Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 02/09: 245.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1859, uma super tempestade solar afeta serviços telegráficos por toda a Europa, América, Japão e Austrália.
Em 1970, a NASA anuncia o cancelamento de duas missões Apollo à Lua, a Apollo 15 (a mesma designação é re-usada numa missão posterior) e a Apollo 19.
Em 1971, lançamento da soviética Luna 18, missão de recolha de amostras lunares. Colidiu com a Lua no dia 11 de setembro e as comunicações foram imediatamente perdidas.
Em 2023, primeira missão de observação solar da Índia: a ISRO (Indian Space Research Organisation) lança a sonda Aditya-L1. HOJE, NO COSMOS:
A Lua encontra-se no "bule de chá" de Sagitário. Cubra o nosso satélite natural com a ponta do dedo para ajudar a revelar as estrelas à volta.
A chegada de setembro significa que Escorpião, o "ponto alto" estelar do céu a sul durante julho, está agora inclinando-se e descendo a sudoeste após o anoitecer, preparando-se para "descansar" até ao ano que vem.
DIA 03/09: 246.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1976, a sonda Viking 2 aterrava na Utopia Planitia, em Marte.
Em 1985, aterragem da missão STS-51-I, do vaivém espacial Discovery da NASA. HOJE, NO COSMOS:
Se vive a latitudes médias norte, procure a brilhante Vega a passar perto do zénite ao anoitecer. Vega passa exatamente pelo zénite se estiver à latitude 39º N, por exemplo, em Lisboa.
DIA 04/09: 247.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1958, nascia Jacqueline Hewitt, astrofísica e primeira descobridora dos anéis de Einstein - a deformação da luz a partir de uma fonte, como por exemplo uma galáxia, num anel conhecido como lente gravitacional. HOJE, NO COSMOS:
Quanto tempo depois do pôr-do-Sol consegue avistar o Triângulo de Verão? À medida que as primeiras estrelas começam a aparecer, Vega, a estrela mais brilhante do Triângulo, está perto do zénite (para observadores a latitudes médias norte). A segunda estrela mais brilhante do Triângulo é Altair, alta a sudeste (a Lua esta noite está mais baixa a sudeste, procure Altair mais ou menos no ponto médio entre Vega e o nosso satélite natural).
A última das três estrelas do Triângulo de Verão é Deneb, dois punhos à distância do braço esticado para este de Vega.
Depois do cair da noite, claro, saltam à vista. Com o passar das horas, o Triângulo desce a oeste, uma antevisão do que fará ao início da noite durante o outono.
Dados de sismos marcianos revelam a natureza irregular do interior do Planeta Vermelho
Os cientistas pensam que impactos gigantescos - como o representado nesta ilustração - ocorreram em Marte há 4,5 mil milhões de anos, injetando os detritos do impacto nas profundezas do manto do planeta. O módulo de aterragem InSight da NASA detetou estes detritos antes do fim da missão, em 2022.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
Foram detetados, nas profundezas do planeta Marte, o que parecem ser fragmentos de impactos massivos no planeta, ocorridos há 4,5 mil milhões de anos. A descoberta foi feita graças ao módulo InSight da NASA, já aposentado, que registou os achados antes do fim da missão em 2022. Os antigos impactos libertaram energia suficiente para derreter áreas continentais da crosta primitiva e do manto em vastos oceanos de magma, injetando simultaneamente os fragmentos do impactor e os detritos marcianos nas profundezas do interior do planeta.
Não há forma de saber exatamente o que atingiu Marte: o Sistema Solar primitivo estava repleto de diferentes objetos rochosos que o poderiam ter feito, incluindo alguns tão grandes que eram efetivamente protoplanetas. Os restos destes impactos ainda existem sob a forma de pedaços que chegam a ter 4 quilómetros de diâmetro e estão espalhados pelo manto marciano. Oferecem um registo preservado apenas em mundos como Marte, cuja ausência de placas tectónicas impediu que o seu interior fosse remexido da mesma forma que o da Terra, através de um processo conhecido como convecção.
A descoberta foi relatada na passada quinta-feira, dia 28 de agosto, num estudo publicado na revista Science.
"Nunca antes tínhamos visto o interior de um planeta com tanto pormenor e clareza", disse o autor principal do artigo, Constantinos Charalambous, do Imperial College London. "O que estamos a ver é um manto repleto de fragmentos antigos. A sua sobrevivência até aos dias de hoje diz-nos que o manto de Marte evoluiu lentamente ao longo de milhares de milhões de anos. Na Terra, características como estas podem muito bem ter sido largamente apagadas".
