OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
Em março haverá um eclipse solar e nós estaremos na Ponte Romana em Tavira para o observar com toda a segurança. O eclipse solar também será observado em simultâneo em Faro, pelo Centro Ciência Viva do Algarve e em Lagos pelo Centro Ciência Viva de Lagos. A atividade é gratuita. Participe! Data: 29 de março de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
Esta atividade depende das condições atmosféricas Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
MANHÃS ASTRONÓMICAS EM FARO
Iremos realizar uma sessão de observação do eclipse solar parcial em simultâneo com o Centro Ciência Viva de Tavira e com o Centro Ciência Viva de Lagos. A sessão é gratuita e não sujeita a marcação. Data: 29 de março de 2025 Hora: 09:30 - 11:30 Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 14/03: 73.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1835, nascia Giovanni Schiaparelli, astrónomo italiano que observou Marte e afirmou que via grandes sistemas de canais em Marte. Foi também o primeiro a demonstrar que as Perseídas e as Leónidas estavam associadas com os cometas e descobriu o asteroide 69 Hesperia.
Em 1879, nascia Albert Einstein.
Mundialmente famoso pela sua teoria da relatividade e especificamente pela equivalência massa-energia. Recebeu em 1921 o Nobel da Física, graças à descoberta do efeito fotoeléctrico.
Em 1995, o astronauta Norman Thagard torna-se o primeiro americano a ir para o espaço a bordo de um veículo de lançamento russo. HOJE, NO COSMOS:
Lua Cheia, pelas 06:55.
A Lua nasce ao lusco-fusco. À medida que sobe pelo céu depois do cair da noite, observe a área para baixo do nosso satélite natural (mais ou menos dois punhos à distância do braço esticado) até encontrar a estrela Espiga. Espiga nasce cerca de 2 horas depois da Lua.
DIA 15/03: 74.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1713, nascia Nicolas Lacaille, cujas medições confirmaram o bojo equatorial da Terra; deu nome a 14 constelações do Hemisfério Sul.
Em 1972, a NASA anunciava o seu programa do Vaivém Espacial.
Em 2004, foi anunciada a descoberta de 90377 Sedna, um dos objetos naturais mais longínquos já observados no Sistema Solar (além dos cometas de longo-período).
Em 2009, lançamento da missão STS-119. HOJE, NO COSMOS:
Agora a Lua nasce quando já é de noite e Espiga está menos de um punho à distância do braço esticado para baixo.
Para a direita de Espiga, cerca de punho e meio à distância do braço esticado, aviste
o padrão de quatro estrelas de Corvo.
Ao dobro dessa distância, mas para a esquerda de Espiga e da Lua, brilha a estrela Arcturo.
DIA 16/03: 75.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1750, nascia Caroline Herschel, astrónoma e irmã de William Herschel, com quem trabalhou. A sua maior contribuição para a astronomia foi a descoberta de vários cometas e em particular o cometa periódico 35P/Herschel-Rigollet. Foi a primeira mulher a ser remunerada pela sua contribuição à ciência e recebeu vários prémios e honras internacionais.
Em 1918, nascia Frederick Reines, físico americano que recebeu em 1995 o Prémio Nobel da Física pela sua codeteção do neutrino juntamente com Clyde Cowan. Pode muito bem ser o único cientista na história "tão intimamente ligado à descoberta de uma partícula elementar e consequente investigação das suas propriedades fundamentais".
Em 1926, o foguete lançado pelo físico Robert H. Goddard torna-se no primeiro a combustível líquido; demonstra a praticabilidade dos foguetões e convence Goddard de que um dia estes serão capazes de fazer aterrar seres humanos na Lua.
Goddard lança o seu aparelho num voo de dois segundos e meio a partir de um campo pertencente à sua tia Effie perto de Auburn, Massachusetts, EUA. Viaja 56 metros a uma velocidade de 96,6 km/h e alcança uma altitude de apenas 12,5 metros.
Em 1942, primeiro lançamento de teste do foguetão V-2. Explode na descolagem.
Em 1966 era lançada a Gemini 8 - o primeiro acoplamento de dois veículos espaciais no espaço (com Agena).
Em 1999, a equipa da Lunar Prospector no Centro de Pesquisa Ames da NASA anuncia descobertas que confirmam que a massa da Lua é na sua maioria material ejetado da Terra aquando do impacto com um objeto do tamanho de Marte.
