Problemas ao ver este e-mail?
Veja no browser

 
 
  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
  transparent   feed rss
logotipos
 
  Astroboletim #2216  
  03/06 a 05/06/2025  
     
 
transparent
imagem

NOITES ASTRONÓMICAS EM TAVIRA
Observação da Lua na Ponte Romana em Tavira. Ação em parceria com o Centro Ciência Viva do Algarve.
Data: 6 de junho de 2025
Hora: 20:00:00 - 22:00
Local: Ponte Romana em Tavira
Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A atividade é gratuita e a sua realização está dependente das condições atmosféricas.
Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt

transparent
 
     
 
transparent
imagem

MANHÃS ASTRONÓMICAS EM FARO
O Centro Ciência Viva do Algarve, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, irá realizar uma sessão de observação do Sol.
Data: 20 de junho de 2025
Hora: 10:00 - 12:00
Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
A sessão é gratuita e não sujeita a marcação.
Participe!
Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt

transparent
 
     
 
transparent
EFEMÉRIDES

DIA 03/06: 154.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1769, o capitão James Cook observa o trânsito de Vénus sob céus limpos no Tahiti.
Em 1965 era lançada a Gemini 4, a primeira missão espacial tripulada com uma duração de vários dias. Neste mesmo dia Edward White andou no exterior de uma nave espacial pela primeira vez na história dos EUA, num passeio que durou aproximadamente 20 minutos.
imagem
Em 1966, lançamento da Gemini 9A.
HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Crescente, pelas 04:41.
"Cassiopeia" geralmente significa "Frio!" O final do outono e inverno são as alturas em que esta famosa constelação se situa bem alta (vista a partir de latitudes médias norte). Mas mesmo durante as quentes noites de junho, ainda se encontra baixa. Ao cair da noite, procure a constelação perto do horizonte a norte: um "W" largo. Quanto mais para norte o observador se encontrar, mais alta parecerá estar.

 

DIA 04/06: 155.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 781 AC era registado pela primeira vez um eclipse solar total na China. 
Em 1769, um trânsito de Vénus é seguido cinco horas depois de um eclipse solar total, o intervalo de tempo mais curto para tais eventos na História.
Em 1783, os irmãos Montgolfier elevavam-se pela primeira vez no ar a bordo do seu balão de ar quente. 
imagem
Em 1996, primeiro lançamento do Ariane 5, que explode após 20 segundos de voo. Transportava o satélite Cluster.
Em 2000, chega ao fim a missão do Observatório Compton, quando reentra na atmosfera da Terra. Os detritos restantes caem no Oceano Pacífico. 
Em 2010, voo inaugural do Falcon 9, o foguetão da companhia SpaceX, lançado a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40, em Cabo Canaveral.
HOJE, NO COSMOS:
A Ursa Maior "virou-se" para ficar apoiada pela sua "pega" a noroeste. A estrela do meio da "pega" da "frigideira" é Mizar, com a pequena Alcor mesmo ao lado. De que lado de Mizar deverá procurar Alcor? Como sempre, do lado que está virado para Vega! Que é agora a estrela mais brilhante no céu a este.

 

DIA 05/06: 156.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1819, nascia John Couch Adams, astrónomo e matemático inglês. É famoso por prever a existência e posição de Neptuno usando apenas a matemática. Os cálculos foram feitos para explicar as discrepâncias entre a órbita de Úrano e as leis de Kepler e Newton. Ao mesmo tempo, para seu desconhecimento, os cálculos foram também feitos por Urbain Le Verrier, que ajudaria à localização do planeta em 1846.
Em 1965, nascia Michael E. Brown, cuja equipa descobriu muitos objetos trans-neptunianos, incluindo o planeta anão Éris, o único objeto desta categoria mais massivo que Plutão.
imagem
Refere-se a ele próprio como o homem que "matou Plutão", pois ajudou à sua demoção de planeta principal para anão.
Em 1995, é criado pela primeira vez um concentrado Bose-Einstein.
Em 2012, começa o último trânsito de Vénus do século XXI.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua está alta a sul ao anoitecer. Quão cedo consegue avistar a estrela Espiga, de magnitude 0,9, 5 ou 6 graus para a sua esquerda?

transparent
 
 
  transparent  
MAVEN faz a primeira observação de pulverização atmosférica em Marte
 
imagem
Impressão de artista da sonda MAVEN em órbita de Marte.
Crédito: NASA
 

Após uma década a procurar, a missão MAVEN (Mars Atmosphere Volatile Evolution) da NASA relatou, pela primeira vez, uma observação direta de um elusivo processo de fuga atmosférica chamado pulverização catódica, que pode ajudar a responder a questões de longa data sobre a história da perda de água em Marte.

