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  Astroboletim #2206  
  29/04 a 01/05/2025  
     
 
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NOITES ASTRONÓMICAS EM FARO
O Centro Ciência Viva do Algarve, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, irá realizar uma sessão de observação da Lua.
Data: 5 de maio de 2025
Hora: 21:00 - 23:00
Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
A sessão é gratuita e não sujeita a marcação.
Participe!
Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt

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EFEMÉRIDES

DIA 29/04: 119.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1715, John Flamsteed observa Úrano pela sexta vez.
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Em 1861, R. Luther descobre o asteroide Leto (68).
Em 1872, nascia Forest Ray Moulton, astrónomo americano que, juntamente com Thomas Chamberlin, formulou a hipótese planetesimal Chamberlin-Moulton, que dizia que os planetas coalesceram a partir de corpos mais pequenos que chamaram planetesimais. A sua hipótese necessitava da passagem de uma outra estrela para despoletar esta condensação, um conceito que já caiu em desuso. Moulton também propôs que alguns dos satélites de Júpiter eram planetesimais capturados. Esta teoria foi bem aceite pelos astrónomos, bem como o termo planetesimal. 
Em 1902, M. Wolf descobre o asteroide Pittsburghia (484).
Em 1921, B. Jekhovsky descobre o asteroide Painleva (953).
Em 1930, C. Jackson descobre o asteroide Libya (1268).
Em 1985, lançamento da missão STS-51-B, do vaivém espacial Challenger
Em 1998 são realizadas as primeiras cirurgias bem-sucedidas no espaço, usando como pacientes ratinhos com três semanas a bordo do vaivém espacial Columbia, na missão STS-90.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua, a oeste ao cair da noite, forma um triângulo quase equilátero com Júpiter e Aldebarã.
A brilhante Arcturo sobe alta a este por estas noites. A igualmente brilhante Capella desce a noroeste. Ao final do lusco-fusco estão praticamente à mesma altura no céu.

 

DIA 30/04: 120.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1913, Neujmin e Belyavskij descobrem os asteroides Sulamitis (752) e Tiflis (753).
Em 1935, C. Jackson descobre os asteroides Magoeba (1355) e Numidia (1368).
HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha para cima de Júpiter e um pouco para a direita. São, atualmente, os dois astros mais brilhantes do céu; Júpiter, mesmo distante, tem quase o dobro do brilho de Sirius. Júpiter põe-se por volta das 23:30 e a Lua pouco depois da meia-noite.
Nestas noites de primavera, a longa e ténue constelação de Hidra, a serpente marinha, está a sul. Encontre a sua cabeça, um asterismo com aproximadamente o tamanho do polegar à distância do braço esticado, a sudoeste. Para a esquerda ou para a baixo e para a esquerda da cabeça de Hidra, a cerca de punho e meio à distância do braço esticado, está a estrela laranja de segunda magnitude, Alphard, o solitário coração de Hidra.
O ténue corpo e cauda irregulares de Hidra vão daí até Balança a sudeste. "Transporta" as constelações de Taça e de Corvo às suas costas.
O padrão estelar de Hidra, da cabeça à ponta da cauda, mede 95º. É mais de um-quarto da esfera celeste. Nenhuma outra constelação é tão comprida. Até o padrão estelar da constelação de Erídano só mede 66º de ponta a ponta.

 

DIA 01/05: 121.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1006, a mais brilhante supernova é observada pelos Chineses e Egípcios na constelação de Lobo (Lupus).
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Em 1930, o planeta anão Plutão recebe o seu nome oficial.
Em 1949, Gerard Kuiper descobria Nereida. É o segundo satélite de Neptuno a ser descoberto e o terceiro maior dos satélites conhecidos deste planeta.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua Crescente brilha para a direita dos joelhos dos Gémeos.
Bem acima da Ursa Maior por estas noites, passando perto do zénite, estão três pares de estrelas ténues mas visíveis a olho nu, todas de magnitude três ou quatro, que assinalam os pés da Ursa. São também conhecidas como os "Três Saltos da Gazela" na mitologia árabe. Formam uma linha longa este-oeste mais ou menos a meio entre a "frigideira" da Ursa Maior e a "foice" de Leão. A linha tem 30º (cerca de três punhos à distância do braço esticado).
De acordo com a mitologia árabe, a gazela estava a beber num lago - o ténue mas grande enxame estelar de Cabeleira de Berenice - e fugiu quando assustada pelo movimento da cauda de Leão, Denébola. Leão, no entanto, parece não estar ao corrente da sua potencial presa; está a olhar para o outro lado.
Outra versão desta história diz que a Cabeleira de Berenice é a cauda estendida de Leão e o lago é formado por estrelas na Ursa Maior.

