ASTRONOMIA SOBRE A PONTE ROMANA EM TAVIRA
No próximo dia 27 de Junho, o Centro Ciência Viva de Tavira irá estar na Ponte Romana em Tavira para fazer uma observação astronómica. Iremos contar com a presença de Máximo Ferreira, diretor do Centro Ciência Viva de Constância.
Esta é uma atividade no âmbito da troca de diretores Ciência Viva, "Hoje Quem Manda sou Eu". Data: 27 de junho de 2025 Hora: 21:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A atividade é gratuita e a sua realização está dependente das condições atmosféricas. Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
EFEMÉRIDES
DIA 27/06: 178.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1949 era descoberto o asteroide Ícaro, com um telescópio de 48 polegadas que entrou em funcionamento nove meses antes. Descobriu-se que o asteroide tem uma órbita acentuadamente excêntrica e uma distância perial de apenas 27 milhões e 358 mil quilómetros, mais próximo do Sol que Mercúrio (daí o seu nome). Estava apenas a 6 milhões e 500 mil quilómetros da Terra na altura da sua descoberta.
Em 1982 era lançada a missão STS-4 do vaivém Columbia.
Em 1995, lançamento da STS-71, do Atlantis, a primeira missão do vaivém espacial a atracar com a MIR.
Em 2013, a NASA lança a missão IRIS, uma sonda para observar o Sol. HOJE, NO COSMOS:
Esta é a altura do ano em que as duas estrelas mais brilhantes do verão, Arcturo e Vega, estão aproximadamente à mesma altura no céu pouco depois do cair da noite: Arcturo a sudoeste, Vega a este.
Arcturo e Vega estão a 37 e 25 anos-luz de distância, respetivamente. Representam os dois tipos mais comuns de estrela visível a olho nu: uma gigante K amarela-alaranjada e uma estrela de sequência principal A esbranquiçada. São 150 e 50 vezes mais brilhantes do que o Sol, respetivamente - razão pela qual, em combinação com a sua proximidade, dominam o céu noturno.
DIA 28/06: 179.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1911, rochas do meteorito Nakhla caem na Terra, perto de Alexandria, Egipto.
Descobriu-se mais tarde que estas 40 pedras vieram de Marte. A origem das rochas que caíram para a Terra pode ser determinada através da sua análise química. As rochas marcianas têm uma composição semelhante.
Em 2011, o Telescópio Espacial Hubble descobre outra lua em redor de Plutão, temporariamente denominada P4. A descoberta foi novamente verificada no dia 20 de julho do mesmo ano. O nome oficial da lua é agora Cérbero. HOJE, NO COSMOS:
As estrelas centrais da constelação de Lira, que formam um pequeno triângulo e paralelograma, apoiam-se para baixo e para a direita de Vega a este. As duas estrelas mais brilhantes do padrão, depois de Vega, são as estrelas que perfazem a parte de baixo do paralelograma: Beta e Gamma Lyrae (Sheliak e Sulafat, respetivamente). Estão atualmente alinhadas na vertical. Beta é a que está no topo.
DIA 29/06: 180.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1818, nascia Angelo Secchi, astrónomo italiano. Foi Diretor do Observatório da Universidade Gregoriana Pontifical durante 28 anos. Foi um pioneiro na espetroscopia astronómica, um dos primeiros cientistas a afirmar autoritariamente que o Sol era uma estrela.
Em 1868, nascia George Hale, astrónomo solar americano.
Foi quem sugeriu a Einstein (após este lhe ter perguntado) que a sua teoria da curvatura da luz devido à gravidade só poderia ser testada durante um eclipse solar total do Sol.
Em 1961 era lançado o primeiro satélite a energia nuclear, o satélite americano Transit 4A.
