DIA 19/05: 139.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1961, a Venera 1 torna-se o primeiro objeto feito por humanos a passar por outro planeta, Vénus.
A sonda tinha perdido o contacto com a Terra um mês antes e não enviou nenhuns dados de volta.
Em 1971, lançamento da sonda Mars 2 (União Soviética). A 27 de novembro do mesmo ano, alcança Marte e continua a enviar dados até 1972. Era suposto também aterrar um "lander", mas colidiu com a superfície devido a uma avaria nos foguetes de travagem.
Em 2000, lançamento da missão STS-101 do vaivém Atlantis. HOJE, NO COSMOS:
Lua Nova, pelas 16:53.
A brilhante estrela Vega encontra-se agora a este-nordeste após o anoitecer. Procure a sua pequena constelação, Lira, como que apoiada para baixo e inclinada um pouco para a direita. As estrelas de Lira formam um pequeno triângulo equilátero (Vega é um canto) e um paralelograma ligado à parte de baixo do triângulo.
DIA 20/05: 140.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1498, Vasco da Gama chegava a Calicut (India) numa viagem de exploração equivalente na época às modernas odisseias espaciais.
Em 1964, descoberta da radiação cósmica de fundo em microondas, por Robert Woodrow Wilson e Arno Penzias.
Em 1990, o Telescópio Espacial Hubble envia as suas primeiras fotografias. No entanto, foi descoberta uma falha no espelho principal, o que reduziu a capacidade do telescópio em focar e durante três anos os astrónomos só obtiveram imagens desfocadas do universo, apesar destas serem muito melhores do que as imagens obtidas a partir do solo. HOJE, NO COSMOS:
A um mês do verão (astronomicamente falando), a última estrela do Triângulo de Verão só sobe acima do horizonte a este pelas 23:00. É Altair, o canto inferior direito do Triângulo. Observe Altair a três ou quatro punhos à distância do braço esticado para baixo e para a direita de Vega.
A terceira estrela do Triângulo é Deneb, menos distante, mas para baixo e para a esquerda de Vega.
DIA 21/05: 141.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 2010, a JAXA lança a sonda IKAROS de velas solares a bordo de um foguetão H-IIA, juntamente com a sonda Akatsuki.
Esta última passaria por Vénus no final do ano. HOJE, NO COSMOS:
Ao longo dos próximos dias a Lua, que começou um novo ciclo, vai aproximar-se, no céu, do planeta Vénus. É uma boa oportunidade fotrográfica!
Esta é a altura do ano em que Leão começa a descer a oeste logo após o cair da noite, a caminho de partir para o pôr-do-Sol no início do verão. Depois do anoitecer, observe a estrela mais brilhante bem alta a oeste-sudoeste. É Régulo, a sua pata dianteira.
Régulo é também a parte inferior da "foice" de Leão: um ponto de interrogação ao contrário, com cerca de punho e meio de altura, que traça a pata dianteira, o peito e a juba de Leão.
DIA 22/05: 142.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1783, nascia William Sturgeon, físico inglês e inventor que fez os primeiros ímanes e inventou o primeiro motor elétrico inglês.
Em 1890, nascia Per Collinder, astrónomo sueco, conhecido pelo seu catálogo de enxames abertos, hoje em dia chamado Catálogo de Collinder.
Em 1969, o módulo lunar da Apollo 10 passava a 8,4 milhas náuticas (15,6 km) da superfície da Lua.
Em 1995, imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble durante a travessia do plano dos anéis de Saturno levam à descoberta de uma nova lua. As travessias do plano dos anéis acontecem a cada 15 anos e historicamente têm dado aos astrónomos uma oportunidade para descobrir novos satélites que normalmente são ofuscados pelo brilho do sistema de anéis do planeta. HOJE, NO COSMOS:
A Lua continua a sua aproximação a Vénus, a partir do ponto de vista da Terra. Depois de passar perto de Vénus, é a vez de "dizer olá" a Marte no dia 24.
Spitzer e TESS encontram mundo do tamanho da Terra potencialmente coberto por vulcões
Impressão de artista de LP 791-18 d, um mundo do tamanho da Terra a cerca de 90 anos-luz de distância. A força gravitacional de um planeta mais massivo no sistema, visto como o disco azul ao fundo, pode resultar no aquecimento interno e em erupções vulcânicas - tanto como a lua de Júpiter, Io, o corpo geologicamente mais ativo do Sistema Solar. Os astrónomos descobriram e estudaram o planeta utilizando dados do Telescópio Espacial Spitzer e do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), juntamente com muitos outros observatórios.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Chris Smith (KRBwyle)
Os astrónomos descobriram um exoplaneta, ou mundo para lá do nosso Sistema Solar, com a dimensão da Terra, que poderá estar coberto de vulcões. Chamado LP 791-18 d, o planeta poderá sofrer surtos vulcânicos tão frequentes como a lua de Júpiter, Io, o corpo mais vulcanicamente ativo do nosso Sistema Solar.
