A primeira tentativa da sonda Phoenix recolher e analisar rapidamente amostras de gelo foi perturbada por um solo marciano "pegajoso" que se recusa a cair da pá de recolha.
No Sábado, o robot escavou buracos, com um instrumento de desbatar no seu braço robótico, numa trincheira conhecida como "Branca de Neve". O braço robótico da Phoenix então recolheu uma amostra de solo gelado e tentou transferi-lo rapidamente para o instrumento TEGA (Thermal and Evolved Gas Analyzer) antes do gelo se vaporizar no fino ar marciano.

A pá da Phoenix foi interdia e um motor foi activado para oscilar a pá e deixar cair a amostra gelada. A imagem, tirada no dia 28 de Julho, mostra que grande parte da amostra continuou dentro da pá.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona/Instituto Max Planck
Ao medir a composição do solo gelado com o TEGA, a equipa podia determinar se até mesmo pequenas quantidades de água líquida - um sinal de possível habitabilidade - existiram na superfície no passado.
Tais sinais podem vir do estudo da distribuição dos sais - que podem ter sido depositados pela evaporação de água líquida - a diferentes profundidades. "Estamos a querer saber se o gelo derreteu parcialmente - produzindo pequenas películas de água e evaporando para produzir sais," disse o membro da equipa, Ray Arvidson.
O estudo dos isótopos na água gelada pode também indicar se alguma da mesma condensou como geada na atmosfera.
Infelizmente, o solo gelado agarrou-se ao fim do braço robótico após a pá ter sido colocada na posição indicada e o instrumento de desbatar ter sido activado para tentar retirar a amostra. Como resultado, não chegou material suficiente ao forno do TEGA para uma boa análise.

Esta imagem foi tirada após a tentativa de entregar a amostra pela porta aberta da célula número zero do instrumento TEGA, e mostra que muito pouco solo caiu na abertura.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona/Instituto Max Planck
A equipa da Phoenix está actualmente a pensar em novas ideias para fazer chegar mais solo ao forno do TEGA.
"Estamos a tentar modificar o processo... para adquirir outra amostra gelada e entregá-la ao TEGA," diz o gestor do projecto, Barry Goldstein do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. "Vamos tentar repetir o que fizémos com sucesso, com algumas modificações para ajustar o que já aprendemos."
Uma opção é diminuir o tempo que o instrumento de desbatar opera enquanto fura novos buracos na trincheira para reduzir qualquer aquecimento potencial na amostra de solo.
A equipa também está a considerar aumentar o número de vezes que a pá vibra quando o solo cai no instrumento TEGA.
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Notícias relacionadas:
Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
JPL (comunicado de imprensa)
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Phoenix:
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