Em 1995, a missão STS-71 do vaivém Atlantis doca pela primeira vez com a estação espacial Mir. HOJE, NO COSMOS:
Logo depois do anoitecer, volte-se para oeste e aviste a Lua Crescente. Para baixo e para a sua direita encontra-se a estrela Régulo, de Leão. Para cima e para a sua esquerda temos o Planeta Marte.
DIA 30/06: 181.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1905, Albert Einstein publica o artigo "Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento", no qual introduz a relatividade especial.
Em 1908, ocorria o grande impacto de Tunguska na Sibéria.
Em 1971, três cosmonautas são encontrados mortos no seu veículo de regresso, Soyuz 11, depois de uma missão com problemas da Salyut 1. A tripulação morreu devido a uma de fuga de ar através de uma válvula. Permanecem os únicos humanos a não ter morrido na Terra.
Em 1972, é adicionado o primeiro segundo ao sistema UTC.
Em 2001, era lançado o WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) a partir do Centro Espacial Kennedy. HOJE, NO COSMOS:
Repita a observação de ontem. Note que o nosso satélite natural já se afastou de Régulo e de Marte - está agora para a esquerda de ambos os astros.
Webb encontra evidências da existência de um planeta leve em torno de TWA 7
Nesta imagem obtida pelo MIRI, a luz da estrela TWA 7 foi subtraída. A localização da estrela está marcada com um círculo e um símbolo de estrela no centro da imagem. Isto deixa visível a luz do disco de detritos à volta da estrela, bem como outras fontes de infravermelhos. O ponto brilhante no canto superior direito da estrela é a fonte identificada como TWA 7b, dentro do disco de detritos. O ponto laranja mais distante, visível à esquerda da imagem, é uma estrela de fundo não relacionada.
Crédito: ESA/Webb, NASA, CSA, A.M. Lagrange, M. Zamani (ESA/Webb)
Graças ao Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, os astrónomos captaram fortes evidências da existência de um planeta com uma massa semelhante à de Saturno em órbita da jovem estrela vizinha TWA 7. Se confirmada, esta será a primeira descoberta de um planeta por imagem direta do Webb e o planeta mais leve alguma vez observado com esta técnica.
A equipa internacional, liderada pela Dra. Anne-Marie Lagrange, investigadora do CNRS (Centre national de la recherche scientifique) no Observatório de Paris-PSL e na Universidade Grenoble Alpes, em França, detetou uma fraca fonte infravermelha no disco de detritos que rodeia TWA 7, usando o instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Webb e o seu coronógrafo.
A fonte está localizada a cerca de 1,5 segundos de arco da estrela no céu, o que, à distância de TWA 7, é cerca de cinquenta vezes a distância da Terra ao Sol. Isto corresponde à posição esperada de um planeta que explicaria as principais características observadas no disco de detritos.
Usando o coronógrafo do MIRI no dia 21 de junho de 2024, a equipa suprimiu cuidadosamente o brilho da estrela hospedeira para revelar objetos ténues nas proximidades. Esta técnica, designada por imagem de alto contraste, permite aos astrónomos detetar diretamente planetas que, de outra forma, se perderiam na luz avassaladora da sua estrela hospedeira.
Depois de subtrair a luz estelar residual usando um avançado processamento de imagem, foi revelada uma ténue fonte infravermelha perto de TWA 7, distinguível de galáxias de fundo ou de objetos do Sistema Solar.
A fonte está localizada numa divisão de um dos três anéis de poeira que foram descobertos em torno de TWA 7 por observações terrestres anteriores. O seu brilho, cor, distância da estrela e posição dentro do anel são consistentes com as previsões teóricas de um planeta jovem, frio e de massa saturniana a esculpir o disco de detritos circundante.
"As nossas observações revelam um forte candidato a planeta que molda a estrutura do disco de detritos de TWA 7, e a sua posição é exatamente onde esperávamos encontrar um planeta desta massa", disse Anne-Marie.