Os cientistas sabem há muito tempo, através de uma abundância de evidências, que havia água na superfície de Marte há milhares de milhões de anos, mas ainda se perguntam: "Para onde foi a água e porquê?"

No início da história de Marte, a atmosfera do Planeta Vermelho perdeu o seu campo magnético e ficou diretamente exposta ao vento solar e às tempestades solares. À medida que a atmosfera começou a se desgastar, a água líquida deixou de ser estável à superfície e grande parte dela escapou para o espaço. Mas como é que essa atmosfera, outrora espessa, foi destruída? A pulverização catódica pode explicar isso.

Pulverização catódica é uma técnica de escape atmosférico no qual os átomos são expulsos da atmosfera por partículas carregadas energéticas.

"É como dar um mergulho em forma de bola de canhão numa piscina", disse Shannon Curry, investigadora principal da MAVEN no LASP (Laboratory for Atmospheric and Space Physics) da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, e autora principal do estudo. "A bola de canhão, neste caso, são os iões pesados que colidem com a atmosfera a uma velocidade muito elevada e espalham átomos neutros e moléculas".

Embora os cientistas já tivessem encontrado vestígios de que este processo estava a ocorrer, nunca o tinham observado diretamente. As evidências anteriores vieram da observação de isótopos mais leves e mais pesados de árgon na atmosfera superior de Marte. Os isótopos mais leves situam-se mais alto na atmosfera do que os seus homólogos mais pesados, e descobriu-se que havia muito menos isótopos mais leves do que isótopos pesados de árgon na atmosfera marciana. Esses isótopos mais leves só podem ser removidos por pulverização catódica.

"É como se tivéssemos encontrado cinzas de uma fogueira", disse Curry. "Mas queríamos ver o fogo real, neste caso a pulverização catódica, diretamente".

Para observar a pulverização catódica, a equipa necessitava de medições simultâneas no local certo e à hora certa a partir de três instrumentos a bordo da nave espacial MAVEN: o SWEA (Solar Wind Electron Analyzer), o MAG (Magnetometer) e o NGIMS (Neutral Gas and Ion Mass Spectrometer). Além disso, a equipa precisava de medições do lado diurno e do lado noturno do planeta a baixas altitudes, o que leva anos a observar.

A combinação dos dados destes instrumentos permitiu aos cientistas fazer um novo tipo de mapa do árgon pulverizado em relação ao vento solar. Este mapa revelou a presença de árgon a grandes altitudes, nos locais exatos em que as partículas energéticas colidiram com a atmosfera e espalharam o árgon, mostrando a pulverização catódica em tempo real. Os investigadores descobriram também que este processo está a ocorrer a um ritmo quatro vezes superior ao anteriormente previsto e que este ritmo aumenta durante as tempestades solares.

A observação direta da pulverização catódica confirma que o processo foi uma fonte primária de perda atmosférica no início da história de Marte, quando a atividade do Sol era muito mais forte.

"Estes resultados estabelecem o papel da pulverização catódica na perda da atmosfera de Marte e na determinação da história da água em Marte", disse Curry.

A descoberta, publicada a semana passada na revista Science Advances, é fundamental para os cientistas compreenderem as condições que permitiram a existência de água líquida na superfície marciana e as implicações que tem para a habitabilidade há milhares de milhões de anos.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Science Advances)
// Foi assim que Marte perdeu a sua atmosfera? (NASA Goddard via YouTube)

 


Quer saber mais?

CCVAlg - Astronomia:
04/04/2017 - Sonda MAVEN revela que maior parte da atmosfera marciana foi perdida para o espaço

Marte:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
Atmosfera de Marte (Wikipedia)

Pulverização catódica:
Wikipedia

MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN):
NASA
Wikipedia

 
  transparent  
GHOST espia um Júpiter ultraquente com ventos ultrarápidos
 
Impressão de artista do Júpiter ultraquente HAT-P-70 b.
Crédito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/J. Pollard
 

Uma equipa internacional de astrónomos utilizou recentemente o GHOST, o novo espetrógrafo de alta resolução do telescópio Gemini South, para observar um Júpiter ultraquente - uma antítese escaldante do planeta Júpiter do nosso Sistema Solar. Este primeiro trânsito exoplanetário de alta resolução observado pelo GHOST mostra a sua incrível aptidão para estudar a natureza 3D das atmosferas de mundos distantes.