O InSight, gerido pelo JPL da NASA, no sul da Califórnia, colocou o primeiro sismómetro na superfície de Marte em 2018. O instrumento extremamente sensível registou 1319 sismos marcianos antes do fim da missão do módulo de aterragem em 2022.
O InSight da NASA tirou esta selfie em 2019 usando uma câmara no seu braço robótico. O módulo de aterragem também utilizou o seu braço para colocar o sismómetro da missão, cujos dados foram utilizados num estudo de 2025 que mostra que os impactos deixaram pedaços de detritos nas profundezas do interior do planeta.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
Os sismos produzem ondas que se alteram à medida que atravessam diferentes tipos de material, proporcionando aos cientistas uma forma de estudar o interior de um corpo planetário. Até à data, a equipa do InSight mediu o tamanho, a profundidade e a composição da crosta, do manto e do núcleo de Marte. Esta última descoberta relativa à composição do manto sugere o quanto ainda há para descobrir nos dados do InSight.
"Sabíamos que Marte era uma cápsula do tempo com registos da sua formação inicial, mas não prevíamos a clareza com que poderíamos ver com o InSight", disse Tom Pike do Imperial College London, coautor do artigo científico.
Caça aos sismos
Marte não tem as placas tectónicas que produzem os tremores de terra com que muitas pessoas em áreas sismicamente ativas estão familiarizadas. Mas há dois outros tipos de sismos na Terra que também ocorrem em Marte: os causados por rochas que se fraturam sob calor e pressão, e os causados por impactos de meteoroides.
Dos dois tipos, os impactos de meteoroides em Marte produzem ondas sísmicas de alta frequência que viajam desde a crosta até ao manto do planeta, de acordo com um artigo publicado no início deste ano na revista Geophysical Research Letters. Localizado sob a crosta do planeta, o manto marciano pode ter até 1550 quilómetros de espessura e é feito de rocha sólida que pode atingir temperaturas de 1500º Celsius.
Sinais baralhados
O novo artigo da Science identifica oito sismos marcianos cujas ondas sísmicas continham uma energia forte e de alta frequência que chegou às profundezas do manto, onde as suas ondas sísmicas eram nitidamente alteradas.
"Quando vimos isto pela primeira vez nos nossos dados sísmicos, pensámos que os atrasos estavam a acontecer na crosta marciana", disse Pike. "Mas depois reparámos que quanto mais longe as ondas sísmicas viajavam através do manto, mais estes sinais de alta frequência eram atrasados".
Nesta ilustração, uma vista em corte de Marte (não à escala) revela detritos de impactos antigos espalhados pelo manto do planeta. Na superfície, à esquerda, o impacto de um meteoroide envia sinais sísmicos para o interior; à direita, o módulo de aterragem InSight da NASA.
Crédito:
NASA/JPL-Caltech
Usando simulações de computador de todo o planeta, a equipa viu que o abrandamento e a baralhação só aconteciam quando os sinais passavam por regiões pequenas e localizadas dentro do manto. Também determinaram que estas regiões parecem ser pedaços de material com uma composição diferente da do manto circundante.
Com um enigma resolvido, a equipa concentrou-se noutro: como é que esses pedaços foram lá parar.
Voltando atrás no tempo, concluíram que os blocos chegaram provavelmente como asteroides gigantes ou outros materiais rochosos que atingiram Marte durante o início do Sistema Solar, gerando esses oceanos de magma à medida que penetravam profundamente no manto, trazendo consigo fragmentos da crosta e do manto.
Charalambous compara o padrão a vidro estilhaçado - alguns cacos grandes com muitos fragmentos mais pequenos. O padrão é consistente com uma grande libertação de energia que espalhou muitos fragmentos de material pelo manto. Também se enquadra bem no pensamento atual de que, nos primórdios do sistema Solar, os asteroides e outros corpos planetários bombardeavam regularmente os jovens planetas.
Na Terra, a crosta e o manto superior são continuamente reciclados pela tectónica de placas, que empurra a orla de uma placa para o interior quente, onde, por convecção, o material mais quente e menos denso sobe e o material mais frio e mais denso desce. Marte, em contraste, não tem placas tectónicas e o seu interior circula de forma muito mais lenta. O facto de ainda hoje serem visíveis estruturas tão subtis, disse Charalambous, "diz-nos que Marte não sofreu a agitação vigorosa que teria eliminado estes fragmentos".