"Este observatório permite-nos captar imagens de planetas com massas semelhantes aos do Sistema Solar, o que representa um passo excitante na nossa compreensão dos sistemas planetários, incluindo o nosso", acrescentou a coautora Mathilde Malin da Universidade Johns Hopkins e do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, EUA.
A análise inicial sugere que o objeto - referido como TWA 7b - poderá ser um planeta jovem e frio, com uma massa cerca de 0,3 vezes a de Júpiter (aproximadamente 100 massas terrestres) e uma temperatura próxima de 320 Kelvin (cerca de 47 graus Celsius). A sua localização alinha-se com uma lacuna no disco, sugerindo uma interação dinâmica entre o planeta e os seus arredores.
Os discos de detritos cheios de poeira e material rochoso encontram-se tanto em torno de estrelas jovens como de estrelas mais velhas, embora sejam mais facilmente detetados em torno de estrelas mais jovens, por serem mais brilhantes. Muitas vezes apresentam anéis ou lacunas visíveis, que se pensa serem criados por planetas que se formaram à volta da estrela, mas ainda não foi detetado um planeta assim dentro de um disco de detritos.
Uma vez verificada, esta descoberta marcaria a primeira vez que um planeta foi diretamente associado à formação de um disco de detritos e poderia fornecer o primeiro indício observacional de um disco troiano - uma coleção de poeira presa na órbita do planeta.
TWA 7, também conhecida como CE Antilae, é uma estrela jovem (mais ou menos 6,4 milhões de anos) do tipo M localizada a cerca de 111 anos-luz de distância na associação TW Hydrae. O seu disco, quase visto de face, tornou-a um alvo ideal para as observações de alta sensibilidade do Webb no infravermelho médio.
As descobertas realçam a capacidade do Webb para explorar planetas de baixa massa, anteriormente não vistos, em torno de estrelas próximas. As observações em curso e futuras terão como objetivo restringir melhor as propriedades do candidato, verificar o seu estatuto planetário e aprofundar a nossa compreensão da formação de planetas e da evolução do disco em sistemas jovens. Este resultado preliminar mostra a nova e excitante fronteira que o Webb está a abrir para a descoberta e caracterização de exoplanetas.
Estas observações foram efetuadas no âmbito do programa de observação #3662 do Webb. Os resultados foram publicados na revista Nature.
Uma nova abordagem na exploração de surtos estelares resolveu um mistério com décadas
Ilustração do Sol a expelir um fluxo constante de partículas e campos magnéticos conhecido como vento solar e vastas nuvens de plasma quente e radiação de nome ejeções de massa coronal. Este material solar viaja pelo espaço e atinge a magnetosfera da Terra, o volume ocupado pelo campo magnético do nosso planeta, que age como um escudo protetor.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Bailee DesRocher
Por vezes, é preciso olhar para as coisas de uma forma diferente. Foi o que Atul Mohan descobriu, astrofísico e investigador da Universidade Católica da América, afeto ao projeto PHaSER (Partnership for Heliophysics and Space Environment Research) da NASA.
Há muito que os investigadores procuram compreender o intenso comportamento das coroas das "anãs vermelhas" jovens. As erupções massivas de plasma altamente magnetizado, designadas por ejeções de massa coronal (EMCs), constituem um grande perigo para o clima espacial, uma vez que podem corroer atmosferas planetárias ou desencadear reações químicas nocivas que podem desestabilizar biomoléculas.
As anãs vermelhas albergam a maior parte dos exoplanetas semelhantes à Terra conhecidos, a distâncias muito mais próximas da estrela do que a distância Terra-Sol. Isto expõe esses exoplanetas a mais destas violentas erupções do que os planetas do Sistema Solar interior.
A compreensão da produtividade de grandes EMCs pelas anãs vermelhas é um passo importante na identificação de plausíveis sistemas estrela-planeta que possam albergar vida.
