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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1967  
  13/01 a 16/01/2023  
     
 

NOITES ASTRONÓMICAS EM TAVIRA
Observação noturna

Data: 17 de janeiro de 2023
Hora: 18:30
Local: Forte do Rato
No próximo dia 17 de janeiro realiza-se a primeira sessão das Noites Astronómicas de 2023 e será possível a observação de constelações de inverno e planetas. A sessão gratuita decorre pelas 18h30 no Forte do Rato e a inscrição é obrigatória.
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo e máximo de participantes.
Informações e inscrições:
281 326 231 | 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt

 
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 13/01: 13.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1610, Galileu Galilei observa pela primeira vez todos os quatro satélites de Júpiter ao mesmo tempo.

Em 1993, lançamento da missão STS-54 do vaivém espacial Endeavour, o seu terceiro voo.
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2003, é descoberta a anã castanha mais próxima, com uma massa entre 40-60 sóis, a menos de 12 anos-luz de distância do Sol. Faz parte do sistema Epsilon Indi. Em agosto do mesmo ano, os astrónomos descobriram que a anã castanha era afinal um binário de anãs castanhas.
HOJE, NO COSMOS:
Orionte inclina-se corajosamente para cima a este-sudeste, esta semana, após o cair da noite, e pelas 19:00 está já razoavelmente alto a sudeste com Sirius por baixo. Orionte está na vertical e o mais alto no céu pelas 22:00.

 

DIA 14/01: 14.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 2005 aterrava em Titã a sonda Huygens.

É a primeira vez que uma sonda pousa em Titã. Aterrou no solo, embora pudesse também ter aterrado num oceano. Continuou a enviar dados durante 90 minutos após o pouso. Permanece a aterragem mais distante alguma vez levada a cabo por um objeto feito pelo Homem.
HOJE, NO COSMOS:
Conhece a Espada de Orionte telescopicamente, além das famosas nebulosas M42 e M43 e do trapézio de M42? Existem também muitas estrelas duplas e grupos.

 

DIA 15/01: 15.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1969, a União Soviética lançava a Soyuz 5.

Em 1976, lançamento da Helios-B para órbita solar.
Em 2005, uma intensa proeminência solar liberta raios-X por todo o Sistema Solar. No mesmo dia, a sonda SMART-1 da ESA descobre elementos como o cálcio, alumínio, sílica, ferro e outros elementos à superfície da Lua.
HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Minguante, pelas 02:10.

 

DIA 16/01: 16.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1969, a Soyuz 4 e a  Soyuz 5 levam a cabo o primeiro acoplamento de naves em órbita, a primeira transferência de tripulação de um veículo para outro, e a única vez que tal transferência envolveu um passeio espacial.
Em 2003 a nave Columbia arrancava para a missão STS-107, que seria a sua última.

O Columbia acabaria por desintegrar-se 16 dias depois, durante a sua reentrada na atmosfera da Terra.
HOJE, NO COSMOS:
Sirius, a estrela mais brilhante de Cão Maior, nasce a este-sudeste ao final do lusco-fusco. Procyon - dois punhos e meio à distância do braço esticado para a sua esquerda - precede-a. "Procyon" é Grego antigo para "antes do cão".

 
 
   
Webb confirma o seu primeiro exoplaneta
 

Com base em novas evidências do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, esta ilustração reflcte a conclusão de que o exoplaneta LHS 475 b é rochoso e tem quase exatamente o mesmo tamanho que a Terra. O planeta completa uma volta em torno da sua estrela em apenas dois dias, muito mais depressa do que qualquer outro planeta do Sistema Solar. Os investigadores vão fazer novas observações com o Webb este verão, que esperam que lhes permitam concluir definitivamente se o planeta tem uma atmosfera. LHS 475 b está relativamente perto, a 41 anos-luz de distância, na direção da constelação de Octante.
Crédito: NASA, ESA, CSA, L. Hustak (STScI)

 

Os investigadores confirmaram a presença de um exoplaneta, um planeta que orbita outra estrela, pela primeira vez usando o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA. Formalmente classificado como LHS 475 b, o planeta tem quase exatamente o mesmo tamanho que o nosso, atingido 99% do diâmetro da Terra.

A equipa de investigação é liderada por Kevin Stevenson e Jacob Lustig-Yaeger, ambos do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano de Maryland. A equipa optou por observar este alvo com o Webb depois de rever cuidadosamente dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA que sugeriam a existência do planeta. O NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph) do Webb capturou o planeta com facilidade e clareza com apenas duas observações de trânsito. "Não há dúvida de que o planeta está lá. Os dados pristinos do Webb validam-no", disse Lustig-Yaeger. "O facto de ser também um planeta pequeno e rochoso é impressionante para o observatório", acrescentou Stevenson.