Em 2005, a sonda Cassini descobre a atmosfera de Encélado. HOJE, NO COSMOS:
Agora a Lua, cada vez mais minguante, nasce cerca de uma hora depois de ficar totalmente noite, desta vez seguindo logo Espiga em vez de a anteceder.
DIA 17/03: 76.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1958 era lançada a primeira sonda a energia solar, a Vanguard 1.
Transportava um sensor de medição de temperatura e um transmissor de rádio. O seu sistema de energia parou em 1964, embora se pensasse que continuaria a orbitar a Terra e a transmitir dados durante 1000 anos.
Em 2013, o maior meteorito (desde que a NASA começou a observar a Lua em 2005) atinge a Lua. HOJE, NO COSMOS:
Esta é a altura do ano em que Orionte começa a inclinar-se a sudoeste após o cair da noite, ficando a sua Cintura mais ou menos horizontal. Mas quando é que a Cintura de Orionte fica mesmo horizontal? Isso depende de quão para este-oeste o observador está no seu fuso horário, e da latitude.
Encontrado um sistema planetário em torno da estrela individual mais próxima
Ilustração dos exoplanetas em torno da Estrela de Barnard.
Crédito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/P. Marenfeld
Usando em parte o telescópio Gemini North, metade do Observatório Internacional Gemini, os astrónomos descobriram quatro exoplanetas subterrestres em órbita da Estrela de Barnard, o sistema mais próximo da Terra composto por apenas uma estrela. Um dos planetas é o menos massivo alguma vez descoberto usando a técnica da velocidade radial, indicando um novo ponto de referência para a descoberta de planetas mais pequenos em torno de estrelas próximas.
Há já um século que os astrónomos estudam a Estrela de Barnard na esperança de encontrar planetas em órbita. Descoberta pela primeira vez por E. E. Barnard no Observatório Yerkes em 1916, é o sistema, com apenas uma estrela, mais próximo da Terra (o sistema Alpha Centauri é o mais próximo, mas tem três estrelas). A Estrela de Barnard está classificada como uma anã vermelha - estrelas de baixa massa que frequentemente albergam sistemas planetários íntimos, muitas vezes com múltiplos planetas rochosos. As anãs vermelhas são extremamente numerosas no Universo, pelo que os cientistas estão interessados em compreender os ambientes dos planetas que elas albergam.
Um desses esforços foi liderado por Jacob Bean, da Universidade de Chicago, cuja equipa criou um instrumento chamado MAROON-X, concebido especificamente para procurar planetas distantes em torno de estrelas anãs vermelhas. O MAROON-X está montado no telescópio Gemini North, metade do Observatório Internacional Gemini, financiado em parte pela NSF (National Science Foundation) dos EUA e operado pelo NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory).
O MAROON-X procura exoplanetas usando a técnica da velocidade radial, o que significa que deteta a subtil oscilação para a frente e para trás de uma estrela, à medida que os seus exoplanetas a puxam gravitacionalmente, o que faz com que a luz emitida pela estrela se desloque ligeiramente em termos de comprimento de onda. O potente instrumento mede estas pequenas oscilações da luz com tanta precisão que até consegue determinar o número e a massa dos planetas que devem estar a orbitar a estrela para produzir o efeito observado.
Depois de calibrar e analisar rigorosamente os dados recolhidos durante 112 noites ao longo de um período de três anos, a equipa encontrou evidências sólidas da existência de três exoplanetas em torno da Estrela de Barnard, dois dos quais já tinham sido classificados como candidatos. A equipa também combinou dados do MAROON-X com dados de um estudo de 2024 feito com o instrumento ESPRESSO no VLT (Very Large Telescope) do ESO, no Chile, para confirmar a existência de um quarto planeta, elevando-o também de candidato a genuíno.
"É uma descoberta realmente excitante - a Estrela de Barnard é nossa vizinha cósmica e, no entanto, sabemos tão pouco sobre ela", diz Ritvik Basant, estudante de doutoramento na Universidade de Chicago e primeiro autor do artigo científico publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. "Com a precisão destes novos instrumentos, está a sinalizar um avanço em relação às gerações anteriores".
