OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
O Centro Ciência Viva de Tavira irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve, uma observação do Sol. A sessão de observação é gratuita. Participe! Data: 29 de novembro de 2024 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
EFEMÉRIDES
DIA 26/11: 331.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1937, nascia Boris Borisovich Yegorov, cosmonauta e físico. Torna-se no primeiro físico a fazer um voo espacial.
Em 1965, a França lança o seu primeiro satélite, o Astérix. Torna-se na terceira nação a entrar no espaço.
Em 1990, o foguetão Delta II (7000) levanta voo pela primeira vez.
Em 2011, é lançado para o espaço o Mars Science Laboratory, que tem a bordo o rover Curiosity.
Em 2018, o módulo InSight pousa em Elysium Planitia, Marte. HOJE, NO COSMOS:
O Enxame Duplo é o objeto de céu profundo mais famoso da constelação de Perseu, mas não é o maior nem o mais brilhante. Esse lugar pertence à Associação Alpha Persei. Uns binóculos são o instrumento perfeito para este grupo de estrelas nascido na mesma área e mais ou menos à mesma altura. É chamado de "associação" em vez de "enxame" porque já não estão ligadas gravitacionalmente; as estrelas estão a afastar-se umas das outras. A Associação Alpha Per parece ter 3º de diâmetro, o tamanho da impressão digital do polegar à distância do braço esticado, ou mais ou menos metade do campo de visão de uns binóculos comuns. Pode encontrar a Associação percorrendo para sul-sudeste (atualmente para baixo ou para baixo e para a direita) da estrela mais brilhante de Perseu, Mirfak.
DIA 27/11: 332.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1701 nascia Anders Celsius, astrónomo, físico e matemático sueco. Fundou o Observatório Astronómico de Uppsala em 1741, e em 1742 propôs a escala de temperatura que tem o seu nome.
Em 1871 nascia Giovanni Giorgi, engenheiro eléctrico italiano que inventou o sistema de medição Giorgi, o percursor do SI (Sistema Internacional).
Em 1971, a sonda soviética Mars-2, apesar do seu falhanço, torna-se no primeiro objeto feito pelo Homem a atingir Marte.
Em 2001 é descoberta, pelo Hubble, uma atmosfera de hidrogénio e sódio no exoplaneta HD 209458 (Osiris), a primeira atmosfera detetada num planeta extrasolar. HOJE, NO COSMOS:
Antes e durante o amanhecer observe, pouco acima do horizonte a este-sudeste, a Lua e a estrela Espiga que está logo por baixo do nosso satélite natural.
DIA 28/11: 333.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1964, a NASA lança a sonda Mariner 4.
Foi a primeira sonda a fazer um voo rasante pelo Planeta Vermelho e a primeira a enviar imagens da superfície de outro mundo a partir do espaço profundo.
Em 2000, é descoberto 20000 Varuna, um objeto da Cintura de Kuiper. HOJE, NO COSMOS:
Não parece que o Sol já se põe o mais cedo possível? Poderá ter razão! Ainda estamos a algum tempo do solstício de inverno - mas o Sol põe-se o mais cedo possível por volta do dia 6 ou 7 de dezembro à latitude de Faro, Portugal. Hoje estamos a um mero minuto dessa hora.
Este desfasamento do solstício é balançado pelo oposto ao nascer-do-Sol: o Sol só nasce o mais tarde possível dia 4 de janeiro. Culpe a inclinação do eixo da Terra e a excentricidade da órbita.
Hubble descobre pormenores escaldantes sobre a jovem estrela FU Orionis
Esta é uma ilustração das fases iniciais da explosão da jovem estrela FU Orionis (FU Ori), rodeada por um disco de material. Uma equipa de astrónomos utilizou as capacidades ultravioletas do Telescópio Espacial Hubble para aprender mais sobre a interação entre a superfície estelar de FU Ori e o disco de acreção que tem despejado gás sobre a estrela em crescimento há quase 90 anos. Descobriram que o disco interior, que toca a estrela, é muito mais quente do que o esperado - 16.000 K - quase três vezes a temperatura da superfície do nosso Sol. Esta temperatura escaldante é quase duas vezes mais quente do que se pensava anteriormente.