Na caça aos exoplanetas, muitos procuram mundos habitáveis. Há conforto em descobrir planetas que nos fazem lembrar a nossa casa - aqueles que estão a uma distância perfeita da sua estrela hospedeira, com oceanos de água a cobrir as suas superfícies e atmosferas respiráveis. Alguns astrofísicos, no entanto, estão curiosos acerca de um tipo de exoplaneta completamente diferente: o traiçoeiro Júpiter quente. Uma dessas cientistas é Emily Deibert, bolseira do Gemini South no Chile, uma metade do Observatório Internacional Gemini.

O Júpiter ultraquente chamado HAT-P-70 b foi o foco de um estudo recente realizado no Gemini South, liderado por Adam Langeveld, investigador assistente na Universidade John Hopkins, com uma equipa de astrónomos incluindo Deibert. Os resultados deste estudo foram apresentados num artigo científico publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

A investigação da equipa utilizou um novo instrumento do telescópio Gemini South chamado GHOST (Gemini High-resolution Optical SpecTrograph). O GHOST é um instrumento poderoso que tem a capacidade de observar uma vasta gama de comprimentos de onda em simultâneo. Pode também efetuar observações com elevada eficiência e obter uma resolução de classe mundial. Estas capacidades permitiram à equipa penetrar profundamente na atmosfera de HAT-P-70 b, onde descobriram ventos que sopram a velocidades incríveis.

Os Júpiteres quentes são gigantes gasosos semelhantes ao nosso Júpiter em tamanho, mas que diferem muito em termos de temperamento. Estão muito mais próximos das suas estrelas hospedeiras do que o nosso vizinho planetário, o que lhes confere propriedades físicas notavelmente diferentes. Para ilustrar as suas distâncias, o nosso Júpiter demora quase 12 anos a orbitar o Sol, enquanto os Júpiteres quentes demoram 10 dias ou menos. Alguns foram mesmo observados a completar uma translação em torno dos seus sóis em menos de um dia.

Orbitar a uma distância tão próxima dá a estes planetas temperaturas incrivelmente elevadas, daí o seu nome. Sofrem muitas vezes acoplamento de maré, o que significa que têm um lado constantemente virado para a sua estrela, experienciando um "dia" extremamente quente, e um lado constantemente virado para longe da estrela, experienciando uma "noite" mais fria.

 
imagem
Emily Deibert em frente do GHOST no Observatório Internacional Gemini.
Crédito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/V. Chan
 

HAT-P-70 b é um planeta muito "inchado", com um raio quase duas vezes superior ao de Júpiter. Está tão perto da sua estrela hospedeira que a sua órbita é de 2,7 dias terrestres e tem uma temperatura de cerca de 2300° C, o que faz dele um dos planetas mais quentes conhecidos até à data. As temperaturas extremas conferem a este Júpiter ultraquente uma atmosfera exótica com um conjunto diversificado de átomos e iões metálicos e gasosos.

"Estas atmosferas ultraquentes são laboratórios ideais para estudar exoplanetas a uma escala mais alargada devido à fantástica oportunidade de detetar e estudar múltiplas espécies químicas", explica Langeveld. "Ao medir as quantidades de diferentes elementos - especialmente comparando elementos 'rochosos' como o cálcio e o ferro com elementos 'gelados' como a água e o carbono - podemos aprender como se formaram e evoluíram".

Para estudar a atmosfera de HAT-P-70 b, a equipa observou o planeta em trânsito, ou a passar em frente da sua estrela hospedeira. À medida que a luz da estrela atravessa a atmosfera do planeta, as substâncias químicas presentes na atmosfera agem como um filtro que absorve comprimentos de onda específicos da luz. Usando espetroscopia - um método de observação em que a luz de um objeto é espalhada num espetro - a equipa pode determinar quais os elementos existentes na atmosfera, identificando os padrões de linhas de absorção que aparecem no espetro.

Na atmosfera de HAT-P-70 b, a equipa detetou assinaturas de cálcio ionizado - uma forma gasosa e altamente energética de cálcio que só pode existir em ambientes de calor incrivelmente intenso. Descobriram que o sinal de cálcio se estende por dezenas de milhares de quilómetros na atmosfera superior. Mas o mais importante é que a incrível sensibilidade do GHOST permitiu-lhes "resolver" o sinal de cálcio no tempo. Isto significa que puderam seguir a forma como a absorção de cálcio muda do lado diurno para o lado noturno do planeta.

Deibert partilha a sua experiência de análise atmosférica de HAT-P-70 b: "Ficámos surpreendidos com a sensibilidade excecional do GHOST, que nos permitiu medir variações mínimas nas linhas de absorção individuais do cálcio ionizado, fornecendo assim informação sobre diferentes regiões da atmosfera. Este nível de detalhe tem sido tradicionalmente difícil de alcançar em estudos de exoplanetas, especialmente para linhas de absorção individuais em espetros de transmissão".

