Programa em atualização
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EFEMÉRIDES
DIA 13/08: 226.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1814 nascia Anders Ângström, físico sueco e um dos pioneiros da espectroscopia.
Em 1898, Carl Gustav Witt encontra 433 Eros, o primeiro asteroide descoberto próximo da Terra. HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha perto da estrela Antares. Cubra o nosso satélite natural com a ponta do seu dedo para ver melhor as estrelas à volta.
DIA 14/08: 227.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1846, um meteorito com 2,3 kg, do tipo condrito, colide com a superfície da Terra perto da cidade de Cape Girardeau, no estado do Missouri, EUA. HOJE, NO COSMOS:
Conjunção de Júpiter e Marte, às primeiras horas da madrugada. Estarão separados por menos de 1 grau. Os dois planetas cabem facilmente num campo de visão de um telescópio com menos de 100x de ampliação. Júpiter será uma bola esbranquiçada com 37 segundos de arco de diâmetro, talvez mostrando as suas maiores faixas. Marte será uma bola amarelo-alaranjada, muito mais pequena, com apenas 6 segundos de arco de diâmetro.
DIA 15/08: 228.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1977, o The Big Ear, um radiotelescópio operado pela Universidade Estatal do Ohio, como parte do projeto SETI, recebe um sinal de rádio do espaço profundo; o evento é denominado de "sinal Wow!", a partir de uma anotação feita por um voluntário do projeto.
Em 2006, a sonda Voyager 1, o mais distante objeto feito pelo Homem, alcança as 100 UA do Sol. Isto significa que a sonda, lançada no dia 20 de agosto de 1977, estava 100 vezes mais distante do Sol que a Terra. HOJE, NO COSMOS:
O par Marte e Júpiter ainda proporcionam uma bela observação
astronómica.
A Lua encontra-se entre Antares, para a sua direita, e o "bule de chá" de Sagitário para a sua esquerda.
Gaia deteta possíveis luas em redor de centenas de asteroides
Esta imagem mostra as órbitas dos mais de 150.000 asteroides da terceira versão de dados do Gaia, desde as partes interiores do Sistema Solar até aos asteróides troianos à distância de Júpiter, com diferentes cores. A bola amarela no centro representa o Sol. O azul representa a parte interior do Sistema Solar, onde se encontram os asteroides próximos da Terra, os que cruzam Marte e os planetas terrestres. A cintura principal, entre Marte e Júpiter, está a verde. Os troianos de Júpiter estão a vermelho.
Crédito: ESA/Gaia/DPAC
O observatório estelar Gaia, da ESA, provou mais uma vez também ser um formidável explorador de asteroides, detetando potenciais luas em torno de mais de 350 asteroides que não se sabe terem uma companheira.
Anteriormente, o Gaia tinha explorado asteroides que se sabia terem luas - os chamados "asteroides binários" - e confirmado que os sinais reveladores destas pequenas luas aparecem nos dados astrométricos ultraprecisos do telescópio. Mas esta nova descoberta prova que o Gaia também pode efetuar pesquisas "cegas" para descobrir candidatas completamente novas.
"Os asteroides binários são difíceis de encontrar porque, na sua maioria, são muito pequenos e estão muito longe de nós", diz Luana Liberato do Observatoire de la Côte d'Azur, França, autora principal do novo estudo. "Apesar de esperarmos que pouco menos de um-sexto dos asteroides tenha uma companheira, até agora só encontrámos 500 sistemas binários entre 1 milhão de asteroides conhecidos. Mas esta descoberta mostra que há muitas luas de asteroides à espera de serem encontradas".
Se confirmada, esta nova descoberta acrescenta mais 352 candidatos binários ao registo, quase duplicando o número conhecido de asteroides com luas.
Um explorador de asteroides excecional
Os asteroides são objetos fascinantes e detêm uma visão única sobre a formação e evolução do Sistema Solar. Os binários são ainda mais excitantes, pois permitem-nos estudar a forma como diferentes corpos se formam, colidem e interagem no espaço.
Graças às suas capacidades únicas de estudar todo o céu, o Gaia já fez, desde o seu lançamento em 2013, uma série de importantes descobertas acerca de asteroides.
