Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva de Tavira
Observação solar na Ilha de Tavira Local: perto dos restaurantes da ilha da Tavira
18/07/2025, 10:00
22/08/2025, 10:00
12/09/2025, 10:00
(não requer inscrição)
Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 15/07: 196.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1943, nascia Jocelyn Bell, astrofísica britânica que descobriu os primeiros pulsares de rádio.
Em 1972, a Pioneer 10 torna-se o primeiro objeto feito pelo Homem a viajar pela cintura de asteroides.
Em 1975 eram lançadas as missões Apollo (18, número não oficial) e Soyuz 19 que viriam a efetuar o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no espaço. Foi a última missão de uma nave Apollo e da família de foguetões Saturn. HOJE, NO COSMOS:
Por cima de Escorpião a sul após o cair da noite, e "armando confusão" com Hércules, bem mais alto, está a enorme constelação de Ofiúco ou Serpentário. Para este do seu ombro esquerdo (Beta Ophiuchi ou Cebalrai) está um ténue asterismo em forma de V, como uma espécie de mini-Híades. Esta é a antiga constelação do "Touro de Poniatowski". O V tem 2,5º e está quase na vertical.
As duas estrelas da parte de cima do V são as mais ténues (magnitudes 4,8 e 5,5). A estrela do meio, do lado esquerdo (este) é a famosa anã-K dupla
70 Ophiuchi, magnitudes visuais 4,2 e 6,7, distância de apenas 17 anos-luz. As duas estrelas do par estão atualmente separadas por 6,7 segundos de arco na sua órbita de 88 anos: íntimas, mas separadas o suficiente para observação com ampliação média-alta em qualquer telescópio.
A apenas 1,25º para norte-nordeste de Beta Ophiuchi está o largo e solto enxame aberto IC 4665, um alvo binocular.
DIA 16/07: 197.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1969, a Apollo 11 era lançada do cabo Kennedy.
Pousou na superfície lunar no dia 20 de julho de 1969, num local chamado Mar da Tranquilidade. Neil Armstrong (comandante do voo) e Edwin E. "Buzz" Aldrin (piloto do Módulo Lunar, chamado nesta missão de Eagle - Águia em inglês) tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar. Michael Collins (piloto do Módulo de Comando, chamado nesta missão de Columbia) permaneceu em órbita no Módulo de Comando.
Em 1994, o cometa Shoemaker-Levy 9 colide com Júpiter. Os impactos continuam até dia 22 de julho. HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce com Saturno pouco depois das 00:00, separados por apenas 2 ou 3 graus. Antes do amanhecer subiram no céu e encontram-se a sul-sudeste.
O verão ainda mal chegou a 25% mas Cassiopeia já sobe após o cair da noite.
Procure o seu "W" inclinado a norte-nordeste.
Bem para cima de Cassiopeia está a mais ténue constelação de Cefeu, o marido da Rainha Cassiopeia.
E para baixo de Cassiopeia vai, com o passar das horas, aparecendo a cabeça de perseu. Quanto mais para norte estiver o observador, mais alta estará esta cena.
DIA 17/07: 198.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1850, primeira fotografia de uma estrela (Vega) que não o Sol, captada pelo Observatório de Harvard.
Em 1894, nascia Georges Lemaître, padre, astrónomo e professor belga.
Foi o primeiro a propôr, academicamente, a teoria da expansão do Universo, largamente mal atribuída a Edwin Hubble. Foi também o primeiro a derivar o que é agora a Lei de Hubble e fez a primeira estimativa do que agora se chama a constante de Hubble, que publicou em 1927, dois anos antes do artigo de Hubble. Lemaître também propôs o que veio a ser conhecido como a teoria do Big Bang para a origem do Universo, que ele chamou de "hipótese do átomo primitivo" ou "Ovo Cósmico".
Em 1975, os módulos Apollo e Soyuz efetuam o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no espaço. Os comandantes das missões dão o primeiro aperto de mão internacional no espaço.
Em 2007, descoberta do objeto transneptuniano 2007 OR10.
