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Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #2090  
  19/03 a 21/03/2024  
     
 
NOITES ASTRONÓMICAS EM FARO - OBSERVAÇÃO DA LUA
Data: 22 de março de 2024
Hora: 19:00-21:00
Em conjunto com o Centro Ciência Viva Tavira iremos realizar esta sessão de observação astronómica pelas 19:00, na Marina de Faro, junto ao Jardim Manuel Bivar.
A sessão é gratuita. Participe!
Local: Marina de Faro, junto ao Jardim Manuel Bívar
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt
 
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 19/03: 79.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1915, Plutão era fotografado pela primeira vez. No entanto, não foi identificado como planeta.

Em 2008, GRB 080319B, uma explosão cósmica que se torna no objeto mais distante visível [brevemente] a olho nu.
HOJE, NO COSMOS:
Esta é a altura do ano em que Orionte começa a inclinar-se a sudoeste após o cair da noite, ficando a sua Cintura mais ou menos horizontal. Mas quando é que a Cintura de Orionte fica mesmo horizontal? Isso depende de quão para este-oeste o observador está no seu fuso horário, e da latitude.

 

DIA 20/03: 80.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1916, era publicada a Teoria da Relatividade Geral na sequência das lectures apresentadas à Academia Prussiana de Ciências a 25 de novembro de 1915.
Em 1964 era criada a ESRO (European Space Research Organization) percursora da ESA (Agência Espacial Europeia).

Em 2015, um eclipse solar, o equinócio e uma super-Lua ocorrem no mesmo dia.
HOJE, NO COSMOS:
Equinócio vernal. A primavera começa pelas 03:06 (outono no hemisfério sul).
A Lua brilha alta a sudeste após o anoitecer. Forma a ponta de um longo triângulo isósceles com Régulo e com a mais ténue Algieba.

 

DIA 21/03: 81.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1768, nascia Jean-Baptiste Joseph Fourier, matemático e físico francês, conhecido por ter iniciado a investigação das séries de Fourier e das suas aplicações para problemas como a transferência de calor e vibrações.

Fourier é também considerado o descobridor do efeito de estufa.
Em 1905, Albert Einstein publica a sua teoria sobre a relatividade especial.
Em 1927, nascia Halton Arp, astrónomo americano conhecido pelo seu Atlas de Galáxias Peculiares de 1966, que contém muitos exemplos de galáxias em interação e em fusão. 
Em 1965, a NASA lança a Ranger 9, a última numa série de sondas lunares não tripuladas.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua forma agora um triângulo muito mais achatado do que o de ontem, com as mesmas duas estrelas, mas ainda quase isósceles.

 
 
   
O "barítono" das gigantes vermelhas permite medir melhor as distâncias cósmicas
 
A Grande Nuvem de Magalhães.
Crédito: CTIO/NOIRLab/NSF/AURA/SMASH/D. Nidever (Universfidade do Estado de Montana); processamento de iamgem - Travis Rector (Universidade do Alaska em Anchorage), Mahdi Zamani e Davide de Martin
 

Num Universo em constante expansão, medir distâncias cósmicas é como tentar encontrar uma régua fiável num vasto tecido sempre em expansão. Uma ferramenta que os astrofísicos utilizam é a constante de Hubble (H0), que mede a rapidez com que o Universo se está a expandir e define a idade e o tamanho observável do Universo.

No entanto, existe uma discordância quanto ao valor de H0 devido a medições contraditórias derivadas de vários objetos celestes. Este debate significa que a nossa compreensão da física básica do Universo está incompleta. Os riscos são elevados e a chave para encontrar uma solução é melhorar significativamente a exatidão das medições de distância baseadas nas estrelas.

Agora, um estudo do professor Richard I. Anderson da EPFL (École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça), do antigo estagiário de investigação de verão Nolan Koblischke (atualmente na Universidade de Toronto) e de Laurent Eyer (Universidade de Genebra), refina as medições de distâncias cósmicas usando os sinais sonoros das gigantes vermelhas: "descobrimos que as oscilações acústicas das estrelas gigantes vermelhas nos dizem como medir melhor as distâncias cósmicas usando o método da ponta do ramo das gigantes vermelhas", diz Anderson.

Medindo distâncias cósmicas com gigantes vermelhas

Primeiro há que explicar alguns termos. As "gigantes vermelhas" são estrelas que estão a envelhecer. Adotam uma tonalidade avermelhada à medida que esgotam o hidrogénio nos seus núcleos e utilizam o hidrogénio exterior, o que as torna maiores e mais frias.

