DIA 26/09: 269.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1580, Sir Francis Drake completa a sua circumnavegação da Terra.
Em 1997, lançamento da missão STS-86 do vaivém espacial Atlantis. HOJE, NO COSMOS:
Cisne flutua, por estas noites, quase por cima das nossas cabeças.
Volte-se para sudoeste e
a cruz que a constelação perfaz parece estar direita. Mede cerca de dois punhos à distância do braço esticado em altura, com Deneb no topo. Dito de outra forma, quando nos voltamos para sudoeste Cisne parece estar a voar para baixo ao longo da Via Láctea.
DIA 27/09: 270.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1905, a revista de Física, Annalen der Physik, recebe o artigo de Einstein, "A inércia de um corpo depende de seu conteúdo de energia?", introduzindo a equação E=mc^2.
Em 1997, último contato com a Mars Pathfinder, embora os controladores tentassem restaurar as comunicações durante os cinco meses seguintes. A missão foi formalmente terminada no dia 10 de março de 1998.
Em 2003 era lançada a sonda da ESA, Smart-1, a primeira tentativa de lançar naves espaciais de baixo custo.
Em 2007, a NASA lança a sonda Dawn, com destino Vesta e Ceres, os dois maiores membros da cintura de asteroides.
Em 2008, o astronauta da agência espacial chinesa CNSA, Zhai Zhigang, torna-se no primeiro chinês a fazer um passeio espacial enquanto voava na Shenzhou 7. HOJE, NO COSMOS:
Ao cair da noite, a fina Lua Crescente brilha a cerca de 1º para baixo e para a esquerda da alaranjada Antares em Escorpião. A constelação está inclinada e de despedida nesta estação.
DIA 28/09: 271.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1860, nascia Paul Ulrich Villard, físico e químico francês que descobriu os raios gama em 1900 enquanto estudava a radiação emanada pelo elemento químico rádio.
Em 1999, o Observatório de raios X Chandra da NASA divulga uma espetacular imagem da Nebulosa do Caranguejo, os espetaculares remanescentes de uma explosão estelar, revelando algo ainda nunca visto.
O brilhante anel à volta do coração da nebulosa são ondas de partículas altamente energéticas que parecem ter sido expulsas a uma distância de 1 ano-luz da estrela central, e os jatos de partículas afastam-se da estrela de neutrões numa direção perpendicular à espiral.
Em 2008, a SpaceX lança sua a primeira nave espacial privada, a Falcon 1, para órbita. HOJE, NO COSMOS:
Esta noite a Lua brilha para cima e um pouco para a direita do par estelar "Olhos do Gato" na cauda de Escorpião.
DIA 29/09: 272.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1954 é assinada a convenção que estabelece o CERN.
Em 1962 era lançado o Alouette 1, o primeiro satélite canadiano.
Em 1988 era lançada a missão STS-26 do vaivém Discovery.
Marca o recomeço das missões depois do acidente 1986 51-L do vaivém Challenger. Duração da missão: 97 horas e 11 minutos.
Em 2004, o asteroide 4179 Toutatis passa a quatro distâncias lunares da Terra. No mesmo ano, a nave SpaceShipOne de Burt Rutan faz o seu primeiro voo espacial, dos dois necessários para ganhar o Ansari X Prize. HOJE, NO COSMOS:
O nosso satélite natural deslocou-se agora para a constelação de Sagitário, estando mesmo mesmo à direita da tampa do seu "bule de chá".
Três novas sondas para mapear a influência do Sol no espaço
À esquerda, o Observatório Carruthers, no centro a sonda IMAP (Interstellar Mapping and Acceleration Probe) e à direita a SWFO-L1 (Space Weather Follow On-Lagrange 1) da NOAA.
Crédito: NASA
A NASA e a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) lançaram, na passada quarta-feira, três novas missões para investigar a influência do Sol em todo o Sistema Solar.
Às 12:30 (hora portuguesa), um foguetão Falcon 9 da SpaceX descolou do Complexo de Lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy da NASA, no estado americano da Flórida, transportando a sonda IMAP (Interstellar Mapping and Acceleration Probe), o Observatório Carruthers e a nave espacial SWFO-L1 (Space Weather Follow On-Lagrange 1) da NOAA.