A partir destas observações, a equipa determinou que HAT-P-70 b alberga ventos poderosos que viajam do escaldante lado diurno para o lado noturno mais frio a velocidades até 18.000 quilómetros por hora. Também usaram os sinais detetados para inferir a massa do planeta, revelando que é provavelmente muito mais leve do que se pensava anteriormente - um parâmetro crucial para futuras comparações das atmosferas ultraquentes de Júpiter.

"Este nível de detalhe só é possível com os espetrógrafos mais avançados", diz Langeveld, "tornando o GHOST um dos poucos instrumentos no mundo capaz de tais medições".

Deibert acrescenta: "Este estudo mostra que o GHOST tem o potencial de dar grandes contribuições para o avanço da nossa compreensão da natureza 3D das atmosferas dos exoplanetas, para as quais ainda há muitas perguntas sem resposta".

// NOIRLab (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)

 


Quer saber mais?

HAT-P-70 b:
NASA
ipac
Exoplanet.eu

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de exoplanetas mais próximos (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Lista de exoplanetas candidatos a albergar água líquida (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Exoplanet.eu

Observatório Internacional Gemini:
Página principal
Wikipedia
GHOST (Gemini High-resolution Optical SpecTrograph)

 
  transparent  
Cientistas descobrem novas provas da existência de buracos negros de massa intermédia
 
imagem
Impressão de artista de dois buracos negros prestes a colidirem.
Crédito: Mark Myers, OzGrav
 

No mundo dos buracos negros, existem geralmente três categorias de tamanho: buracos negros de massa estelar (cerca de cinco a 50 vezes a massa do Sol), buracos negros supermassivos (milhões a milhares de milhões de vezes a massa do Sol) e buracos negros de massa intermédia, com massas algures no meio.

Embora saibamos que os buracos negros de massa intermédia devem existir, pouco se sabe sobre as suas origens ou características - são considerados os raros "elos perdidos" na evolução dos buracos negros.

No entanto, quatro novos estudos lançaram uma nova luz sobre este mistério. A investigação foi realizada por uma equipa do laboratório do professor assistente de física e astronomia Karan Jani da Universidade Vanderbilt, nos EUA.

O artigo principal foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. A equipa reanalisou dados dos detetores do LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), nos EUA, e do detetor Virgo, em Itália.

Os investigadores descobriram que estas ondas correspondiam a fusões de buracos negros com mais de 100 a 300 vezes a massa do Sol, o que os torna os eventos de ondas gravitacionais mais pesados registados na astronomia.

"Os buracos negros são os derradeiros fósseis cósmicos", disse Jani. "As massas dos buracos negros registadas nesta nova análise têm permanecido altamente especulativas na astronomia. Esta nova população de buracos negros abre uma janela sem precedentes para as primeiras estrelas que iluminaram o nosso Universo".

Os detetores terrestres como o LIGO captam apenas uma fração de segundo da colisão final destes buracos negros "leves" de massa intermédia, o que torna difícil determinar como o Universo os cria. Para resolver este problema, o laboratório de Jani voltou-se para a missão LISA (Laser Interferometer Space Antenna) da ESA e da NASA, que será lançada na segunda metade da década de 2030.

Em dois estudos adicionais publicados na revista The Astrophysical Journal, a equipa demonstrou que a missão LISA pode localizar estes buracos negros anos antes de se fundirem, lançando luz sobre a sua origem, evolução e destino.

Detetar ondas gravitacionais de colisões de buracos negros requer uma precisão extrema - como tentar ouvir um alfinete a cair durante um furacão. Num quarto estudo também publicado na revista The Astrophysical Journal, a equipa mostrou como os modelos de inteligência artificial garantem que os sinais destes buracos negros não são corrompidos pelo ruído ambiental e pelo ruído do detetor.

"Esperamos que esta investigação fortaleça o caso dos buracos negros de massa intermédia como a fonte mais excitante em toda a rede de detetores de ondas gravitacionais, da Terra ao espaço", disse Krystal Ruiz-Rocha, candidata a doutoramento em astrofísica e autora principal do primeiro estudo. "Cada nova deteção aproxima-nos da compreensão da origem destes buracos negros e da razão pela qual se enquadram nesta misteriosa gama de massas".

Anjali Yelikar, pós-doutorado e coautor do primeiro estudo, disse que a equipa vai explorar a forma como os buracos negros de massa intermédia podem ser observados utilizando detetores na Lua.