Na sua terceira divulgação de dados, o Gaia identificou com precisão as posições e os movimentos de mais de 150.000 asteroides - com tanta precisão que os cientistas puderam ir mais profundamente e procurar asteroides que apresentassem a característica "oscilação" causada pelo puxão de uma companheira em órbita. O Gaia também recolheu dados sobre a química dos asteroides, compilando a maior coleção de sempre de "espetros de refletância" de asteroides (curvas de luz que revelam a cor e a composição de um objeto).
Gaia deteta possíveis luas em redor de centenas de asteroides.
Crédito: ESA
As mais de 150.000 órbitas determinadas na terceira divulgação dos dados do Gaia foram refinadas e tornadas 20 vezes mais precisas no âmbito da versão FPR ("focused product release") no ano passado. Prevêem-se ainda mais órbitas de asteroides no quarto lançamento de dados do Gaia (previsto para meados de 2026).
"O Gaia provou ser um excelente explorador de asteroides e está a trabalhar arduamente para revelar os segredos do cosmos, tanto dentro como fora do Sistema Solar", diz Timo Prusti, cientista do projeto Gaia na ESA. "Esta descoberta realça a forma como cada lançamento de dados do Gaia é um grande passo em frente na sua qualidade e demonstra a nova e espantosa ciência tornada possível pela missão."
Encontro com um asteroide binário
A ESA vai continuar a explorar asteroides binários através da futura missão Hera, cujo lançamento está previsto para o final deste ano. A Hera dará seguimento à missão DART da NASA - que colidiu com Dimorphos, uma lua que orbita o asteroide Didymos, em 2022, como teste de deflexão de asteroides - para produzir um estudo pós-impacto de Dimorphos. Será a primeira sonda a encontrar-se com um sistema binário de asteroides.
O Gaia ajudou os astrónomos a ver a sombra lançada por Didymos quando este passou em frente de estrelas mais distantes em 2022, uma técnica de observação conhecida como ocultação estelar. A viabilidade desta técnica foi drasticamente melhorada pelas órbitas de asteroides do Gaia e pelos mapas estelares ultraprecisos dos últimos anos, provando o imenso valor da missão para a exploração do Sistema Solar.
Estudo revela como as estrelas binárias mudam a sua dança estelar com a idade
Impressão artística de um sistema estelar binário.
Crédito: Casey Reed, NASA
Uma investigação realizada pelo IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias) descobriu que, em sistemas binários, as estrelas que evoluem para gigantes vermelhas alteram a forma como giram com as suas companheiras, tornando as suas órbitas mais circulares. O resultado foi obtido após o estudo de cerca de 1000 estrelas oscilantes de tipo solar em sistemas binários, o maior número de objetos deste tipo até à data. Para a sua identificação, foram explorados o terceiro catálogo de dados Gaia (Gaia-DR3) e os catálogos Kepler e TESS da NASA. O estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics.
As estrelas binárias, sistemas compostos por duas estrelas ligadas gravitacionalmente, são tesouros para a astrofísica estelar. As duas estrelas do sistema nasceram juntas da mesma nuvem interestelar e, por isso, têm a mesma idade, composição química e distância. Isto significa que podemos derivar as suas propriedades fundamentais, como a massa e a idade, com grande certeza e testar o nosso conhecimento da física estelar. O estudo das interações estrela-estrela em tais sistemas é outro aspeto da astrofísica que nos ajuda a compreender melhor a interação entre os planetas e a sua estrela hospedeira.
Uma técnica poderosa para estudar as estrelas em tais sistemas é chamada asterossismologia. Tal como utilizamos a sismologia da Terra para compreender melhor a estrutura interna do nosso próprio planeta, a asterossismologia permite-nos inferir a estrutura interna e a dinâmica das estrelas através do estudo das variações periódicas de brilho causadas pelas oscilações estelares.
Se um ou ambos os componentes do sistema mostrarem sinais de vibrações ou oscilações estelares, então é possível obter uma imagem abrangente da estrutura e evolução estelares a partir da inferência destas oscilações. Mas encontrar estrelas oscilantes como o nosso Sol, em sistemas binários, tem sido tradicionalmente como procurar uma agulha num palheiro. Neste campo, a missão Kepler da NASA foi a mais prolífica, identificando cerca de 100 sistemas deste tipo.