"Este lançamento bem-sucedido aumenta a prontidão da nossa nação para melhor proteger os nossos satélites, as missões interplanetárias e os astronautas dos perigos do clima espacial em todo o Sistema Solar", disse o administrador interino da NASA, Sean Duffy. "Esta visão será fundamental à medida que nos preparamos para futuras missões à Lua e a Marte, no nosso esforço para manter a América em primeiro lugar no espaço".
Estas missões ajudarão a salvaguardar tanto a tecnologia terrestre como os exploradores espaciais, humanos e robóticos, das conhecidas condições adversas do clima espacial.
"À medida que os Estados Unidos se preparam para enviar seres humanos de volta à Lua e depois para Marte, a NASA e a NOAA estão a fornecer o derradeiro guia interplanetário de sobrevivência para apoiar a viagem épica da humanidade ao longo do caminho", disse Nicola Fox, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas na sede da NASA em Washington. "As nossas descobertas científicas e inovações técnicas contribuem diretamente para o nosso roteiro 'saber antes de partir', a fim de garantir uma presença humana preparada, segura e sustentada noutros mundos".
Nova ciência para proteger a sociedade
Cada missão irá investigar diferentes efeitos do clima espacial e do vento solar, que é um fluxo contínuo de partículas emitidas pelo Sol, desde as suas origens no Sol até ao espaço interestelar.
"Estas três missões únicas vão ajudar-nos a conhecer melhor do que nunca o nosso Sol e os seus efeitos na Terra", disse Joe Westlake, diretor da Divisão de Heliofísica na sede da NASA. "Este conhecimento é fundamental porque a atividade do Sol tem um impacto direto na nossa vida quotidiana, desde as redes elétricas ao GPS. Estas missões ajudar-nos-ão a garantir a segurança e a resiliência do nosso mundo tão interligado".
A missão IMAP irá cartografar os limites da heliosfera, uma bolha insuflada pelo vento solar que protege o nosso Sistema Solar dos raios cósmicos galácticos - uma proteção fundamental que ajuda a tornar o nosso planeta habitável. Para além disso, a sonda irá "saborear" e medir as partículas do vento solar que saem do Sol, bem como as partículas energéticas oriundas da fronteira do nosso Sistema Solar e mais além.
"O IMAP ajudar-nos-á a compreender melhor como o ambiente espacial nos pode prejudicar a nós e às nossas tecnologias, e a descobrir a ciência da nossa vizinhança solar", disse David McComas, investigador principal da missão IMAP na Universidade de Princeton, em New Jersey.
O Observatório Carruthers é a primeira missão dedicada ao registo das alterações na camada mais externa da nossa atmosfera, a exosfera, que desempenha um papel importante na resposta da Terra ao clima espacial. Ao estudar a geocoroa - o brilho ultravioleta emitido pela exosfera quando a luz solar incide sobre ela - a missão Carruthers irá revelar como a exosfera responde às tempestades solares e como muda com as estações do ano. A missão baseia-se no legado do primeiro instrumento a observar a geocoroa, que viajou até à Lua a bordo da Apollo 16 e que foi construído e concebido pelo cientista, inventor, engenheiro e educador Dr. George Carruthers.
"A missão Carruthers mostrar-nos-á como a exosfera funciona e ajudará a melhorar a nossa capacidade de prever os impactos da atividade solar aqui na Terra", disse Lara Waldrop, investigadora principal da missão na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.
O primeiro do seu género, o SWFO-L1 da NOAA foi concebido para ser um observatório do clima espacial que opera a tempo inteiro. Ao manter-se atento à atividade do Sol e às condições espaciais perto da Terra 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem interrupções ou obstruções, o SWFO-L1 fornecerá previsões do clima espacial mais rápidas e precisas do que nunca.
