NOITES ASTRONÓMICAS EM TAVIRA -
OBSERVAÇÃO DA LUA Data: 15 de maio de 2024 Hora: 19:30-21:30
No dia 15 de maio, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve iremos realizar mais uma Sessão de Observação da Lua na Ponte Romana em Tavira pelas 19:30.
A sessão é gratuita. Participe! Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12654, -7.650038
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 281 326 231
924 452 528
geral@cvtavira.pt
EFEMÉRIDES
DIA 14/05: 135.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1674, nascia Peder Horrebow, astrónomo holandês que inventou um método de determinar a latitude de um local a partir das estrelas, agora conhecido como Método Horrebow-Talcott.
Em 1861, um meteorito condrito de 859 gramas atinge a Terra perto de Barcelona e é apelidado de meteorito Canellas.
Em 1973, lançamento da primeira estação espacial americana, a Skylab.
É a última descolagem do foguetão Saturno V.
Em 2010, lançamento da missão STS-132 do vaivém espacial Atlantis, com o objetivo de fornecer o primeiro módulo russo da ISS via vaivém - o Rassvet. HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha para a direita de Régulo. Note que o terminador ainda não está perfeitamente direito. Ainda faltam algumas horas para o Quarto Crescente.
DIA 15/05: 136.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1618, Johannes Kepler confirma a sua descoberta, previamente rejeitada, da terceira lei do movimento planetário (descobriu-a primeiro a 8 de março mas rejeitou a ideia após ter feito alguns cálculos iniciais).
Em 1836, Francis Baily, um explorador e corretor de bolsa Britânico virado para a Astronomia aos 50 anos, observa na Escócia um eclipse total do Sol, no qual explica o fenómeno que ocorre no princípio e no fim da totalidade, agora conhecido como Contas de Baily. Baily ajudou a fundar a Real Sociedade de Astronomia em Londres, reviu catálogos estelares e estudou meteorologia. Morreu a 30 de agosto de 1844.
Em 1857, nascia Williamina Fleming, astrónoma escocesa que ajudou a desenvolver uma designação comum para as estrelas e catalogou milhares de estrelas e outros fenómenos astronómicos.
É especialmente famosa pela sua descoberta da Nebulosa Cabeça de Cavalo em 1888.
Em 1859, nascia Pierre Curie, físico francês, pioneiro na cristalografia, magnetismo, piezoelectricidade e radioatividade. Em 1903, recebeu o Prémio Nobel da Física, juntamente com a sua mulher (Marie Curie) e Henri Becquerel.
Em 1958, lançamento do Sputnik 3.
Em 1960, a União Soviética lança o Sputnik 4.
Em 1963, lançamento da última missão do programa Mercury, o Mercury-Atlas 9 com o astronauta L. Gordon Cooper a bordo. Torna-se no primeiro americano a ficar mais de um dia no espaço.
Em 1997, o vaivém espacial Atlantis é lançado na missão STS-84 para atracar com a estação espacial russa, Mir. HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Crescente, pelas 12:48.
Esta noite, a Lua brilha mais perto de Régulo em comparação com a noite de ontem.
DIA 16/05: 137.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1925, nascia Nancy Roman, astrónoma americana. Ao longo da sua carreira, foi oradora pública, educadora e defensora das mulheres nas ciências. É tida como a "mãe" do Telescópio Hubble.
Em 1969, a sonda soviética, Venera 5, aterra em Vénus.
Em 1992, o vaivém espacial Endeavour aterra em segurança após o seu voo inaugural.
Em 1997, a STS-84 atraca com a MIR para a sexta missão STS-MIR.
É o 122.º dia de Jerry Linenger como membro da tripulação da MIR.
No mesmo ano, imagens de todo o mundo do Cometa Halle-Bopp são colocadas online.
Em 2011, a STS-134 (sequência ULF6 da construção da ISS) é lançada a partir do Centro Espacial Kennedy, o 25.º e último voo do vaivém Endeavour. HOJE, NO COSMOS:
Qual é o objecto mais antigo que alguma vez viu? Para qualquer pessoa do mundo, é pelo menos o Sol e os outros objetos do Sistema Solar, com 4,6 mil milhões de anos. Tudo o que se encontra à superfície da Terra, ou perto dela, é muito mais jovem.
