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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
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  Astroboletim #1983  
  10/03 a 13/03/2023  
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 10/03: 69.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1977, os astrónomos descobrem os anéis de Úrano.
Em 2006, a Mars Reconnaissance Orbiter chega a Marte.

HOJE, NO COSMOS:
Vénus e Júpiter continuam a afastar-se um do outro no céu a oeste. Hoje estão separados por quase 9º.

 

DIA 11/03: 70.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1811 nascia Urbain Le Verrier, que previu a existência de Neptuno usando apenas matemática. Os cálculos foram feitos para explicar as discrepâncias na órbita de Úrano recorrendo às leis de Kepler e Newton.

Le Verrier enviou as coordenadas do suposto planeta a Johann Gottfried Galle, pedindo que verificasse a existência de tal objeto. Galle descobriu Neptuno na mesma noite em que recebeu a carta, a apenas 1º da posição prevista. A descoberta de Neptuno é largamente considerada como uma dramática validação da mecânica celeste e um dos momentos científicos mais marcantes do século XIX. 
Em 1897, um meteoro entrava na atmosfera sobre New Martinsville (West Virginia, EUA) tendo-se estilhaçado sobre esta cidade, com muitos danos físicos.
HOJE, NO COSMOS:
A brilhante estrela Sirius está precisamente a sul, no meridiano, pelas 20 horas. Sirius é a estrela de baixo do equilátero Triângulo de Inverno; as outras são a alaranjada Betelgeuse, para cima e para a direita de Sirius (ombro de Orionte) e Procyon para cima e para a esquerda de Sirius. Nesta altura do ano, o Triângulo de Inverno apoia-se em Sirius pouco depois do anoitecer.

 

DIA 12/03: 71.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1824, nascia Gustav Kirchhoff, físico alemão que contribuíu para o conhecimento fundamental dos circuitos eléctricos, da espectroscopia e da emissão de radiação de corpo-negro por objetos aquecidos. 

Em 1881, nascia Gunnar Nordström, físico teórico finlandês, conhecido pela sua teoria da gravitação, uma competidora da relatividade geral. É por vezes designado o Einstein da Finlândia devido ao seu trabalho inovador em campos semelhantes e com métodos semelhantes aos de Einstein. 
Em 1907, nascia Ellen Dorrit Hoffleit, astrónoma americana conhecida pelo seu trabalho sobre estrelas variáveis, astronometria, espectroscopia, meteoros e pelo Catálogo de Estrelas Brilhantes, bem como tendo sido mentora de muitas jovens mulheres e gerações de astrónomos.
Em 1974, "flyby" e aterragem da soviética Mars 6. A sonda enviou dados 224 segundos durante a descida mas devido à degradação de um chip, perdeu-se a comunicação.
Em 2013, uma análise de uma rocha marciana recolhida pelo rover Curiosity da NASA mostra que o Marte do passado poderá ter tido condições que suportassem vida microbiana. 
HOJE, NO COSMOS:
Mais sobre Sirius e Cão Maior. Num céu muito escuro a figura de Cão Maior é fácil de ver - o cão está em perfil, orientado para a direita e apoiado nas suas patas traseiras, com Sirius sendo a sua brilhante medalha da coleira - mas para a maioria de nós apenas as suas cinco estrelas mais brilhantes são visíveis através da poluição luminosa. Estas formam o asterismo do Cutelo. Sirius e Mirzam (a três dedos à distância do braço esticado para a sua direita) formam a parte da frente do cutelo, com Sirius brilhando no seu topo. Para baixo e para a esquerda de Sirius está a outra extremidade do cutelo, incluindo a sua pega curta, formada pelo triângulo de Adhara, Wezen e Aludra. Está a "cortar" para baixo e para a direita.

 

DIA 13/03: 72.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1781, Úrano, o primeiro planeta a ser descoberto desde a era pré-histórica da Babilónia, é identificado por William Herschel.
Em 1855, nascia Percival Lowell, astrónomo americano que alimentou a especulação da existência de canais em Marte, construídos por marcianos.

