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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
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ciencia viva verao 2024
 
  Astroboletim #2134  
  20/08 a 22/08/2024  
     
 
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Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva de Tavira
 

A Lua sobre a ponte
Local: Ponte romana - Tavira
21/08/2024, 21:00
13/09/2024, 21:00

(sem inscrição obrigatória)

Observação solar na ilha de Tavira
Local: perto dos restaurantes da ilha de Tavira
22/08/2024, 09:30 - Inscrição
12/09/2024, 09:30 - Inscrição

Observação noturna do céu na praia do Barril
Local: acesso ao trilho para a praia do Barril
24/08/2024, 21:00 - Inscrição

Observação solar na praia do Barril
Local: acesso ao trilho para a praia do Barril
10/09/2024, 09:30 - Inscrição

Observação noturna do céu de Tavira
Local: Forte do Rato
06/09/2024, 21:00 - Inscrição

 
 
Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva do Algarve
 

Astronomia na margem do Rio Arade em Messines
Local: parque de merendas do Rio Arade em São Bartolomeu de Messines
22/08/2024, 20:30 - Data esgotada - Lista de espera

Astronomia em Vale do Álamo
Local: Vale do Álamo - Benafim
23/08/2024, 20:30 - Data esgotada - Lista de espera

Astros nos Salgados
Local: Estacionamento da Praia dos Salgados, junto ao acesso
26/08/2024, 20:30 - Data esgotada - Lista de espera

Astronomia no Alto da Ameixeira
Local: Miradouro do Alto da Ameixeira
27/08/2024, 20:30 - Data esgotada - Lista de espera

 

Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão

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EFEMÉRIDES

DIA 20/08: 233.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1719, nascia Christian Mayer, astrónomo checo, pioneiro no estudo das estrelas binárias.
Em 1975, a NASA lança a sonda Viking 1 para Marte.
Em 1977, a NASA lança a sonda Voyager 2.
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As viagens das Voyager até Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno abriram uma nova era de investigações no reino dos gigantes gasosos do nosso Sistema Solar. A missão primária teve a duração de cinco anos e explorou Júpiter e Saturno. No entanto, graças ao sucesso desta fase, os gestores do projeto no JPL enviaram a sonda para Úrano e Neptuno juntamente com um plano para 30 anos que desenharam. Após mais de 40 anos, ainda se encontra em operação científica e a comunicar diariamente com a Terra. 
Em 1999, o Telescópio Espacial de Raios-X Chandra, lançado a 23 de julho de 1999, revela características ainda não observadas nos remanescentes de três explosões de supernovas.
HOJE, NO COSMOS:
Esta noite, a Lua brilha muito perto do planeta Saturno. Estão separados por apenas cerca de 3 graus. Estão na direção da constelação de Aquário.

 

DIA 21/08: 234.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1965, lançamento da Gemini 5.
Em 1993, a NASA perdia o contato com a sonda Mars Observer três dias antes da entrada planeada na atmosfera de Marte.
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Em 2017, um eclipse solar atravessa os EUA.
HOJE, NO COSMOS:
Arcturo domina o céu alta a oeste após o anoitecer. Aviste a Ursa Maior à sua direita, a noroeste. Na astronomia de hoje, Arcturo pode ser mais conhecida pela sua história cósmica: é uma gigante laranja de População II com cerca de 7 mil milhões de anos, mais velha que o Sistema Solar, navegando pela nossa parte do espaço numa trajetória que indica que veio de outra galáxia: uma galáxia anã que caiu na Via Láctea e se fundiu com ela. Mas nos livros de astronomia dos nossos avós, Arcturo tinha outra fama: acendeu as luzes da Feira Mundial de Chicago de 1933, celebrando "um século de progresso". Os astrónomos manipularam uma fotocélula, recentemente inventada, até aos olhos dos grandes telescópios em redor dos EUA e apontaram para onde Arcturo passaria no momento certo na noite de abertura. Em locais onde o céu estava limpo, a luz da estrela rastejou para as fotocélulas, os sinais fracos foram amplificados e enviados através de fios telegráficos para Chicago, um interruptor foi disparado, e as luzes massivas acenderam-se sobre os aplausos de dezenas de milhares.
Porquê Arcturo? Os astrónomos da época pensavam que estava a 40 anos-luz de distância (valor moderno: 36,7±0,2 anos-luz). Assim, a luz estaria em voo desde o grande evento anterior em Chicago, a Exposição Mundial de 1893. E antes? Arcturo era conhecida como a primeira das estrelas da noite a ser vista durante o dia com um telescópio: por Jean-Baptiste Morin, em 1635.