Os investigadores descobriram e estudaram o planeta utilizando dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA e do Telescópio Espacial Spitzer, já aposentado, bem como de um conjunto de observatórios terrestres.
O artigo científico sobre o planeta - liderado por Merrin Peterson, licenciado do iREx (Trottier Institute for Research on Exoplanets), da Universidade de Montreal - foi publicado na edição de 17 de maio da revista Nature.
"LP 791-18 d sofre bloqueio de maré, o que significa que o mesmo lado está constantemente virado para a sua estrela", disse Björn Benneke, coautor e professor de astronomia no iREx que planeou e supervisionou o estudo. "O lado diurno será provavelmente demasiado quente para a existência de água líquida à superfície. Mas a quantidade de atividade vulcânica que suspeitamos ocorrer por todo o planeta poderia sustentar uma atmosfera, o que permitiria a condensação de água no lado noturno".
LP 791-18 d orbita uma pequena estrela anã vermelha a cerca de 90 anos-luz de distância na direção da constelação de Taça. A equipa estima que seja apenas ligeiramente maior e mais massivo do que a Terra.
Os astrónomos já sabiam da existência de dois outros mundos no sistema antes desta descoberta, chamados LP 791-18 b e c. O planeta interior é cerca de 20% maior do que a Terra. O planeta exterior c tem cerca de 2,5 vezes o tamanho da Terra e mais de sete vezes a sua massa.
Durante cada órbita, os planetas d e c passam muito perto um do outro. Cada passagem próxima do planeta mais massivo c produz um puxão gravitacional no planeta d, tornando a sua órbita algo elíptica. Nesta trajetória elíptica, o planeta d é ligeiramente deformado de cada vez que gira em torno da estrela. Estas deformações podem criar fricção interna suficiente para aquecer substancialmente o interior do planeta e produzir atividade vulcânica à sua superfície. Júpiter e algumas das suas luas afetam Io de forma semelhante.
O planeta d situa-se no limite interior da zona habitável, a gama tradicional de distâncias, à estrela, em que os cientistas supõem que pode existir água líquida à superfície de um planeta. Se o planeta for tão geologicamente ativo como a equipa de investigação suspeita, poderá manter uma atmosfera. As temperaturas podem descer o suficiente no lado noturno do planeta para que a água se condense à superfície.
O planeta c já foi aprovado para tempo de observação com o Telescópio Espacial James Webb e a equipa pensa que o planeta d é também um candidato excecional para estudos atmosféricos pela missão.
"Uma grande questão na astrobiologia, o campo que estuda amplamente as origens da vida na Terra e fora dela, é se a atividade tectónica ou vulcânica é necessária para a vida", disse a coautora Jessie Christiansen, investigadora do NExScI (NASA’s Exoplanet Science Institute) no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. "Para além de potencialmente fornecerem uma atmosfera, estes processos podem agitar materiais que de outra forma se afundariam e ficariam presos na crosta, incluindo aqueles que pensamos serem importantes para a vida, como o carbono".
As observações do sistema pelo Spitzer foram das últimas que o satélite recolheu antes de ser desativado em janeiro de 2020.
"É incrível ler sobre a continuação das descobertas e publicações anos após o fim da missão do Spitzer", disse Joseph Hunt, gestor do projeto Spitzer no JPL da NASA no sul da Califórnia. "Isto mostra realmente o sucesso dos nossos engenheiros e cientistas. Juntos, construíram não só uma nave espacial, mas também um conjunto de dados que continua a ser uma mais-valia para a comunidade astrofísica".
Webb descobre água, e um novo mistério, num raro cometa da cintura principal
O Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA permitiu mais um avanço científico há muito procurado, desta vez para os cientistas do Sistema Solar que estudam as origens da água que tornou possível a vida na Terra. Utilizando o instrumento NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph) do Webb, os astrónomos confirmaram, pela primeira vez, a existência de gás - especificamente vapor de água - em torno de um cometa na cintura principal de asteroides, provando que a água do Sistema Solar primordial pode ser preservada sob a forma de gelo nessa região. No entanto, a deteção bem-sucedida de água vem acompanhada de um novo quebra-cabeças: ao contrário de outros cometas, o cometa 238P/Read não tinha dióxido de carbono detetável.