Lowell também fundou o Observatório Lowell e formou o começo do esforço que levaria à descoberta de Plutão 14 anos após a sua morte. A escolha do nome Plutão e do seu símbolo foram em parte influenciados pelas suas iniciais PL. 
Em 1930, a descoberta de Plutão é telegrafada para o Observatório Harvard College
Em 1969, a missão Apollo 9 regressava à Terra após testar o módulo lunar. 
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2006, o mapa interativo Google Mars é colocado online.
Em 2012, é divulgado o primeiro mapa geológico de Io.
HOJE, NO COSMOS:
Aviste Arcturo, a Estrela da Primavera, muito baixa a este-nordeste após o cair da noite e cada vez mais alta com o passar das horas. As medições modernas dizem-nos que Arcturo tem magnitude -0,05, o que a torna a quarta estrela mais brilhante do céu noturno. Só é ultrapassada por Sirius, Canopus e Alpha Centauri (contando com a luz combinada de Alpha Cen A e B; parecem uma estrela a olho nu).
Para os observadores do hemisfério norte que nunca conseguem ver Canopus ou Alpha Cen, Arcturo só é derrotada por Sirius. No entanto, Vega e Capella estão logo atrás no que toca a brilho.

 
 
   
Astrónomos encontram elo perdido da água existente no Sistema Solar
 
Esta ilustração mostra o disco de formação planetária que rodeia a estrela V883 Orionis. Nas regiões mais exteriores do disco, a água encontra-se gelada e, por isso, não se consegue detetá-la facilmente. Uma intensa emissão de energia por parte da estrela aquece o disco interior, fazendo com que a temperatura seja suficiente para que a água passe ao estado gasoso e permitindo assim aos astrónomos detetá-la sem problemas.
A imagem sobreposta mostra os dois tipos de moléculas de água estudadas no disco: água normal, composta por um átomo de oxigénio e dois átomos de hidrogénio, e a versão mais pesada, onde um dos átomos de hidrogénio é substituído por deutério, um isótopo pesado do hidrogénio.
Crédito: ESO/L. Calçada
 

Com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), os astrónomos detetaram vapor de água no disco de formação planetária situado em torno da estrela V883 Orionis. Esta água apresenta uma assinatura química que explica o percurso da água, desde as nuvens de gás onde se formam as estrelas até aos planetas, e apoia a ideia de que a água existente na Terra é ainda mais antiga do que o nosso Sol.

"Podemos agora traçar as origens da água no nosso Sistema Solar para antes da formação do Sol," diz John J. Tobin, astrónomo no NRAO (National Radio Astronomy Observatory), EUA, autor principal do estudo publicado na revista Nature.

Esta descoberta foi feita ao estudar a composição da água em V883 Orionis, um disco de formação planetária situado a cerca de 1300 anos-luz de distância da Terra. Quando uma nuvem de gás e poeira colapsa para formar uma estrela no seu centro, forma-se igualmente um disco de material da nuvem em torno da estrela. Ao longo de vários milhões de anos, a matéria deste disco aglomera-se para formar cometas, asteroides e, eventualmente, planetas. Tobin e a sua equipa usaram o ALMA para medir as assinaturas químicas da água e o seu percurso desde a nuvem de formação estelar até aos planetas.

A água é normalmente constituída por um átomo de oxigénio e dois átomos de hidrogénio. A equipa de Tobin estudou uma versão ligeiramente mais pesada da água onde um dos átomos de hidrogénio é substituído por um de deutério — um isótopo pesado do hidrogénio. Uma vez que a água simples e a água pesada se formam sob condições diferentes, o seu quociente pode ser usado para traçar quando e onde é que essa água se formou. Por exemplo, este quociente em alguns cometas do Sistema Solar mostrou ser semelhante ao da água na Terra, sugerindo que os cometas poderão ter trazido água para o nosso planeta.