"Estes primeiros resultados observacionais de um planeta rochoso do tamanho da Terra abrem a porta a muitas possibilidades futuras para estudar atmosferas de planetas rochosos com o Webb", concordou Mark Clampin, diretor da Divisão de Astrofísica na sede da NASA em Washington. "O Webb está a aproximar-nos cada vez mais de uma nova compreensão de mundos semelhantes à Terra para lá do Sistema Solar, e a missão está apenas no início".

 
Impressão de artista do exoplaneta LHS 475 b.
Crédito: NASA, ESA, CSA, L. Hustak (STScI)
 

Entre todos os telescópios em operação, apenas o Webb é capaz de caracterizar as atmosferas de exoplanetas de tamanho terrestre. A equipa tentou avaliar a composição da atmosfera do planeta, analisando o seu espectro de transmissão. Embora os dados mostrem que se trata de um planeta terrestre do tamanho da Terra, ainda não sabem se tem uma atmosfera. "Os dados do observatório são lindos", disse Erin Mary, também do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins. "O telescópio é tão sensível que pode facilmente detetar uma gama de moléculas, mas ainda não podemos tirar quaisquer conclusões definitivas sobre a atmosfera do planeta".

Embora a equipa não consiga concluir o que está presente, pode definitivamente dizer o que não está presente. "Há algumas atmosferas do tipo terrestre que podemos descartar", explicou Lustig-Yaeger. "Não pode ter uma atmosfera espessa dominada pelo metano, semelhante à lua de Saturno, Titã".

 

Como é que os investigadores avistam um planeta distante? Observando as mudanças na luz à medida que orbita a sua estrela. Uma curva de luz do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA (NIRSpec) mostra a mudança de brilho do sistema estelar LHS 475 ao longo do tempo à medida que o planeta transitava pela estrela a 31 de agosto de 2022. LHS 475 b é um exoplaneta rochoso do tamanho da Terra que orbita uma estrela anã vermelha a cerca de 41 anos-luz de distância, na direção da constelação de Octante. O planeta está extremamente próximo da sua estrela, completando uma órbita em apenas dois dias (terrestres). A confirmação da presença do planeta foi tornada possível graças aos dados do Webb.
Crédito: NASA, ESA, CSA, L. Hustak (STScI), K. Stevenson, J. Lustig-Yaeger, E. May (JHUAPL), G. Fu (JHU) e S. Moran (Universidade do Arizona)

 

A equipa observa também que embora seja possível que o planeta não tenha atmosfera, existem algumas composições atmosféricas que não foram descartadas, tais como uma atmosfera pura de dióxido de carbono. "Contraintuitivamente, uma atmosfera de 100% dióxido de carbono é tão mais compacta que se torna muito difícil de detetar", disse Lustig-Yaeger. São necessárias medições ainda mais precisas para que a equipa possa distinguir uma atmosfera de dióxido de carbono puro de nenhuma atmosfera. Os investigadores vão obter espectros adicionais com mais observações este verão.

O Webb também revelou que o planeta é algumas centenas de graus mais quente do que a Terra, pelo que se forem detetadas nuvens, os investigadores poderão concluir que o planeta é mais parecido com Vénus, que tem uma atmosfera de dióxido de carbono e está perpetuamente envolto em nuvens espessas. "Estamos na vanguarda do estudo de exoplanetas pequenos e rochosos", disse Lustin-Yaeger. "Ainda mal começámos a determinar a composição das suas atmosferas".

 

Uma linha plana num espectro de transmissão, como esta, pode ser excitante - pode dizer-nos muito sobre o planeta. Os investigadores utilizaram o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA para observar o exoplaneta LHS 475 b no dia 31 de agosto de 2022. Como este espectro mostra, o Webb não observou uma quantidade detetável de qualquer elemento ou molécula. Os dados (pontos brancos) são consistentes com um espectro sem características representativo de um planeta que não tem atmosfera (linha amarela). A linha roxa representa uma atmosfera de dióxido de carbono puro e é indistinguível de uma linha plana ao nível atual de precisão. A linha verde representa uma atmosfera de metano puro, que não é favorecida uma vez que o metano, caso presente, seria esperado que bloqueasse mais luz estelar a 3,3 micrómetros.
Crédito: NASA, ESA, CSA, L. Hustak (STScI), K. Stevenson, J. Lustig-Yaeger, E. May (JHUAPL), G. Fu (JHU) e S. Moran Universidade do Arizona)

 

Os investigadores também confirmaram que o planeta completa uma órbita em apenas dois dias, informação que foi revelada quase instantaneamente pela curva de luz precisa do Webb. Embora LHS 475 b esteja mais próximo da sua estrela do que qualquer outro planeta do Sistema Solar, a sua estrela anã vermelha tem menos de metade da temperatura do Sol, pelo que os investigadores teorizam que ainda poderá suportar uma atmosfera.

