DIA 28/01: 28.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1608 nascia Giovanni Alfonso Borelli, físico e matemático italiano e renascentista. Contribuiu para o princípio moderno da investigação científica através da continuação do costume de Galileu, de testar hipóteses contra observações. Fez também estudos prolongados das luas de Júpiter.
Em 1611, nascia Johannes Hevelius, que seria o primeiro astrónomo a observar as fases de Mercúrio.
Hevelius também ganhou reputação como "fundador da topografia lunar" e descreveu dez novas constelações, sete das quais são ainda hoje reconhecidas pelos astrónomos. Morreria neste mesmo dia em 1687, quando fazia 76 anos.
Em 1612, Galileu observa pela primeira vez o planeta Neptuno, confundindo-o com uma estrela 233 anos antes da sua descoberta.
Em 1622 nascia Adrien Auzout, astrónomo francês que fez observações de cometas e argumentou a favor das suas órbitas elípticas ou parabólicas. Foi um dos membros fundadores do Observatório de Paris.
Em 1986, o vaivém espacial Challenger explode 73 segundos depois de descolar. A tripulação inteira morre: Francis Scobee, Michael Smith, Judith Resnik, Ellison Onizuka, Ronald McNair, Gregory Jarvis e Sharon Christa McAuliffe. HOJE, NO COSMOS:
O Grande Quadrado de Pégaso
já está ficando baixo a oeste depois do anoitecer, apoiado num canto. Entretanto, a Ursa Maior sobe a norte-nordeste, apoiada na "pega" da sua "frigideira".
DIA 29/01: 29.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO HOJE, NO COSMOS:
Lua Nova, pelas 12:36.
As Plêiades e as Híades são os enxames estelares mais famosos da constelação de Touro, que está agora bem alta e a hospedar o planeta Júpiter. Mas na mesma constelação, à espera do seu telescópio, estão também os enxames largos e dispersos NGC 1746 e NGC 1647, e o par de enxames mais pequenos NGC 1807 e NGC 1817,
que mais parecem duas pequenas linhas paralelas.
DIA 30/01: 30.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1964, era lançada a sonda Ranger 6 da NASA.
A sua missão era filmar a Lua televisivamente até se despenhar sobre ela.
Em 2013, o Naro-1 torna-se o primeiro veículo de lançamento da Coreia do Sul. HOJE, NO COSMOS:
O seu céu é escuro o suficiente para observar a Via Láctea? Agora, depois da hora de jantar, corre verticalmente desde Cão Maior baixo a sudeste, sobe entre Orionte e Gémeos, através de Cocheiro e Perseu e desce pela Cassiopeia, Cefeu e Cisne até ao horizonte a noroeste.
Webb observa a formação e expansão de conchas de poeira rica em carbono
Duas imagens no infravermelho médio, obtidas pelo Telescópio Espacial James Webb da NASA, de Wolf-Rayet 140, mostram poeira rica em carbono a mover-se no espaço. À direita, os dois triângulos das imagens principais são comparados para mostrar a diferença que 14 meses fazem: a poeira está a afastar-se das estrelas centrais a quase 1% da velocidade da luz. Estas estrelas estão a 5000 anos-luz de distância, na nossa Via Láctea.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI; ciência - Emma Lieb (Universidade de Denver), Ryan Lau (NOIRLab da NSF), Jennifer Hoffman (Universidade de Denver)
Há muito que os astrónomos tentam descobrir como é que elementos como o carbono, que é essencial para a vida, se distribuem pelo Universo. Agora, o Telescópio Espacial James Webb da NASA examinou com mais pormenor uma fonte contínua de poeira rica em carbono na nossa Galáxia: Wolf-Rayet 140, um sistema de duas estrelas massivas que seguem uma órbita estreita e alongada.
Quando passam uma pela outra (dentro do ponto branco central nas imagens do Webb), os ventos estelares de cada estrela chocam entre si, o material comprime-se e forma-se poeira rica em carbono. As observações mais recentes do Webb mostram 17 conchas de poeira que brilham no infravermelho médio e que estão a expandir-se a intervalos regulares para o espaço circundante.