Crédito:
NASA-JPL, Caltech
Em 1936, os astrónomos observaram um evento intrigante na constelação de Orionte: a jovem estrela FU Orionis (FU Ori) tornou-se cem vezes mais brilhante numa questão de meses. No seu pico, FU Ori era intrinsecamente 100 vezes mais brilhante do que o nosso Sol. No entanto, ao contrário de uma estrela em explosão, a sua luminosidade diminuiu apenas ligeiramente desde então.
Agora, uma equipa de astrónomos utilizou as capacidades ultravioletas do Telescópio Espacial Hubble da NASA para aprender mais sobre a interação entre a superfície estelar de FU Ori e o disco de acreção que tem despejado gás sobre a estrela em crescimento durante quase 90 anos. Descobriram que o disco interior que toca a estrela é extraordinariamente quente - o que desafia a sabedoria convencional.
As observações foram efetuadas com os instrumentos COS (Cosmic Origins Spectrograph) e STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) do telescópio. Os dados incluem os primeiros espetros no ultravioleta distante e no ultravioleta próximo de FU Ori.
"Esperávamos validar a parte mais quente do modelo do disco de acreção, para determinar a sua temperatura máxima, medindo mais perto do que nunca a orla interior do disco de acreção", disse Lynne Hillenbrand do Caltech em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, e coautora do artigo científico. "Penso que havia alguma esperança de vermos algo mais, como a interface entre a estrela e o seu disco, mas não estávamos certamente à espera disso. O facto de termos visto tanto a mais - era muito mais brilhante no ultravioleta do que o previsto - foi a grande surpresa".
Uma melhor compreensão da acreção estelar
Originalmente considerada como um caso único entre as estrelas, FU Ori exemplifica uma classe de estrelas jovens e eruptivas que sofrem mudanças dramáticas de brilho. Estes objetos são um subconjunto das estrelas T Tauri clássicas, que são estrelas em formação recente que se estão a "construir" através da acreção de material do seu disco e da nebulosa circundante. Nas estrelas T Tauri clássicas, o disco não toca diretamente na estrela porque é restringido pela pressão exterior do campo magnético da estrela.
Os discos de acreção em torno de objetos tipo FU Ori, no entanto, são suscetíveis a instabilidades devido à sua enorme massa relativamente à estrela central, a interações com uma companheira binária ou a material em queda. Tal instabilidade significa que a taxa de acreção de massa pode mudar dramaticamente. O aumento do ritmo perturba o delicado equilíbrio entre o campo magnético estelar e a borda interior do disco, levando a que o material se aproxime e acabe por tocar na superfície da estrela.
O aumento da taxa de material em queda e a proximidade do disco de acreção à estrela tornam os objetos FU Ori muito mais brilhantes do que uma típica estrela T Tauri. De facto, durante uma explosão, a própria estrela é ofuscada pelo disco. Além disso, o material do disco está a orbitar rapidamente à medida que se aproxima da estrela, muito mais depressa do que a rotação da superfície estelar. Isto significa que deve haver uma região onde o disco impacta a estrela e o material abranda e aquece significativamente.
"Os dados do Hubble indicam uma região de impacto muito mais quente do que os modelos previam anteriormente", disse Adolfo Carvalho, do Caltech e principal autor do estudo. "Em FU Ori, a temperatura é de 16.000 K [quase três vezes a temperatura da superfície do nosso Sol]. Esta temperatura escaldante é quase o dobro da calculada por modelos anteriores. Isto desafia-nos e encoraja-nos a pensar como é que um tal salto na temperatura pode ser explicado".
Para resolver a diferença significativa de temperatura entre os modelos anteriores e as recentes observações do Hubble, a equipa oferece uma interpretação revista da geometria da região interior de FU Ori: O material do disco de acreção aproxima-se da estrela e, quando atinge a superfície estelar, produz-se um choque quente que emite muita luz ultravioleta.
A sobrevivência de planetas em torno de FU Ori
Compreender os mecanismos do rápido processo de acreção de FU Ori relaciona-se mais amplamente com ideias da formação e sobrevivência de planetas.
"O nosso modelo revisto, baseado nos dados do Hubble, não é estritamente uma má notícia para a evolução dos planetas, é uma espécie de mistura", explicou Carvalho. "Se o planeta estiver muito afastado no disco durante a sua formação, as explosões de um objeto FU Ori deverão influenciar o tipo de elementos químicos que o planeta acabará por herdar. Mas se um planeta em formação estiver muito próximo da estrela, a história é um pouco diferente. No espaço de algumas explosões, qualquer planeta que se esteja a formar muito perto da estrela pode mover-se rapidamente para o interior e acabar por se fundir com ela. Podemos perder, ou pelo menos fritar completamente, planetas rochosos que se estejam a formar perto de uma estrela deste género".