Segue-se Arcturo, que a maioria das pessoas já viu, quer saiba qual é ou não, uma vez que é uma das estrelas mais brilhantes do céu. É uma gigante laranja de População II, com cerca de 7 mil milhões de anos, que está a passar pela nossa região da Via Láctea. Ela está atualmente muito alta a sudeste ou sul nestas noites.
Os astrónomos amadores têm os enxames globulares. A maioria é ainda mais antiga, pelo menos em parte. O conhecido M4, em Escorpião, foi datado em 12,7 ±0,7 mil milhões de anos por meio de anãs brancas no seu interior.
Mas e as estrelas individuais que podemos observar? A atribuição de datas a estrelas individuais que existem desde os primeiros tempos após o Big Bang ainda é incerta; os astrónomos têm de trabalhar a partir da quase ausência de elementos pesados nos seus espectros. Mas uma estrela de 6.ª magnitude em Boieiro, HD 122563, e uma estrela de 7.ª magnitude em Balança, HD 140283, ambas ao alcance de uns binóculos, esperam por si nestas noites de maio e também do mês de junho. Datam provavelmente de há cerca de 12,5 mil milhões e pelo menos 13 mil milhões de anos, respetivamente. Estas serão provavelmente as coisas mais antigas que alguma vez viu ou verá. O próprio Big Bang ocorreu há 13,8 mil milhões de anos.
Astrónomos reabrem o mistério de um planeta que não deveria existir
Ilustração de um exoplaneta a ser engolido pela sua estrela hospedeira. O planeta 8 Ursae Minoris b escapou, de alguma forma, a este destino.
Crédito: Observatório Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/M. Garlick/M. Zamani
Uma nova investigação poderá ter reavivado o mistério de 8 Ursae Minoris b, um exoplaneta aparentemente condenado que não deveria existir.
O planeta que não deveria existir: 8 UMi b
Quando foi descoberto pela primeira vez, o exoplaneta 8 Ursae Minoris b (8 UMi b; também chamado Halla) intrigou os astrónomos. O planeta deveria ter sido engolido pela sua estrela hospedeira quando esta se transformou numa gigante vermelha, mas não havia dúvidas de que o planeta estava lá, puxando resolutamente pela sua estrela quando completava cada órbita de 93 dias.
Anteriormente, os investigadores explicaram esta impossibilidade sugerindo que 8 UMi foi em tempos uma estrela de massa inferior com uma companheira estelar próxima. Quando 8 UMi começou a sua expansão para uma gigante vermelha, engoliu a sua companheira. O subsequente abalo no interior de 8 UMi alterou o seu percurso evolutivo e parou a sua expansão, salvando 8 UMi b de um destino ardente.
A chave para testar esta hipótese é determinar a idade de 8 UMi: se a estrela for velha - com cerca de 9 mil milhões de anos - então o cenário de fusão binária é viável. Se a estrela for jovem, isso tornaria a fusão bastante improvável - e o mistério de 8 UMi b continuará a viver.
A posição de 8 UMi nas isócronas teóricas de várias idades. Esta análise produziu uma idade de 1,9 mil milhões de anos para esta estrela.
Crédito: adaptado de Chen et al., 2024
Estimativa da idade
Uma equipa de detetives estelares liderada por Huiling Chen (Universidade de Pequim) decidiu determinar a idade de 8 UMi. A equipa utilizou informação da posição e dados de fotometria da nave espacial Gaia, bem como um espetro de alta resolução da estrela obtido por um telescópio de 1,93 metros do Observatório de Haute-Provence, na França. Estas medições permitiram à equipa determinar a temperatura da estrela, a gravidade da superfície e a composição química.
Usando estes dados, a equipa de Chen estimou a idade de 8 UMi com três métodos diferentes: isócronas estelares (relações teóricas entre brilho e temperatura para estrelas com massas diferentes, mas com a mesma idade), cinemática e abundâncias químicas. Os três métodos produziram estimativas de idade na ordem dos 1,9-3,5 mil milhões de anos - muito mais jovem do que os quase 9 mil milhões de anos estimados para o cenário de fusão binária.