E, desta forma, Marte pode indicar o que pode estar escondido sob a superfície de outros planetas rochosos que não têm tectónica de placas, incluindo Vénus e Mercúrio.
Chandra revela o conflito interno de uma estrela antes da sua explosão
Esta imagem apresenta dados do Observatório de raios X Chandra da NASA do remanescente de supernova Cassiopeia A (Cas A), que revelam que o interior da estrela se reorganizou violentamente poucas horas antes de explodir. O painel principal deste gráfico é constituído por dados do Chandra que mostram a localização de diferentes elementos nos restos da explosão: silício (representado a vermelho), enxofre (amarelo), cálcio (verde) e ferro (roxo). A cor azul revela a emissão de raios X de mais alta energia detetada pelo Chandra em Cas A e uma onda de choque em expansão. A inserção revela regiões com grandes gamas de abundâncias relativas de silício e néon. Estes dados, bem como a modelação computacional, revelam uma nova perspetiva sobre a forma como estrelas massivas como Cas A terminam as suas vidas. Ver apenas o painel principal; ver apenas a inserção
Crédito:
raios X - NASA/CXC/Universidade de Meiji/T. Sato et al.; processamento - NASA/CXC/SAO/N. Wolk
De acordo com um novo estudo do Observatório de raios X Chandra da NASA, o interior de uma estrela "deu voltas" antes de explodir de forma espetacular. Hoje, esta estrela estilhaçada, conhecida como o remanescente de supernova Cassiopeia A, é um dos objetos mais conhecidos e bem estudados do céu.
No entanto, há mais de trezentos anos, era uma estrela gigante à beira da autodestruição. O novo estudo do Chandra revela que, poucas horas antes de explodir, o interior da estrela reorganizou-se violentamente. Esta alteração de última hora do seu ventre estelar tem profundas implicações para a compreensão da forma como as estrelas massivas explodem e de como os seus remanescentes depois se comportam.
Cassiopeia A (Cas A para abreviar) foi um dos primeiros objetos que o telescópio espacial observou após o seu lançamento em 1999 e os astrónomos voltaram várias vezes para o observar.
"Parece que cada vez que olhamos atentamente para os dados de Cas A pelo Chandra, aprendemos algo novo e excitante", disse Toshiki Sato da Universidade de Meiji no Japão, que liderou o estudo. "Agora pegámos nesses valiosos dados de raios X, combinámo-los com poderosos modelos computacionais e descobrimos algo extraordinário".
À medida que as estrelas massivas envelhecem, formam-se elementos cada vez mais pesados no seu interior, através de reações nucleares, criando camadas tipo cebola de diferentes elementos. A sua camada exterior é maioritariamente constituída por hidrogénio, seguida de camadas de hélio, carbono e elementos progressivamente mais pesados - estendendo-se até ao centro da estrela.
Quando o ferro começa a formar-se no núcleo da estrela, o jogo muda. Assim que o núcleo de ferro cresce para além de uma certa massa (cerca de 1,4 vezes a massa do Sol), já não consegue suportar o seu próprio peso e colapsa. A parte exterior da estrela cai sobre o núcleo em colapso e rebenta como uma supernova de colapso do núcleo.
A nova investigação com dados do Chandra revela uma mudança que ocorreu nas profundezas da estrela nos últimos momentos da sua vida. Depois de viver durante mais de um milhão de anos, Cas A sofreu grandes alterações nas suas últimas horas antes de explodir.
"A nossa investigação mostra que, pouco antes da estrela Cas A entrar em colapso, parte de uma camada interna com grandes quantidades de silício viajou para o exterior e invadiu uma camada vizinha com muito néon", disse o coautor Kai Matsunaga da Universidade de Quioto no Japão. "Trata-se de um acontecimento violento em que a barreira entre estas duas camadas desaparece".
Uma figura ilustrada mostrando uma secção transversal de uma estrela massiva semelhante à que criou a remanescente de supernova Cas A. As camadas em forma de cebola são dominadas por elementos cada vez mais pesados, começando pelo hidrogénio e estendendo-se até ao hélio, carbono, oxigénio, silício e ferro no centro da estrela. A secção transversal é mostrada algumas horas antes da explosão da estrela como supernova. O material rico em silício, produzido em reações nucleares que envolvem oxigénio (na estreita "O-burning shell"), é flutuante e empurrado para fora em plumas ricas em silício, forçando o material rico em néon, mais exterior, a fluir para dentro. O movimento destes materiais ricos em silício e em néon perturba a estreita camada onde o carbono e o néon estão a sofrer reações nucleares (a estreita "C-/Ne-burning shell").