Nos diagramas astronómicos, esta evolução leva ao "Ramo das gigantes vermelhas", um desvio devido ao aumento do brilho da estrela. A ponta do ramo das gigantes vermelhas é um ponto crítico onde estas estrelas inflamam o hélio, invertendo a evolução do brilho.

Este ponto, marcado por menos estrelas brilhantes acima dele [no diagrama de Hertzsprung–Russell], serve como uma "vela padrão" para medições de distâncias cósmicas: ao compararem o seu brilho conhecido com o brilho observado em galáxias distantes, os astrónomos podem calcular a distância, tal como estimar a distância de uma lâmpada pela sua luminosidade.

Cantando no escuro

Os investigadores analisaram dados do projeto OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment) e da missão Gaia da ESA para examinar as gigantes vermelhas na Grande Nuvem de Magalhães, que é uma galáxia companheira próxima que orbita a Via Láctea e que serve de laboratório crucial para compreender a física das estrelas.

Numa reviravolta surpreendente, os cientistas descobriram que todas as estrelas da ponta do ramo das gigantes vermelhas variam de brilho periodicamente; as ondas sonoras viajam através das estrelas como sismos na Terra, fazendo-as oscilar. Embora estas oscilações já fossem conhecidas anteriormente, não se sabia da sua importância para as medições de distância. Mas agora, permitiram aos investigadores distinguir as estrelas por idade, fornecendo uma abordagem mais diferenciada para medir as distâncias no Universo.

Anderson explica: "As estrelas gigantes vermelhas mais jovens, perto da ponta do ramo das gigantes vermelhas, são um pouco menos brilhantes do que as suas primas mais velhas, e as oscilações acústicas que observamos como flutuações de brilho permitem-nos compreender com que tipo de estrela estamos a lidar: as estrelas mais velhas oscilam a uma frequência mais baixa - tal como um barítono canta com uma voz mais grave do que um tenor!"

Esta distinção é crucial para garantir medições de distâncias altamente exatas necessárias para a cosmologia e para obter o melhor mapa do Universo local, uma vez que as estrelas gigantes vermelhas existem em praticamente todas as galáxias.

O estudo também identifica várias melhorias no método da ponta do ramo das gigantes vermelhas, essenciais para compreender os recentes debates sobre a tensão de Hubble. "Agora que podemos distinguir as idades das gigantes vermelhas que compõem a ponta do ramo das gigantes vermelhas, podemos melhorar ainda mais a medição da constante de Hubble com base nisso", diz Anderson. "Tais melhorias irão testar ainda mais a tensão de Hubble e podem levar a novos conhecimentos inovadores sobre os processos físicos básicos que decidem como o Universo evolui."

// EPFL (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Universo:
A expansão acelerada do Universo (Wikipedia)
Universo (Wikipedia)
Lei de Hubble (Wikipedia)
Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)
Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)
Indicadores de distâncias cósmicas (Wikipedia)
"Escada" de distâncias cósmicas (Wikipedia)

Gigantes vermelhas:
Wikipedia

Evolução estelar:
Wikipedia

Diagrama de Hertzsprung–Russell:
Wikipedia

Ramo das gigantes vermelhas:
Wikipedia
Ponta do ramo das gigantes vermelhas (Wikipedia)

Asterossismologia:
Wikipedia 
asteroseismology.org

Grande Nuvem de Magalhães:
Wikipedia
SEDS.org

Gaia:
ESA
ESA - 2
Gaia/ESA
Programa Alertas de Ciência Fotométrica do Gaia
Catálogo DR3 do Gaia
Wikipedia

OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment):
Página oficial
Wikipedia

 
   
Estudo revela que ainda pode existir gelo antigo em objectos espaciais distantes
 
Imagem do objeto da Cintura de Kuiper, Arrokoth, obtida pela sonda New Horizons no dia 1 de janeiro de 2019, minutos antes da maior aproximação. A sonda estava a 6628 km de Arrokoth e a 6,6 mil milhões de quilómetros da Terra.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI, NOIRLab
 

Um artigo recentemente aceite pela revista Icarus apresenta descobertas sobre o objeto da Cintura de Kuiper (486958) Arrokoth, lançando uma nova luz sobre a preservação de substâncias voláteis como o monóxido de carbono (CO) em corpos celestes tão distantes. Com a coautoria do Dr. Samuel Birch da Universidade de Brown e do Dr. Orkan Umurhan do Instituto SETI, o artigo científico usa Arrokoth como um estudo de caso para propor que muitos KBOs (sigla inglesa para "Kuiper Belt Objects", objetos da Cintura de Kuiper) - remanescentes da aurora do nosso Sistema Solar - podem ainda reter os seus gelos voláteis originais, desafiando as noções anteriores sobre o percurso evolutivo destas entidades antigas.