"O telescópio não só confirmou que estas conchas de poeira são reais, como os seus dados também mostraram que as conchas de poeira se estão a mover para fora a velocidades consistentes, revelando mudanças visíveis em períodos de tempo incrivelmente curtos", disse Emma Lieb, autora principal do novo artigo científico e estudante de doutoramento na Universidade de Denver, no estado norte-americano do Colorado.
Cada concha está a afastar-se das estrelas a mais de 2600 quilómetros por segundo, quase 1% da velocidade da luz. "Estamos habituados a pensar que os acontecimentos no espaço têm lugar lentamente, ao longo de milhões ou milhares de milhões de anos", acrescentou Jennifer Hoffman, coautora e professora na Universidade de Denver. "Neste sistema, o observatório está a mostrar que as conchas de poeira se estão a expandir de um ano para o outro".
Como um relógio, os ventos das estrelas geram poeira durante vários meses a cada oito anos, quando o par se aproxima mais durante a órbita larga e alongada. O Webb também mostra como a formação de poeira varia - procure a região mais escura no canto superior esquerdo em ambas as imagens.
Esta animação alterna entre duas observações infravermelhas do Telescópio Espacial James Webb da NASA de Wolf-Rayet 140. Em apenas 14 meses, o Webb mostrou que a poeira do sistema se expandiu. Este sistema binário emitiu mais de 17 conchas de poeira ao longo de 130 anos.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI; ciência - Emma Lieb (Universidade de Denver), Ryan Lau (NOIRLab da NSF), Jennifer Hoffman (Universidade de Denver)
As imagens do telescópio no infravermelho médio mostram conchas que persistiram durante mais de 130 anos (conchas mais antigas dissiparam-se bastante e são agora demasiado ténues para serem detetadas). Os investigadores especulam que as estrelas acabarão por gerar dezenas de milhares de conchas de poeira ao longo de centenas de milhares de anos.
"As observações no infravermelho médio são absolutamente cruciais para esta análise, uma vez que a poeira neste sistema é bastante fria. O infravermelho próximo e o visível só mostrariam as conchas mais próximas da estrela", explicou Ryan Lau, coautor e astrónomo do NOIRLab da NSF em Tuscon, Arizona, EUA, que liderou a investigação inicial deste sistema. "Com estes novos e incríveis detalhes, o telescópio também nos permite estudar exatamente quando as estrelas estão a formar poeira - quase até ao dia".
A distribuição da poeira não é uniforme. Embora isso não seja óbvio à primeira vista, o zoom nas conchas das imagens do Webb revela que alguma da poeira se "amontoou", formando nuvens amorfas e delicadas que são tão grandes como todo o nosso Sistema Solar. Muitas outras partículas individuais de poeira flutuam livremente. Cada grão é tão pequeno como um centésimo da largura de um cabelo humano. Aglomerada ou não, toda a poeira se move à mesma velocidade e é rica em carbono.
O futuro deste sistema
O que acontecerá a estas estrelas ao longo de milhões ou milhares de milhões de anos, depois de terem acabado de "pulverizar" o seu ambiente com poeira? A estrela Wolf-Rayet deste sistema é 10 vezes mais massiva do que o Sol e está a aproximar-se do fim da sua vida. No seu "ato" final, esta estrela explodirá como uma supernova - possivelmente destruindo algumas ou todas as conchas de poeira - ou colapsará num buraco negro, o que deixaria as conchas de poeira intactas.
Embora ninguém possa prever com certeza o que vai acontecer, os investigadores estão a torcer pelo cenário do buraco negro. "Uma questão importante em astronomia é: de onde vem toda a poeira do Universo?" disse Lau. "Se uma poeira rica em carbono como esta sobreviver, pode ajudar-nos a começar a responder a essa pergunta".
"Sabemos que o carbono é necessário para a formação de planetas rochosos e de sistemas solares como o nosso", acrescentou Hoffman. "É excitante ter um vislumbre de como os sistemas estelares binários não só criam poeira rica em carbono, mas também a lançam na nossa vizinhança galáctica".