A viagem da água desde as nuvens até às estrelas jovens e posteriormente dos cometas aos planetas já foi observada anteriormente, mas até agora faltava-nos o elo entre as jovens estrelas e os cometas. "V883 Orionis fornece-nos o elo que nos faltava," diz Tobin. "A composição da água no disco é muito semelhante à dos cometas no nosso Sistema Solar, o que confirma a ideia de que a água nos sistemas planetários se formou há milhares de milhões de anos atrás, antes do Sol, no espaço interestelar e foi herdada tanto pelos cometas como pela Terra, relativamente inalterada."

 
Estas imagens ALMA do disco que rodeia a estrela V883 Orionis mostram a distribuição espacial da água (à esquerda, a laranja), da poeira (no meio, a verde) e do monóxido de carbono (à direita, a azul). Uma vez que a água congela a temperaturas mais elevadas do que o monóxido de carbono, apenas pode ser detetada sob a sua forma gasosa mais perto da estrela. O buraco aparente nas imagens da água e do monóxido de carbono deve-se à emissão brilhante da poeira, que atenua a emissão do gás.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Tobin, B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)
 

Contudo, observar a água revelou-se bastante complicado. "A maioria da água existente nos discos de formação planetária encontra-se sob a forma de gelo e, consequentemente, normalmente escondida dos nossos olhos," disse a coautora Margot Leemker, estudante de doutoramento no Observatório de Leiden, nos Países Baixos. O vapor de água pode ser detetado graças à radiação emitida pelas moléculas ao girarem e vibrarem, mas isso é mais complicado quando a água se encontra congelada, porque o movimento das moléculas é mais restrito. A água sob a forma de gás pode ser encontrada em direção ao centro dos discos, perto da estrela, onde a temperatura é mais elevada. No entanto, estas regiões mais internas encontram-se escondidas no disco propriamente dito, sendo também demasiado pequenas para poderem ser observadas com os nossos telescópios.

Felizmente, o disco de V883 Orionis mostrou ser, num estudo recente, invulgarmente quente. Uma enorme quantidade de energia emitida pela estrela aquece o disco "até uma temperatura em que a água já não se encontra sob a forma de gelo, mas sim gás, o que nos permite detetá-la," explica Tobin.

A equipa utilizou o ALMA, uma rede de radiotelescópios no norte do Chile, para observar o vapor de água em V883 Orionis. Graças à sensibilidade e capacidade para observar pequenos detalhes do ALMA, foi possível não só detetar a água, mas também determinar a sua composição, para além de se conseguir mapear a sua distribuição no disco. A partir destas observações, descobriu-se que este disco contém, pelo menos, 1200 vezes a quantidade de água que existe em todos os oceanos da Terra.

No futuro, a equipa espera usar o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO e o seu instrumento de primeira geração, o METIS, que trabalhará no infravermelho médio, para resolver o vapor de água neste tipo de discos, fortalecendo assim o elo do percurso da água desde as nuvens de formação estelar até aos sistemas solares. "Um estudo assim dar-nos-á uma visão muito mais completa do gelo e gás nos discos de formação planetária," conclui Leemker.

// ESO (comunicado de imprensa)
// NRAO (comunicado de imprensa)
// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// Universidade de Leiden (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature)
// Artigo científico (PDF)
// ESOcast 258 Light: Astrónomos encontram elo perdido da água existente no Sistema Solar (ESO via YouTube)
// V883 Ori é o elo para compreender a água no nosso Sistema Solar (NRAO via vimeo)

 


Quer saber mais?

CCVAlg - Astronomia:
08/02/2019 - "Linha de neve" revela moléculas orgânicas em torno de estrela jovem
15/07/2016 - Explosão estelar permite-nos observar linha de neve da água

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V883 Orionis:
Wikipedia

Água semipesada (HDO):
Wikipedia

Discos protoplanetários:
Wikipedia
Formação planetária (Wikipedia)

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
   
Nebulosa de vento de pulsar de Vela observada pelo IXPE

Há cerca de 10.000 anos, a luz da explosão de uma estrela gigante, na direção da constelação de Vela, chegou à Terra. Esta supernova deixou para trás um objeto denso a que chamamos pulsar, que parece aumentar de brilho regularmente à medida que gira, como um farol cósmico. Da superfície deste pulsar surgem ventos de partículas que viajam perto da velocidade da luz, criando uma mistura caótica de partículas carregadas e campos magnéticos que chocam com o gás circundante. Este fenómeno é chamado de nebulosa de vento de pulsar.