Em 2018, são descobertas 12 novas luas de Júpiter. HOJE, NO COSMOS:
Pelas 02:00, observe a este-sudeste que a Lua se afastou do planeta Saturno [do ponto de vista do nosso céu noturno]. O ex-par encontra-se por baixo do Grande Quadrado de Pégaso.
Objeto interestelar recentemente descoberto "pode ser o cometa mais antigo alguma vez visto"
Vista superior da Via Láctea mostrando as órbitas estimadas do nosso Sol, a amarelo, e do cometa 3I/ATLAS, a vermelho. Ver maior ampliação para o Centro Galáctico.
Crédito: órbitas - M. Hopkins/equipa Ōtautahi-Oxford; Via Láctea - ESA/Gaia/DPAC, Stefan Payne-Wardenaar
Um misterioso objeto interestelar, descoberto no início deste mês de julho, é provavelmente o cometa mais antigo alguma vez visto. De acordo com os investigadores, possivelmente antecede o nosso Sistema Solar em mais de três mil milhões de anos.
O visitante "rico em água sob a forma de gelo", denominado 3I/ATLAS, é apenas o terceiro objeto interestelar conhecido alguma vez detetado a passar pela nossa vizinhança do Sistema Solar e o primeiro a chegar até nós vindo de uma região completamente diferente da nossa Galáxia, a Via Láctea.
Poderá ter mais de sete mil milhões de anos, segundo o astrónomo da Universidade de Oxford, Matthew Hopkins - que discutiu as suas descobertas no NAM (National Astronomy Meeting) da Real Sociedade Astronómica, em Durham, Inglaterra - e poderá ser o visitante interestelar mais notável até à data.
Ao contrário dos dois objetos anteriores que entraram no nosso Sistema Solar vindos de outras partes do cosmos, 3I/ATLAS parece estar a viajar num percurso íngreme através da Galáxia, com uma trajetória que sugere que teve origem no "disco espesso" da Via Láctea - uma população de estrelas antigas que orbitam acima e abaixo do disco fino onde o Sol e a maioria das estrelas residem.
"Todos os cometas não-interestelares, como o cometa Halley, formaram-se com o nosso Sistema Solar, por isso têm até 4,5 mil milhões de anos", disse Hopkins.
"Mas os visitantes interestelares têm o potencial de ser muito mais antigos e, dos que são conhecidos até agora, o nosso método estatístico sugere que 3I/ATLAS é muito provavelmente o cometa mais antigo que alguma vez vimos".
O objeto foi detetado pela primeira vez no dia 1 de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) no Chile, quando se encontrava a cerca de 670 milhões de quilómetros do Sol.
A investigação de Hopkins prevê que, devido ao facto de 3I/ATLAS se ter provavelmente formado em torno de uma estrela antiga no disco espesso da Via Láctea, deverá ser rico em água sob a forma de gelo.
"Este é um objeto de uma parte da Galáxia que nunca vimos de perto", disse o professor Chris Lintott, coautor do estudo e apresentador do programa "The Sky at Night" da BBC.
"Pensamos que há dois-terços de hipótese de este cometa ser mais velho que o Sistema Solar e que tem andado à deriva no espaço interestelar desde então".
Vista lateral da Via Láctea, mostrando as órbitas estimadas do nosso Sol, a amarelo, e do cometa 3I/ATLAS, a vermelho. É clara a maior declinação da órbita de 3I na direção do disco espesso exterior, enquanto o Sol permanece no disco fino da nossa Galáxia.
Crédito: órbitas - M. Hopkins/equipa Ōtautahi-Oxford; Via Láctea - ESA/Gaia/DPAC, Stefan Payne-Wardenaar
À medida que se aproxima do Sol, a luz solar vai aquecer a superfície de 3I/ATLAS e desencadear atividade cometária, ou seja, a libertação de vapor e poeira que cria uma cabeleira e uma cauda brilhantes.
As primeiras observações já sugerem que o cometa está ativo e que é possivelmente maior do que qualquer um dos seus antecessores interestelares, 1I/'Oumuamua (detetado em 2017) e 2I/Borisov (2019).