Estes resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal Letters e foram apresentados numa conferência de imprensa na 245.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana em National Harbor, no estado de Maryland.
Astrónomos espantados: enigmáticas rajadas de rádio parecem ser oriundas de estrelas de neutrões
Observações altamente detalhadas de duas dúzias de rajadas rápidas de rádio descobertas pelo telescópio Westerbork mostraram que os flashes foram provavelmente emitidos por estrelas de neutrões jovens, magnetizadas e altamente energéticas, como ilustrado aqui.
Crédito: van Leeuwen/ASTRON
Há alguns anos, os astrónomos descobriram que o Universo está continuamente a ser trespassado por flashes curtos mas muito brilhantes de ondas rádio. Estas denominadas FRBs (Fast Radio Bursts, em português "rajadas rápidas de rádio") duram apenas cerca de 1 milissegundo, mas nesse curto espaço de tempo produzem mais energia do que o Sol produz num mês. Os astrónomos estão muito interessados em saber como é que a natureza consegue produzir quantidades tão grandes de energia.
Até agora, os detentores do recorde de produção de energia eram as estrelas de neutrões, os remanescentes de estrelas que explodiram no nosso grupo local de estrelas que é a Via Láctea. A gravidade, a densidade e a radiação em torno destas estrelas de neutrões já constituem alguns dos ambientes mais extremos conhecidos, e podem ser observadas a distâncias de cerca de 100.000 anos-luz. As recém-descobertas rajadas rápidas de rádio, no entanto, brilham mil milhões de vezes mais do que as estrelas de neutrões. É um brilho tão intenso que chegam à Terra vindas do Universo distante, muito para além da nossa Via Láctea, depois de viajarem até mil milhões de anos-luz.
Após mais de dois anos de observação, o WSRT (Westerbork Synthesis Radio Telescope) descobriu 24 novas FRBs, de acordo com um estudo publicado dia 23 de janeiro na revista Astronomy & Astrophysics. A sua autora principal, Inés Pastor-Marazuela do ASTRON (Netherlands Institute for Radio Astronomy) e da Universidade de Amesterdão, explica: "Conseguimos estudar estes surtos com um nível de detalhe incrível. Descobrimos que a sua forma é muito semelhante à que vemos em estrelas de neutrões jovens".
As outras características das misteriosas rajadas apontam na mesma direção, diz Pastor-Marazuela, atualmente bolseira na Universidade de Manchester: "A forma como os flashes de rádio foram produzidos, e depois modificados à medida que viajavam pelo espaço durante milhares de milhões de anos, também está de acordo com uma origem em estrelas de neutrões, tornando a conclusão ainda mais forte".
Os astrónomos puderam fazer analisar tão profundamente os sinais porque o WSRT foi atualizado com um supercomputador experimental, chamado ARTS (Apertif Radio Transient System), especificamente para estudar FRBs. "Geralmente não sabemos quando ou onde aparecerá a próxima FRB", diz o líder da investigação Joeri van Leeuwen (ASTRON), "por isso temos um vasto computador a analisar constantemente todos os sinais de rádio do céu".
Os astrónomos ensinaram o ARTS a procurar erupções muito curtas, muito brilhantes e vindas de muito longe, porque esperavam que esses flashes fossem os mais extremos e interessantes. Quando o supercomputador encontra essas explosões, foca-se autonomamente nesses dados e informa os astrónomos. Van Leeuwen: "Passado algum tempo, a semelhança com as erupções que conhecemos de estrelas de neutrões altamente magnéticas começou a surgir e ficámos muito entusiasmados por termos levantado parte do véu em torno destas explosões intrigantes".
"Estávamos a começar a pensar que estávamos perto de compreender como é que estrelas de neutrões normais podem brilhar tão intensamente no rádio", diz van Leeuwen. "Mas depois o Universo 'aparece' e torna o puzzle mil milhões de vezes mais difícil. Isso é ótimo".