 

DIA 22/08: 235.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1989 era descoberto, definitivamente, o primeiro anel de Neptuno, graças à Voyager 2.
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HOJE, NO COSMOS:
À medida que o verão avança e Arcturo desce no céu a oeste, a figura do "papagaio-de-papel" de Boieiro inclina-se para a direita (dependendo da latitude do observador). O "papagaio-de-papel" é estreito, está ligeiramente torto e mede 23º de comprimento: cerca de dois punhos à distância do braço esticado. Arcturo é a ponta inferior do "papagaio", onde a cauda se junta.
A Ursa Maior inclina-se praticamente à mesma altura a noroeste, para a direita de Boieiro.

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Rastreando uma estrela solitária que atravessa a Via Láctea
 
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Esta impressão de artista mostra uma hipotética anã branca, à esquerda, que explodiu como supernova. O objeto à direita é CWISE J124909+362116.0, uma estrela ou anã castanha ejetada deste sistema como resultado da explosão. Este cenário é uma explicação para a origem de J1249+36.
Crédito: Observatório W.M. Keck/Adam Makarenko
 

Pode parecer que o Sol está parado enquanto os planetas se movem à sua volta, mas na verdade o Sol está a orbitar em torno do centro da nossa Galáxia, a Via Láctea, a uma impressionante velocidade de cerca de 220 quilómetros por segundo.

Por muito rápido que isso possa parecer, quando se descobriu uma ténue estrela vermelha que se movia ainda mais depressa no céu, a uma velocidade de cerca de 600 quilómetros por segundo, os cientistas ficaram atentos.

Esta rara velocista estelar é a primeira estrela hiperveloz de massa muito baixa já encontrada, graças aos esforços de cientistas cidadãos e de uma equipa de astrónomos dos EUA utilizando vários telescópios, incluindo dois no arquipélago do Hawaii - o Observatório W. M. Keck em Maunakea, na ilha propriamente dita do Hawaii, e o Pan-STARRS do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii, em Haleakalā, na ilha de Maui. Localizada a apenas 400 anos-luz da Terra, é a estrela hiperveloz mais próxima do Sol.

Mais notavelmente, esta estrela pode estar numa trajetória invulgar que poderá levá-la a deixar a Via Láctea.

A investigação, liderada pelo professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em San Diego, Adam Burgasser, foi recentemente aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal Letters e está disponível em formato de pré-impressão no site arXiv.org.

A estrela, designada por CWISE J124909+362116.0 (ou "J1249+36" para abreviar), foi detetada pela primeira vez por alguns dos mais de 80.000 cidadãos voluntários que participam no projeto Backyard Worlds: Planet 9, que passam a pente fino enormes quantidades de dados recolhidos nos últimos 14 anos pela missão WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA. Este projeto capitaliza a capacidade aguçada dos seres humanos, que estão evolutivamente programados para procurar padrões e detetar anomalias de uma forma que não é igualada pela tecnologia informática. Os voluntários marcam objetos em movimento em ficheiros de dados e quando um número suficiente de voluntários marca o mesmo objeto, os astrónomos investigam.

J1249+36 destacou-se imediatamente porque se movia a cerca de 0,1% da velocidade da luz.

"Foi aqui que a fonte se tornou muito interessante, pois a sua velocidade e trajetória mostraram que estava a mover-se suficientemente depressa para potencialmente escapar à Via Láctea", diz Burgasser.

Para melhor compreender a natureza deste objeto, Burgasser recorreu ao NIRES (Near-Infrared Echellette Spectrograph) do Observatório Keck e mediu o seu espetro infravermelho. Os dados revelaram que o objeto era uma subanã L - uma classe de estrelas com massas muito baixas e temperaturas mais baixas do que o nosso Sol. As subanãs representam as estrelas mais antigas da Via Láctea.

