jónsson
"Nós esperávamos que o desenvolvimento deste modelo nos ajudasse a compreender as nuvens e névoas nas atmosferas dos gigantes gelados," comentou Mike Wong, astrónomo na Universidade da Califórnia, Berkeley e membro da equipa que está por detrás deste resultado. "A explicação da diferença de cor entre Úrano e Neptuno foi um bónus inesperado!"
Para criar este modelo, a equipa de Irwin analisou dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA abrangendo vários anos. Estes dados espectrográficos foram obtidos com o STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) do Hubble, cobrindo uma vasta gama de comprimentos de onda desde o ultravioleta até ao visível e infravermelho (0,3-1,0 micrómetros). Foram complementados com dados de telescópios terrestres: um conjunto de novas observações pelo Telescópio Gemini North e dados de arquivo do IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA, ambos localizados no Hawaii.
A equipa não só examinou os espectros dos planetas, como também fez uso de algumas das muitas imagens que o Hubble obteve dos dois planetas com o seu instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3). O Hubble fornece excelentes vistas das distintas tempestades atmosféricas partilhadas pelos dois planetas conhecidas como "manchas escuras", que os astrónomos conhecem há muitos anos. Não se sabia exatamente que camadas atmosféricas eram perturbadas pelas manchas escuras para as tornar visíveis ao Hubble. O modelo produzido pela equipa explica o que dá uma aparência escura às manchas e porque são mais facilmente detetáveis em Úrano em comparação com Neptuno.
Os autores pensavam que um escurecimento dos aerossóis na camada mais profunda do seu modelo produziria manchas escuras semelhantes às vistas em Neptuno e talvez em Úrano. Com as imagens detalhadas do Hubble, puderam verificar e confirmar as suas hipóteses. De facto, as imagens simuladas baseadas neste modelo combinam de perto com as imagens WFC3 de ambos os planetas, produzindo manchas escuras visíveis nos mesmos comprimentos de onda. Pensa-se que a mesma neblina espessa na camada de Aerossol-2 em Úrano, que provoca a sua cor azul mais clara, também obscurece estas manchas escuras com mais frequência do que em Neptuno.
Astrónomos identificam 116.000 novas estrelas variáveis
De acordo com um novo artigo científico, astrónomos da Universidade Estatal do Ohio identificaram cerca de 116.000 novas estrelas variáveis.
Estes corpos celestes foram encontrados pelo levantamento ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae), uma rede de 20 telescópios espalhados por todo o mundo que pode observar todo o céu cerca de 50.000 vezes mais profundamente do que o olho humano. Os investigadores da universidade acima mencionada operam o projeto há quase uma década.
Agora, num artigo publicado no site de pré-impressão arXiv, os investigadores descrevem como utilizaram técnicas de aprendizagem de máquina para identificar e classificar estrelas variáveis - objetos celestes cujo brilho aumenta e diminui com o tempo, especialmente se observados a partir da nossa perspetiva da Terra.
Um telescópio do ASAS-SN que ajuda os astrónomos a descobrir novas estrelas.
Crédito: ASAS-SN
As alterações que estas estrelas sofrem podem revelar informações importantes sobre a sua massa, raio, temperatura e mesmo a sua composição. De facto, até o nosso Sol é considerado uma estrela variável. Levantamentos como o ASAS-SN são uma ferramenta especialmente importante para encontrar sistemas que possam revelar as complexidades dos processos estelares, disse Collin Christy, o autor principal do artigo e analista do ASAS-SN na Universidade Estatal do Ohio.
"As estrelas variáveis são como um laboratório estelar," disse. "São lugares realmente engraçados no Universo onde podemos estudar e aprender mais sobre como funcionam realmente as estrelas e sobre as pequenas complexidades que têm."
Mas para localizar mais destas entidades elusivas, a equipa teve primeiro que ir buscar dados anteriormente não utilizados do projeto. Durante anos, o ASAS-SN olhou para o céu utilizando filtros de banda V, lentes óticas que só conseguem identificar estrelas cuja luz cai no espectro de cores visíveis a olho nu. Mas em 2018, o projeto passou a utilizar filtros de banda g - lentes que podem detetar mais variedades de luz azul - e a rede passou de poder observar cerca de 60 milhões de estrelas de cada vez para mais de 100 milhões.
Mas ao contrário da campanha de ciência cidadã do ASAS-SN, que depende de voluntários para filtrar e classificar dados astronómicos, o estudo de Christy exigiu a ajuda da inteligência artificial.
"Se se quiser olhar para milhões de estrelas, é impossível que alguns humanos o façam sozinhos. Vai levar uma eternidade," disse Tharindu Jayasinghe, coautor do artigo, estudante de doutoramento em astronomia e bolseiro na mesma universidade. "Por isso tivemos de trazer algo criativo para a mistura, como técnicas de aprendizagem de máquina."
O novo estudo centrou-se em dados do Gaia, uma missão para traçar um mapa tridimensional da nossa Galáxia, bem como em dados do 2MASS e AllWISE. A equipa de Christy usou um algoritmo de aprendizagem de máquina para gerar uma lista de 1,5 milhões de estrelas variáveis candidatas a partir de um catálogo de 55 milhões de estrelas isoladas.