Mesmo com o aparecimento deste novo enigma, a equipa está entusiasmada por ter conseguido resolver o enigma da natureza das FRBs, ligando-as agora a estrelas de neutrões jovens. Pastor-Marazuela: "É espantoso trabalhar com estas FRBs distantes, sentir que estamos a estudá-las de perto a partir de uma única erupção e descobrir que parecem ser estrelas de neutrões".
Os desafios para a vida em planetas que orbitam estrelas anãs vermelhas
Esta ilustração artística representa os resultados de um novo estudo que examina os efeitos dos raios X e de outras radiações altamente energéticas libertadas sobre potenciais exoplanetas pela estrela Wolf 359, uma anã vermelha próxima. Os investigadores usaram o Chandra e o XMM-Newton para estudar o impacto dos raios X constantes e da radiação ultravioleta energética de Wolf 359 nas atmosferas de planetas que possam estar a orbitar a estrela. Descobriram que apenas um planeta com gases de efeito de estufa, como o dióxido de carbono, na sua atmosfera e a uma distância relativamente grande de Wolf 359 teria hipóteses de suportar a vida tal como a conhecemos.
Crédito: raios X - NASA/CXC/SAO/S.Wolk, et al.; ilustração - NASA/CXC/SAO/M.Weiss; processamento de imagem - NASA/CXC/SAO/N. Wolk
Os planetas à volta de outras estrelas têm de estar preparados para condições climáticas espaciais extremas, de acordo com um novo estudo do Observatório de raios X Chandra da NASA e do XMM-Newton da ESA que examinou os efeitos dos raios X em potenciais planetas à volta do tipo mais comum de estrelas.
Os astrónomos descobriram que apenas um planeta com gases de efeito de estufa na sua atmosfera, como a Terra, e a uma distância relativamente grande da estrela que estudaram, teria hipóteses de suportar vida tal como a conhecemos.
Wolf 359 é uma anã vermelha com uma massa de cerca de um-décimo da massa do Sol. As anãs vermelhas são as estrelas mais comuns do Universo e vivem durante milhares de milhões de anos, proporcionando tempo suficiente para o desenvolvimento da vida. A uma distância de apenas 7,8 anos-luz, Wolf 359 é também uma das estrelas mais próximas do Sistema Solar.
"Wolf 359 pode ajudar-nos a desvendar os segredos das estrelas e da habitabilidade", disse Scott Wolk, do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian, que liderou o estudo. "Está muito perto e pertence a uma classe de estrelas muito importante - é uma ótima combinação".
Dado que as anãs vermelhas são o tipo de estrelas mais comuns, os astrónomos têm-se esforçado por encontrar exoplanetas em seu redor. Os astrónomos encontraram algumas evidências da existência de dois planetas em órbita de Wolf 359, utilizando telescópios óticos, mas essas conclusões foram contestadas por outros cientistas.
"Apesar de ainda não termos provas da existência de planetas em torno de Wolf 359, parece muito possível que albergue múltiplos planetas", acrescentou Wolk. "Isto faz com que seja uma excelente plataforma de teste para ver as condições a que os planetas estariam sujeitos à volta deste tipo de estrela".
Wolk e os seus colegas usaram o Chandra e o XMM para estudar as quantidades de raios X constantes e de radiação ultravioleta (UV) extrema - o tipo mais energético de radiação UV - que Wolf 359 libertaria para os possíveis planetas à sua volta.
Descobriram que Wolf 359 está a produzir radiação prejudicial suficiente para que apenas um planeta com gases de efeito de estufa, como o dióxido de carbono, na sua atmosfera - e localizado a uma distância relativamente grande da estrela - seja capaz de sustentar a vida.
"Apenas estar suficientemente longe da radiação nociva da estrela não seria suficiente para o tornar habitável", disse o coautor Vinay Kashyap, também do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian. "Um planeta à volta de Wolf 359 também teria de estar coberto de gases de efeito de estufa, tal como a Terra".
Para estudar os efeitos da radiação energética na habitabilidade dos candidatos a planeta, a equipa considerou a zona habitável da estrela - a região à volta de uma estrela onde pode existir água líquida à superfície de um planeta.