Os planetas recém-descobertos são, muito provavelmente, planetas rochosos e não planetas gasosos como Júpiter. No entanto, será difícil determinar com certeza este facto, uma vez que, devido ao ângulo em que os observamos da Terra, os planetas não se cruzam em frente da sua estrela, que é o método habitual para determinar a composição de um planeta. Mas com informações de planetas semelhantes em torno de outras estrelas, a equipa poderá fazer melhores estimativas da sua composição.
No entanto, conseguiram excluir, com um grau de certeza razoável, a existência de outros exoplanetas com massas comparáveis à da Terra na zona habitável da Estrela de Barnard - a região do espaço em torno de uma estrela que é a adequada para permitir a existência de água líquida à superfície de um planeta em órbita.
A Estrela de Barnard tem sido chamada a "grande baleia branca" para os caçadores de exoplanetas; várias vezes ao longo do último século, grupos anunciaram evidências que sugeriam a existência de planetas em torno da Estrela de Barnard, apenas para serem posteriormente refutadas. Mas estas últimas descobertas dão um grau de confiança muito maior do que qualquer outro resultado anterior.
"Observámos a diferentes horas da noite, em dias diferentes. Eles estão no Chile, nós estamos no Hawaii. As nossas equipas não coordenaram nada entre si", diz Basant. "Isso dá-nos muita segurança de que não se trata de fantasmas nos dados".
Os quatro planetas, cada um com apenas cerca de 20 a 30% da massa da Terra, estão tão perto da sua estrela natal que completam uma órbita numa questão de dias. O quarto planeta é o planeta menos massivo descoberto até à data usando a técnica da velocidade radial. A equipa espera que isto desencadeie uma nova era de descoberta de mais e mais exoplanetas subterrestres no Universo.
A maioria dos planetas rochosos encontrados até agora são muito maiores do que a Terra e parecem ser bastante semelhantes em toda a Galáxia. Mas há razões para pensar que os exoplanetas mais pequenos têm composições mais variadas. À medida que os cientistas forem encontrando mais deles, poderão começar a obter mais informações sobre o modo como estes exoplanetas se formam e o que os torna suscetíveis de terem condições habitáveis.
"A NSF dos EUA está a colaborar com a comunidade astronómica numa aventura para olhar mais fundo no Universo e detetar planetas com ambientes que se possam assemelhar ao da Terra", diz Martin Still, diretor do programa da NSF para o Observatório Internacional Gemini. "As descobertas de planetas, proporcionadas pelo MAROON-X montado no Gemini North, constituem um passo significativo nessa viagem".
O MAROON-X continua a ser um instrumento "visitante" no Gemini North. Dado o seu excelente desempenho e popularidade junto da comunidade de utilizadores, está em vias de ser convertido num instrumento permanente.
"Este resultado demonstra as capacidades competitivas e de ponta que o Gemini oferece à sua comunidade de utilizadores. O observatório está a rejuvenescer o seu portfólio de instrumentos e o MAROON-X faz parte da primeira vaga de novos instrumentos, juntamente com o GHOST no Gemini South e o IGRINS-2 no Gemini North", afirma Andreas Seifahrt, Diretor Associado de Desenvolvimento do Observatório Internacional Gemini, coautor do artigo científico e membro da equipa que concebeu e construiu o MAROON-X.
Impressão de artista de Saturno e de algumas das suas luas.
Crédito: NASA/Centro de Voo Espacial Goddard
Desculpa lá, Júpiter: Saturno deixou o seu antigo rival para trás com um novo total de 274 luas, quase o dobro de todos os outros planetas juntos.
A UAI (União Astronómica Internacional) reconheceu a descoberta feita por astrónomos de Taiwan, Canadá, EUA e França no dia 11 de março.
A equipa utilizou o CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope) para monitorizar repetidamente o céu em torno de Saturno entre 2019 e 2021, com detalhes minuciosos, combinando várias imagens para reforçar o sinal de um objeto astronómico. Esta fase inicial produziu 62 luas - e um número ainda maior de outros objetos que, na altura, não podiam ser designados.