Décadas de observações solares mostraram que grandes eventos de EMCs estão intimamente associados a três tipos distintos de surtos de rádio: tipos II, III e IV. Durante mais de uma década, os investigadores monitorizaram jovens anãs vermelhas ativas para identificar estes tipos de explosões. Apesar de estas anãs vermelhas terem uma taxa muito elevada de fortes erupções - erupções que quase sempre produzem uma EMC no Sol - nunca tinham sido encontrados tipos de explosão rádio associados a EMCs.
Mohan comenta: "Estas estrelas são superativas, produzindo supererupções extremamente energéticas como o evento solar de 1859 muito mais frequentemente. As erupções estão associadas a enormes reconfigurações do campo magnético na superfície. É isso que produz uma EMC. Assim, com estas estrelas altamente magnetizadas, tínhamos um mistério: porque é que não estamos a ver quaisquer assinaturas de rádio de EMCs - algo que deveríamos ver?"
Mohan e a sua equipa abordaram a investigação de uma nova perspetiva.
"Queríamos explorar esta questão utilizando dados de observações simultâneas com várias naves espaciais. Fizemo-lo compilando um catálogo de surtos rádio solares associados a EMCs observadas simultaneamente pelas missões Wind e STEREO-A e STEREO-B da NASA", disse Mohan.
Devido às suas diferentes órbitas em torno do Sol, em qualquer data e hora, estas missões forneceram observações de rádio do mesmo evento a partir de diferentes pontos de observação. Utilizando esta informação, os investigadores exploraram o efeito da linha de visão para a região de atividade na deteção destas erupções. A emissão de rádio tem um efeito de feixe inerente, semelhante ao de um raio laser.
Descobriram que as regiões ativas têm de estar dentro de um ângulo de visão de +-60 graus da missão ou haverá uma grande degradação do sinal observado, e o evento é muitas vezes indetetável com uma nave espacial desalinhada.
Mohan escolheu uma estrela específica - AD Leo - porque a sua cintura de regiões ativas está bem alinhada com a nossa linha de visão a partir da Terra. Esta estratégia eliminou qualquer efeito do feixe de emissões que contribuísse para a não deteção.
A equipa de investigação descobriu, em AD Leo, os indícios de erupções massivas que os investigadores esperavam numa estrela ativa jovem (assinaturas de surtos de rádio Tipo IV e Tipo III de longa duração, normalmente associados a EMCs muito fortes no Sol).
De facto, AD Leo está muito ativa, emitindo supererupções - surtos mais fortes do que a mais forte erupção solar jamais registada (o Evento Carrington de 1859) - várias vezes por semana. As EMCs associadas ao Evento Carrington interromperam as transmissões telegráficas em todo o mundo e provocaram auroras perto do equador. Isto significou injeções intensas de partículas energéticas na magnetosfera da Terra, levando a fortes correntes elétricas.
Este é apenas o início de uma nova investigação sobre as estrelas, fornecendo um critério essencial de linha de visão para a cintura de regiões ativas estelares quando se escolhem alvos de estudo, para além do simples critério da taxa de erupções.
Mohan conclui: "Desta forma, podemos obter maiores restrições sobre as taxas de EMCs, que são importantes para avaliar as ameaças à habitabilidade nestes exomundos".
Sinal cósmico do Universo primitivo ajudará os astrónomos a detetar as primeiras estrelas
Esta imagem mostra um campo profundo chamado GOODS-South, obtido pelo James Webb como parte do programa JADES (JWST Advanced Deep Extragalactic Survey). Contém milhares de galáxias de várias formas e tamanhos.
Crédito: ESA/Webb, NASA, ESA, CSA
É muito importante compreender como o Universo passou da escuridão para a luz com a formação das primeiras estrelas e galáxias, transição esta uma viragem fundamental no desenvolvimento do Universo a que damos o nome Aurora Cósmica. No entanto, mesmo com os telescópios mais potentes, não podemos observar diretamente estas primeiras estrelas, pelo que a determinação das suas propriedades é um dos maiores desafios da astronomia.