 
Esta imagem mostra a nebulosa de vento de pulsar de Vela. O azul claro representa os dados de polarização de raios-X do IXPE da NASA. As cores rosa e roxo correspondem aos dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA, que já observou Vela várias vezes. O Telescópio Espacial Hubble da NASA contribuiu com as estrelas em segundo plano.
Crédito: raios-X - (IXPE) NASA/MSFC/Fei Xie e (Chandra) NASA/CXC/SAO; ótico - NASA/STScI/Chandra, processamento por Judy Schmidt; Hubble/Chandra/IXPE, processamento e composição por NASA/CXC/SAO/Kimberly Arcand e Nancy Wolk
 

Nesta nova imagem, o halo azul claro e difuso corresponde aos primeiros dados de polarização de raios-X alguma vez obtidos do remanescente de Vela, que provêm do IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer) da NASA. Uma linha azulada e ténue, apontando para o canto superior direito, corresponde a um jato de partículas altamente energéticas disparadas do pulsar a cerca de metade da velocidade da luz. Pensa-se que os "arcos" de raios-X cor-de-rosa assinalam os cantos das regiões em forma de donut onde o vento de pulsar choca e acelera as partículas altamente energéticas. O próprio pulsar está localizado no círculo branco no centro da imagem.

As cores rosa e púrpura correspondem a dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA, que já observou Vela várias vezes. As estrelas douradas foram capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA.

A medição da polarização, que tem a ver com a forma como as ondas eletromagnéticas estão organizadas, dá aos cientistas uma compreensão sem precedentes de como um objeto cósmico como um pulsar acelera as partículas a altas velocidades.

"Com o IXPE, estamos a utilizar objetos extremos como Vela como laboratório para investigar algumas das questões mais prementes na astrofísica, tais como a forma como as partículas são catapultadas para perto da velocidade da luz muito depois de uma estrela ter explodido", disse Phil Kaaret, cientista sénior do Centro de Voo Espacial Marshall da NASA em Huntsville, no estado norte-americano do Alabama.

Num estudo recente, os cientistas ficaram surpreendidos com o elevado grau de polarização que encontraram nos raios-X da nebulosa de vento de pulsar de Vela. As observações IXPE deste objeto foram publicadas na revista Nature em dezembro.

"Este é o grau mais elevado de polarização medido numa fonte celeste de raios-X até à data", diz Fei Xie, autora principal do estudo da Nature, professora na Universidade de Guangxi em Nanning, Guangxi, China, e antiga investigadora de pós-doutoramento no INAF/IAPS (Istituto Nazionale di Astrofisica/Istituto di Astrofisica e Planetologia Spaziali) em Roma, Itália.

A alta polarização significa que os campos eletromagnéticos estão bem organizados; estão alinhados em direções específicas e dependem da sua posição na nebulosa. Além disso, os raios-X que o IXPE deteta vêm de eletrões altamente energéticos que espiralam nos campos magnéticos da nebulosa de vento de pulsar, chamados "emissão de sincrotrão". Os raios-X altamente polarizados significam que estes campos magnéticos também devem estar bem organizados.