"Com o conhecimento de que seriam provavelmente luas, e que provavelmente havia ainda mais à espera de serem descobertas, revisitámos os mesmos campos celestes durante três meses consecutivos em 2023", disse o investigador principal, Dr. Edward Ashton, pós-doutorado no Instituto de Astronomia e Astrofísica da Academia Sinica. "E efetivamente encontrámos 128 novas luas. Com base nas nossas projeções, penso que Júpiter nunca irá encurtar a distância em termo de luas".
Altamente irregulares
Todas as 128 novas luas são "luas irregulares", objetos capturados pelo seu planeta hospedeiro no início da história do Sistema Solar. "Estas luas têm poucos quilómetros de tamanho e são provavelmente todas fragmentos de um número mais pequeno de luas originalmente capturadas que foram quebradas por colisões violentas, quer com outras luas saturnianas quer com cometas que passavam", disse o Dr. Brett Gladman, professor do departamento de física e astronomia da Universidade da Colúmbia Britânica.
Um mistério no sistema irregular de luas de Saturno foi um dos principais motivadores da última pesquisa: dado o elevado número de luas pequenas em comparação com as grandes, é provável que tenha havido uma colisão algures no sistema de Saturno nos últimos 100 milhões de anos - relativamente recente em termos astronómicos. De outra forma, diz o Dr. Gladman, mais tempo e estas luas teriam colidido umas com as outras e ficado em pedaços, o que reduziria preferencialmente a proporção de luas pequenas em relação às maiores.
De facto, a maioria das novas luas descobertas estão perto do subgrupo Mundilfari das luas de Saturno que, dado o seu tamanho, número e concentração orbital, é o local provável da colisão. "A nossa campanha plurianual cuidadosamente planeada produziu uma panóplia de novas luas que nos dizem mais sobre a evolução da população de satélites naturais e irregulares de Saturno", disse o Dr. Ashton.
A equipa inclui também o Dr. Mike Alexandersen do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian e o Dr. Jean-Marc Petit do Observatório de Besançon.
Acabaram-se as luas
Quanto ao que se segue para a equipa, os seus dias de observação de luas podem ter terminado, por agora. "Com a tecnologia atual, não creio que possamos fazer muito melhor do que o que já foi feito para as luas à volta de Saturno, Úrano e Neptuno", disse o Dr. Ashton.
Uma anã branca, que tem uma companheira vermelha, "pisca" a cada duas horas
Impressão de artista de uma anã vermelha (esquerda) e de uma anã branca (para a sua direita) em órbita de um centro gravitacional comum. Isto resulta na emissão de pulsos de rádio.
Crédito: Daniëlle Futselaar/artsource.nl
Uma equipa internacional de astrónomos liderada por cientistas neerlandeses demonstrou que uma anã branca e uma anã vermelha, que se orbitam uma à outra de duas em duas horas, emitem pulsos de rádio. Graças a observações efetuadas com vários telescópios, os investigadores puderam, pela primeira vez, determinar com certeza a origem destes sinais. Os seus resultados foram publicados na revista Nature Astronomy.
Nos últimos anos, graças a melhores técnicas de análise, os investigadores detetaram pulsos de rádio que duram entre segundos e minutos e que parecem ser originários de estrelas da Via Láctea. Existem muitas hipóteses acerca do que desencadeia estes pulsos, mas até agora não havia evidências concretas. Um estudo internacional liderado por Iris de Ruiter, dos Países Baixos, vem alterar esta situação.
De Ruiter, que recebeu o seu doutoramento da Universidade de Amesterdão em outubro de 2024, é agora investigadora pós-doutorada na Universidade de Sydney (Austrália). Durante o último ano do seu doutoramento, desenvolveu um método para procurar pulsos de rádio de segundos a minutos no arquivo LOFAR. Enquanto aperfeiçoava o método, descobriu um único pulso nas observações de 2015. Quando, posteriormente, analisou mais dados de arquivo da mesma zona do céu, descobriu mais seis pulsos. Todos os pulsos provêm de uma fonte chamada ILTJ1101.
Anã vermelha e anã branca
Observações posteriores com o MMT (Multiple Mirror Telescope) de 6,5 m, no estado norte-americano do Arizona, e com o Telescópio Hobby-Eberly, no Texas, mostraram que não é uma estrela que pisca, mas duas estrelas que, em conjunto, são a causa do pulso. As duas estrelas, uma anã vermelha e uma anã branca, orbitam um centro de gravidade comum a cada 125 minutos. Estão localizadas a cerca de 1600 anos-luz de distância na direção da constelação da Ursa Maior.