As descobertas dos investigadores abriram a possibilidade de identificar planetas do tamanho da Terra que orbitam estrelas anãs vermelhas mais pequenas. "Esta confirmação do planeta rochoso realça a precisão dos instrumentos da missão", disse Stevenson. "E é apenas a primeira de muitas descobertas que irá fazer". Lustig-Yaeger concordou: "Com este telescópio, os exoplanetas rochosos são a nova fronteira".

LHS 475 b está relativamente perto, a apenas 41 anos-luz de distância, na direção da constelação de Octante.

Os resultados da equipa foram apresentados numa conferência de imprensa da Sociedade Astronómica Americana no passado dia 11 de janeiro de 2023.

// NASA (comunicado de imprensa)
// ESA (comunicado de imprensa)
// STScI (comunicado de imprensa)
// JHUAPL (comunicado de imprensa)
// Universidade Johns Hopkins (comunicado de imprensa)

 


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Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Anãs vermelhas:
Wikipedia
TOI 700 (Wikipedia)

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
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Blog do JWST (NASA)
Programas GO do Webb (STScI)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
Wikipedia

 
   
TESS descobre um segundo mundo do tamanho da Terra no sistema planetário TOI 700
 
O planeta TOI 700 e, recentemente descoberto, orbita dentro da zona habitável da sua estrela. O seu irmão [em tamanho terrestre], TOI 700 d, pode ser visto ao longe.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Robert Hurt
 

Utilizando dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, os cientistas identificaram um mundo de tamanho semelhante à Terra, chamado TOI 700 e, em órbita dentro da zona habitável da sua estrela - a gama de distâncias onde poderá existir água líquida à superfície de um planeta. O mundo tem 95% do tamanho da Terra e é provavelmente rochoso.

Os astrónomos já tinham descoberto anteriormente três planetas neste sistema, chamados TOI 700 b, c e d. O planeta d também orbita na zona habitável. Mas os cientistas precisaram de um ano adicional de observações para descobrir TOI 700 e.

"Este é um dos poucos sistemas que conhecemos com múltiplos planetas na zona habitável", disse Emily Gilbert, pós-doutorada no JPL da NASA no sul do estado norte-americano da Califórnia, que liderou o trabalho. "Isto torna o sistema TOI 700 uma perspetiva excitante para um acompanhamento adicional. O planeta e é cerca de 10% mais pequeno do que o planeta d, pelo que o sistema também mostra como as observações adicionais do TESS nos ajudam a encontrar mundos cada vez mais pequenos".

Gilbert apresentou o resultado em nome da sua equipa na 241.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana em Seattle. O artigo científico sobre o planeta recentemente descoberto foi aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal Letters.

TOI 700 é uma pequena e fria estrela anã M localizada a cerca de 100 anos-luz de distância na direção da constelação do hemisfério sul de Dourado. Em 2020, Gilbert e outros anunciaram a descoberta do planeta d, de tamanho semelhante à Terra, na zona habitável, que se encontra numa órbita de 37 dias, juntamente com outros dois mundos.

O planeta mais interior, TOI 700 b, tem cerca de 90% do tamanho da Terra e orbita a estrela a cada 10 dias. TOI 700 c é mais de 2,5 vezes maior do que a Terra e completa uma órbita a cada 16 dias. Os planetas têm provavelmente bloqueio de marés, o que significa que giram apenas uma vez por órbita, de modo que um lado está sempre virado para a estrela, tal como a Lua tem sempre a mesma face virada para a Terra.

O TESS monitoriza grandes faixas do céu, chamadas sectores, durante aproximadamente 27 dias de cada vez. Estes longos olhares permitem com que o satélite acompanhe as mudanças de luminosidade estelar provocadas pela travessia do planeta em frente da sua estrela, um acontecimento chamado trânsito. A missão utilizou esta estratégia para observar o céu do hemisfério sul a partir de 2018, antes de se virar para o céu do hemisfério norte. Em 2020, regressou ao céu do sul para observações adicionais. O ano suplementar de dados permitiu à equipa refinar as dimensões originais dos planetas, que são cerca de 10% menores do que os cálculos iniciais.