Se confirmado, isto poderá ter implicações para o número de objetos semelhantes que os futuros telescópios, como o novo Observatório Vera C. Rubin, poderão detetar. Poderá também fornecer pistas sobre o papel que os antigos cometas interestelares desempenham na formação de estrelas e planetas em toda a Galáxia.
"Estamos numa altura excitante: 3I já está a mostrar sinais de atividade. Os gases que poderão ser vistos no futuro, à medida que é aquecido pelo Sol, vão testar o nosso modelo", disse a coautora Michele Bannister, da Universidade de Canterbury na Nova Zelândia.
"Alguns dos maiores telescópios do mundo já estão a observar este novo objeto interestelar - um deles pode ser capaz de descobrir!"
A descoberta de 3I apanhou a equipa de surpresa. Aconteceu quando se preparavam para o início das operações de observação com o Observatório Vera C. Rubin, cujo modelo prevê a descoberta de 5 a 50 objetos interestelares.
"A comunidade científica já estava entusiasmada com as potenciais descobertas que o Rubin fará nos próximos 10 anos, incluindo um número sem precedentes de objetos interestelares", disse a investigadora Dra. Rosemary Dorsey, da Universidade de Helsínquia.
"A descoberta de 3I sugere que as perspetivas para o Rubin podem agora ser mais otimistas; poderemos encontrar cerca de 50 objetos, alguns dos quais de tamanho semelhante ao de 3I. As notícias mais recentes, especialmente logo após as primeiras imagens do Rubin, tornam o início das observações ainda mais excitante".
As descobertas da equipa resultam da aplicação de um modelo desenvolvido durante a investigação de doutoramento de Hopkins, que simula as propriedades dos objetos interestelares com base nas suas órbitas e prováveis origens estelares.
Apenas uma semana antes da descoberta do cometa, Hopkins tinha defendido a sua tese e, quando 3I/ATLAS foi anunciado, estava pronto para ir de férias. Em vez disso, deu por si a comparar dados em tempo real com as suas previsões.
"Em vez da quarta-feira tranquila que tinha planeado, acordei com mensagens como '3I!!!!!!!!!!'", disse Hopkins. "É uma oportunidade fantástica para testar o nosso modelo em algo completamente novo e possivelmente muito antigo".
Hopkins e os seus coautores publicaram a sua análise como uma pré-impressão no site arXiv. O seu modelo, apelidado de Modelo Ōtautahi-Oxford, marca a primeira aplicação em tempo real de modelação preditiva a um cometa interestelar.
Para os interessados em vislumbrar 3I/ATLAS, deverá ser visível através de um telescópio amador de tamanho razoável, sob condições excelentes, até perto do final de setembro de 2025, depois do pôr-do-Sol, passando pelas constelações de Ofiúco, Escorpião, Balança. No mês de outubro estará demasiado perto do Sol, atingindo o periélio no dia 29 desse mês. Em novembro será novamente visível, passando agora para o céu antes do amanhecer. Em dezembro continuará a afastar-se do Sol e da Terra até deixar de ser observável no início de 2026.
Investigadores atingem "marco" na capacidade de determinar a idade de estrelas antigas
Imagem, gerada por inteligência artififical, de uma estrela supergigante vermelha.
Uma equipa internacional realizou um teste cósmico único para medir a massa de uma estrela antiga que os ajudará a aprender mais sobre a história da nossa Galáxia.
A equipa utilizou dois métodos completamente diferentes para analisar a estrela e descobriu que os resultados eram muito semelhantes, dando aos investigadores uma boa indicação do passado da estrela e das condições em que se formou. A equipa afirma que o resultado constitui um marco na nossa capacidade de determinar as idades de estrelas antigas e de as utilizar como fósseis vivos para estudar o passado distante da Via Láctea. Esta técnica de investigação torna possível analisar milhares de estrelas antigas na nossa Galáxia, reconstruindo a evolução da Via Láctea ao longo de milhares de milhões de anos.