Está a ser feito trabalho adicional com as observações UV do Hubble. A equipa está a analisar cuidadosamente as várias linhas de emissão espetral de múltiplos elementos presentes no espetro obtido pelo COS. Isto deverá fornecer mais pistas sobre o ambiente de FU Ori, tal como a cinemática do gás que entra e sai da região interior.
"Muitas destas estrelas jovens são espetroscopicamente muito ricas nos comprimentos de onda do ultravioleta distante", refletiu Hillenbrand. "Uma combinação do Hubble, do seu tamanho e cobertura de comprimentos de onda, bem como as circunstâncias afortunadas de FU Ori, permitem-nos ver mais profundamente do que nunca o motor deste fascinante tipo de estrela".
Astrónomos obtêm a primeira imagem de grande plano de uma estrela fora da nossa Galáxia
Imagem da estrela WOH G64, obtida pelo instrumento GRAVITY montado no VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO. Trata-se da primeira imagem de grande plano de uma estrela que se situa fora da nossa Galáxia, a Via Láctea. WOH G64 está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, a mais de 160.000 anos-luz de distância da Terra. A oval brilhante que vemos no centro da imagem é um casulo de poeira que envolve a estrela. O anel elíptico mais ténue à sua volta pode corresponder à orla interior de um toro de poeira, no entanto serão necessárias mais observações para confirmar a existência desta estrutura.
Crédito: ESO/K. Ohnaka et al.
"Pela primeira vez, conseguimos obter uma imagem de grande plano de uma estrela moribunda numa galáxia que não a nossa Via Láctea", afirma Keiichi Ohnaka, astrofísico da Universidade Andrés Bello, no Chile. A estrela WOH G64 situa-se a uns impressionantes 160.000 anos-luz de distância da Terra, mas ainda assim foi possível obter-se uma imagem extremamente nítida graças à elevada resolução atingida pelo VLTI (Very Large Telescope Interferometer) do ESO. As novas observações revelam que esta estrela se encontra a expelir gás e poeira, estando nas últimas fases de vida antes de explodir sob a forma de supernova.
"Descobrimos um casulo em forma de ovo a rodear a estrela", diz Ohnaka, o autor principal do estudo que relata estas observações e que foi publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics. "Isso deixou-nos muito entusiasmados porque pode estar relacionado com a drástica ejeção de material por parte da estrela moribunda antes da sua explosão sob a forma de uma supernova".
Embora os astrónomos tenham obtido cerca de várias dezenas de imagens de grande plano de estrelas na nossa Galáxia, revelando assim as suas propriedades, existem inúmeras estrelas noutras galáxias tão distantes que observá-las em pormenor tem-se revelado extremamente difícil, pelo menos até agora.
A estrela recentemente observada, WOH G64, situa-se na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias anãs que orbitam a Via Láctea, e os astrónomos sabem da sua existência desde há décadas. Com um tamanho cerca de duas mil vezes superior ao do nosso Sol, WOH G64 está classificada como uma estrela supergigante vermelha.
Há muito tempo que a equipa de Ohnaka se interessa por esta estrela gigante. Em 2005 e 2007, a equipa de investigadores utilizou o VLTI do ESO, no deserto chileno do Atacama, para aprender mais sobre as características da estrela, tendo continuado a estudá-la nos anos seguintes. No entanto, obter uma imagem real da estrela revelava-se difícil.
Com o desenvolvimento de um dos instrumentos de segunda geração do VLTI, o GRAVITY, a equipa viu surgir a sua oportunidade de obter uma imagem desta estrela. Ao comparar os novos resultados com observações anteriores de WOH G64, os investigadores ficaram surpreendidos ao descobrir que a estrela se foi tornando cada vez mais ténue ao longo da última década.
Esta imagem mostra uma reconstrução artística da estrela WOH G64, a primeira estrela fora da nossa Galáxia da qual se obteve uma imagem de grande plano. Esta estrela situa-se a uma distância de mais de 160.000 anos-luz, na Grande Nuvem de Magalhães. Esta imagem artística mostra as suas principais estruturas: um casulo de poeira em forma de ovo que rodeia a estrela e um anel ou toro de poeira. A existência e a forma deste último requerem mais observações para poderem ser confirmadas.