Impressão de artista do Cometa 238P/Read - ilustrando que o vapor de água está a ser libertado para o espaço, quando aquecido pelo calor do Sol.
Crédito: NASA, ESA
"O nosso mundo, cheio de água, repleto de vida e único no Universo, tanto quanto sabemos, é um mistério - não sabemos ao certo como é que toda esta água chegou aqui", disse Stefanie Milam, cientista adjunta do projeto Webb para a Ciência Planetária e coautora do estudo que relata a descoberta. "Compreender a história da distribuição da água no Sistema Solar ajudar-nos-á a compreender outros sistemas planetários e se podem estar a caminho de albergar um planeta semelhante à Terra", acrescentou.
O Cometa Read é um cometa da cintura principal - um objeto que reside na cintura principal de asteroides, mas que periodicamente exibe um halo, ou cabeleira, e uma cauda como um cometa. Os cometas da cintura principal são uma classificação relativamente recente, e o cometa Read foi um dos três cometas originais utilizados para estabelecer a categoria. Antes disso, considerava-se que os cometas tinham origem na Cintura de Kuiper e na Nuvem de Oort, para lá da órbita de Neptuno, onde os seus gelos podiam ser preservados mais longe do Sol. O material congelado que se vaporiza à medida que se aproxima do Sol é o que dá aos cometas a sua cabeleira característica e a sua cauda, diferenciando-os dos asteroides. Os cientistas há muito que especulam que a água gelada pode ser preservada na mais quente cintura de asteroides, dentro da órbita de Júpiter, mas a evidência definitiva permanecia elusiva - até agora.
Imagem do Cometa 238P/Read, capturada pelo NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb da NASA/ESA/CSA no dia 8 de setembro de 2022. Mostra a cabeleira e a cauda, características de cometas, em oposição aos asteroides. A cabeleira e a cauda resultam da vaporização de gelos à medida que o Sol aquece o corpo principal do cometa.
Crédito: NASA, ESA, CSA, M. Kelley (Universidade de Maryland), H. Hsieh (PSI), A. Pagan (STScI)
"No passado, vimos objetos na cintura principal com todas as características de cometas, mas só com estes dados espectrais precisos do Webb é que podemos dizer que sim, que é definitivamente água gelada que está a criar este efeito", explicou o astrónomo Michael Kelley da Universidade de Maryland, autor principal do estudo.
"Com as observações do Cometa Read pelo Webb, podemos agora demonstrar que a água gelada dos primórdios do Sistema Solar pode ser preservada na cintura de asteroides", disse Kelley.
A ausência de dióxido de carbono foi uma surpresa maior. Normalmente, o dióxido de carbono constitui cerca de 10% do material volátil de um cometa, que pode ser facilmente vaporizado pelo calor do Sol. A equipa científica apresenta duas explicações possíveis para a falta de dióxido de carbono. Uma possibilidade é que o Cometa Read tinha dióxido de carbono quando se formou, mas perdeu-o devido às temperaturas quentes.
"Estar na cintura de asteroides durante muito tempo pode ser a causa - o dióxido de carbono evapora-se mais facilmente do que a água gelada e pode vazar para o espaço ao longo de milhares de milhões de anos", disse Kelley. Em alternativa, disse, o Cometa Read pode ter sido formado numa zona particularmente quente do Sistema Solar, onde não havia dióxido de carbono disponível.
Esta apresentação gráfica de dados espectrais destaca uma semelhança e uma diferença fundamentais entre as observações do Cometa 238P/Read pelo instrumento NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph) do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA em 2022 e as observações do cometa 103P/Hartley 2 pela missão Deep Impact da NASA em 2010. Ambas mostram um pico distinto na região do espectro associada à água. Encontrar isto no Cometa Read foi um feito significativo para o Webb, uma vez que pertence a uma classe de cometas diferente da dos cometas da família de Júpiter, como o Hartley 2, e marca a primeira vez que um gás foi confirmado num cometa da cintura principal. No entanto, o Cometa Read não mostrou o característico e esperado sinal que indica a presença de dióxido de carbono.
Crédito: NASA, ESA, CSA e J. Olmsted (STScI)
O próximo passo é levar a investigação para além do Cometa Read, para ver como se compara com outros cometas da cintura principal, diz a astrónoma Heidi Hammel da AURA (Association of Universities for Research in Astronomy), responsável pelo programa GTO (Guaranteed Time Observations) do Webb para objetos do Sistema Solar e coautora do estudo. "Estes objetos da cintura de asteroides são pequenos e ténues, e com o Webb podemos finalmente ver o que se passa com eles e tirar algumas conclusões. Será que outros cometas da cintura principal também não têm dióxido de carbono? Seja como for, será emocionante descobrir", disse Hammel.
