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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
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  Astroboletim #2230  
  22/07 a 24/07/2025  
     
 
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Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva de Tavira

Observação solar na Ilha de Tavira
Local: perto dos restaurantes da ilha da Tavira
22/08/2025, 10:00
12/09/2025, 10:00
(não requer inscrição)

Observação noturna do céu na praia do Barril
Local: Praia do Barril
29/07/2025, 21:00
29/08/2025, 21:00
(não requer inscrição)

Observação solar na praia do Barril
Local: Praia do Barril
31/07/2025, 10:00
08/08/2025, 10:00
05/09/2025, 10:00
(não requer inscrição)

A Lua sobre a ponte
Local: Ponte romana - Tavira
01/08/2025, 20:00
09/08/2025, 21:00
02/09/2025, 20:00
(não requer inscrição)

Observação noturna do céu de Tavira
Local: Forte do Rato
12/08/2025, 20:45
(não requer inscrição)

 

Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva do Algarve

Astronomia romana em Vilamoura
Local: Recinto da Estação Arqueológica do Cerro da Vila
28/07/2025, 21:30 - Data esgotada - Lista de espera
04/08/2025, 21:30 - Data esgotada - Lista de espera
08/09/2025, 20:30 - Inscrição

Astronomia na praia da Marinha
Local: Observatório Panorâmico da Praia da Marinha
31/07/2025, 21:00 - Data esgotada - Lista de espera
31/07/2025, 22:00 - Data esgotada - Lista de espera

O Sol na Roda dos Ventos da Porta Nova
Local: Roda dos Ventos da Porta Nova, Faro
03/08/2025, 09:30 - Inscrição
03/08/2025, 10:00 - Inscrição
03/08/2025, 10:30 - Inscrição
03/08/2025, 11:00 - Inscrição

Astronomia nos Salgados
Local: Zona da Praia dos Salgados
05/08/2025, 21:15 - Data esgotada - Lista de espera

Astros do Moinho de Maré na Quinta de Marim
Local: Moinho de Maré do Parque Natural da Ria Formosa
12/08/2025, 20:45 - Data esgotada - Lista de espera

Astronomia no Alto da Ameixeira - S. Brás
Local: Miradouro do Alto da Ameixeira
14/08/2025, 21:00
(não requer inscrição)

Astronáufragos na Ria Formosa
19/08/2025, 20:30 - Data esgotada - Lista de espera

Planetário no Vale Gonçalinho
Local: Centro de Educação Ambiental Vale Gonçalinho (CEAVG)
22/08/2025, 19:00 - Inscrição
22/08/2025, 19:30 - Inscrição

Uma noite astronómica no Vale Gonçalinho
Local: Centro de Educação Ambiental Vale Gonçalinho (CEAVG)
22/08/2025, 20:30 - Inscrição

Observação solar em Castro Verde
Local: Entre o Largo da Feira/Mercado e a Rua Morais Sarmento (ER123)
23/08/2025, 09:30 - Inscrição
23/08/2025, 10:00 - Inscrição

Astronomia em Vale do Álamo
Local: Vale do Álamo - Benafim
25/08/2025, 21:00 - Data esgotada - Lista de espera

Astronomia junto ao Castelo de Paderne
Local: Castelo de Paderne
01/09/2025, 21:00 - Inscrição

Eclipse lunar na Ilha de Faro
Local: Centro Náutico da Praia de Faro
07/09/2025, 19:45 - Data esgotada - Lista de espera

Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão

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EFEMÉRIDES

DIA 22/07: 203.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1784, nascia Friedrich Bessel, astrónomo e matemático alemão, o primeiro a determinar a distância do Sol até outra estrela usando o método da paralaxe.
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Em 1962, a Mariner 1 voa erraticamente durante vários minutos após o lançamento, acabando por ter que ser destruída.
Em 2019, lançamento da Chandrayaan 2, a segunda missão lunar indiana. Consiste de um orbitador, um módulo de aterragem e de um rover.
HOJE, NO COSMOS:
O verão ainda só vai a um-terço (em termos astronómicos, isto é), mas Cassiopeia já está a dar um ar da sua graça após o anoitecer. Procure o seu padrão em forma de "W" inclinado a norte-nordeste. Quanto mais para norte estiver o observador, mais alta estará.
A quarta estrela do Triângulo de Verão? A estrela mais brilhante, mais próxima do Triângulo de Verão, caso queira tornar o triângulo num quadrilátero, é Rasalhague (Alpha Ophiuchi), a cabeça de Ofiúco. Olhe alto para sudeste pouco depois do cair da noite. Encontrará Rasalhague mais ou menos à mesma distância para cima e para a direita de Altair e para baixo e para a direita de Vega. Altair é atualmente a estrela mais baixa do Triângulo de Verão. Vega é a mais alta e a mais brilhante.

 

DIA 23/07: 204.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1928, nascia Vera Rubin, astrónoma americana que fez trabalho pioneiro sobre a velocidade de rotação das galáxias. Descobriu a discrepância entre o movimento angular previsto das galáxias e o movimento observado, ao estudar as curvas de rotação de galáxias. Este fenómeno veio a ser conhecido como o problema de rotação das galáxias.
Em 1972, os Estados Unidos lançavam o satélite Landsat 1.
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Em 1995, é descoberto o Cometa Hale-Bopp e torna-se visível a olho nu quase um ano depois.
Em 1999, lançamento da STS-93, do vaivém Columbia, com o Observatório de raios-X Chandra a bordo.
Em 2015, a NASA anuncia a descoberta de Kepler-452b, a primeira super-Terra na zona habitável de uma estrela parecida com o Sol.
HOJE, NO COSMOS:
Por cima de Escorpião a sul após o cair da noite, e "armando confusão" com Hércules, bem mais alto, está a enorme constelação de Ofiúco ou Serpentário. Para este do seu ombro esquerdo (Beta Ophiuchi ou Cebalrai) está um ténue asterismo em forma de V, como uma espécie de mini-Híades. Esta é a antiga constelação do "Touro de Poniatowski". O V tem 2,5º e está quase na vertical.
As duas estrelas da parte de cima do V são as mais ténues (magnitudes 4,8 e 5,5). A estrela do meio, do lado esquerdo (este) é a famosa anã-K dupla 70 Ophiuchi, magnitudes visuais 4,2 e 6,7, distância de apenas 17 anos-luz. As duas estrelas do par estão atualmente separadas por 6,7 segundos de arco na sua órbita de 88 anos: íntimas, mas separadas o suficiente para observação com ampliação média-alta em qualquer telescópio.
A apenas 1,25º para norte-nordeste de Beta Ophiuchi está o largo e solto enxame aberto IC 4665, um alvo binocular a 1100 anos-luz de distância. É uma distância relativamente pequena para um enxame aberto, daí o seu grande tamanho aparente; um pouco mais de 0,5º de diâmetro.

 

DIA 24/07: 205.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1969, a Apollo 11 regressava à Terra em segurança. A cápsula com os astronautas cai no Oceano Pacífico.
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HOJE, NO COSMOS:
Nestas noites sem Lua, tente avistar a pequena constelação de Escudo, que tem como fundo as estrelas da Via Láctea. Está situada entre as constelações de Águia e Sagitário.

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Úrano é mais quente do que se pensava
 
Esta imagem ampliada de Úrano, capturada pelo Telescópio Espacial James Webb da NASA a 6 de fevereiro de 2023, revela uma vista deslumbrante dos anéis de Úrano.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI
 

Durante milénios, os astrónomos pensaram que Úrano não era mais do que uma estrela distante. Só no final do século XVIII é que Úrano foi universalmente aceite como um planeta. Ainda hoje, este mundo azul e com anéis subverte as expetativas dos cientistas, mas uma nova investigação da NASA ajuda a esclarecer alguma da mística do planeta.