"Se a estrela estivesse um pouco mais perto ou o planeta fosse um pouco maior, poderíamos ter conseguido detetar TOI 700 e no primeiro ano de dados do TESS", disse Ben Hord, candidato a doutoramento na Universidade de Maryland, College Park e investigador no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. "Mas o sinal era tão fraco que precisámos do ano adicional de observações de trânsitos para o identificar".

TOI 700 e, que também pode sofrer de bloqueio de marés, demora 28 dias a completar uma órbita em torno da sua estrela, colocando o planeta e entre os planetas c e d na chamada zona habitável otimista.

Os cientistas definem a zona habitável otimista como o intervalo de distâncias a uma estrela onde a água líquida poderia estar presente à superfície em algum momento da história de um planeta. Esta área estende-se a ambos os lados da zona habitável conservadora, o intervalo onde os investigadores teorizam que a água líquida poderia existir durante a maior parte da vida do planeta. TOI 700 d orbita nesta região.

A descoberta de outros sistemas com mundos semelhantes à Terra, nesta região, ajuda os cientistas planetários a aprender mais sobre a história do nosso próprio Sistema Solar.

O estudo de acompanhamento do sistema TOI 700, com observatórios terrestres e espaciais, está em curso, disse Gilbert, e pode fornecer mais informações sobre este raro sistema.

"O TESS acaba de completar o seu segundo ano de observações do hemisfério norte", disse Allison Youngblood, astrofísica investigadora e cientista adjunta do projeto TESS em Goddard. "Estamos ansiosos pelas outras descobertas emocionantes escondidas no tesouro de dados da missão".

// NASA (comunicado de imprensa)
// Universidade de Michigan (comunicado de imprensa)
// TESS descobre segundo planeta do tamanho da Terra no seu sistema (NASA Goddard via YouTube)

 


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CCVAlg - Astronomia:
10/01/2020 - TESS encontra o seu primeiro planeta do tamanho da Terra na zona habitável

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Sistema planetário TOI 700:
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TOI 700 b (NASA)
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TOI 700 c (NASA)
TOI 700 c (Exoplanet.eu)
TOI 700 d (NASA)
TOI 700 d (Exoplanet.eu)
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TOI 700 e (Exoplanet.eu)

Exoplanetas:
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TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
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Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
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Encontrada a origem de uma das estrelas mais antigas da Via Láctea
 
Ilustração que mostra quando esta estrela pode ter sido formada, em relação ao Big Bang, às primeiras galáxia e à atual idade do Universo.
Crédito: IAC
 

Uma equipa internacional de investigadores, entre eles cientistas do IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias), confirmou a origem primitiva de uma antiga estrela da Via Láctea utilizando o instrumento ESPRESSO.

As estrelas com menor conteúdo de metais são consideradas as mais antigas da Via Láctea, formadas apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang, que corresponde apenas a uma pequena fração da idade do Universo. Estas estrelas são "fósseis vivos" cuja composição química fornece pistas sobre as primeiras fases da evolução do Universo.

A estrela SMSS1605-1443 foi descoberta em 2018 e identificada como uma das mais antigas da Galáxia pela sua composição química, mas a sua natureza subjacente não era conhecida. Agora, graças aos esforços combinados de vários grupos de investigação europeus e à utilização do espectrógrafo ESPRESSO, foi deduzida a origem desta joia da arqueologia estelar. Os resultados desta investigação foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

"Foi surpreendente descobrir, graças ao ESPRESSO do VLT, que este objeto é realmente uma estrela dupla (um binário). Pensava-se que isto não acontecia na maioria destas estrelas muito antigas", diz David Aguado o primeiro autor do artigo, agora investigador na Universidade de Florença.

A equipa de investigação usou o instrumento ESPRESSO, cuja alta precisão revelou as pequenas variações na velocidade deste objeto, o que confirma que se trata de um binário, mas deixa em aberto a natureza da sua companheira. Pensa-se que este tipo de estrelas foi formado a partir de material processado no interior das primeiras estrelas, muito massivas, e ejetado em explosões de supernova durante as primeiras fases de formação da Via Láctea. Em consequência, estas estrelas têm um baixo teor de ferro, mas um elevado teor de carbono, gerado nos interiores das primeiras estrelas massivas.

A alta resolução do espectrógrafo ESPRESSO permitiu a análise detalhada das proporções dos isótopos de carbono, o que lança uma nova luz sobre a origem deste objeto.

O investigador Jonay González Hernández do IAC, coautor do artigo, explica: "Encontrámos a chave na relação entre o carbono-12 e o carbono-13, que medimos na atmosfera desta estrela. As proporções relativas destes dois isótopos mostram que os processos internos da estrela não alteraram a sua composição primordial. É como ter uma amostra intacta do meio em que esta estrela se formou há mais de dez mil milhões de anos".