 
Uma imagem das observações IXPE da nebulosa de vento de pulsar de Vela. As cores representam diferentes intensidades de raios-X, com as regiões mais brilhantes a vermelho e as regiões mais fracas a azul. As linhas pretas dão as direções do campo magnético com base nos dados do IXPE e as linhas prateadas dão as direcções do campo magnético com base nos dados de rádio do ATCA (Australia Telescope Compact Array). Os contornos cinzentos mostram as intensidades dos raios-X a partir dos dados do Chandra. O pulsar está localizado perto do centro da emissão de raios-X mais brilhante.
Crédito: Xie et al, 2022 (Nature)
 

Em contraste com os remanescentes de supernova que têm um invólucro de material à sua volta, a alta polarização dos raios-X "sugere que os eletrões não foram acelerados pelos choques turbulentos que parecem importantes noutras fontes de raios-X", disse Roger W. Romani, astrofísico de Stanford envolvido na análise de dados do IXPE. Em vez disso, deve haver algum outro processo envolvido, tal como a reconexão magnética, que envolve a quebra e união de linhas de campo magnético. Esta é uma forma pela qual a energia magnética é convertida em energia de partículas.

Os dados do IXPE também sugerem que o campo magnético está alinhado como uma estrutura lisa em forma de donut em torno do equador do pulsar. Esta forma está de acordo com as expetativas dos cientistas.

"Esta medição da polarização de raios-X pelo IXPE acrescenta uma peça em falta ao puzzle da nebulosa de vento de pulsar de Vela", diz Alessandro Di Marco, investigador do INAF/IAPS em Roma que contribuiu para a análise dos dados. "Ao mapear com resolução sem precedentes, o IXPE revela o campo magnético na região central, mostrando concordância com os resultados obtidos a partir de imagens rádio da nebulosa exterior".

O pulsar de Vela, localizado a cerca de 1000 anos-luz da Terra, tem cerca de 25 quilómetros de diâmetro e gira 11 vezes por segundo, mais depressa do que um rotor de helicóptero.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Artigo científico #2 (Nature)

 


Quer saber mais?

Pulsar de Vela:
Wikipedia

Nebulosa de vento de pulsar:
Wikipedia
Catálogo de nebulosas de vento pulsar

Pulsares:
Wikipedia
Catálogo ATNF de Pulsares

Estrelas de neutrões:
Wikipedia
Universidade de Maryland

IXPE:
NASA
Wikipedia

Observatório de raios-X Chandra:
NASA
Universidade de Harvard
Wikipedia

 
   
Rover Curiosity vê os seus primeiros "raios do Sol" em Marte
 
O rover Curiosity da NASA capturou estes "raios de Sol" no dia 2 de fevereiro de 2023, o seu 3730.º dia marciano, ou sol, da missão. Foi a primeira vez que os raios solares, também conhecidos como raios crepusculares, foram vistos tão claramente em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/SSI
 

Os pores-do-Sol marcianos são singularmente temperamentais, mas o rover Curiosity da NASA capturou um, no mês passado, que salta à vista. Quando o Sol desceu sobre o horizonte no dia 2 de fevereiro, os raios de luz iluminaram um banco de nuvens. Estes "raios de Sol" são também conhecidos como raios crepusculares. Foi a primeira vez que os raios de Sol foram vistos tão claramente em Marte.

O Curiosity capturou a cena durante o mais recente levantamento de nuvens crepusculares do rover, que se baseia nas suas observações de 2021 de nuvens noctilucentes, ou noturnas. Enquanto a maioria das nuvens marcianas pairam a não mais do que 60 quilómetros acima do solo e são compostas por água gelada, as nuvens nas imagens recentes parecem estar a uma maior altitude, onde está especialmente frio. Isto sugere que estas nuvens são feitas de dióxido de carbono gelado, ou gelo seco.

Tal como na Terra, as nuvens fornecem aos cientistas informações complexas mas cruciais para a compreensão da meteorologia. Olhando para quando e para onde as nuvens se formam, os cientistas podem aprender mais sobre a composição e temperaturas da atmosfera marciana, e dos ventos aí presentes.

O levantamento de nuvens de 2021 incluiu mais imagens a preto e branco das câmaras de navegação do Curiosity, fornecendo uma visão detalhada da estrutura de uma nuvem à medida que esta se move. Mas o recente levantamento, que começou em janeiro e irá terminar em meados de março, depende mais frequentemente da câmara a cores no mastro do rover, chamada Mastcam, que ajuda os cientistas a ver como as partículas das nuvens crescem ao longo do tempo.