Úrano é diferente de qualquer outro planeta do nosso Sistema Solar. Gira de lado, o que significa que cada polo está diretamente virado para o Sol durante um "verão" contínuo de 42 anos. Úrano também gira na direção oposta à de todos os planetas, exceto Vénus. Os dados do "flyby" da Voyager 2 da NASA por Úrano, em 1986, também sugerem que o planeta é invulgarmente frio no seu interior, desafiando os cientistas a reconsiderar as teorias fundamentais de como os planetas se formaram e evoluíram no nosso Sistema Solar.

"Desde o 'flyby' da Voyager 2, todos têm dito que Úrano não tem calor interno", disse Amy Simon, cientista planetária do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. "Mas tem sido muito difícil explicar porque é que isso acontece, especialmente quando comparado com os outros planetas gigantes".

Estas projeções de Úrano foram feitas a partir de uma única medição de perto do calor emitido pelo planeta, feita pela Voyager 2: "Tudo depende desse único ponto de dados", disse Simon. "Isso é parte do problema".

Agora, usando uma técnica avançada de modelação por computador e revisitando décadas de dados, Simon e uma equipa de cientistas descobriram que Úrano gera, de facto, algum calor, como relataram a 16 de maio na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O calor interno de um planeta pode ser calculado comparando a quantidade de energia que recebe do Sol com a quantidade de energia que liberta para o espaço sob a forma de luz refletida e calor emitido. Os outros planetas gigantes do Sistema Solar - Saturno, Júpiter e Neptuno - emitem mais calor do que o que recebem, o que significa que o calor extra vem do interior, em grande parte devido aos processos altamente energéticos que formaram os planetas há 4,5 mil milhões de anos. A quantidade de calor que um planeta emana pode ser uma indicação da sua idade: quanto menos calor libertado em relação ao calor absorvido do Sol, mais velho é o planeta.

Úrano destacava-se dos outros planetas porque parecia libertar tanto calor como o que recebia, o que implicava que não tinha calor próprio. Este facto intrigou os cientistas. Alguns levantaram a hipótese de que talvez o planeta seja muito mais velho do que todos os outros e tenha arrefecido completamente. Outros propuseram que uma colisão gigantesca - a mesma que pode ter colocado o planeta de lado - teria libertado todo o calor de Úrano. Mas nenhuma destas hipóteses satisfez os cientistas, motivando-os a resolver o caso parado de Úrano.

 
Estas imagens lado a lado de Úrano, tiradas com oito anos de intervalo pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA, mostram mudanças sazonais na refletividade do planeta. A imagem da esquerda mostra o planeta sete anos após o equinócio da primavera, quando o Sol brilhava mesmo acima do seu equador. A segunda fotografia, tirada seis anos antes do solstício de verão do planeta, mostra uma grande e brilhante calote polar norte.
Crédito: NASA, ESA, STScI, A. Simon (Centro de Voo Espacial Goddard da NASA), M. H. Wong (Universidade da Califórnia em Berkeley), J. DePasquale (STScI)
 

"Pensámos: 'Será que não existe mesmo calor interno em Úrano?'", disse Patrick Irwin, o autor principal do artigo científico e professor de física planetária na Universidade de Oxford, em Inglaterra. "Fizemos muitos cálculos para ver quanta luz solar é refletida por Úrano e percebemos que, na verdade, é mais refletivo do que as pessoas tinham estimado".

Os investigadores propuseram-se determinar o orçamento energético total de Úrano: a quantidade de energia que recebe do Sol, a quantidade que reflete como luz solar e a quantidade que emite como calor. Para isso, precisavam de estimar a quantidade total de luz refletida pelo planeta em todos os ângulos. "É preciso ver a luz que se dispersa para os lados e não apenas a que vem diretamente para nós", disse Simon.