"Este é o primeiro de uma nova geração de observatórios do clima espacial da NOAA dedicados a operações 24 horas por dia, 7 dias por semana, trabalhando para evitar falhas na continuidade. As observações em tempo real do SWFO-L1 darão aos operadores os dados necessários para emitir avisos antecipados, para que os decisores possam tomar medidas rápidas e assim proteger infraestruturas vitais, os interesses económicos e a segurança nacional na Terra e no espaço. Trata-se de salvaguardar a sociedade contra os riscos do clima espacial", afirmou Richard Ullman, diretor-adjunto do Gabinete de Observações do Clima Espacial da NOAA.
Os próximos passos
Nas horas que se seguiram ao lançamento, as três naves espaciais desprenderam-se com sucesso do foguetão e enviaram sinais para a Terra para confirmar que estavam ativas e a funcionar bem.
Ao longo dos próximos meses, as naves espaciais vão dirigir-se para o seu destino - um local entre a Terra e o Sol, a cerca de um milhão de quilómetros da Terra, chamado ponto de Lagrange 1 (L1). Deverão chegar em janeiro e, uma vez concluídas as verificações e calibrações dos instrumentos, darão início às suas missões para melhor compreender o clima espacial e proteger a humanidade.
Webb explora a maior nuvem de formação estelar da nossa Galáxia
Estrelas, gás e poeira cósmica na nuvem molecular Sagitário B2 brilham no infravermelho próximo, imagem esta captada pelo NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb. Nesta luz, os astrónomos vêem mais das diversas e coloridas estrelas da região, mas menos da sua estrutura de gás e poeira. Cada um dos instrumentos do Webb fornece aos astrónomos informação importante que ajuda a construir uma imagem mais completa do que está a acontecer nesta intrigante porção do centro da nossa Galáxia.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, A. Ginsburg (Universidade da Flórida), N. Budaiev (Universidade da Flórida), T. Yoo (Universidade da Flórida); processamento - A. Pagan (STScI)
O Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA revelou um conjunto colorido de estrelas massivas e poeira cósmica brilhante na nuvem molecular Sagitário B2 (Sgr B2), a mais massiva e ativa região de formação estelar da nossa Galáxia, a Via Láctea.
Sagitário B2 produz metade das estrelas criadas na região do centro galáctico, apesar de ter apenas 10% do material estelar da área. Agora, o Webb revelou novas e espantosas imagens da região, utilizando os seus instrumentos no infravermelho próximo e no infravermelho médio para captar as suas estrelas coloridas e os berçários estelares gasosos com um pormenor sem precedentes.
Sagitário B2 situa-se apenas a algumas centenas de anos-luz do buraco negro supermassivo no coração da nossa Galáxia, chamado Sagitário A*, uma região densamente povoada de estrelas, nuvens de formação estelar e campos magnéticos complexos. A luz infravermelha que o Webb deteta é capaz de passar através de algumas das espessas nuvens da zona, revelando estrelas jovens e a poeira quente que as envolve. Os astrónomos pensam que a análise dos dados do Webb ajudará a desvendar mistérios importantes do processo de formação estelar e porque é que Sagitário B2 está a formar tantas mais estrelas do que o resto do centro galáctico.
No entanto, um dos aspetos mais notáveis das imagens de Sagitário B2 pelo Webb são as partes que permanecem escuras. Estas áreas do espaço, que ironicamente parecem vazias, estão na realidade tão densamente cheias de gás e poeira que nem o Webb consegue ver através delas. Estas nuvens espessas são a matéria-prima de futuras estrelas e um casulo para aquelas que ainda são demasiado jovens para brilhar.
O MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Webb mostra a região de Sagitário B2 (Sgr B2) no infravermelho médio, com poeira quente a brilhar intensamente. À direita está um aglomerado de nuvens que captou a atenção dos astrónomos. É mais vermelho do que o resto das nuvens na imagem e corresponde a uma área que outros telescópios mostraram ser uma das regiões mais ricas em moléculas conhecidas. Uma análise mais aprofundada desta região intrigante poderá fornecer informações importantes sobre a razão pela qual Sgr B2 é tão mais produtiva na criação de estrelas do que o resto do centro galáctico.