"Esta descoberta deve ser entendida no contexto de um projeto iniciado há mais de dez anos, no qual estudámos em pormenor todas as estrelas que são conhecidas nesta categoria rara, até nos depararmos com esta descoberta maravilhosa, que nos dá uma melhor oportunidade de compreender a evolução química do Universo", diz Carlos Allende Prieto, investigador do IAC e coautor do artigo.

Rafael Rebolo, diretor do IAC e outro dos autores do artigo, salienta que "a equipa multidisciplinar, de investigadores da Espanha, Itália, França, Portugal e Suíça, mostrou que o espectrógrafo ESPRESSO é um dos melhores e mais modernos instrumentos para o estudo da formação das primeiras estrelas. Nós, no IAC, estamos muito orgulhosos de ter participado na sua construção".

// IAC (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Astronomy & Astrophysics)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


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Formação estelar:
Wikipedia

VLT:
ESO
Wikipedia
Espectrógrafo ESPRESSO (ESO)

 
   
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  Gaia ajuda a descobrir planeta observado diretamente a sofrer fusão nuclear (via Universidade de Exeter)
Cientistas utilizaram os movimentos subtis de uma estrela distante para ajudar a descobrir um novo exoplaneta - que está a mostrar sinais de sofrer uma fusão nuclear no seu núcleo. Uma equipa internacional de cientistas, liderada pelo Professor Sasha Hinkley da Universidade de Exeter, detetou um novo exoplaneta em órbita da estrela HD206893 - a cerca de 128 anos-luz da Terra-, e cerca de 30% maior do que o nosso próprio Sol. Ler fonte
     
  Surto cósmico ajuda a examinar o halo da Via Láctea (via Caltech)
Os astrónomos utilizaram um intenso surto de ondas de rádio originárias de uma galáxia próxima para examinar o halo de gás que se encontra na nossa própria galáxia, a Via Láctea. Os cientistas estudaram a forma como a luz do chamado FRB ("fast radio burst") foi dispersa ao viajar do espaço profundo para a nossa Galáxia como um meio de estimar a quantidade de matéria que reside no halo. Isto é um pouco como iluminar uma lanterna através do nevoeiro para ver a espessura da nuvem; quanto mais matéria houver, mais a luz se dispersará. Ler fonte
     
  ALMA e JWST revelam que choque galáctico está a moldar de formas misteriosas o Quinteto de Stephan (via Observatório ALMA)
As ondas de choque resultantes da colisão violenta entre uma galáxia intrusa e o Quinteto de Stephan estão a ajudar os astrónomos a compreender como a turbulência influencia o gás no meio intergaláctico. Novas observações com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) e o Telescópio Espacial James Webb revelaram que um "boom" sónico com várias vezes o tamanho da Via Láctea desencadeou a instalação reciclagem do hidrogênio gasoso molecular quente e frio. Além disso, os cientistas descobriram a ruptura de uma nuvem gigante numa nuvem de gás quente, a possível colisão de duas nuvens formando um "salpico" de gás quente à sua volta e a formação de uma nova galáxia. As observações foram apresentadas numa conferência de imprensa na 241.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana em Seattle, Washington, EUA. Ler fonte
 
   

Álbum de fotografias
Poeira Estelar em Perseu

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jack Groves
 
Esta extensão cósmica de poeira, gás e estrelas cobre cerca de 6 graus na direção da heroica constelação de Perseu. Na parte superior esquerda desta deslumbrante paisagem celeste encontra-se o intrigante e jovem enxame estelar IC 348 e a vizinha Nebulosa do Fantasma Voador com nuvens de poeira interestelar obscurecidas catalogadas como Barnard 3 e 4. À direita, outra região de formação estelar ativa, NGC 1333, está ligada por gavinhas escuras e poeirentas nos arredores da gigantesca Nuvem Molecular de Perseu, a cerca de 850 anos-luz de distância. Outras nebulosas empoeiradas estão espalhadas pelo campo de visão, juntamente com o fraco brilho avermelhado do hidrogénio gasoso. De facto, a poeira cósmica tende a esconder as estrelas recém-formadas e os jovens objetos estelares ou protoestrelas dos curiosos telescópios óticos. Colapsando devido à autogravidade, as protoestrelas formam-se a partir de núcleos densos embebidos na nuvem molecular. À distância estimada da nuvem molecular, este campo de visão abrange mais de 90 anos-luz.
 
   
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