Os astrónomos pensam que a emissão de rádio é provocada pela interação da anã vermelha com o campo magnético da anã branca.
No futuro, os astrónomos planeiam estudar em detalhe a emissão ultravioleta de ILTJ1101. Isto ajudará a determinar a temperatura da anã branca e a aprender mais sobre a história das anãs brancas e vermelhas.
"Foi especialmente interessante acrescentar novas peças ao puzzle", diz Iris de Ruiter. "Trabalhámos com especialistas de todos os tipos de disciplinas astronómicas. Com diferentes técnicas e observações, aproximámo-nos um pouco mais da solução, passo a passo".
Monopólio desfeito
Graças a esta descoberta, os astrónomos sabem agora que as estrelas de neutrões não têm o monopólio dos pulsos brilhantes de rádio. Nos últimos anos, cerca de dez sistemas emissores de rádio, deste tipo, foram descobertos por outros grupos de investigação. No entanto, estes grupos ainda não conseguiram provar se estes pulsos provêm de uma anã branca ou de uma estrela de neutrões.
Os investigadores estão agora a pesquisar todos os dados do LOFAR para encontrar mais pulsos de longo período. O coautor Kaustubh Rajwade (Universidade de Oxford, Reino Unido), acrescentou: "Provavelmente há muitos mais destes tipos de pulsos de rádio escondidos no arquivo LOFAR e cada descoberta ensina-nos algo novo".
NASA lança missões para estudar o Sol e o início do Universo (via NASA)
O mais recente observatório astrofísico da NASA, SPHEREx, está a caminho para estudar as origens do nosso Universo e a história das galáxias, e para procurar os ingredientes da vida na nossa Galáxia. Abreviatura de "Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer", o SPHEREx descolou às 20:10 (hora local) do passado dia 11 de março a bordo de um foguetão Falcon 9 da SpaceX, do Complexo de Lançamento Espacial 4 Este na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, EUA. A acompanhar o SPHEREx a bordo do Falcon 9 estavam quatro pequenos satélites que compõem a missão PUNCH (Polarimeter to Unify the Corona and Heliosphere) da agência espacial, que irá estudar a forma como a atmosfera exterior do Sol se transforma no vento solar. Ler fonte
Investigação sobre super-Terras e mini-Neptunos sugere que poderão existir mais planetas semelhantes à Terra (via Universidade Rice)
Um novo estudo, realizado por investigadores da Universidade Rice, apresenta um modelo novo e convincente para a formação de super-Terras e mini-Neptunos - planetas que têm 1 a 4 vezes o tamanho da Terra e que estão entre os mais comuns na nossa Galáxia. Usando simulações avançadas, os investigadores propõem que estes planetas emergem de anéis distintos de planetesimais, fornecendo uma nova perspetiva sobre a evolução planetária para lá do nosso Sistema Solar. Os resultados foram recentemente publicados na revista The Astrophysical Journal Letters. Ler fonte
Álbum de fotografias NGC 1672: Galáxia Espiral Barrada, pelo Hubble
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA/Hubble e NASA, O. Fox, L. Jenkins, S. Van Dyk, A. Filippenko, J. Lee e Equipa PHANGS-HST, D. de Martin (ESA/Hubble), M. Zamani (ESA/Hubble)
Muitas galáxias espirais têm barras no seu centro. Pensa-se que até a nossa Galáxia, a Via Láctea, tem uma modesta barra central. A galáxia espiral NGC 1672, aqui apresentada, foi captada com um detalhe espetacular numa imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. São visíveis correntes filamentares e escuras de poeira, jovens enxames de estrelas azuis e brilhantes, nebulosas de emissão, vermelhas e com gás hidrogénio incandescente, uma longa barra brilhante de estrelas ao longo do centro e um núcleo ativo brilhante que provavelmente alberga um buraco negro supermassivo. A luz demora cerca de 60 milhões de anos a chegar até nós a partir de NGC 1672, que se estende por cerca de 75.000 anos-luz de diâmetro. NGC 1672, situada na direção da constelação do Dourado, foi estudada para descobrir como uma barra espiral contribui para a formação de estrelas nas regiões centrais de uma galáxia.
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