Agora, um grupo internacional de astrónomos liderado pela Universidade de Cambridge demonstrou que será possível conhecer as massas das primeiras estrelas através do estudo de um sinal de rádio específico - criado por átomos de hidrogénio que preenchem os espaços entre as regiões de formação estelar - com origem apenas cem milhões de anos após o Big Bang.
Ao estudar a forma como as primeiras estrelas e os seus remanescentes afetaram este sinal, designado por sinal de 21 centímetros, os investigadores mostraram que os futuros radiotelescópios nos ajudarão a compreender o Universo primitivo e a forma como este se transformou de uma massa quase homogénea de hidrogénio para a incrível complexidade que vemos hoje. Os seus resultados foram apresentados na revista Nature Astronomy.
"Esta é uma oportunidade única para aprender como a primeira luz do Universo emergiu da escuridão", disse a coautora professora Anastasia Fialkov, do Instituto de Astronomia de Cambridge. "A transição de um Universo frio e escuro para um Universo repleto de estrelas é uma história que estamos apenas a começar a compreender".
O estudo das estrelas mais antigas do Universo depende do brilho ténue do sinal de 21 centímetros, um subtil sinal energético de há mais de 13 mil milhões de anos. Este sinal, influenciado pela radiação das estrelas primitivas e dos buracos negros, proporciona uma rara janela para a infância do Universo.
Fialkov lidera o grupo teórico do REACH (Radio Experiment for the Analysis of Cosmic Hydrogen). REACH também dá nome uma antena de rádio e é um dos dois grandes projetos que poderão ajudar-nos a aprender mais sobre a Aurora Cósmica e sobre a Época da Reionização, quando as primeiras estrelas reionizaram átomos de hidrogénio neutro no Universo.
Embora o REACH, que capta sinais de rádio, ainda esteja na fase de calibração, promete revelar dados sobre o início do Universo. Entretanto, o SKA (Square Kilometre Array) - um enorme conjunto de antenas em construção - irá mapear as flutuações dos sinais cósmicos em vastas regiões do céu.
O radiotelescópio REACH.
Crédito: REACH
Ambos os projetos são vitais para investigar as massas, luminosidades e distribuição das primeiras estrelas do Universo. No estudo atual, Fialkov - que também é membro do SKA - e os seus colaboradores desenvolveram um modelo que faz previsões para o sinal de 21 centímetros, tanto para o REACH como para o SKA, e descobriram que o sinal é sensível às massas das primeiras estrelas.
"Somos o primeiro grupo a modelar de forma consistente a dependência do sinal de 21 centímetros das massas das primeiras estrelas, incluindo o impacto da luz estelar ultravioleta e das emissões de raios X de binários de raios X produzidos quando as primeiras estrelas morrem", disse Fialkov, que também é membro do Instituto Kavli de Cosmologia em Cambridge. "Estes conhecimentos derivam de simulações que integram as condições primordiais do Universo, tais como a composição hidrogénio-hélio produzida pelo Big Bang".
Ao desenvolver o seu modelo teórico, os investigadores estudaram a forma como o sinal de 21 centímetros reage à distribuição da massa das primeiras estrelas, conhecidas como estrelas da População III. Descobriram que os estudos anteriores tinham subestimado esta ligação porque não tinham em conta o número e o brilho dos binários de raios X - sistemas binários constituídos por uma estrela normal e por uma estrela colapsada - entre as estrelas da População III, e a forma como estes afetam o sinal de 21 centímetros.
Ao contrário dos telescópios óticos, como o Telescópio Espacial James Webb, que captam imagens vívidas, a radioastronomia baseia-se na análise estatística de sinais ténues. O REACH e o SKA não conseguirão obter imagens de estrelas individuais, mas fornecerão informações sobre populações inteiras de estrelas, sistemas binários de raios X e galáxias.