Crédito: NASA/CXC/Universidade de Meiji/T. Sato et al.
Esta agitação não só fez com que o material rico em silício se deslocasse para o exterior, como também forçou o material rico em néon a deslocar-se para o interior. A equipa encontrou vestígios claros destes fluxos de silício para o exterior e de fluxos de néon para o interior no remanescente de supernova Cas A. Pequenas regiões ricas em silício, mas pobres em néon, estão localizadas perto de regiões ricas em néon e pobres em silício. A sobrevivência destas regiões não só fornece evidências críticas das alterações interiores da estrela, como também mostra que a mistura completa do silício e do néon com outros elementos não ocorreu imediatamente antes ou depois da explosão. Esta ausência de mistura é prevista por modelos computacionais detalhados de estrelas massivas perto do fim das suas vidas.
Há várias implicações significativas para este tumulto interno da estrela condenada. Primeiro, pode explicar diretamente a forma assimétrica, em vez de simétrica, do remanescente Cas A em três dimensões. Em segundo lugar, uma explosão assimétrica e um campo de detritos podem ter dado um poderoso pontapé ao núcleo remanescente da estrela, agora uma estrela de neutrões, explicando a elevada velocidade observada deste objeto.
Finalmente, os fortes fluxos turbulentos criados pelas mudanças internas da estrela podem ter promovido o desenvolvimento da onda de choque da supernova, facilitando a explosão da estrela.
"Talvez o efeito mais importante desta alteração na estrutura da estrela seja o facto de poder ter ajudado a desencadear a própria explosão", disse o coautor Hiroyuki Uchida, também da Universidade de Quioto. "Esta atividade interna final de uma estrela pode mudar o seu destino - se vai brilhar como uma supernova ou não".
Estes resultados foram publicados na edição mais recente da revista The Astrophysical Journal e estão disponíveis online.
Imagem da região central do enxame estelar situado na região de formação estelar NGC 3603. O sistema binário A1 está assinalado com a seta amarela (não separável na imagem).
Crédito: NASA, ESA e Wolfgang Brandner (Instituto Max Planck de Astronomia), Boyke Rochau (Instituto Max Planck de Astronomia) e Andrea Stolte (Universidade de Colónia)
Uma equipa de astrónomos analisou com a maior precisão possível um dos pares de estrelas mais massivos da nossa Galáxia, conhecido como NGC 3603-A1. Utilizando dados de arquivo não publicados do Telescópio Espacial Hubble e novas observações, efetuadas com precisão, a equipa mediu as propriedades deste extraordinário sistema com um nível nunca antes alcançado. O artigo científico foi publicado na revista The Astrophysical Journal.
NGC 3603-A1 está localizado num deslumbrante enxame de estrelas conhecido como HD 97950, no centro da nebulosa NGC 3603, a cerca de 25.000 anos-luz da Terra. NGC 3603 é uma das regiões de formação estelar mais ativas da nossa Galáxia e alberga dezenas de estrelas extremamente quentes e brilhantes.
As duas estrelas gigantes que constituem o sistema NGC 3603-A1 orbitam-se uma à outra a cada 3,8 dias. Isto significa que, no tempo que a Terra leva a orbitar o Sol uma vez, as duas estrelas gigantes que constituem o sistema NGC 3603-A1 terão orbitado uma à outra quase cem vezes. Uma estrela tem cerca de 93 vezes a massa do nosso Sol, e a outra tem cerca de 70 massas solares. Estas estrelas são tão brilhantes e poderosas que libertam ventos e radiação intensos, fazendo com que se pareçam com um tipo especial de estrela chamado Wolf-Rayet. Uma estrela Wolf-Rayet é uma estrela extremamente quente e massiva que se aproxima do fim da sua vida, libertando ventos poderosos que lhe retiram as camadas exteriores e a fazem brilhar com uma intensidade invulgar. No entanto, ao contrário das verdadeiras estrelas Wolf-Rayet, as estrelas de NGC 3603-A1 são ainda jovens.
"Esta é uma descoberta rara e excitante", disse o Dr. Phil Massey, líder da equipa, do Observatório Lowell. "Estas estrelas estão entre as mais massivas que alguma vez medimos diretamente na nossa Via Láctea, e ajudam-nos a compreender como as estrelas massivas vivem, evoluem e eventualmente morrem".