Estimativas de idade a partir de dois métodos de abundância química. Estes dois métodos produziram estimativas de idade de 3,3 e 3,5 mil milhões de anos.
Crédito:
Chen et al., 2024
Novamente um mistério
A idade recentemente calculada para 8 UMi tornaria extremamente improvável que uma fusão com uma companheira binária fosse responsável por salvar 8 UMi b de ser engolido. Como é que, então, este planeta existe?
Embora Chen e os seus colaboradores sublinhem que é necessário mais trabalho para resolver o mistério de uma vez por todas, uma das propriedades estelares recentemente obtidas pode fornecer uma explicação: a equipa de Chen estimou a massa de 8 UMi em 1,7 massas solares, o que é cerca de 13% maior do que as estimativas anteriores. Esta massa maior poderia significar que 8 UMi é ligeiramente mais compacta do que o esperado, e significaria que o período orbital de 8 UMi b corresponde a uma distância orbital ligeiramente maior - apenas suficientemente grande, talvez, para o planeta conseguir sobreviver na orla da sua estrela.
Imagens ajudam a explicar os hábitos alimentares de um enorme buraco negro
Esta imagem da galáxia de Andrómeda utiliza dados do aposentado Telescópio Espacial Spitzer da NASA em vários comprimentos de onda, revelando estrelas, poeira e áreas de formação estelar.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
Em imagens do já reformado Telescópio Espacial Spitzer da NASA, fluxos de poeira com milhares de anos-luz de comprimento fluem em direção ao buraco negro supermassivo no coração da galáxia de Andrómeda, ou Messier 31 (M31). Estes fluxos podem ajudar a explicar como é que buracos negros com milhares de milhões de vezes a massa do nosso Sol saciam o seu grande apetite, mas continuam a ser comedores "silenciosos".
Quando os buracos negros supermassivos devoram o gás e a poeira, o material aquece mesmo antes de cair, criando espetáculos incríveis de luz - por vezes mais brilhantes do que uma galáxia inteira. Quando o material é consumido em aglomerados de diferentes tamanhos, o brilho do buraco negro flutua.
Mas os buracos negros no centro da Via Láctea e de Andrómeda (uma das nossas vizinhas galácticas mais próximas) estão entre os mais silenciosos do Universo. A pouca luz que emitem não varia significativamente em brilho, sugerindo que estão a consumir um fluxo pequeno mas constante de comida, em vez de grandes bocados. Os fluxos aproximam-se do buraco negro pouco a pouco, e em espiral, parecido à forma como a água escorre por um ralo.
Nesta imagem da galáxia de Andrómeda, também obtida pelo aposentado Telescópio Espacial Spitzer, apenas a poeira é visível, facilitando a observação da estrutura subjacente da galáxia.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
À procura da fonte de alimento de Andrómeda
Um estudo publicado há alguns meses pegou na hipótese de que um buraco negro supermassivo silencioso se alimenta de um fluxo constante de gás e aplicou-a à galáxia de Andrómeda. Utilizando modelos informáticos, os autores simularam o comportamento do gás e da poeira na proximidade do buraco negro supermassivo de Andrómeda ao longo do tempo. A simulação demonstrou que um pequeno disco de gás quente se poderia formar perto do buraco negro supermassivo e alimentá-lo continuamente. O disco poderia ser reabastecido e mantido por vários fluxos de gás e poeira.
Mas os investigadores também descobriram que esses fluxos têm de se manter dentro de um determinado tamanho e ritmo; caso contrário, a matéria cairia no buraco negro em aglomerados irregulares, provocando mais flutuações de luz.
Quando os autores compararam as suas descobertas com os dados do Spitzer e do Telescópio Espacial Hubble, encontraram espirais de poeira previamente identificadas pelo Spitzer que se enquadravam nestas restrições. A partir daí, os autores concluíram que as espirais estão a alimentar o buraco negro supermassivo de Andrómeda.
"Este é um ótimo exemplo de como os cientistas reexaminam dados de arquivo para revelar mais sobre a dinâmica das galáxias, comparando-os com as mais recentes simulações de computador", disse Almudena Prieto, astrofísica do IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias) e do Observatório Universitário de Munique, coautora do estudo. "Temos dados com 20 anos que nos dizem coisas que não reconhecemos quando os recolhemos pela primeira vez."