Para obter a estimativa mais exata do orçamento energético de Úrano, os investigadores de Oxford desenvolveram um modelo informático que reuniu tudo o que se sabe sobre a atmosfera de Úrano a partir de décadas de observações de telescópios terrestres e espaciais, incluindo o Telescópio Espacial Hubble da NASA e o IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA no Hawaii. O modelo incluiu informações sobre as neblinas, nuvens e mudanças sazonais do planeta, que afetam a forma como a luz solar é refletida e como o calor escapa.

Os investigadores descobriram que Úrano liberta cerca de 15% mais energia do que a que recebe do Sol, um valor semelhante a outra estimativa recente de um estudo separado financiado em parte pela NASA, publicado a 14 de julho na revista Geophysical Research Letters. Estes estudos sugerem que Úrano tem o seu próprio calor, embora ainda muito menos do que o seu vizinho Neptuno, que emite mais do dobro da energia que recebe.

"Agora temos de compreender o que significa essa quantidade remanescente de calor em Úrano, bem como obter melhores medições do mesmo", disse Simon.

Desvendar o passado de Úrano é útil não só para mapear a cronologia de quando os planetas do Sistema Solar se formaram e migraram para as suas órbitas atuais, mas também ajuda os cientistas a compreender melhor muitos dos planetas descobertos fora do Sistema Solar, chamados exoplanetas, a maioria dos quais têm o mesmo tamanho que Úrano.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Universidade de Houston (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico #2 (Geophysical Research Letters)

 


Quer saber mais?

Úrano:
CCVAlg - Astronomia
NASA
The Nine Planets
Wikipedia

Voyager 2:
NASA
The Sky Live
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais
Arquivo de Ciências do eHST
Wikipedia

IRTF (Infrared Telescope Facility):
Página principal
Wikipedia

 
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A galáxia "Infinity" e um novo buraco negro
 
A galáxia Infinity, observada com o Telescópio Espacial James Webb. É o resultado de uma colisão cósmica entre duas galáxias. A localização do possível buraco negro recém-nascido é vista no centro, juntamente com os dois outros buracos negros que já estavam presentes antes da colisão.
Crédito: NASA, P. van Dokkum, G. Brammer
 

Uma equipa de investigadores descobriu um objeto no espaço a que chamam galáxia "Infinity" - duas galáxias que recentemente colidiram e que, juntas, se assemelham ao símbolo do infinito. E no centro da "Infinity", embebido numa nuvem de gás, dizem, está um buraco negro supermassivo. O achado foi descrito num novo estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

A descoberta, dizem os investigadores, é intrigante por várias razões. Sugere uma nova maneira dos buracos negros se formarem, fornece uma possível explicação para a existência de buracos negros incrivelmente massivos no Universo primitivo - e pode ser a primeira evidência direta de um buraco negro supermassivo logo após a sua formação.

"Isto é o mais próximo de uma 'arma fumegante' que provavelmente iremos obter", disse Peter van Dokkum, professor de astronomia e de física na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Yale e principal autor do novo estudo.

Tudo acerca desta galáxia, disse, é invulgar. "Não só tem um aspeto muito estranho, como também tem um buraco negro supermassivo que está a acretar muito material", disse. "A maior surpresa de todas foi o facto de o buraco negro não estar localizado dentro de nenhum dos dois núcleos das galáxias em fusão, mas no meio. Perguntámo-nos: como é que isto pode fazer sentido?"

Van Dokkum e o astrónomo Gabriel Brammer, da Universidade de Copenhaga, fizeram a descoberta enquanto estudavam imagens do levantamento COSMOS-Web, que faz parte do arquivo de dados do Telescópio Espacial James Webb da NASA. Van Dokkum também realizou observações de acompanhamento dos dados do Webb. Além disso, os investigadores utilizaram dados do Observatório W.M. Keck e dados de arquivo do VLA (Very Large Array) e do Observatório de raios X Chandra.