A coautora Milam imagina as possibilidades de trazer a investigação ainda para mais perto de casa. "Agora que o Webb confirmou que existe água preservada tão perto como na cintura de asteroides, seria fascinante dar seguimento a esta descoberta com uma missão de recolha de amostras e saber o que mais os cometas da cintura principal nos podem dizer".
Saturno recebeu, nos últimos dias, particular atenção por parte da comunidade astronómica devido a dois achados importantes: os astrónomos forneceram as evidências mais fortes, até agora, de que os seus anéis são incrivelmente jovens e anunciaram também a descoberta de 62 novas luas, catapultando-o novamente para o primeiro lugar no "top" de planeta com mais luas.
Os anéis de Saturno, parcialmente à sombra, vistos pela sonda Cassini da NASA.
Crédito: NASA/JPL/SSI
A idade dos anéis de Saturno
De acordo com um estudo liderado pelo físico Sascha Kempf da Universidade da Califórnia em Boulder, EUA, os anéis de Saturno são muito mais jovens do que se pensava. A investigação, publicada na revista Science Advances, sugere que os anéis de Saturno não têm mais de 400 milhões de anos, o que os torna significativamente mais jovens do que o próprio planeta, que tem cerca de 4,5 mil milhões de anos.
Para determinar a idade dos anéis, os investigadores concentraram-se no estudo da acumulação de poeira nos anéis de Saturno. Descobriram que os grãos de poeira vindos de fora da vizinhança do planeta depositam-se no gelo que compõe os anéis ao longo do tempo. Ao analisar partículas de poeira recolhidas pela sonda Cassini da NASA entre 2004 e 2017, a equipa estimou que os anéis têm vindo a acumular poeira há apenas algumas centenas de milhões de anos.
Os anéis de Saturno cativam os cientistas há séculos. O astrónomo italiano Galileu Galilei observou-os pela primeira vez em 1610 e, no século XIX, o cientista James Clerk Maxwell concluiu que os anéis não eram sólidos, mas compostos por inúmeras peças individuais. Atualmente, sabemos que Saturno tem sete anéis compostos por muitos pedaços de gelo, cuja massa totaliza cerca de metade da massa da lua Mimas e que se estendem até cerca de 280.000 quilómetros da superfície do planeta.
Durante muito tempo, os cientistas assumiram que os anéis se tinham formado ao mesmo tempo que Saturno, mas esta ideia apresentou desafios porque os anéis são notavelmente "limpos", consistindo em cerca de 98% de água gelada pura por volume. A "limpeza" dos anéis parecia improvável dada a sua suposta idade. A sonda Cassini proporcionou uma oportunidade para determinar definitivamente a idade dos anéis. O seu instrumento CDA (Cosmic Dust Analyzer) recolheu pequenas partículas à medida que estas pela nave passavam e, com base no ritmo de acumulação de poeira interplanetária, os investigadores estimaram a jovem idade dos anéis.
Curiosamente, tem-se sugerido que os anéis de Saturno podem estar a desaparecer lentamente, com o gelo a "chover" sobre a superfície do planeta e, potencialmente, a desaparecer completamente daqui a 100 milhões de anos. O facto de sermos capazes de observar estas características efémeras agora, enquanto Galileu e a sonda Cassini foram capazes de as testemunhar, levanta questões sobre a sua origem. Alguns cientistas propõem que os anéis de Saturno podem ter sido formados quando a gravidade do planeta destruiu uma das suas luas.
Saturno recupera a "coroa das luas"
Uma equipa de astrónomos descobriu 62 novas luas em órbita de Saturno, catapultando Saturno para a liderança do número de luas conhecidas entre os planetas gigantes do nosso Sistema Solar. A equipa utilizou uma técnica chamada "shift and stack" para detetar luas saturnianas mais ténues e mais pequenas, combinando imagens sequenciais para melhorar o sinal de possíveis luas. As observações foram efetuadas com o CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope) entre 2019 e 2021. As luas, com tamanhos que vão até um mínimo de 2,5 quilómetros em diâmetro, foram confirmadas através do rastreamento das suas órbitas ao longo de vários anos.
As órbitas de quatro das novas luas em torno de Saturno (ponto preto no centro) durante de 2019 a 2021. Os pontos coloridos assinalam a posição observada para cada lua; as curvas tracejadas mostram a órbita que liga os pontos.