 
Esta nuvem iridescente em forma de pena foi fotografada no dia 27 de janeiro de 2023, o 3724.º dia marciano, ou sol da missão do rover Curiosity. O estudo das cores nas nuvens iridescentes diz aos cientistas algo sobre o tamanho das partículas nas nuvens e como crescem ao longo do tempo.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
 

Além da imagem dos raios solares, o Curiosity capturou um conjunto de nuvens coloridas em forma de pena a 27 de janeiro. Quando iluminadas pela luz do Sol, certos tipos de nuvens podem criar uma exibição semelhante a um arco-íris chamada iridescência.

Onde vemos iridescência, significa que as partículas de uma nuvem são idênticas em cada parte da nuvem", disse Mark Lemmon, cientista atmosférico do SSI (Space Science Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado. "Ao observarmos as transições de cor, estamos a ver o tamanho das partículas a mudar na nuvem. Isso diz-nos como a nuvem está a evoluir e como as suas partículas estão a mudar de tamanho ao longo do tempo".

O Curiosity captou tanto os raios solares quanto as nuvens iridescentes como panoramas, cada um dos quais foi composto a partir de 28 imagens enviadas para a Terra. As imagens foram processadas para enfatizar estes fenómenos.

// NASA (comunicado de imprensa)

 


Quer saber mais?

Marte:
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Raios crepusculares:
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Nuvem iridescente:
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Rover Curiosity (MSL):
NASA
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Também em destaque
  Imagens de milhões de galáxias simuladas (via NASA)
Os cientistas criaram um levantamento sintético gigantesco que mostra o que podemos esperar das futuras observações do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA. Embora represente apenas um pequeno pedaço do verdadeiro levantamento futuro, esta versão simulada contém um número impressionante de galáxias - 33 milhões delas, juntamente com 200.000 estrelas em primeiro plano na nossa Galáxia natal. Ler fonte
     
  Chandra ajuda os astrónomos a descobrir uma galáxia surpreendentemente solitária (via Chandra/Harvard)
Uma galáxia distante - e solitária - parece ter atraído e assimilado todas as suas antigas companheiras galácticas. Este resultado feito com o Observatório de raios-X Chandra da NASA e com o Observatório Gemini pode levar a que os astrónomos esperem que as galáxias cresçam rapidamente no início do Universo. A galáxia inesperadamente solitária está localizada a cerca de 9,2 mil milhões de anos-luz da Terra e contém um quasar, um buraco negro supermassivo a puxar gás no centro da galáxia e a conduzir poderosos jatos de matéria vistos no rádio. O ambiente desta galáxia, conhecida como 3C 297, parece ter as características chave de um enxame de galáxias, estruturas enormes que normalmente contêm centenas ou mesmo milhares de galáxias. Contudo, 3C 297 está sozinha. Ler fonte
 
   

Álbum de fotografias
O Brilho Artificial do Céu Noturno

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Satélites JPSS; Processamento - David J. Lorenz
 
Para onde foram todas as estrelas? A partir de muitos lugares na Terra, incluindo as grandes cidades, o céu noturno foi reduzido de uma fascinante exposição de milhares de estrelas para um brilho difuso através do qual apenas algumas estrelas são visíveis. O mapa aqui apresentado indica a quantidade relativa de poluição luminosa que ocorre por toda a Terra. A causa da poluição é a luz artificial refletida das moléculas e dos aerossóis na atmosfera. Por exemplo, partes do leste dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, coloridos a vermelho, têm um brilho noturno artificial mais de dez superior ao do céu natural. Em qualquer área marcada a laranja ou a vermelho, a banda central da nossa Galáxia, a Via Láctea, já não é visível. A IDA (International Dark Sky Association) sugere tipos comuns de iluminação que fornecem relativamente poucas quantidades de poluição luminosa.
 
   
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