Encontrar um buraco negro que não esteja localizado no núcleo de uma galáxia massiva é, por si só, invulgar, disseram os investigadores. E depois descobrir que o buraco negro se tinha acabado de formar não tem paralelo. "Por outras palavras, pensamos que estamos a testemunhar o nascimento de um buraco negro supermassivo - algo nunca antes visto ", disse van Dokkum. Esta descoberta tem também implicações no debate em curso sobre a formação de buracos negros no Universo primitivo.

Uma teoria - a teoria das "sementes leves" - defende que buracos negros pequenos se formaram quando os núcleos das estrelas entraram em colapso e explodiram. Eventualmente, estas "sementes leves" fundiram-se em buracos negros supermassivos. Esta teoria, no entanto, necessitaria de um tempo extraordinariamente longo para dar frutos. E o telescópio Webb já identificou buracos negros supermassivos que apareceram demasiado cedo no Universo para serem explicados pela teoria das "sementes leves".

Resta a teoria das "sementes pesadas". Esta teoria sugere que buracos negros muito maiores se podem formar a partir do colapso de grandes nuvens de gás. O ponto de discórdia para a teoria das "sementes pesadas" tem sido o facto de as nuvens de gás em colapso formarem normalmente estrelas.

"Relatámos a primeira evidência da formação de tais sementes pesadas por colapso direto com o poder combinado do JWST e do Chandra, com a deteção da galáxia UHZ1, quando o Universo tinha apenas 470 milhões de anos", disse Natarajan. "O que é excitante na descoberta da galáxia Infinity é que ela sugere que a natureza provavelmente faz buracos negros através de colapso direto ao longo do tempo cósmico".

A galáxia Infinity, no entanto, pode mostrar como condições extremas - incluindo as do início do Universo sugeridas pela teoria das "sementes pesadas" - podem levar à criação de um buraco negro, disse van Dokkum.

"Neste caso, duas galáxias de disco colidiram, formando as estruturas anelares de estrelas que vemos", disse. "Durante a colisão, o gás no interior destas duas galáxias choca e comprime-se. Esta compressão pode ter sido suficiente para formar um nó denso, que depois colapsou num buraco negro. Embora tais colisões sejam eventos raros, pensa-se que semelhantes densidades extremas de gás tenham sido bastante comuns nas primeiras épocas cósmicas, quando as galáxias se começaram a formar", acrescentou.

Van Dokkum e os seus colegas sublinharam que é necessária mais investigação para confirmar as descobertas e o que estas auguram para a formação dos buracos negros.

// Universidade de Yale (comunicado de imprensa)
// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)

 


Quer saber mais?

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia
Colapso direto (Wikipedia)

COSMOS-Web:
Página principal
DR1 do Cosmos-Web
Visualizador interativo

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
Facebook
X/Twitter
Instagram
Blog do JWST (NASA)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

Observatório W. M. Keck:
Página principal
Wikipedia

VLA (Karl G. Jansky Very Large Array):
Página principal
NRAO
Wikipedia

Observatório de raios X Chandra:
NASA
Universidade de Harvard
Wikipedia

 
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Três enxames estelares - todos com a mesma origem?
 
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A imagem mostra a constelação de Orionte com o Enxame da Nebulosa de Orionte como a "estrela" central na espada de Orionte, as Plêiades e as Híades. Os três enxames abertos estão destacados por grandes círculos amarelos.
Crédito: Aladin/CDS, Observatório de Estrasburgo (França)
 

A Nebulosa de Orionte, as Plêiades e as Híades: resultados de uma investigação recente indicam que estes famosos enxames de estrelas representam as diferentes fases da vida do mesmo sistema. Uma equipa de astrofísicos do Irão e da Alemanha encontrou evidências de que estes três sistemas estelares não só se situam aproximadamente na mesma região do espaço, como também se desenvolveram da mesma forma. Estes resultados foram recentemente publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

No nosso céu de inverno é possível ver as Sete Irmãs (Plêiades) e as Híades mesmo ao lado umas das outras a olho nu, não muito longe da "estrela" central da Espada de Orionte. Na verdade, não se trata de uma estrela, mas sim do Enxame da Nebulosa de Orionte - e, portanto, o terceiro de um grupo de enxame estelares.