O limite exterior da zona habitável de Wolf 359 é cerca de 15% da distância entre a Terra e o Sol, porque a anã vermelha é muito menos brilhante do que o Sol. Nenhum dos planetas candidatos neste sistema está localizado na zona habitável de Wolf 359, estando um demasiado perto da estrela e o outro demasiado longe.
"Se o planeta interior de facto existir, os raios X e UV extremos a que está sujeito destruiria a atmosfera deste planeta em apenas cerca de um milhão de anos", disse o coautor Ignazio Pillitteri do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian e do Instituto Nacional de Astrofísica em Palermo, Itália.
A equipa também considerou os efeitos da radiação em planetas ainda não detetados dentro da zona habitável. Concluíram que um planeta como a Terra, no meio da zona habitável, deveria ser capaz de manter uma atmosfera durante quase dois mil milhões de anos, enquanto um planeta próximo do limite exterior poderia durar indefinidamente, ajudado pelos efeitos de aquecimento dos gases de efeito de estufa.
Outro grande perigo para os planetas que orbitam estrelas como Wolf 359 são as erupções de raios X, ou surtos brilhantes e ocasionais de raios X, para além da emissão diária e constante da estrela. A combinação de observações efetuadas com o Chandra e o XMM-Newton resultou na descoberta de 18 erupções de raios X em Wolf 359 ao longo de 3,5 dias.
Extrapolando a partir destas erupções observadas, a equipa espera que surtos muito mais poderosos e prejudiciais ocorram durante períodos de tempo mais longos. Os efeitos combinados da radiação constante de raios-X e UV e das erupções implicam que é pouco provável que qualquer planeta localizado na zona habitável tenha uma atmosfera significativa durante tempo suficiente para que a vida multicelular, tal como a conhecemos na Terra, se forme e sobreviva. A exceção é o limite exterior da zona habitável, se o planeta tiver um efeito de estufa significativo.
Estes resultados foram apresentados na 245.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana em National Harbor, no estado norte-americano de Maryland, e estão a ser preparados para publicação numa revista científica.
Einstein Probe deteta intrigante explosão cósmica (via ESA)
A Einstein Probe abriu uma nova janela para o distante Universo de raios X, prometendo-nos novas perspetivas das explosões mais longínquas do cosmos. Menos de três meses após o seu lançamento, a nave espacial já descobriu uma explosão intrigante de raios X que poderá obrigar a mudar a forma como explicamos as extraordinárias explosões conhecidas como GRBs. Ler fonte
Astrofísicos revelam estrutura de 74 cinturas exocometárias em órbita de estrelas vizinhas (via IAC)
Os cientistas obtiveram pela primeira vez imagens de um grande número de cinturas de exocometas em torno de estrelas próximas e dos minúsculos seixos que nelas se encontram. As imagens cristalinas mostram a luz emitida por estes seixos milimétricos que orbitam 74 estrelas próximas com uma grande variedade de idades - desde as que estão a sair do nascimento até às que se encontram em sistemas mais maduros como o nosso próprio Sistema Solar. Ler fonte
Álbum de fotografias Poeira Estelar e a Nuvem Molecular de Perseu
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Jeff Schilling
Nuvens de poeira estelar flutuam nesta paisagem de céu profundo, ao longo da nuvem molecular de Perseu, a cerca de 850 anos-luz de distância. Nebulosas poeirentas que refletem a luz de jovens estrelas embebidas destacam-se neste campo de visão com quase 4 graus de largura. Com uma característica cor azulada, a nebulosa de reflexão NGC 1333 é proeminente perto do centro. Traços de emissão vermelha contrastante de objetos de Herbig-Haro, os jatos e o gás incandescente que emana de estrelas recentemente formadas, estão espalhados pela vastidão poeirenta. Embora se estejam a formar, na nuvem molecular, muitas estrelas, a maioria está obscurecida pela poeira omnipresente em comprimentos de onda visíveis. O ambiente caótico que rodeia NGC 1333 pode ser semelhante àquele em que o nosso Sol se formou há mais de 4,5 mil milhões de anos. À distância estimada da nuvem molecular de Perseu, esta cena cósmica estender-se-ia por cerca de 80 anos-luz.
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