Crédito: ESO/L. Calçada
"Descobrimos que a estrela tem estado a sofrer uma mudança significativa nos últimos 10 anos, o que nos dá uma oportunidade rara de testemunhar a vida de uma estrela em tempo real", diz Gerd Weigelt, professor de astronomia no Instituto Max Planck de Radioastronomia em Bona, na Alemanha, coautor deste estudo. Na fase final da sua vida, as supergigantes vermelhas como WOH G64 libertam as suas camadas exteriores de gás e poeira, num processo que pode durar milhares de anos. "Esta estrela é uma das mais extremas do seu género e qualquer mudança drástica pode aproximá-la de um fim explosivo", acrescenta o coautor Jacco van Loon, Diretor do Observatório Keele da Universidade de Keele, no Reino Unido, que observa WOH G64 desde a década de 1990.
A equipa pensa que este material perdido pode ser igualmente responsável pelo escurecimento da estrela e pela forma invulgar apresentada pelo casulo de poeira que a rodeia. A nova imagem mostra que o casulo está esticado, o que surpreendeu os cientistas, que esperavam uma forma diferente com base em observações anteriores e modelos de computador. A equipa acredita que a forma em ovo do casulo pode ser explicada pela ejeção das camadas exteriores da estrela ou pela influência de uma estrela companheira ainda por descobrir.
À medida que WOH G64 se torna cada vez mais ténue, obter outras imagens de grande plano é cada vez mais difícil, mesmo com o VLTI. No entanto, as atualizações planeadas para a instrumentação do telescópio, como o futuro GRAVITY+, prometem mudar isto em breve. "Observações de seguimento semelhantes com instrumentos do ESO serão importantes para compreendermos o que se está a passar com esta estrela", conclui Ohnaka.
Uma interpretação artística do sistema IRAS 04125+2902 (TIDYE-1). Estrelas jovens como esta estão cobertas de manchas estelares - regiões mais frias do que a superfície estelar circundante. O disco interior está esgotado, deixando um disco exterior intacto que forma uma estrutura tipo donut à volta da estrela hospedeira. O disco exterior é visto quase de face, em contraste com a órbita de um planeta que gira quase de lado da perspetiva do Sistema Solar. Isto permite uma visão desobstruída do sistema. Se o disco também estivesse de lado, bloquearia o planeta e a estrela hospedeira, impedindo a descoberta.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt, K. Miller (Caltech/IPAC)
Investigadores da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, EUA, fizeram uma descoberta empolgante de um planeta com 3 milhões de anos, IRAS 04125+2902 b, também conhecido como TIDYE-1b - à escala humana, o equivalente em idade a um bebé de duas semanas. Este planeta recém-descoberto desafia as teorias anteriores sobre a velocidade de formação dos planetas. Ao passo que a Terra demorou 10 a 20 milhões de anos a formar-se, TIDYE-1b surgiu em apenas 3 milhões de anos e completa uma órbita em torno da sua estrela aproximadamente a cada semana.
Esta investigação proporciona um vislumbre revolucionário das fases iniciais da formação planetária, estabelecendo uma nova referência para planetas jovens e marcando um passo em frente na nossa compreensão de sistemas planetários para lá do nosso.
"A astronomia ajuda-nos a explorar o nosso lugar no Universo - de onde viemos e para onde podemos ir. Descobrir planetas como este permite-nos olhar para trás no tempo, vislumbrando a formação planetária à medida que esta acontece", disse Madyson Barber, autora principal do estudo e investigadora do departamento de física e astronomia da UNC-Chapel Hill.
A equipa de investigadores tinha como objetivo explorar a forma como os planetas se formam e evoluem, com foco na identificação de planetas em várias fases para melhor compreender estes processos. TIDYE-1b, o mais jovem planeta conhecido em trânsito, fornece uma janela única para o ambiente de um sistema planetário emergente. Esta descoberta lança luz sobre as potenciais diferenças entre o nosso Sistema Solar e os sistemas que albergam planetas gigantes próximos da sua estrela como TIDYE-1b, fornecendo um maior contexto para a nossa própria vizinhança cósmica.