A equipa analisou a gigante vermelha do sistema estelar binário KIC 10001167 usando duas abordagens independentes - estudando os objetos que orbitam em torno da estrela e modelando as pulsações da gigante vermelha (uma técnica chamada asterossismologia). As massas pulsacionais e orbitais coincidem em 1,4%, permitindo aos investigadores determinar a idade da estrela com uma precisão de 10%.
"Esta é a primeira vez que podemos dizer que a massa medida a partir das pulsações de uma estrela antiga concorda em cerca de um por cento com a massa determinada a partir da sua órbita", disse Jeppe Sinkbæk Thomsen, o líder do estudo. Jeppe é estudante de doutoramento no Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Bolonha, Itália, e fez parte da análise durante uma visita de investigação à Universidade de Keele, Reino Unido.
O movimento orbital de estrelas binárias é uma ferramenta poderosa para medir e validar a massa de estrelas determinada por outros métodos. É bem descrito pela teoria clássica da gravidade, que foi estabelecida no século XVII por Johannes Kepler e Isaac Newton.
As implicações vão para além de uma única estrela. Uma vez que a massa de uma estrela é a chave para determinar a sua idade, este resultado valida o uso da asterossismologia (análise das pulsações) para datar com precisão a idade de estrelas antigas em toda a Galáxia. Isto, por sua vez, constitui uma ferramenta poderosa para reconstruir a forma como a Via Láctea se formou ao longo de milhares de milhões de anos.
John Southworth, coautor do estudo e professor de astrofísica na Universidade de Keele, afirmou: "A ciência é a nossa descrição da realidade e a astrofísica é a nossa descrição do Universo. Comparar métodos diferentes para confirmar que estão de acordo é a base do método científico e é vital para a nossa compreensão das estrelas, do Universo em que se encontram e dos planetas que albergam".
A Via Láctea pode ter mais galáxias satélite do que se pensava (via Real Sociedade Astronómica)
Cosmólogos da Universidade de Durham utilizaram uma nova técnica que combina as simulações de supercomputador de mais alta resolução que existem, juntamente com uma nova modelação matemática, prevendo a existência de galáxias "órfãs" em falta. As suas descobertas sugerem que devem existir mais 80 ou talvez até 100 galáxias satélite em torno da nossa Galáxia natal, orbitando a distâncias próximas. Se estas galáxias forem observadas pelos telescópios, poderão constituir um forte apoio ao modelo Lamba-CDM, que explica a estrutura em grande escala do Universo e o modo como as galáxias se formam. Ler fonte
Antigos sistemas fluviais revelam que Marte pode ter sido ainda mais húmido (via Real Sociedade Astronómica)
Os investigadores observaram cristas sinuosas fluviais, também conhecidas como canais invertidos, em Noachis Terra - uma região nas terras altas do sul de Marte. Pensa-se que se formaram quando os sedimentos depositados pelos rios endureceram e foram mais tarde expostos à medida que o material circundante sofria erosão. Foram encontradas cristas semelhantes numa série de terrenos em Marte. A sua presença sugere que a água corrente esteve outrora espalhada por esta região de Marte, sendo a precipitação a fonte mais provável desta água. Ler fonte
Álbum de fotografias LDN 1251
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Cristiano Gualco
Em LDN 1251 (Lynds Dark Nebula), estão a formar-se estrelas. A cerca de 1000 anos-luz de distância, e vagueando por cima do plano da nossa Via Láctea, LDN 1251 é também conhecida como "A Nebulosa do Peixe Podre". A nuvem molecular poeirenta faz parte de um complexo de nebulosas escuras mapeadas na direção da região de Cefeu. Por todo o espetro, as explorações astronómicas das nuvens interestelares escuras revelam choques energéticos e fluxos associados a estrelas recém-nascidas, incluindo o brilho avermelhado revelador de objetos Herbig-Haro dispersos e que se escondem na imagem. Também podem ser avistadas na cena distantes galáxias de fundo, quase enterradas por detrás da região poeirenta. Esta atraente imagem telescópica estende-se por aproximadamente três Luas Cheias no céu. Isso corresponde a mais de 25 anos-luz à distância estimada de LDN 1251.
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