Posteriormente, os investigadores reduziram ainda mais o número de candidatas. Das 1,5 milhões de estrelas que estudaram, quase 400.000 revelaram-se estrelas variáveis verdadeiras. Mais de metade já eram conhecidas da comunidade astronómica, mas 116.027 delas revelaram-se ser novas descobertas.
Embora o estudo precisasse de aprendizagem de máquina para ser concluído, a equipa de Christy diz que ainda há um papel para os cientistas cidadãos. De facto, os voluntários da campanha de ciência cidadã já começaram a identificar dados de lixo, disse. "Ter pessoas a dizer-nos quão maus os nossos dados são é deveras útil, porque inicialmente, o algoritmo olharia para os dados maus e tentaria fazer sentido dos mesmos," disse Christy.
Mas a utilização de um conjunto de treino de todos estes dados maus permite à equipa modificar e melhorar o desempenho global do seu algoritmo. "Esta é a primeira vez que estamos realmente a combinar a ciência cidadã com técnicas de aprendizagem de máquina no campo da astronomia das estrelas variáveis," disse Jayasinghe. "Estamos a expandir os limites do que se pode fazer quando estes dois se juntam."
Estrela de neutrões invulgar descoberta em cemitério estelar
Uma equipa internacional liderada por uma cientista da Universidade de Sydney descobriu um sinal de rádio invulgar emitido por uma estrela de neutrões que gira extremamente devagar, completando uma rotação a cada 76 segundos.
A estrela é única porque reside no "cemitério de estrelas de neutrões", onde não se esperam pulsações. A descoberta foi feita pela equipa MeerTRAP utilizando o radiotelescópio MeerKAT na África do Sul, e foi publicada na revista Nature Astronomy.
Impressão de artista do pulsar PSR J0901-4046 (em magenta) em comparação com outras fontes com rotação mais elevada.
Crédito:
Daniëlle Futselaar (artsource.nl)
A estrela foi inicialmente detetada a partir de um único pulso. Foi então possível confirmar vários pulsos usando imagens consecutivas do céu com oito segundos de exposição, confirmando a sua posição.
As estrelas de neutrões são remanescentes extremamente densos de explosões de supernova de estrelas massivas. Os cientistas conhecem cerca de 3000 destas na nossa Galáxia. No entanto, a nova descoberta é diferente de tudo o que se viu até agora. A equipa pensa que poderia pertencer à classe teorizada de magnetares de período ultralongo - estrelas com campos magnéticos extremamente fortes.
A Dra. Manisha Caleb, líder da investigação, anteriormente da Universidade de Manchester e agora da Universidade de Sydney, disse: "Surpreendentemente só detetamos emissões de rádio a partir desta fonte durante 0,5% do seu período de rotação.
"Isto significa que é uma grande sorte que o feixe de rádio se tenha cruzado com a Terra.
“É, portanto, provável que existam muitas mais destas estrelas de neutrões que giram muito lentamente na Galáxia, o que tem implicações importantes para a compreensão de como as estrelas de neutrões nascem e evoluem.
"A maioria dos levantamentos pulsar não procura períodos tão longos, pelo que não temos ideia de quantas destas estrelas possam existir."
A estrela de neutrões recentemente descoberta chama-se PSR J0901-4046 e parece ter pelo menos sete tipos de pulsos diferentes, alguns dos quais ocorrem a intervalos regulares. Mostra características de pulsares, magnetares de período ultralongo e até FRBs (em inglês "fast radio bursts") - flashes de emissão de rádio em locais aleatórios no céu.
"Este é o início de uma nova classe de estrelas de neutrões. Como ou se se relaciona com outras classes ainda está para ser explorado. É provável que haja muitas mais por aí. Só precisamos de olhar!" disse a Dra. Caleb.
Os colaboradores da investigação incluem a equipa ThunderKat de 77 pessoas, liderada pelas Universidade da Cidade do Cabo e Oxford.
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Quentin Gineys
No dia 27 de maio Vénus ergueu-se como a estrela da manhã, perto da Lua Crescente num céu antes do amanhecer já cheio de planetas. E uma conjunção do segundo e terceiro farol celeste mais brilhante foi desfrutada pelos observadores do céu de todo o mundo. Mas a partir de locais ao longo de uma faixa no sudeste asiático e Oceano Índico, a Lua na verdade passou em frente de Vénus, no que se chama de ocultação lunar. Nesta animação, o disco iluminado a 75% de Vénus aproxima-se e apenas começa a desaparecer atrás do limbo lunar iluminado pelo Sol a sudoeste. As exposições telescópicas usadas para construir a animação foram obtidas na Ilha da Reunião, no Oceano Índico, por volta das 04:50 da manhã, hora local, com a Lua e Vénus muito perto do horizonte a este. Na altura, Vénus estava a mais de 180 milhões de quilómetros, em comparação com uma distância lunar de uns meros mais ou menos 400 mil quilómetros. Cerca de 50 minutos mais tarde, Vénus emergiu de trás da Lua.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231 | Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.