A equipa comparou os dados do Observatório Keck da composição de J1249+36 com um novo conjunto de modelos atmosféricos criados por Roman Gerasimov, ex-aluno da UC San Diego, que trabalhou com Efrain Alvarado III, do LEADS da UC (Universidade da Califórnia), para criar modelos especificamente adaptados ao estudo das subanãs L.

"Foi emocionante ver que os nossos modelos conseguiram corresponder com precisão ao espetro obtido com o NIRES do Keck", diz Alvarado.

Os dados espetrais, juntamente com os dados de imagem do Pan-STARRS e de vários outros telescópios terrestres, permitiram à equipa medir com precisão a posição e a velocidade de J1249+36 no espaço e assim prever a sua órbita através da Via Láctea.

O que é que deu um pontapé nesta estrela?

Os investigadores focaram-se em dois cenários possíveis para explicar a trajetória invulgar de J1249+36.

No primeiro cenário, J1249+36 era originalmente a companheira de baixa massa de uma anã branca. As anãs brancas são os núcleos remanescentes de estrelas que esgotaram o seu combustível nuclear e se extinguiram. Quando uma companheira estelar está numa órbita muito próxima de uma anã branca, pode transferir massa, resultando em explosões periódicas chamadas novas. Se a anã branca acumular demasiada massa, pode entrar em colapso e explodir como uma supernova.

"Neste tipo de supernova, a anã branca é completamente destruída, pelo que a sua companheira é libertada e voa à velocidade orbital a que se movia originalmente, acrescida de um pequeno impulso da explosão da supernova", diz Burgasser. "Os nossos cálculos mostram que este cenário funciona. No entanto, a anã branca já não está lá e os restos da explosão, que provavelmente ocorreu há vários milhões de anos, já se dissiparam, pelo que não temos provas definitivas de que é esta a sua origem."

No segundo cenário, J1249+36 era originalmente um membro de um enxame globular, um enxame de estrelas fortemente ligado, imediatamente reconhecível pela sua distinta forma esférica. Prevê-se que os centros destes enxames contenham buracos negros com uma grande variedade de massas. Estes buracos negros também podem formar binários, e tais sistemas acabam por ser grandes catapultas para quaisquer estrelas que se aproximem demasiado deles.

"Quando uma estrela encontra um buraco negro binário, a dinâmica complexa desta interação de três corpos pode atirar essa estrela para fora do enxame globular", diz Kyle Kremer, novo professor assistente do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade da Califórnia em San Diego.

Kremer fez uma série de simulações e descobriu que, em raras ocasiões, este tipo de interações pode expulsar uma subanã de baixa massa de um enxame globular, numa trajetória semelhante à observada para J1249+36.

"Demonstra uma prova de conceito", diz Kremer, "mas não sabemos realmente de que enxame globular vem esta estrela". Seguir J1249+36 para trás no tempo coloca-a numa parte muito povoada do céu, que pode esconder enxames ainda por descobrir.

Para determinar se um destes cenários, ou algum outro mecanismo, pode explicar a trajetória de J1249+36, Burgasser disse que a equipa espera olhar mais de perto para a sua composição elementar. Por exemplo, quando uma anã branca explode, cria elementos pesados que podem ter "poluído" a atmosfera de J1249+36 quando esta estava a escapar. As estrelas dos enxames globulares e das galáxias satélite da Via Láctea também têm padrões distintos de abundância de elementos que podem revelar a origem de J1249+36.

"Estamos essencialmente à procura de uma impressão digital química que permita identificar de que sistema vem esta estrela", disse Gerasimov, cujo trabalho de modelação lhe permitiu medir as abundâncias de elementos de estrelas frias em vários enxames globulares.

Quer a rápida viagem de J1249+36 se tenha devido a uma supernova, a um encontro casual com um buraco negro binário ou a qualquer outro cenário, a sua descoberta fornece uma nova oportunidade para os astrónomos aprenderem mais sobre a história e a dinâmica da Via Láctea.