Embora os astrónomos suspeitassem há muito que NGC3603-A1 era um sistema estelar binário muito massivo, esta é a primeira vez que estes pesos pesados foram medidos diretamente. Sarah Bodansky, na altura estudante no Carleton College, Minnesota, EUA, trabalhou remotamente no Observatório Lowell durante o "verão pandémico" de 2020 e identificou o principal caminho a seguir a partir de dados mais antigos do Hubble.
"Para as estrelas mais massivas, os astrónomos têm normalmente de se basear em modelos que não estão muito bem definidos para 'pesar' a estrela", disse Bodansky, "mas este estudo centrou-se num tipo especial de sistema binário onde podemos obter uma medição mais fundamental da sua massa".
"O trabalho da Sarah tornou possível avançar com este projeto", disse Massey. "Ela reparou em algo que tinha escapado a todos: algumas das características espetrais duplicavam quando as estrelas tinham os seus maiores movimentos em direção a nós e para longe de nós. Sem esta descoberta, o projeto teria ficado para trás".
A descoberta foi possível graças à análise cuidadosa de dados novos e antigos do Hubble. Estudando a forma como as estrelas se orbitam uma à outra e como a sua luz é alterada ao longo do tempo, a equipa foi capaz de descobrir os seus tamanhos, temperaturas e a forma como interagem entre si.
Curiosamente, a estrela mais pequena do par parece ter sugado massa da sua companheira maior, girando mais depressa como resultado. Este tipo de interação é importante para compreender como as estrelas mudam ao longo do tempo e como podem eventualmente explodir ou colapsar em buracos negros.
Estrelas massivas como estas são também protagonistas no drama cósmico das ondas gravitacionais, as ondulações no espaço-tempo detetadas pela primeira vez em 2015. Estas massivas estrelas binárias podem transformar-se em buracos negros binários, que podem depois fundir-se, criando as ondas que os cientistas utilizam agora para explorar o Universo de formas inteiramente novas.
Esta descoberta acrescenta uma peça vital ao puzzle de como as estrelas moldam o Universo, e tudo começou com um olhar mais atento a uma estrela "difusa" numa das vizinhanças mais deslumbrantes da Galáxia. Devido ao facto de as estrelas estarem muito juntas, só o Telescópio Espacial Hubble conseguiu descortinar a imagem.
Equipa descobre berçários planetários deformados (via QMUL)
Novas observações do ALMA revelam que os discos onde os planetas se formam são muitas vezes ligeiramente deformados, desafiando suposições de longa data e oferecendo pistas sobre os subtis desalinhamentos observados no nosso próprio Sistema Solar. Ler fonte
Novo modelo visa desmistificar os "mundos a vapor" para lá do nosso Sistema Solar (via Universidade da Califórnia em Santa Cruz)
Os astrónomos desenvolveram um novo modelo para compreender melhor os "mundos de vapor", ou sub-Neptunos ricos em água - alguns dos planetas mais comuns no Universo. Estes planetas são demasiado quentes para terem oceanos à superfície e pensa-se que têm atmosferas constituídas por fases exóticas de água. São também 10 a 100 vezes mais massivos do que as luas geladas do nosso Sistema Solar, que historicamente têm servido de modelo. O Telescópio Espacial James Webb já detetou vapor em vários sub-Neptunos, e os novos modelos ajudarão os cientistas a interpretar o que os telescópios observam a partir dos dados atmosféricos recolhidos. Ler fonte
O que é que criou esta invulgar nebulosa planetária? Apelidada de Nebulosa da Almofada ou de Nebulosa do Tapete Voador, NGC 7027 é uma das nebulosas planetárias mais pequenas, mais brilhantes e com a forma mais invulgar que se conhece. Dado o seu ritmo de expansão, NGC 7027 começou a expandir-se, como visível da Terra, há cerca de 600 anos. Durante grande parte da sua história, a nebulosa planetária tem estado a expelir conchas, como se vê a azul na imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. Porém, nos tempos modernos, por razões desconhecidas, começou a ejetar gás e poeira (vistos a castanho) em direções específicas que criaram um novo padrão que parece ter quatro cantos. O que se encontra no centro da nebulosa é desconhecido, com uma hipótese a considerar que se trata de um sistema estelar binário íntimo, em que uma estrela liberta gás para um disco errático que orbita a outra estrela. NGC 7027, a cerca de 3000 anos-luz de distância, foi descoberta pela primeira vez em 1878 e pode ser vista com um normal telescópio de quintal na direção da constelação do Cisne.
Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt
Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt
Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.