"É preciso um pouco de imaginação para ligar os dados de rádio à história das primeiras estrelas, mas as implicações são profundas", disse Fialkov.
"As previsões que relatamos têm enormes implicações para a nossa compreensão da natureza das primeiras estrelas do Universo", disse o coautor Dr. Eloy de Lera Acedo, investigador principal do telescópio REACH e das atividades de desenvolvimento do SKA em Cambridge. "Mostramos evidências de que os nossos radiotelescópios nos podem dizer pormenores sobre a massa dessas primeiras estrelas e como essas primeiras luzes podem ter sido muito diferentes das estrelas atuais.
"Os radiotelescópios como o REACH prometem desvendar os mistérios do Universo primitivo e estas previsões são essenciais para orientar as observações de rádio que estamos a fazer a partir do Karoo, na África do Sul".
Astrónomos confirmam novo exoplaneta gigante gasoso com a ajuda de cientistas cidadãos de todo o mundo (via Universidade do Novo México)
O planeta, TOI-4465 b, é um gigante gasoso localizado a cerca de 400 anos-luz da Terra. Foi detetado pela primeira vez pelo telescópio espacial TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA como um possível evento de trânsito único - um breve momento em que o planeta passou em frente da sua estrela. Para confirmar o planeta, os investigadores precisavam de apanhar outro trânsito, que só acontece uma vez em cada 102 dias, ou cerca de três vezes por ano. Ler fonte
Rover Perseverance "vasculha" Marte pela ciência (via NASA)
No dia 3 de junho, o rover Perseverance da NASA esmagou parte da superfície de uma rocha, soprou os detritos resultantes e depois começou a trabalhar no estudo do seu interior imaculado com um conjunto de instrumentos concebidos para determinar a sua composição mineralógica e origem geológica. "Kenmore", como foi apelidada pela equipa científica do rover, é a 30.ª rocha marciana que o Perseverance submeteu a um escrutínio tão profundo, começando por perfurar uma mancha de abrasão com duas polegadas (5 centímetros) de largura. Ler fonte
O "dínamo renascido" da gémea envelhecida do Sol (via Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço)
Uma equipa internacional, liderada pela investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) Ângela Santos, realizou a primeira medição do campo magnético de β Hydri, uma estrela subgigante envelhecida e análoga ao Sol, situada nas proximidades do nosso Sistema Solar. Este resultado, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, revelou uma travagem magnética inesperadamente intensa, apoiando o cenário de um "dínamo renascido" em estrelas na fase de subgigante. Ler fonte
Álbum de fotografias W5: Pilares de Formação Estelar
Como é que as estrelas se formam? Imagens da região de formação estelar W5, como as obtidas no infravermelho pelo satélite WISE (Wide Field Infrared Survey Explorer) da NASA, mais tarde denominado NEOWISE, fornecem pistas claras, com indícios de que as estrelas massivas perto do centro das cavidades vazias são mais velhas do que as estrelas perto das orlas. Uma razão provável para este facto é que as estrelas mais velhas no centro estão, na verdade, a desencadear a formação das estrelas mais jovens nas extremidades. A formação estelar desencadeada ocorre quando o gás quente comprime o gás mais frio em nós densos o suficiente para se contraírem gravitacionalmente em estrelas. Na imagem infravermelha em destaque, colorida cientificamente, os espetaculares pilares de gás quente, deixados a evaporarem-se lentamente, fornecem mais pistas visuais. W5 é também conhecida como Westerhout 5 e IC 1848. Juntamente com IC 1805, as nebulosas formam uma complexa região de formação estelar popularmente apelidada de Nebulosas do Coração e da Alma. A imagem em destaque realça uma parte de W5 que se estende por cerca de 2000 anos-luz e que é rica em pilares de formação estelar. W5 encontra-se a cerca de 6500 anos-luz de distância, na direção da constelação de Cassiopeia.
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