// Observatório W. M. Keck (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Universidade da Califórnia em San Diego (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Explosão de supernova num sistema estelar binário (UC San Diego via YouTube)
// Telescópios no Hawaii investigam recém-descoberta estrela hiperveloz (Observatório Keck via vimeo)

 


Quer saber mais?

Notícias relacionadas:
Sky & Telescope
SPACE.com
ScienceAlert
ScienceDaily
PHYSORG
Forbes
UPI
Gizmodo
SAPO

Subanãs L:
Wikipedia

Estrelas hipervelozes:
Wikipedia

Observatório W. M. Keck:
Página principal
Wikipedia
NIRES

Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System):
STScI
Universidade do Hawaii
Wikipedia

WISE (ou NEOWISE):
NASA
ipac
Wikipedia

Projeto Backyard Worlds: Planet 9:
Zooniverse

 
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Eis o que milhões de galáxias dizem sobre o seu tamanho e crescimento
 
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Uma equipa de investigação liderada pela Universidade de Yale descobriu que as galáxias em regiões densas do espaço são até 25% maiores do que as galáxias de massa e forma semelhantes em ambientes menos densos.
Crédito: Shy Genel e Colaboração Illustris
 

Uma equipa de astrónomos, utilizando um supercomputador da Universidade de Yale, determinou pela primeira vez que as galáxias em ambientes mais densos são até 25% maiores do que as suas congéneres em regiões menos densas do Universo.

O achado, que resultou do desenvolvimento anterior, pelos investigadores, de um enorme catálogo das formas e tamanhos de 8 milhões de galáxias, fornece uma visão abrangente da ligação entre a estrutura de uma galáxia e o ambiente em que existe.

Os investigadores dizem que a descoberta pode também fornecer uma nova ferramenta útil para analisar grandes conjuntos de dados da próxima geração de levantamentos astronómicos.

"Este é um passo importante na resolução de décadas de resultados contraditórios sobre este tema", disse Aritra Ghosh, um antigo aluno de doutoramento em Yale que é agora pós-doutorado na Universidade de Washington e autor principal de um novo estudo publicado na revista The Astrophysical Journal. Ghosh é também investigador visitante em Yale.

As novas descobertas foram possíveis graças ao software GaMPEN (Galaxy Morphology Posterior Estimation Network), uma ferramenta de aprendizagem de máquina que a equipa de investigação desenvolveu especificamente para processar rapidamente grandes volumes de dados de imagens astronómicas. O GaMPEN também estima as incertezas dos parâmetros estruturais das galáxias que prevê. Os investigadores afirmaram que, neste aspeto, é cerca de 60% mais preciso do que as alternativas mais avançadas atualmente utilizadas pelos astrónomos.

O GaMPEN pode determinar a estrutura de uma única galáxia em menos de um milissegundo.

Usando a ferramenta, os investigadores criaram um catálogo das formas e tamanhos de 8 milhões de galáxias encontradas no HSC SSP (Hyper Suprime-Cam Subaru Strategic Program), um levantamento de 1400 graus quadrados do céu feito pelo Telescópio Subaru no Hawaii. Este trabalho foi publicado na revista The Astrophysical Journal em 2023.

"Nós divulgamos publicamente todos os nossos modelos e catálogos de aprendizagem de máquina", disse Ghosh. "Este é um recurso incrivelmente valioso, já que a estrutura das galáxias foi encontrada intrinsecamente ligada a uma ampla variedade de propriedades físicas de uma galáxia e dos seus arredores, como o ritmo de formação estelar, a presença e atividade de buracos negros supermassivos e o ambiente de uma galáxia".

"A nossa abordagem de aprendizagem de máquina é ideal para os enormes levantamentos atuais, e o nosso primeiro artigo científico foi único ao fornecer medições quantitativas e incertezas, já para não falar da análise de 8 milhões de galáxias", acrescentou Meg Urry, professora de física e astronomia na Faculdade de Artes e Ciências de Yale e coautora de ambos os estudos. Urry, diretora do Centro de Astronomia e Astrofísica de Yale, foi a orientadora do doutoramento de Ghosh.