"O acesso a frequências mais baixas de ondas gravitacionais, a partir da superfície lunar, pode permitir-nos identificar os ambientes em que estes buracos negros vivem - algo que os detetores terrestres simplesmente não conseguem resolver", disse.

Para além de continuar esta investigação, Jani irá também trabalhar num estudo patrocinado pela NASA para identificar destinos lunares de elevado valor para a exploração humana, a fim de cumprir os objetivos científicos a nível decenal.

"Este é um momento emocionante da história - não apenas para estudar buracos negros, mas para juntar as fronteiras científicas à nova era da exploração espacial e lunar", disse Jani. "Temos uma rara oportunidade de formar a próxima geração de estudantes cujas descobertas serão moldadas pela Lua e feitas a partir de lá".

// Universidade Vanderbilt (comunicado de imprensa)
// Artigo científico #1 (The Astrophysical Journal Letters)
// Artigo científico #2 (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico #3 (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico #4 (The Astrophysical Journal)

 


Quer saber mais?

Buracos negros:
Wikipedia
Buraco negro de massa intermédia (Wikipedia)

Ondas gravitacionais:
GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)
Wikipedia
Astronomia de ondas gravitacionais - Wikipedia
Ondas gravitacionais: como distorcem o espaço - Universe Today
Detetores: como funcionam - Universe Today
As fontes de ondas gravitacionais - Universe Today
O que é uma onda gravitacional (YouTube)

LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory):
Página oficial
Caltech
Advanced LIGO
Wikipedia

Virgo:
EGO
Wikipedia

LISA (Laser Interferometer Space Antenna):
Página oficial
ESA
NASA
Wikipedia

 
  transparent  
Também em destaque
transparent
  Desvendando o nascimento de grupos de enxames estelares na Via Láctea (via Academia Chinesa de Ciências)
Um estudo recente realizado por investigadores do XAO (Xinjiang Astronomical Observatory) da Academia Chinesa de Ciências, em colaboração com o Observatório Astronómico de Xangai, os Observatórios de Yunnan e a Universidade de Heidelberg, identificou quatro grupos primordiais de enxames abertos na Via Láctea, anteriormente desconhecidos. Os enxames abertos, conjuntos soltos de estrelas nascidas da mesma nuvem molecular gigante, são normalmente considerados como formados isoladamente. No entanto, os grupos de enxames abertos recentemente descobertos consistem de múltiplos membros originários da mesma nuvem molecular gigante, formados através de processos sequenciais de formação estelar. Ler fonte
transparent
 
  transparent  

Álbum de fotografias
O "loop" de Marte

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para a versão legendada)
Crédito: Tunc Tezel (TWAN)
 
Esta composição de imagens espaçadas entre 5 e 9 dias, dependendo das condições meteorológicas, desde 19 de setembro de 2024 (em cima à direita) até 18 de maio de 2025 (em baixo à esquerda), rastreia fielmente o planeta Marte, com a sua cor avermelhada, enquanto faz um "loop" no sentido horário pelas constelações de Gémeos e Caranguejo no céu noturno da Terra. Não deixe de ver esta animação do movimento retrógrado do Planeta Vermelho em 2024/25. Claro, Marte não inverteu realmente a direção da sua órbita - o movimento aparente para trás em relação às estrelas de fundo é um reflexo do movimento orbital da própria Terra. O movimento retrógrado pode ser visto de cada vez que a Terra ultrapassa planetas que orbitam mais longe do Sol, movendo-se mais rapidamente na sua própria órbita. Neste caso, o movimento aparente de Marte para este começou a reverter por volta de 8 de dezembro, quando parecia permanecer perto do enxame aberto M44 em Caranguejo. Depois de vaguear de volta para oeste, sob as estrelas brilhantes Castor e Pollux de Gémeos, Marte voltou a posicionar-se perto de M44 no início de maio. No seu ponto mais brilhante, perto da oposição de dia 16 de janeiro de 2025, Marte estava a apenas 96 milhões de quilómetros de distância.
transparent
 
  transparent  
Arquivo | CCVAlg - Astronomia | Feed RSS | Contacte o Webmaster | Remover da lista
transparent
 
  logotipo ccvalg  
  logotipo ccvtavira  
  facebook   twitter   instagram   trip advisor  
  facebook   twitter   instagram   trip advisor  
   
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
   

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.

Esta mensagem destina-se unicamente a informar e está de acordo com as normas europeias de proteção de dados (ver RGDP), conforme Declaração de Privacidade e Tratamento de dados pessoais.

2025 - Centro Ciência Viva do Algarve | Centro Ciência Viva de Tavira

ccvalg.pt cvtavira.pt