Os anteriores modelos da evolução dos KBOs necessitaram de ajuda para prever o destino dos voláteis nestes objetos frios e distantes. Muitos basearam-se em simulações complicadas ou em pressupostos errados, subestimando a duração destas substâncias. A nova investigação fornece uma abordagem mais simples, mas eficaz, comparando o processo à forma como o gás escapa através de rochas porosas. Sugere que KBOs como Arrokoth podem manter os seus gelos voláteis durante milhares de milhões de anos, formando uma espécie de atmosfera subsuperficial que retarda a perda de gelo.

 
O modelo mostra uma pilha de escombros porosa, composta por uma mistura de CO e água gelada. A camada superior, representada a castanho, sofre um processamento térmico em apenas uma órbita, resultando na perda de CO (tanto gelo como gás) nesta camada. Abaixo da frente de sublimação rb, representada a azul escuro, o volume original de monóxido de carbono gelado permanece intacto. Ao longo do tempo, à medida que a frente de sublimação progride para baixo (imagem à direita), o CO gelado incorporado na matriz amorfa de água gelada começa a sublimar. O gás produzido, indicado a azul claro, preenche então os poros e move-se para cima, afastando-se da frente de sublimação.
Crédito: Birch e Umurhan, 2024
 

"Quero sublinhar que o mais importante é que corrigimos um erro profundo no modelo físico que os cientistas haviam assumido durante décadas para estes objetos muito frios e antigos", disse Umurhan. "Este estudo pode ser o motor inicial para reavaliar a teoria da evolução e atividade do interior dos cometas."

Este estudo desafia as previsões existentes e abre novos caminhos para a compreensão da natureza dos cometas e das suas origens. A presença destes gelos voláteis nos KBOs apoia uma fascinante narrativa destes objetos como "bombas de gelo", que se ativam e exibem um comportamento cometário ao alterarem a sua órbita para mais perto do Sol. Esta hipótese poderia ajudar a explicar fenómenos como a intensa atividade do cometa 29P/Schwassmann-Wachmann, potencialmente alterando a compreensão dos cometas.

Como coinvestigadores na proposta da missão CAESAR (Comet Astrobiology Exploration Sample Return), os investigadores estão a adotar uma nova abordagem para compreender a evolução e a atividade dos corpos cometários. Este estudo tem implicações para futuras explorações e recorda os mistérios persistentes do nosso Sistema Solar, à espera de serem desvendados.

// Instituto SETI (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Icarus)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Arrokoth (2014 MU69; Ultima Thule):
NASA
NASA - 2
JHUAPL
Wikipedia

Cintura de Kuiper:
Centro de Planetas Menores da UAI
NASA
Wikipedia

Missão CAESAR (Comet Astrobiology Exploration Sample Return):
Wikipedia

 
   
Um novo modelo teórico sugere que o nosso Universo não tem matéria escura
 
Imagem, gerada por IA (inteligência artificial), de várias galáxias e planetas remontando ao Universo primitivo.
Crédito: NightCafeStudio
 

O modelo teórico atual para a composição do Universo diz que este é feito de "matéria normal", "energia escura" e "matéria escura". Um novo estudo da Universidade de Otava põe em causa este modelo. Publicado na passada sexta-feira, dia 15 de março, mostra que, de facto, não há lugar para a matéria escura.

Em cosmologia, o termo "matéria escura" descreve tudo o que parece não interagir com a luz ou com o campo eletromagnético, ou que só pode ser explicado através da força gravitacional. Não a podemos ver, nem sabemos de que é feita, mas ajuda-nos a compreender como as galáxias, os planetas e as estrelas se comportam.