Apenas as estrelas mais brilhantes desta região emitem luz no infravermelho médio que pode ser captada pelo instrumento MIRI do Webb, razão pela qual esta imagem tem muito menos estrelas do que a captada pelo NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb. As áreas mais escuras da imagem não são espaço vazio, mas sim áreas onde a poeira e o gás cósmicos são tão densos que a luz não os consegue penetrar para chegar ao telescópio.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, A. Ginsburg (Universidade da Flórida), N. Budaiev (Universidade da Flórida), T. Yoo (Universidade da Flórida); processamento - A. Pagan (STScI)
A alta resolução e a sensibilidade ao infravermelho médio do MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Webb revelaram esta região com um pormenor sem precedentes, incluindo poeira cósmica incandescente aquecida por estrelas massivas muito jovens. A zona mais avermelhada, conhecida como Sagitário B2 Norte (nota: o norte está para a direita nestas imagens do Webb), é uma das regiões mais ricas em moléculas que se conhecem, mas os astrónomos nunca a tinham visto com tanta clareza.
A diferença que os comprimentos de onda mais longos da luz fazem, mesmo no espetro infravermelho, é evidente quando se comparam as imagens dos instrumentos MIRI e NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb. O gás brilhante e a poeira aparecem dramaticamente no infravermelho médio, enquanto todas as estrelas, exceto as mais brilhantes, desaparecem de vista.
Em contraste com o MIRI, as estrelas coloridas roubam o espetáculo na imagem NIRCam do Webb, pontuadas ocasionalmente por nuvens brilhantes de gás e poeira. Mais investigação sobre estas estrelas irá revelar detalhes sobre as suas massas e idades, o que ajudará os astrónomos a compreender melhor o processo de formação de estrelas nesta região densa e ativa do centro galáctico. Estará a decorrer há milhões de anos? Ou será que algum processo desconhecido o despoletou apenas recentemente?
Os astrónomos esperam que o Webb possa esclarecer a razão pela qual a formação de estrelas no centro galáctico é tão desproporcionada. Embora a região esteja repleta de matéria-prima gasosa, no seu conjunto não é tão produtiva como Sagitário B2. Apesar de Sagitário B2 ter apenas 10 por cento do gás do centro galáctico, produz 50 por cento das suas estrelas.
Cientistas encontram evidências de que um asteroide atingiu o Mar do Norte há mais de 43 milhões de anos
Ilustração, gerada por inteligência artificial, de um asteroide em direção à Terra.
Crédito: ChatGPT (Dall·E)
Um debate científico com décadas, acerca das origens da cratera Silverpit, no sul do Mar do Norte, foi resolvido. Novas evidências confirmam que foi causada pelo impacto de um asteroide ou cometa há cerca de 43-46 milhões de anos.
Uma equipa liderada pelo Dr. Uisdean Nicholson, da Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, Escócia, utilizou imagens sísmicas, análises microscópicas de fragmentos de rocha e modelos numéricos para fornecer as evidências mais sólidas até à data de que Silverpit é uma das raras crateras de impacto da Terra. As suas descobertas foram publicadas na revista Nature Communications.
Novos dados põem fim a uma longa controvérsia
A cratera Silverpit encontra-se a 700 metros de profundidade no Mar do Norte, a quase 130 km da costa de Yorkshire, Inglaterra. Desde a sua descoberta em 2002 que a cratera com três quilómetros de diâmetro, rodeada por uma zona de falhas circulares com 20 km de largura, tem estado no centro de um aceso debate entre geólogos.
Estudos iniciais sugeriram que se tratava de uma cratera de impacto. Os cientistas que a descobriram apontaram para o seu pico central, forma circular e falhas concêntricas, características frequentemente associadas a impactos de hipervelocidade.
No entanto, teorias alternativas argumentaram que a estrutura da cratera foi causada pelo movimento do sal nas profundezas do fundo da cratera ou pelo colapso do fundo do mar devido à atividade vulcânica.
Em 2009, geólogos submeteram a formação da cratera a votação, conforme relatado na edição de dezembro desse ano da revista Geoscientist - a maioria votou contra a hipótese de cratera de impacto. Novas evidências provaram que estavam errados.