Esta ampliação do centro da galáxia de Andrómeda, obtida pelo Telescópio Espacial Spitzer, está anotada com linhas azuis pontilhadas para realçar o percurso de duas correntes de poeira que fluem em direção ao buraco negro supermassivo (indicado pelo ponto roxo).
Crédito: NASA/JPL-Caltech
Um olhar mais profundo sobre Andrómeda
Lançado em 2003 e operado pelo JPL da NASA, o Spitzer estudou o Universo no infravermelho, que é invisível aos olhos humanos. Diferentes comprimentos de onda revelam diferentes características de Andrómeda, incluindo fontes de luz mais quentes, como as estrelas, e fontes mais frias, como a poeira.
Ao separar estes comprimentos de onda e olhando apenas para a poeira, os astrónomos podem ver o "esqueleto" da galáxia - locais onde o gás se fundiu e arrefeceu, por vezes formando poeira, criando condições para a formação estelar. Esta visão de Andrómeda revelou algumas surpresas. Por exemplo, apesar de ser uma galáxia espiral como a Via Láctea, Andrómeda é dominada por um grande anel de poeira em vez de braços distintos à volta do seu centro. As imagens revelaram também um buraco secundário numa parte do anel, por onde passou uma galáxia anã.
A proximidade de Messier 31 à Via Láctea faz com que pareça maior do que outras galáxias vistas da Terra: vista a olho nu, Andrómeda teria cerca de seis vezes o tamanho aparente da Lua (cerca de 3 graus). Mesmo com um campo de visão mais amplo do que o do Hubble, o Spitzer teve de tirar 11.000 exposições para criar esta imagem completa de Andrómeda.
"Espremido" pelos vizinhos, um planeta brilha graças a lava derretida
Ilustração de um exoplaneta rochoso como TOI-6713.01, repleto de vulcões que expelem lava para a superfície.
Crédito: NASA, ESA, CSA, Dani Player (STScI)
O astrofísico Stephen Kane, da Universidade da Califórnia em Riverside, teve de verificar duas vezes os seus cálculos. Não tinha a certeza de que o planeta que estava a estudar pudesse ser tão extremo como parecia.
Kane nunca esperou vir a saber que um planeta deste sistema estelar longínquo está coberto por tantos vulcões ativos que, visto à distância, adquire uma ardente e brilhante tonalidade vermelha.
"Foi um daqueles momentos de descoberta em que se pensa, 'uau, é espantoso que isto possa realmente existir'", disse Kane. O artigo científico que detalha a descoberta foi publicado na revista The Astronomical Journal.
Lançado em 2018, o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA procura exoplanetas - planetas para lá do nosso Sistema Solar - que orbitam as estrelas mais brilhantes do céu, incluindo aqueles que talvez possam suportar vida.
Kane estava a estudar um sistema estelar chamado HD 104067, a cerca de 66 anos-luz de distância do nosso Sol, que já se sabia albergar um planeta gigante. O TESS tinha acabado de descobrir sinais de um novo planeta rochoso nesse sistema. Ao recolher dados sobre esse planeta rochoso, encontrou inesperadamente mais um, elevando para três o número total de planetas conhecidos no sistema.
O novo planeta descoberto pelo TESS é um planeta rochoso como a Terra, mas 30% maior. No entanto, ao contrário da Terra, tem mais em comum com Io, a lua rochosa mais interior de Júpiter e o corpo mais vulcanicamente ativo do nosso Sistema Solar.
"Este é um planeta terrestre que eu descreveria como Io com esteroides", disse Kane. "Foi forçado a uma situação em que está constantemente a explodir com vulcões. Em comprimentos de onda óticos, seria possível ver um planeta incandescente, vermelho-quente, com uma superfície de lava derretida."
Kane calculou que a temperatura da superfície do novo planeta, TOI-6713.01, seria de 2600 K, o que é mais quente do que algumas estrelas.
As forças gravitacionais são responsáveis pela atividade vulcânica tanto em Io como neste planeta. Io está muito perto de Júpiter. Kane explicou que as outras luas de Júpiter forçam Io a entrar numa órbita elíptica ou "excêntrica" à volta do planeta, que por sua vez exerce uma força gravitacional muito forte.