Crédito: Ashton et al., Universidade da Colúmbia Britânica
Todas as luas recém-descobertas pertencem à classe das luas irregulares, que têm órbitas grandes, elípticas e inclinadas em comparação com as luas regulares. Isto eleva o número total de luas irregulares conhecidas à volta de Saturno para 121, mais do dobro da anterior contagem de 58. Combinando este número com as 24 luas regulares, Saturno tem agora um total de 145 luas reconhecidas oficialmente, ultrapassando as 95 luas de Júpiter reconhecidas pela UAI (União Astronómica Internacional) e tornando-se assim o primeiro planeta com mais de 100 luas descobertas.
As luas irregulares estão categorizadas em três grupos: o grupo Inuit, o grupo Gaulês e o grupo Nórdico. As luas recentemente encontradas estão distribuídas por estes grupos, sendo o grupo Nórdico o mais povoado. Pensa-se que estes grupos se formaram a partir de colisões entre as luas capturadas no passado. Os estudos anteriores da equipa científica sugerem que a abundância de pequenas luas em órbitas retrógradas no grupo Nórdico é o resultado de uma perturbação relativamente recente de uma lua irregular de tamanho moderado, que se partiu em fragmentos nos últimos 100 milhões de anos.
A descoberta destas novas luas fornece informações valiosas sobre a história das colisões e sobre a distribuição orbital das luas irregulares de Saturno. O rastreio meticuloso e a identificação destas luas têm sido tarefas difíceis, exigindo que a equipa ligue vários aparecimentos das luas, nos seus dados, para estabelecer órbitas viáveis.
Astrónomos observam a primeira cintura de radiação vista para lá do nosso Sistema Solar (via UC Santa Cruz)
Os astrónomos descreveram a primeira cintura de radiação observada fora do nosso Sistema Solar, utilizando um conjunto coordenado de 39 antenas de rádio desde o Hawaii à Alemanha para obter imagens de alta resolução. As imagens de emissões de rádio persistentes e intensas de uma anã ultra-fria revelam a presença de uma nuvem de eletrões altamente energéticos presos no poderoso campo magnético do objecto, formando uma estrutura de dois lóbulos análoga às imagens de rádio das cinturas de radiação de Júpiter. Ler fonte
Choques de maré podem iluminar os remanescentes de uma estrela sendo dilacerada por um buraco negro (via Universidade de Turku)
Um novo estudo lança luz sobre as explosões brilhantes de radiação que são criadas quando uma estrela é destruída por um buraco negro supermassivo. As explosões não se formam necessariamente na vizinhança próxima do buraco negro, mas são criadas por choques de maré que ocorrem quando o gás da estrela destruída se atinge a si próprio enquanto orbita o buraco negro. Ler fonte
Galáxias próximas ajudam os astrónomos a compreender as galáxias distantes (via Instituto Niels Bohr)
Para compreender melhor as observações das galáxias mais distantes, uma equipa internacional de astrónomos construiu uma amostra de galáxias locais que podem ser estudadas com muito mais pormenor. Num estudo recentemente publicado, mostram como a quantidade de luz que escapa de uma galáxia está ligada às suas propriedades físicas. O resultado tem implicações na forma como interpretamos as observações de galáxias no Universo primitivo. Ler fonte
Álbum de fotografias Nebulosa Anelar de WR 134
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Craig Stocks
Feito com filtros de banda estreita, este instantâneo cósmico cobre um campo de visão do tamanho da Lua Cheia dentro dos limites da constelação de Cisne. Destaca a orla brilhante de uma nebulosa em forma de anel, rastreada pelo brilho do enxofre ionizado, hidrogénio e oxigénio. Embebidos nas nuvens interestelares de gás e poeira da região, os arcos complexos e brilhantes são secções de bolhas ou conchas de material varrido pelo vento da estrela Wolf-Rayet WR 134, a estrela mais brilhante perto do centro da imagem. As estimativas de distância colocam WR 134 a cerca de 6000 anos-luz de distância, fazendo com que a imagem abranja mais 50 anos-luz de diâmetro. Desprendendo-se dos seus invólucros exteriores em poderosos ventos estelares, as estrelas Wolf-Rayet massivas queimaram o seu combustível nuclear a um ritmo prodigioso e terminam esta fase final da evolução de estrelas massivas numa espetacular explosão de supernova. Os ventos estelares e as supernovas finais enriquecem o material interestelar com elementos pesados que serão incorporados nas futuras gerações de estrelas.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.