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Cientistas utilizam o Telescópio Espacial James Webb para compreender melhor as origens do Sistema Solar
 
Este é um conceito artístico de um pedaço acidentado de detritos do Sistema Solar que pertence a uma classe de corpos chamados objetos trans-Neptunianos (OTNs). A maioria dos OTNs são pequenos e ténues, o que os torna difíceis de detetar. Em geral, são mais de 100 milhões de vezes mais ténues do que os objetos visíveis a olho nu. Nesta ilustração, o Sol distante é reduzido a uma estrela brilhante a quase 5 mil milhões de quilómetros.
Crédito: NASA, ESA e G. Bacon (STScI)
 

Cientistas descobriram novos detalhes sobre a criação de objetos gelados distantes no espaço para lá de Neptuno, fornecendo uma compreensão mais profunda da formação e crescimento do nosso Sistema Solar.

Utilizando o Telescópio Espacial James Webb, os cientistas analisaram corpos distantes - conhecidos como Objetos Trans-Neptunianos (OTNs) - e encontraram vários vestígios de metanol. As descobertas estão a ajudá-los a classificar melhor os diferentes OTNs e a compreender as complexas reações químicas no espaço que podem estar relacionadas com a formação do nosso Sistema Solar e a origem da vida.

As descobertas, recentemente publicadas na revista The Astrophysical Journal Letters pela Sociedade Astronómica Americana, revelam dois grupos distintos de OTNs com presença de metanol gelado à superfície: um com uma quantidade reduzida de metanol à superfície e um grande reservatório sob a superfície, e outro - mais afastado do Sol - com uma presença globalmente mais fraca de metanol. O estudo sugere que a irradiação cósmica ao longo de milhares de milhões de anos pode ter desempenhado um papel importante na distribuição variada do metanol no primeiro grupo, ao mesmo tempo que levanta novas questões sobre as assinaturas mais fracas do segundo grupo.

Recuando no tempo e no espaço

Os OTNs são importantes para a nossa compreensão das origens do nosso Sistema Solar porque são remanescentes incrivelmente bem preservados do disco protoplanetário - ou disco de gás e poeira que rodeia uma estrela jovem como o Sol - e podem dar aos cientistas um vislumbre minucioso do passado.

Noemí Pinilla-Alonso, professora de investigação do Departamento de Física da Universidade da Flórida Central (UCF), que trabalha agora na Universidade de Oviedo, em Espanha, coliderou a investigação no âmbito do programa DiSCo (Discovering the Surface Compositions of Trans-Neptunian Objects), liderado pela UCF, que inclui a professora associada Ana Carolina de Souza-Feliciano.

Pinilla-Alonso afirma que a investigação ajuda a reconstituir a história da química do Sistema Solar e a obter informações sobre os exoplanetas, onde o metanol e o metano desempenham um papel crucial na formação das atmosferas e na indicação das condições de mundos potencialmente habitáveis.

"O metanol, um álcool simples, foi encontrado em cometas e em OTNs distantes, o que sugere que pode ser um ingrediente primitivo herdado dos primórdios do nosso Sistema Solar - ou mesmo do espaço interestelar", diz Pinilla-Alonso. "Mas o metanol é mais do que um simples vestígio do passado. Quando exposto à radiação, transforma-se em novas substâncias, agindo como uma cápsula química do tempo que revela como estes mundos gelados evoluíram ao longo de milhares de milhões de anos".

O metanol gelado é um precursor chave que pode levar a moléculas orgânicas como os açúcares, e a sua descoberta em OTNs abre caminho a muito mais, diz ela.

Estas diferenças espetrais revelam que nem todos os OTNs se formaram a partir dos mesmos ingredientes moleculares, diz Pinilla-Alonso. Ao invés, as suas composições refletem as suas origens - onde e como se formaram - e as suas transformações ao longo do tempo.

"O que mais me entusiasmou foi perceber que estas diferenças estavam relacionadas com o comportamento do metanol - um ingrediente chave que durante muito tempo não se viu nos OTNs através das observações terrestres", afirma. "As nossas descobertas sugerem que o metanol está a ser destruído na superfície dos OTNs pela irradiação, mas permanece mais abundante na subsuperfície, protegido desta exposição".