Rajendra Gupta, professor de física na Faculdade de Ciências da Universidade de Otava, utilizou uma combinação das teorias das constantes de acoplamento covariantes e da "luz cansada" (o chamado modelo CCC+TL) para chegar a esta conclusão. Este modelo combina duas ideias - sobre a forma como as forças da natureza diminuem ao longo do tempo cósmico e sobre o facto de a luz perder energia quando viaja uma longa distância. Foi testado e demonstrou estar de acordo com várias observações, nomeadamente sobre a forma como as galáxias estão espalhadas e como a luz do Universo primitivo evoluiu.

Esta descoberta teórica desafia a compreensão dominante do Universo, que sugere que cerca de 27% do mesmo é composto por matéria escura e menos de 5% por matéria comum, sendo o restante energia escura.

Desafiando a necessidade de matéria escura no Universo

"As descobertas deste estudo confirmam que o nosso trabalho anterior (um artigo científico denominado "JWST early Universe observations and ΛCDM cosmology") sobre a idade do Universo ser de 26,7 mil milhões de anos permitiu-nos descobrir que o Universo não precisa de matéria escura para existir", explica Gupta. "Na cosmologia padrão, diz-se que a expansão acelerada do Universo é causada pela energia escura, mas na realidade deve-se ao enfraquecimento das forças da natureza à medida que se expande, e não à energia escura".

Os "desvios para o vermelho" referem-se a quando a luz é desviada para a parte vermelha do espetro. O investigador analisou dados de artigos científicos recentes acerca da distribuição de galáxias a baixos desvios para o vermelho e do tamanho angular do "horizonte sonoro" na literatura a altos desvios para o vermelho.

"Há vários trabalhos que questionam a existência da matéria escura, mas o meu é o primeiro, que eu saiba, que elimina a sua existência cosmológica ao mesmo tempo que é consistente com as observações cosmológicas fundamentais que tivemos tempo de confirmar", diz Gupta.

Ao pôr em causa a necessidade de matéria escura no Universo e ao fornecer evidências para um novo modelo cosmológico, este estudo abre novas vias para a exploração das propriedades fundamentais do Universo.

O artigo científico, "Testing CCC+TL Cosmology with Observed Baryon Acoustic Oscillation Features", foi publicado na revista científica The Astrophysical Journal.

// Universidade de Otava (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Anterior artigo científico por Rajendra Gupta (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)

 


Quer saber mais?

Universo:
Wikipedia
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Universo (Wikipedia)
Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)

Matéria escura:
Wikipedia

Energia escura:
Wikipedia

Matéria normal:
Wikipedia

Constantes de acoplamento covariantes:
Artigo científico por Rajendra Gupta (arXiv.org)

Luz cansada:
Wikipedia

Desvio para o vermelho:
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  Lançado o maior mapa de sempre dos buracos negros supermassivos ativos do Universo (via Fundação Simons)
Os astrónomos cartografaram o maior volume de sempre do Universo com um novo mapa de buracos negros supermassivos ativos que vivem nos centros das galáxias. Designados por quasares, os buracos negros que comem gás são, ironicamente, alguns dos objetos mais brilhantes do Universo. O novo mapa regista a localização de cerca de 1,3 milhões de quasares no espaço e no tempo, o mais distante dos quais brilhava quando o Universo tinha apenas 1,5 mil milhões de anos (para comparação, o Universo tem agora 13,8 mil milhões de anos). Ler fonte
 
   

Álbum de fotografias
NGC 7714: Surto de Formação Estelar Após Colisão Galáctica

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAArquivo do Legado do Hubble; Processamento e Direitos de Autor: Rudy Pohl
 
Será que esta galáxia está a saltar através de um anel gigante de estrelas? Provavelmente não. Embora a dinâmica precisa por trás da imagem em destaque ainda não seja clara, o que está claro é que a galáxia retratada, NGC 7714, foi esticada e distorcida por uma colisão recente com uma galáxia vizinha. Pensa-se que este objeto mais pequeno, NGC 7715, situado para a esquerda da imagem, tenha desbravado caminho diretamente através de NGC 7714. As observações indicam que o anel dourado é composto por milhões de estrelas parecidas com o Sol, mas mais antigas, que provavelmente estão a mover-se com as estrelas mais azuis do anterior. Em contraste, o centro brilhante de NGC 7714 parece estar a passar por um surto de nova formação estelar. A imagem foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble. NGC 7714 está localizada a cerca de 130 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Peixes. As interações entre estas duas galáxias começaram provavelmente há aproximadamente 150 milhões de anos e deverão continuar por mais algumas centenas de milhões de anos. Após todo esse tempo, deverá resultar uma única galáxia central.
 
   
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