No entanto, os enxames deste trio têm idades diferentes e encontram-se a distâncias diferentes da Terra. O Enxame da Nebulosa de Orionte é uma das mais jovens e ativas regiões de formação estelar na Via Láctea - com apenas 2,5 milhões de anos e a cerca de 1350 anos-luz de distância. Contém milhares de estrelas jovens rodeadas pela nuvem residual de gás a partir da qual se formaram. Em contraste, as Plêiades, também conhecidas como as Sete Irmãs, têm cerca de 100 milhões de anos e as suas estrelas estão muito mais dispersas, ao passo que as Híades têm cerca de 700 milhões de anos e contêm menos estrelas que estão ainda mais dispersas.

Bebé, adolescente e idoso

"Os nossos cálculos de dinâmica estelar, altamente precisos, mostraram agora que os três enxames estelares tiveram origem no mesmo antecessor", afirma o professor Dr. Pavel Kroupa, do Instituto Helmholtz de Radiação e Física Nuclear da Universidade de Bona, coautor da publicação. A Nebulosa de Orionte, as Plêiades e as Híades são como três fotografias diferentes da mesma pessoa. Estas três fotografias mostram esta entidade em idades diferentes: em bebé, adolescente e idoso.

É um pouco como se a mesma pessoa estivesse a nascer uma e outra vez. "A partir daqui, podemos aprender que os enxames estelares abertos parecem ter um modo preferencial de formação estelar", diz Kroupa, que também é membro das áreas de investigação transdisciplinares "Modelação" e "Matéria" na Universidade de Bona. Quer isto dizer que diferentes nuvens moleculares formam enxames de estrelas muito semelhantes? "Parece que existe um ambiente físico preferencial no qual as estrelas se formam quando evoluem dentro destas nuvens", diz o astrofísico.

Como é que um enxame estelar jovem e denso, como o Enxame da Nebulosa de Orionte, se desenvolve para algo como as Plêiades ao longo de centenas de milhões de anos e, por fim, amadurece para algo semelhante às Híades? Os investigadores liderados pelo Dr. Ghasem Safaei do IASBS (Institute for Advanced Studies in Basic Sciences) em Zanjan (Irão) estão a modelar este ciclo de vida com a ajuda de poderosas simulações em computador.

Os cálculos estão de acordo com as características observadas

Utilizando estas simulações, que incluem cálculos precisos das forças variáveis entre as estrelas, os investigadores conseguem seguir o ciclo de vida de um enxame estelar desde a sua formação inicial num ambiente rico em gás até à sua expansão gradual e envelhecimento, quando perde gás e estrelas para o seu ambiente. Os resultados coincidem muito bem com características já observadas, tais como o tamanho, a massa e a estrutura do Enxame da Nebulosa de Orionte, das Plêiades e das Híades em diferentes fases das suas vidas.

"Esta investigação mostra que é inteiramente plausível que enxames estelares como o da Nebulosa de Orionte sigam um caminho de desenvolvimento que os transforma em sistemas como as Plêiades e, mais tarde, as Híades", diz o professor Hosein Haghi do IASBS, que está atualmente a realizar a sua investigação na Universidade de Bona, Alemanha.

A equipa simulou o seu desenvolvimento ao longo de um período de 800 milhões de anos, partindo de um estado inicial baseado nas últimas características observadas em enxames estelares jovens, incluindo o seu tamanho compacto, elevada densidade de massa e abundância de estrelas duplas. "Os resultados mostram que enxames como o da Nebulosa de Orionte podem perder até 85% das suas estrelas, mas ainda assim manter uma estrutura coerente semelhante à das Híades, depois de terem passado por uma fase intermédia semelhante à das Plêiades", explica Ghasem Safaei.