Pinilla-Alonso trabalhou em conjunto com investigadores da UCF, incluindo de Souza-Feliciano, que sintetizaram os dados laboratoriais com modelos para explicar melhor o comportamento do metanol.

De Souza-Feliciano ajudou a melhor visualizar as descobertas, reproduzindo algumas das características espetrais que os cientistas estavam a observar, e forneceu apoio matemático para os dados do estudo.

"Uma das maiores surpresas veio do comportamento do metanol", diz De Souza-Feliciano. "A partir de dados de laboratório, as suas assinaturas em comprimentos de onda mais curtos diferem das assinaturas fundamentais em comprimentos de onda mais longos".

De Souza-Feliciano colaborou em projetos de investigação anteriores do DiSCo usando o JWST que caracterizaram objetos binários e outros OTNs distantes.

"O principal artigo científico do DiSCo abordou as principais caraterísticas dos três grupos de OTNs", diz ela. "Este artigo científico entra em detalhe sobre um deles, conhecido como o grupo do penhasco, que é a alcunha para o grupo espetral onde a refletância não aumenta depois de aproximadamente 3,3 micrómetros".

Não só estes OTNs do grupo do penhasco são cápsulas do tempo para o nosso Sistema Solar, como o grupo hospeda OTNs clássicos e frios que, em grande parte, se mantiveram no lugar desde a sua formação, diz de Souza-Feliciano.

"Uma das razões pelas quais este grupo é fundamental para a compreensão do Sistema Solar exterior é o facto de conter todos os OTNs clássicos e frios", afirma. "Os OTNs clássicos e frios são o único grupo dinâmico que provavelmente permaneceu no local onde se formou desde o início do Sistema Solar até hoje".

Colaboração internacional

Rosario Brunetto, astrónomo da Université Paris-Saclay, liderou a investigação com as colegas cientistas Elsa Hénault e Sasha Cryan.

Diz acreditar que esta descoberta colaborativa irá fornecer conhecimentos fundamentais sobre o nosso Sistema Solar e despertar o interesse pela ciência planetária.

"Esta descoberta não só reformula a nossa compreensão dos OTNs, como também fornece uma referência crucial para interpretar as observações do Webb de outros objetos distantes, como os troianos de Neptuno, os centauros e os asteroides, bem como para futuras missões que explorem o Sistema Solar exterior", afirma Brunetto. "Para além do seu significado científico, a procura de metanol no Sistema Solar também alimenta a curiosidade e inspira as novas gerações a explorar o cosmos e a compreender as evoluções químicas no espaço".

// Universidade da Flórida Central (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)

 


Quer saber mais?

OTNs (Objetos trans-Neptunianos):
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
Facebook
X/Twitter
Instagram
Blog do JWST (NASA)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

 
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Astrónomos descobrem que as "super-Terras" com órbitas muito largas são mais comuns do que se pensava
 
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Esta imagem ilustra os resultados de um novo estudo que mediu as massas de muitos planetas em relação às estrelas que os acolhem, levando a novas informações sobre populações de planetas na direção do bojo da Via Láctea. Este estudo, publicado na revista Science, mostra que as super-Terras são comuns e coloca-as no contexto dos planetas gigantes gasosos.
Crédito: Universidade de Westlake
 

Um novo estudo mostra que os planetas maiores do que a Terra e mais pequenos do que Neptuno são comuns para lá do Sistema Solar. A mesma equipa internacional anunciou também a descoberta de um exoplaneta com cerca de duas vezes o tamanho da Terra, que orbita a sua estrela a uma distância superior à de Saturno em torno do Sol.

Estes resultados são outro exemplo de como os sistemas planetários podem ser diferentes do nosso Sistema Solar.

"Encontrámos uma 'super-Terra' - o que significa que é maior do que o nosso planeta natal, mas mais pequeno do que Neptuno - num local onde antes só se encontravam planetas milhares ou centenas de vezes mais massivos do que a Terra", disse Weicheng Zang, bolseiro do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian. É o autor principal de um artigo científico que descreve estes resultados na última edição da revista Science.

A descoberta desta nova super-Terra, mais distante, é ainda mais significativa porque faz parte de um levantamento mais alargado. Ao medir as massas de muitos planetas relativamente às estrelas que os acolhem, a equipa descobriu novas informações sobre as populações de planetas na Via Láctea.