Esta descoberta abre novas vias de investigação, uma vez que este planeta, ainda dentro do seu disco natal de material, permite aos cientistas estudar em detalhe o processo de formação. Estudos posteriores irão analisar como a atmosfera do planeta se compara com o material do disco circundante, fornecendo pistas sobre a sua viagem até à sua órbita íntima. Os investigadores vão também examinar se TIDYE-1b ainda está a crescer por acreção de material ou se está a perder a sua atmosfera superior devido à influência da sua estrela hospedeira.
"Os planetas formam-se tipicamente a partir de um disco plano de poeira e gás, e é por isso que os planetas do nosso Sistema Solar estão alinhados numa disposição tipo 'panqueca'. Mas aqui, o disco está inclinado, desalinhado tanto com o planeta como com a sua estrela - uma reviravolta surpreendente que desafia a nossa compreensão atual de como os planetas se formam", disse Andrew Mann, professor de física e astronomia na mesma universidade norte-americana.
A técnica usada para detetar o planeta torna esta descoberta especialmente significativa. Normalmente, os planetas no limite do seu sistema solar tão jovem são impossíveis de observar devido à interferência do disco circundante. No entanto, o disco da estrela está deformado, permitindo uma rara oportunidade de observação. A equipa de investigação utilizou um algoritmo de pesquisa especialmente concebido, Notch, e métodos refinados de extração de dados da missão TESS da NASA para detetar e confirmar este planeta. O acesso da colaboração a vários telescópios facilitou a verificação da descoberta, assegurando que o sinal era planetário.
O artigo científico está disponível online na revista Nature.
Missão XRISM da NASA e da JAXA observa as profundezas de um sistema estelar "oculto" (via NASA)
O observatório XRISM (X-ray Imaging and Spectroscopy Mission), liderado pelo Japão, captou o retrato mais pormenorizado de sempre dos gases que fluem no interior de Cygnus X-3, uma das fontes de raios X mais estudadas do céu. Cygnus X-3 é um binário que emparelha um tipo raro de estrela de elevada massa com uma companheira compacta - provavelmente um buraco negro. Ler fonte
Antiga água quente em Marte aponta para um passado habitável (via Universidade Curtin)
Uma nova investigação descobriu o que poderá ser a mais antiga evidência direta de água quente em Marte, revelando que o planeta poderá ter sido habitável em algum momento do seu passado. O estudo analisou um grão de zircão com 4,45 mil milhões de anos do famoso meteorito marciano NWA7034, também conhecido como "Black Beauty", e encontrou "impressões digitais" geoquímicas de fluidos ricos em água. Ler fonte
Colisão galáctica a 3,2 milhões de km/h vista com um pormenor sem precedentes (via Real Sociedade Britânica)
O impacto dramático foi observado no Quinteto de Stephan, um vizinho grupo galáctico constituído por cinco galáxias avistadas pela primeira vez há quase 150 anos. A colisão foi detetada por uma equipa de cientistas que utilizou as primeiras observações do novo espetrógrafo de campo largo do WEAVE (William Herschel Telescope Enhanced Area Velocity Explorer), em La Palma, Espanha. Ler fonte
Numa estreia interplanetária, a 19 de julho de 2013, a Terra foi fotografada no mesmo dia a partir de dois outros mundos do Sistema Solar, o planeta mais interior, Mercúrio, e o gigante gasoso com anéis, Saturno. Na imagem da esquerda, a Terra é o pálido ponto azul logo abaixo dos anéis de Saturno, tal como foi captado pela nave espacial robótica Cassini, que orbitava o gigante gasoso exterior. Nesse mesmo dia, pessoas de todo o planeta Terra tiraram muitas das suas próprias fotografias de Saturno. À direita, o sistema Terra-Lua é visto contra o fundo escuro do espaço, tal como foi captado pela nave espacial MESSENGER, na altura em órbita de Mercúrio. A MESSENGER obteve a sua imagem como parte de uma busca de pequenos satélites naturais de Mercúrio, luas que se esperaria que fossem bastante ténues. Na imagem da MESSENGER, a Terra e a Lua, mais brilhantes, estão ambas sobre-expostas e brilham intensamente com a luz solar refletida. Destinadas a não regressar ao seu mundo natal, tanto a Cassini como a MESSENGER retiraram-se das suas missões de exploração do Sistema Solar.
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