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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 244
7 de Julho de 2006
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CHANDRA REVELA UM POUCO MAIS SOBRE SUPERNOVAS

Estas quatro imagens de restos de supernovas na Grande Nuvem de Magalhães foram obtidas usando o Observatório Espacial de raios-X Chandra. O resto mais jovem é o da esquerda em cima (600 anos de idade) enquanto o mais antigo é o da esquerda em baixo (13,000 anos de idade). Estas fotografias mostram como o gás expelido por uma estrela durante a sua morte é aquecido até temperaturas de milhões de graus por ondas de choque provenientes da explosão da supernova.

Exemplo de fotografia e respectiva legenda
Imagem das 4 supernovas agora estudadas com o Observatório de raios X Chandra.
Crédito: NASA/CXC/SAO

(clique na imagem para ver versão maior)

Os restos das quatro supernovas na Grande Nuvem de Magalhães (uma galáxia vizinha da Via Láctea) fornecem uma espantosa mostra sobre um dos acontecimentos mais explosivos da Natureza.

Estas imagens de raios-X apresentam gás a muitos milhões de graus Celsius que foi aquecido pelas ondas de choque provenientes das explosões.

Andando no sentido dos ponteiros do relógio do topo superior esquerdo para o lado inferior esquerdo, as idades aproximadas dos restos são 600 anos, 1500 anos, 10,000 anos e 13,000 anos, respectivamente.

Os espectros de raios-X do Chandra fornecem pistas importantes quanto à forma como estas estrelas explodiram. Os restos do canto superior esquerdo, do canto superior direito e do canto inferior direito mostram uma concentração de elementos típica de uma supernova do tipo Ia. Este tipo de supernova é despoletado quando o material é acretado num sistema duplo a partir de uma estrela para uma anã branca até que esta passa o limite de estabilidade. A explosão termonuclear que se segue provoca a desintegração total da anã branca.

Por outro lado, a supernova que produziu o resto SNR 0453-68.5 deixou como resto uma estrela de neutrões. Isto indica tratar-se de uma supernova do tipo II que ocorreu quando o combustível nuclear de uma estrela massiva se esgotou e o seu núcleo colapsou para dar origem a uma estrela de neutrões, enquanto as camadas mais exteriores são projectadas para longe.

A estrela de neutrões que se encontra em rotação muito rápida está a ejectar um vento magnetizado de partículas de alta energia que aparece na imagem como um ponto brilhante azul alongado no centro do resto de supernova.

Links:

Notícias Relacionadas:
Chandra (Nota de Imprensa)
Universe Today
Explosão de supernova (animação)

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
  Foto  

A Nebulosa da Pata de Gato - Crédito: Robert Gendler & Martin Pugh
As nebulosas são talvez tão famosas por serem relacionadas com figuras que conhecemos do quotidiano, como os gatos são conhecidos por se meterem em sarilhos. No entanto, seria impossível a um gato criar a vasta Nebulosa da Pata de Gato visível na constelação de Escorpião. A Nebulosa da Pata de Gato, também conhecida por Nebulosa da Pata de Urso ou NGC 6334 é uma nebulosa de emissão cuja cor vermelha é emitida por hidrogénio ionizado. Esta fotografia foi tirada a partir de Nova Gales do Sul, na Austrália.
Ver imagem em alta-resolução

 
 
  ASTRONOMIA NO VERÃO  
 

De 1 de Julho a 15 de Setembro, todas as noites excepto às Segundas, entre as 21:00 e as 23:00, na açoteia do Centro Ciência Viva do Algarve.
Observações dependentes das condições atmosféricas.

 
 
  EFEMÉRIDES:  
 

Dia 07/07: 188º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1988, era lançada a sonda soviética Phobos 1. Infelizmente a sonda perdeu-se no caminho até Marte devido a uma má actualização do software a 29/30 de Agosto. Este erro impediu o alinhamento correcto dos painéis solares com o Sol, o que gastou a bateria.

Dia 08/07: 189º dia do  calendário gregoriano.
Observações: Antares a 0,2 ºN da Lua às 8h (hora local)

Dia 09/07: 190º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1979, a sonda Voyager 2 efectuava o seu "flyby" por Júpiter. A descoberta de actividade vulcânica no satélite Io foi provavelmente a maior descoberta da missão.

Dia 10/07: 191º dia do  calendário gregoriano.
História: Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.

 
 
  CURIOSIDADES:  
 
O cometa mais brilhante de que há memória foi o Ikeya-Seki (C/1965 S1) decoberto em 1965 pelos astrónomos Kaoru Ikeya e Tsutomu Seki e que atingiu magnitude -7. O cometa brilhava tanto que chegou a ser visível em plena luz do dia.(clique aqui para ver imagem)
 
 
  PERGUNTE AO ASTRÓNOMO:  
 
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