Agora, um estudo liderado por Paul Beck, investigador do IAC, recentemente publicado na revista Astronomy & Astrophysics, explorou o catálogo Gaia DR3 e os catálogos Kepler e TESS da NASA e identificou cerca de 1000 adicionais osciladores solares em sistemas binários, um aumento considerável da amostra conhecida. Graças a esta nova "colheita", a equipa conseguiu corroborar uma teoria sobre a evolução de estrelas binárias para a qual ainda não existiam evidências observacionais.
Danças menos excêntricas
Quando estrelas como o Sol envelhecem, estão sujeitas a mudanças dramáticas. Quando o Sol tiver esgotado o hidrogénio do seu núcleo, transformar-se-á numa estrela gigante vermelha, expandindo as suas camadas exteriores dezenas a centenas de vezes o atual raio solar. Consequentemente, se as estrelas de um sistema binário estiverem suficientemente próximas, estas alterações de tamanho afetarão presumivelmente a dança das duas companheiras estelares, que começarão a interagir através das marés. Ao longo do tempo, as marés reduzem a excentricidade das órbitas de um sistema, tornando-as cada vez mais circulares.
Períodos orbitais e excentricidades de sistemas binários. O código de cores indica o estágio de evolução (idade) da componente brilhante do sistema, inferido através da análise de "sismos estelares" ou asterossismologia. Sequência principal e subgigantes (MS+SG), ramo gigante vermelha (RGB) e estrelas secundárias do ramo vermelho (RC+2RC) indicam respetivamente as estrelas "jovens", "velhas" e "muito velhas". O mapa de cores de fundo representa a distribuição das ~4000 estrelas binárias bem estudadas a partir de espetroscopia terrestre (catálogo SB9), sendo que as regiões brancas assinalam regiões bem povoadas do espaço de parâmetros. A linha tracejada vertical branca representa a base temporal de 1034 dias do Gaia DR3.
Crédito: figura adaptada do artigo científico de Beck et al. 2024, A&A
"Da teoria, esperamos uma tendência na diminuição das excentricidades com o avanço da evolução estelar. No entanto, como é difícil separar estrelas em diferentes fases da sua evolução, esta tendência ainda não tinha sido detetada observacionalmente", explica Beck. Usando técnicas asterossísmicas para distinguir entre gigantes vermelhas menos e mais evoluídas, Beck e colaboradores demonstram que, de facto, as gigantes mais evoluídas encontram-se em órbitas com excentricidades mais baixas. Estes são os efeitos acumulados da interação das marés.
A equipa está otimista em relação ao lançamento do próximo catálogo de dados Gaia (Gaia DR4) e à futura missão PLATO da ESA. A PLATO fornecerá dados para estudar muitas mais estrelas oscilantes, sistemas binários e estrelas que albergam exoplanetas. "Com o Gaia DR4 e o PLATO, serão criados conjuntos de dados ainda maiores, que são ingredientes essenciais para estudos mais aprofundados da coevolução das estrelas e dos sistemas binários que as acolhem. Um conjunto de dados tão rico permitir-nos-á compreender melhor a interação das marés estrela-planeta em sistemas planetários", conclui Beck.
Messier 20, popularmente conhecida como a Nebulosa da Trífida, situa-se a cerca de 5000 anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário, rica em nebulosas. Uma região de formação estelar situada no plano da nossa Galáxia, a Trífida ilustra três tipos diferentes de nebulosas astronómicas: nebulosas de emissão vermelhas dominadas pela luz dos átomos de hidrogénio, nebulosas de reflexão azuis produzidas pela poeira que reflete a luz das estrelas e nebulosas escuras onde densas nuvens de poeira aparecem em silhueta. A região de emissão avermelhada, aproximadamente separada em três partes por faixas de poeira obscurante, é o que dá à Trífida o seu nome popular. O complexo de nuvens cósmicas tem mais de 40 anos-luz de diâmetro e cobre a área de uma Lua Cheia no céu do planeta Terra. Mas a Nebulosa da Trífida é demasiado ténue para ser vista a olho nu. Foram utilizadas mais de 75 horas de dados captados sob céus noturnos escuros para criar esta espantosa visão telescópica.
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