Um asteroide de 160 metros de diâmetro atingiu o Mar do Norte
A equipa liderada pela Universidade Heriot-Watt utilizou novos dados de imagens sísmicas e evidências do fundo do mar para provar a teoria de impacto.
O Dr. Uisdean Nicholson, sedimentologista da Faculdade de Energia, Geociências, Infraestrutura e Sociedade da Universidade Heriot-Watt, afirmou: "As novas imagens sísmicas proporcionaram-nos uma visão sem precedentes da cratera. Amostras de um poço de petróleo na área também revelaram cristais raros de quartzo e feldspato 'chocados' na mesma profundidade do fundo da cratera.
"Tivemos uma grande sorte ao encontrá-los - um verdadeiro esforço de 'encontrar uma agulha no palheiro'. Comprovam a hipótese de cratera de impacto sem sombra de dúvida, pois têm uma estrutura que só pode ser criada por pressões de choque extremas".
Mapa sísmico da Cratera Silverpit.
Crédito: Phil Allen (Production Geoscience Ltd.) e Simon Stewart (BP)
Tsunami de 100 metros de altura
O Dr. Nicholson disse: "As nossas evidências mostram que um asteroide de 160 metros de largura atingiu o fundo do mar num ângulo baixo vindo de oeste. Em poucos minutos, criou uma cortina de rocha e água com 1,5 km de altura que então desabou no mar, criando um tsunami com mais de 100 metros de altura".
Encontrando a "arma fumegante"
O professor Gareth Collins, do Imperial College London, participou no debate sobre a cratera Silverpit em 2009 e também forneceu os modelos numéricos para o novo estudo. Afirmou: "Sempre achei que a hipótese de impacto era a explicação mais simples e mais consistente com as observações.
"É muito gratificante ter finalmente encontrado a 'arma fumegante'. Agora podemos prosseguir com o trabalho excitante de usar os novos e surpreendentes dados para aprender mais sobre como os impactos moldam os planetas abaixo da superfície, o que é realmente difícil de fazer noutros planetas".
Rara e excecionalmente bem preservada
O Dr. Nicholson continuou: "Silverpit é uma cratera de impacto hiperveloz rara e excecionalmente bem preservada. São raras porque a Terra é um planeta muito dinâmico - a tectónica de placas e a erosão destroem quase todos os vestígios da maioria desses eventos.
"Existem cerca de 200 crateras de impacto confirmadas em terra, e apenas cerca de 33 foram identificadas no fundo do oceano. Podemos usar estas descobertas para entender como os impactos de asteroides moldaram o nosso planeta ao longo da história, bem como prever o que poderia acontecer se tivéssemos uma colisão de um asteroide no futuro".
A confirmação de Silverpit como cratera de impacto coloca-a ao lado de estruturas como a cratera Chicxulub, no México - associada à extinção em massa dos dinossauros - e a cratera Nadir, na costa oeste da África, que foi recentemente confirmada como local de impacto.
A antena parabólica orientável de 18 metros de diâmetro do Telescópio One-Mile no MRAO (Mullard Radio Astronomy Observatory), em Cambridge, no Reino Unido, está apontada para o céu nesta evocativa paisagem noturna. Para capturar a cena dramática, foram registadas exposições consecutivas de 30 segundos durante um período de 90 minutos. Combinadas, as exposições revelam um fundo de rastos estelares em arcos graciosos que refletem a rotação diária do planeta Terra em torno do seu próprio eixo. O polo norte celeste, a extensão do eixo de rotação da Terra no espaço, aponta para perto da Estrela Polar. Essa é a estrela brilhante que cria o curto rasto perto do centro dos arcos concêntricos. Mas a histórica rede do Telescópio One-Mile também dependia da rotação do planeta Terra para funcionar. Explorando o Universo no rádio, foi o primeiro radiotelescópio a usar a síntese de abertura da rotação da Terra. Essa técnica usa a rotação da Terra para alterar a orientação relativa do conjunto de telescópios e das fontes de rádio celestes para criar mapas de rádio de alta resolução do céu.
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