O novo estudo da equipa utiliza o GaMPEN para começar a responder a questões complexas e essenciais sobre a forma como as galáxias se formam e evoluem.

O estudo, que se centrou num subconjunto de 3 milhões de galáxias do HSC SSP, descobriu que as galáxias em partes mais densas do Universo são 25% maiores do que as galáxias com uma massa e forma semelhantes em regiões menos densas.

"Podemos fazer isto porque a nossa amostra é 100 a 10.000 vezes maior do que todos os estudos anteriores e incorpora galáxias muito mais fracas do que os estudos anteriores conseguiram incluir", disse Ghosh. "Mostramos que, embora os quadros teóricos existentes possam explicar algumas das correlações observadas, não existe um quadro único e unificado que possa explicar todos os nossos resultados."

A descoberta também é importante, disseram os investigadores, porque a estrutura das galáxias é um indicador da distribuição da matéria bariónica (protões, neutrões e outra matéria visível), enquanto a densidade ambiental das galáxias é influenciada pela distribuição dos halos de matéria escura em que as galáxias vivem.

"As galáxias evoluem ao longo do tempo e as suas propriedades dependem da massa, do tamanho e de outras variáveis", disse Urry. "Ao analisar amostras muito grandes, desagregadas por estas variáveis, conseguimos detetar o aumento do tamanho das galáxias com a densidade ambiental - algo que não era claro em estudos mais pequenos."

Os investigadores disseram que também obtiveram vantagens devido ao "Grace" - um conjunto de computadores em rede, operados pelo Centro de Computação de Investigação da Universidade de Yale. "Este trabalho foi realizado inteiramente com o Grace e teria sido impossível sem ele", disse Ghosh.

// Universidade de Yale (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Artigo científico de 2023 por Ghosh et al. (The Astrophysical Journal)

 


Quer saber mais?

Formação e evolução das galáxias:
Wikipedia

GaMPEN (Galaxy Morphology Posterior Estimation Network):
GitHub
Página de Aritra Ghosh

HSC SSP (Hyper Suprime-Cam Subaru Strategic Program):
Página principal

Grace:
Universidade de Yale

Telescópio Subaru:
NAOJ
Wikipedia

 
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Também em destaque
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  Fusões de estrelas de neutrões iluminam os mistérios da matéria dos quarks (via Universidade de Helsínquia)
Quando as estrelas de neutrões colidem, é provável que criem a forma mais densa de matéria do Universo atual. Através da utilização inovadora de dois métodos teóricos, os investigadores conseguiram agora compreender mais pormenorizadamente o comportamento dessa matéria de quarks nas condições extremas produzidas por estes eventos violentos. Ler fonte
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Álbum de fotografias
A Espiral do Tempo

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Pablo Carlos Budassi via Wikipedia
 
O que é que aconteceu desde o início do Universo? A espiral do tempo aqui apresentada realça alguns destaques notáveis. No centro da espiral está o Big Bang, o local onde o tempo, tal como o conhecemos, começou há cerca de 13,8 mil milhões de anos. Em poucos milhares de milhões de anos formaram-se os átomos, depois as estrelas formaram-se a partir dos átomos, as galáxias formaram-se a partir de estrelas e gás, o nosso Sol formou-se, logo seguido pela nossa Terra, há cerca de 4,6 mil milhões de anos. A vida na Terra começa há cerca de 3,8 mil milhões de anos, seguindo-se as células e a fotossíntese no espaço de mil milhões de anos. Há cerca de 1,7 mil milhões de anos, a vida multicelular na Terra começou a florescer. Os peixes começaram a nadar há cerca de 500 milhões de anos e os mamíferos começaram a andar em terra há cerca de 200 milhões de anos. Os antepassados diretos dos seres humanos só apareceram há cerca de 6 milhões de anos e os humanos propriamente ditos só criaram as primeiras cidades há cerca de 10.000 anos. A ilustrada espiral do tempo fica por aqui, mas pode acrescentar-se o voo espacial humano, que começou há apenas 75 anos, e a inteligência artificial começou a ganhar força apenas nos últimos anos.
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