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BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 376
De 26/12 a 28/12/2007
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  ASTRÓNOMOS SEGUEM PASSAGEM DE ASTERÓIDE POR MARTE
   

Os astrónomos estão acompanhando a trajectória de um asteróide com um tamanho estimado de 50 metros que se espera que atravesse o percurso orbital de Marte no início do próximo ano. As observações feitas pelos astrónomos e analisadas pelo Gabinete Near-Earth Object do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, indicam que o objecto poderá passar a 48.000 km de Marte por volta das 11 horas do dia 30 de Janeiro de 2008.

"Neste momento o asteróide 2007 WD5 está a meio do caminho entre a Terra e Marte e aproxima-se a uma velocidade de cerca de 45.000 quilómetros por hora," disse Don Yeomans, gestor do Gabinete Near Earth Object no JPL. "Ao longo das próximas semanas, esperamos recolher mais informação dos observatórios para refinar ainda mais a trajectória do asteróide."


Esta impressão de artista usa uma seta para mostrar o percurso previsto do asteróide a 30 de Janeiro de 2008, e a zona a laranja indica a área que se espera que o asteróide atravesse. Marte pode ou não estar no seu caminho.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)

A NASA detecta e segue os asteróides e cometas que passam perto da Terra. O Programa de Observação Near Earth Object, com o cognome de "Spaceguard," segue as órbitas destes objectos para determinar se podem constituir algum perigo para o nosso planeta.

O asteróide 2007 WD5 foi descoberto a 20 de Novembro de 2007 por um estudo celeste com fundos da NASA e posto numa "lista de objectos a seguir" porque a sua órbita passa perto da Terra. Observações posteriores por vários observatórios deram aos cientistas dados suficientes para determinar que o asteróide não era um perigo para a Terra, mas que podia, potencialmente, impactar Marte. Isto torna-o um membro de uma classe interessante de pequenos objectos que tanto são objectos vizinhos da Terra e de Marte.

Devido às incertezas actuais sobre a órbita exacta do asteróide, existe uma hipótese em 75 que 2007 WD5 colida com Marte. Se este improvável evento ocorresse, o impacto teria lugar numa faixa de terreno no hemisfério Norte do planeta, onde se encontra actualmente o rover Opportunity.


Imagem individual de uma animação que mostra os possíveis percursos do asteróide 2007 WD5. A 30 de Janeiro de 2008, o asteróide poderá passar por um dos quaisquer pontos a amarelo.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver a animação em formato Quicktime)

"Estimamos que tais impactos ocorram em Marte mais ou menos a cada mil anos," disse Steve Chesley, cientista do JPL. "Se 2007 WD5 colidisse com Marte no dia 30 de Janeiro, calculamos que o atingisse a 48.000 km/h e que criasse uma cratera com mais de 800 metros de diâmetro." O rover Opportunity está neste momento a explorar uma cratera com mais ou menos este tamanho.

Tal colisão pode libertar cerca de 3 megatoneladas de energia. Os cientistas acreditam que um evento de magnitude comparável ocorreu aqui na Terra em 1908, na região de Tunguska, Sibéria, mas que não houve formação de cratera. O objecto foi desintegrado pela mais espessa atmosfera da Terra antes de ter atingido o solo, embora a onda de choque tenha devastado uma grande área de floresta.

A NASA e os seus parceiros irão continuar a seguir o asteróide 2007 WD5 e voltarão a informar o público em Janeiro, quando esteja disponível mais informação.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NEO (NASA)
Universidade do Arizona
New Scientist
Science Daily
The Planetary Society

Asteróide 2007 WD5:
Wikipedia
Órbita de 2007 WD5 (SSD)

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
  Foto  
Marte e Orionte em Monument Valley - Crédito: Wally Pacholka (Astropics.com)
Bem-vindos ao Mundo à Noite. Partilhando o céu nocturno dos mais variados locais do mundo, esta visão é de Monument Valley, EUA e inclui o pitoresco plano da frente das famosas características do deserto. Estas são duras rochas vulcânicas que foram deixadas para trás depois de terem sofrido erosão da água. Registada apenas a semana passada, o planeta Marte encontra-se à esquerda da paisagem celeste, um brilhante farol cor-de-laranja que é o objecto mais brilhante da fotografia. Para a direita de Marte encontra-se a constelação de Orionte. Betelgeuse é a estrela avermelhada perto do centro e a Cintura de Orionte e a Nebulosa de Orionte encontram-se mais para a direita. Finalmente, a brilhante estrela azul Rigel aparece por cima de uma das rochas.
Ver imagem em alta-resolução
 
EFEMÉRIDES:

Dia 26/12: 360.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1972, a Apollo 17, a última missão lunar tripulada regressava à Terra.
Em 1973, o cometa Kohoutek atingia o periélio.

No mesmo dia a Soyuz 13 voltava à Terra. Em 1974 era lançada a Salyut 4.
Observações: Esta é a primeira noite, em quase duas semanas, que oferece uma noite sem Lua (a seguir ao anoitecer). Tente observar o Cometa Holmes à vista desarmada e com binóculos, e o Cometa Tuttle com binóculos ou um telescópio. Ambos estão altos no céu do hemisfério Norte.
Os binóculos também mostram o enxame estelar M35, ténue e acinzentado, a 2º Sul de Marte (baixo e para a direita de Marte durante a noite).

Dia 27/12: 361.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1571, nascia Johannes Kepler.

Observações: Antes da meia-noite, consegue observar Leão a nascer por volta das 22:30, bem como a Lua. A estrela mais brilhante e perto da Lua é Régulo, de Leão.

Dia 28/12: 362.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1882, nascia Arthur Eddington, astrofísico que confirmaria a previsão de Einstein de encurvamento do espaço-tempo no célebre eclipse de 1919 observado na ilha de Príncipe (portuguesa nessa época).

Foi quem desenvolveu o modelo da pulsação das cefeidas e trabalhou a par de Einstein na tentativa de unificação das forças fundamentais.
Observações: A seguir ao jantar, é altura de observar Orionte. Não só as estrelas da constelação, como também as suas companheiras nebulosas que formam a espada do caçador.

 
 
CURIOSIDADES:
A Lua tem sempre a mesma face virada para a Terra, o que faz com que muitas pessoas digam que a Lua não roda. O que de facto acontece é que o período de rotação da Lua é síncrono com o de translação, o que faz com que o observador da Terra veja sempre a mesma face da Lua; Se estivéssemos no exterior da órbita da Lua vê-la-íamos rodar dando exactamente uma volta em torno do seu eixo no mesmo tempo que dá uma volta em redor da Terra.
 
 
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