Este estudo utilizou microlentes gravitacionais, um efeito em que a luz de objetos distantes é ampliada por um corpo interveniente, como um planeta. As microlentes são particularmente eficazes para encontrar exoplanetas a grandes distâncias - aproximadamente entre as órbitas da Terra e de Saturno - das suas estrelas hospedeiras. O maior estudo do seu género, este trabalho tem cerca de três vezes mais exoplanetas e inclui alguns cerca de oito vezes mais pequenos do que amostras anteriores encontradas usando a técnica de microlente.

Os investigadores utilizaram dados da KMTNet (Korea Microlensing Telescope Network). Esta rede é constituída por três telescópios no Chile, África do Sul e Austrália, o que permite uma monitorização ininterrupta do céu noturno.

"Os dados atuais dão uma ideia de como os planetas frios se formam", disse o professor Shude Mao da Universidade de Tsinghua e da Universidade de Westlake, na China. "Nos próximos anos, a amostra será quatro vezes maior e, assim, poderemos restringir o modo como estes planetas se formam e evoluem de maneira ainda mais rigorosa com os dados da KMTNet".

O nosso Sistema Solar é constituído por quatro planetas interiores pequenos e rochosos (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) e quatro planetas exteriores grandes e gasosos (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno). As pesquisas exoplanetárias efetuadas até à data utilizando outras técnicas, ou seja, de planetas em trânsito com telescópios como o Kepler e o TESS e pesquisas de velocidade radial, mostraram que outros sistemas podem conter uma variedade de planetas pequenos, médios e grandes em órbitas mais pequenas do que a da Terra em torno do Sol.

O último trabalho da equipa liderada pelo Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian mostra que as super-Terras também são comuns nas regiões exteriores de outros sistemas solares. "Esta medição da população de planetas, desde planetas um pouco maiores do que a Terra até ao tamanho de Júpiter e ainda maiores, mostra-nos que os planetas, e especialmente as super-Terras, em órbitas mais largas do que a órbita da Terra, são abundantes na Galáxia", disse a coautora Jennifer Yee do Observatório Astrofísico Smithsonian, que faz parte do Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian.

"Este resultado sugere que, em órbitas semelhantes às de Júpiter, a maioria dos sistemas planetários pode não espelhar o nosso Sistema Solar", disse o coautor Youn Kil Jung, do Instituto Coreano de Astronomia e Ciências Espaciais, que opera a KMTNet.

Os investigadores estão também a tentar determinar quantas super-Terras existem em comparação com o número de exoplanetas do tamanho de Neptuno. Este estudo mostra que existem pelo menos tantas super-Terras quanto planetas do tamanho de Neptuno.

Para além da KMTNet, os grupos de pesquisa OGLE (Optical Gravitational Lens Experiment) e MOA (Microlensing Observations in Astrophysics) contribuíram com dados para a caracterização planetária.

// Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Science)

 


Quer saber mais?

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de exoplanetas mais próximos (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Lista de exoplanetas candidatos a albergar água líquida (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Exoplanet.eu

KMTNet (Korea Microlensing Telescope Network):
Página oficial

OGLE (Optical Gravitational Lens Experiment):
Página oficial
Wikipedia

MOA (Microlensing Observations in Astrophysics):
Página oficial
Wikipedia

 
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Álbum de fotografias
NGC 6164: O Ovo do Dragão

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(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Daniel Stern
 
A linda nebulosa de emissão NGC 6164 foi criada por uma rara, quente e luminosa estrela do tipo O, cerca de 40 vezes mais massiva do que o Sol. Vista no centro da nuvem cósmica, a estrela tem apenas 3 a 4 milhões de anos. Dentro de mais três ou quatro milhões de anos, a estrela massiva terminará a sua vida numa explosão de supernova. Com uma extensão de cerca de 4 anos-luz, a nebulosa tem uma simetria bipolar. O seu aspeto é semelhante ao das nebulosas planetárias mais comuns e familiares - os invólucros gasosos que rodeiam estrelas moribundas semelhantes ao Sol. Também como muitas nebulosas planetárias, NGC 6164 tem um halo ténue e extenso, revelado nesta imagem profunda da região. Expandindo-se para o meio interestelar circundante, o material no halo é provavelmente de uma anterior fase ativa da estrela O. Esta deslumbrante vista telescópica é uma composição de extensos dados de imagens de banda estreita, destacando o brilhante hidrogénio gasoso atómico a vermelho e o oxigénio em tons esverdeados, com dados de banda larga para o campo estelar circundante. Também conhecida como a nebulosa do Ovo do Dragão, NGC 6164 está a 4200 anos-luz de distância, na direção da constelação austral do Esquadro.
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