Curiosamente, todos estes três enxames de estrelas - o Enxame da Nebulosa de Orionte, as Plêiades e as Híades - estão localizados na mesma região do céu noturno. Este facto fascina os astrónomos há muito tempo. A equipa de investigação suspeita que isto é mais do que uma mera coincidência e que pode estar relacionado com a forma como os enxames de estrelas se formam e desenvolvem na Galáxia.

Um equilíbrio delicado

A professora Akram Hasani Zonoozi, coautora do estudo, acrescenta: "Esta investigação permite-nos compreender melhor como os enxames de estrelas se formam e desenvolvem e ilustra o delicado equilíbrio entre a dinâmica interna e as forças externas, como a força gravitacional da Via Láctea". A professora Hasani pertence ao IASBS e está atualmente a desenvolver a sua investigação na Universidade de Bona.

Esta investigação não está apenas a lançar mais luz sobre o ciclo de vida dos enxames de estrelas. Os investigadores demonstraram também como as simulações teóricas modernas podem ser combinadas com observações reais. Abrirá novas possibilidades para compreender as origens de outros enxames estelares e aperfeiçoar modelos que mostram como as estrelas e os seus ambientes se desenvolvem ao longo do tempo.

// Universidade de Bona (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)

 


Quer saber mais?

Enxames abertos:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Nebulosa de Orionte:
SEDS
Wikipedia

Plêiades:
SEDS
Wikipedia

Híades:
SEDS
Wikipedia

 
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Também em destaque
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exemplo   Astrónomos observam planeta recém-nascido a esculpir a poeira em seu redor (via ESO)
Os astrónomos podem ter descoberto um planeta ainda em formação a esculpir um padrão intrincado no gás e poeira que rodeia a sua jovem estrela hospedeira. Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, os cientistas observaram um disco planetário com braços espirais proeminentes, sinais claros de que existe um planeta aninhado nas suas regiões mais interiores. Trata-se da primeira vez que os astrónomos detetam um candidato a planeta no interior de um disco espiral. Ler fonte
     
  Astrónomos descobrem objeto raro e distante em sincronia com Neptuno (via Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian)
Uma equipa de astrónomos descobriu um objeto raro muito para além de Neptuno, de uma classe conhecida como objetos trans-Neptunianos, que se move ao ritmo do planeta gigante. Este objeto, chamado 2020 VN40, é o primeiro corpo confirmado que orbita o Sol uma vez por cada dez órbitas de Neptuno. Esta descoberta ajuda os cientistas a compreender como os objetos do Sistema Solar exterior se comportam e como lá chegaram. Apoia a ideia de que muitos objetos distantes são temporariamente "apanhados" pela gravidade de Neptuno à medida que se deslocam no espaço. Ler fonte
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Álbum de fotografias
Messier 6

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Xinran Li
 
O sexto objeto do famoso catálogo de Charles Messier de coisas que não são cometas, Messier 6 é um enxame aberto. Um conjunto de aproximadamente de 100 estrelas, todas com cerca de 100 milhões de anos, M6 encontra-se a mais ou menos 1600 anos-luz de distância em direção à Via Láctea central, na constelação de Escorpião. Também catalogado como NGC 6405, o contorno deste bonito enxame estelar sugere o seu nome popular, o Enxame da Borboleta. Rodeado pela difusa emissão avermelhada do gás hidrogénio da região, as estrelas do enxame, na sua maioria quentes e, portanto, azuis, estão perto do centro desta colorida astrofotografia. Mas o membro mais brilhante do enxame é uma fria estrela gigante do tipo K. Designada BM Scorpii, brilha com uma tonalidade amarelo-alaranjada, vista perto da extremidade de uma das antenas da borboleta. Este campo de visão telescópico abrange quase 2 Luas Cheias no céu. São 25 anos-luz à distância estimada de Messier 6.
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