"Se as outras luas não existissem, Io estaria numa órbita circular à volta do planeta e a sua superfície seria tranquila. Em vez disso, a gravidade de Júpiter espreme Io de tal forma que esta está constantemente em erupção através dos vulcões", disse Kane.
Do mesmo modo, há dois planetas no sistema HD 104067 que estão mais afastados da estrela do que este novo planeta. Esses planetas exteriores estão também a forçar o planeta rochoso interior a uma órbita excêntrica em torno da estrela, que o aperta à medida que orbita e gira.
Kane compara este cenário ao do jogo de raquetebol, em que a pequena bola de borracha salta mais e aquece mais à medida que é constantemente atingida por pás. Este efeito é designado por energia das marés, um termo utilizado em referência ao efeito gravitacional de um corpo sobre outro corpo. Na Terra, as marés são maioritariamente o resultado da gravidade da Lua que 'arrasta' os nossos oceanos.
No seguimento desta descoberta, Kane e os seus colegas gostariam de medir a massa do planeta escaldante e conhecer a sua densidade. Isto dir-lhes-ia qual a quantidade de material disponível para ser expelido pelos vulcões.
Kane disse que os efeitos das marés nos planetas não têm sido historicamente um grande foco de investigação exoplanetária. Talvez isso mude com esta descoberta.
"Isto ensina-nos muito sobre os extremos da quantidade de energia que pode ser bombeada para um planeta terrestre e as consequências disso", disse Kane. "Embora saibamos que as estrelas contribuem para o calor de um planeta, a grande maioria da energia aqui é de maré e isso não pode ser ignorado".
Descoberta de biomarcadores no espaço (via Universidade de Estugarda)
Em 2018 foram descobertas moléculas orgânicas muito grandes em partículas de gelo na lua de Saturno, Encélado. Ainda não é claro se indicam a existência de vida ou se foram criadas de outra forma. Um estudo recente pode ajudar a responder a esta questão. É possível que as condições que suportam ou mantêm a vida em oceanos extraterrestres possam deixar vestígios moleculares em grãos de gelo. Ler fonte
Chandra nota que o Centro Galáctico está a "ventilar" (via Chandra/Harvard)
Utilizando o Observatório de Raios X Chandra da NASA, os astrónomos localizaram uma "conduta de exaustão" ligada a uma "chaminé" de gás quente que se afasta do centro da Galáxia, a Via Láctea. As erupções do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, chamado Sagitário A* (Sgr A*), podem ter criado esta chaminé e a conduta de exaustão. A chaminé e o respiradouro estão a cerca de 26.000 anos-luz da Terra. A chaminé começa no centro da Galáxia e fica perpendicular ao disco espiral da Via Láctea. Ler fonte
Álbum de fotografias A Galáxia, o Jato e um Buraco Negro Famoso
A brilhante galáxia elíptica Messier 87 (M87) alberga o buraco negro supermassivo captado em 2017 pelo EHT (Event Horizon Telescope) do planeta Terra, na primeira imagem de sempre de um buraco negro. Gigante do enxame de galáxias de Virgem, a cerca de 55 milhões de anos-luz de distância, M87 é apresentada em tons azuis nesta imagem infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer. Embora M87 apareça, na sua maior parte, sem características e parecida com uma nuvem, a imagem do Spitzer regista pormenores de jatos relativistas que saem da região central da galáxia. Vistos na caixa de cima, os jatos estendem-se por milhares de anos-luz. O jato mais brilhante visto à direita aproxima-se e está perto da nossa linha de visão. No lado oposto, o choque criado pelo jato que, de outra forma, não seria visto, ilumina um arco de material mais fraco. Na caixa de baixo pode ser vista a imagem histórica do buraco negro, em contexto, no centro da galáxia gigante, entre os jatos relativistas. Completamente não resolvido na imagem do Spitzer, o buraco negro supermassivo rodeado de material em queda é a fonte da enorme energia que impulsiona os jatos relativistas do centro da galáxia ativa M87. A imagem de M87 pelo EHT foi melhorada para revelar uma visão mais nítida do famoso buraco negro supermassivo.
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