Left Marker
Logo
Com dificuldades em ler o boletim?
Veja online | No site | Feed RSS | Remover da lista
BOLETIM ASTRONÓMICO - EDIÇÃO N.º 480
De 26/11 a 28/11/2008
Right Marker
Menu
 
  JUNO, A PRÓXIMA MISSÃO A JÚPITER
   


Concepção de artista da sonda Juno.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)

A NASA vai oficialmente seguir em frente com uma missão para estudar a um nível sem precedentes o planeta Júpiter.

Com o nome de Juno, a missão será a primeira na qual uma sonda é colocada numa órbita polar altamente elíptica em torno do gigante gasoso para melhor compreender a sua formação, evolução e estrutura. Por baixo da sua espessa atmosfera, Júpiter guarda os segredos dos processos e condições fundamentais que governaram o início do Sistema Solar.

"Júpiter é o arquétipo de planetas gigantes no nosso Sistema Solar e formou-se muito cedo, capturando a maioria do material deixado para trás aquando da formação do Sol," disse Scott Bolton, investigador principal do projecto Juno do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em San Antonio. "Ao contrário da Terra, a gigantesca massa de Júpiter permitiu com que mantivesse a sua composição original, providenciando-nos uma maneira de traçar a história do nosso Sistema Solar."

A sonda tem lançamento previsto, a bordo de um foguetão Atlas em Cabo Canaveral, Flórida, para Agosto de 2011, alcançando Júpiter em 2016. A sonda irá orbitar Júpiter 32 vezes, passando a cerca de 4.800 quilómetros por cima do topo das nuvens do planeta durante aproximadamente um ano. Será a primeira sonda a energia solar desenhada para operar em Júpiter, apesar da grande distância do Sol.

"Júpiter está a mais de 644 milhões quilómetros do Sol ou cinco vezes mais longe que a Terra," disse Bolton. "A sonda Juno está desenhada para ser extremamente eficiente em termos de energia."

A sonda irá usar uma câmara e nove instrumentos científicos para estudar o mundo escondido por baixo das coloridas nuvens de Júpiter. Uma colecção de instrumentos científicos irão investigar a existência de um núcleo rochoso gelado, o intenso campo magnético de Júpiter, água e nuvens de amoníaco na profunda atmosfera, e explorar a coroa boreal do planeta.

"Na mitologia Grega e Romana, a mulher de Júpiter, Juno, atravessou o véu de nuvens de Júpiter para observar as travessuras do seu marido," disse o professor Toby Owen, co-investigador da Universidade do Hawaii em Honolulu. "A nossa Juno observará através das nuvens de Júpiter para estudar o que o planeta está a aprontar, não sinais de mau comportamento, mas vestígios de água, a grande essência da vida."

Perceber a formação de Júpiter é um passo essencial na compreensão dos processos que levaram ao desenvolvimento do resto do nosso Sistema Solar e quais as condições que levaram à formação da Terra e do aparecimento da vida. Tal como o nosso Sol, Júpiter é composto na sua maioria por hidrogénio e hélio. Uma pequena percentagem do planeta contém elementos mais pesados. No entanto, Júpiter tem uma maior percentagem destes elementos pesados do que o Sol.

"A extraordinamente precisa determinação da gravidade e dos campos magnéticos de Júpiter permitir-nos-á compreender o que se passa nas profundezas do planeta," disse o professor Dave Stevenson, co-investigador do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. "Estas e outras medições irão informar-nos como os constituintes de Júpiter estão distribuídos, como Júpiter se formou e como evoluíu, uma parte central do nosso conhecimento da natureza do nosso Sistema Solar."

Nas profundezas da atmosfera de Júpiter, a grandes pressões, o hidrogénio gasoso é espremido num fluído conhecido como hidrogénio metálico. A estas grandes profundidades, o hidrogénio age como um metal que conduz electricidade, que se acredita ser a fonte do intenso campo magnético de Júpiter. O planeta também pode conter um núcleo rochoso sólido no centro.

"A Juno dar-nos-á uma fantástica oportunidade para obter uma imagem da estrutura de Júpiter de uma maneira até aí nunca antes possível," afirma James Green, director da Divisão Planetária da NASA na sua sede em Washington. "Também nos permitirá dar um enorme passo em frente no nosso conhecimento sobre como os planetas gigantes se formam e o papel que desempenha em manter o resto do Sistema Solar unido."

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Universe Today
New Scientist
The Register

Missão Juno:
Página da missão
Wikipedia

Júpiter:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
  ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
       
  Foto  
A Nebulosa Cabeça de Cavalo em Orionte - Crédito: Adam Block (Observatório Caelum) Mt. Lemmon SkyCenter, U. do Arizona
A Nebulosa Cabeça de Cavalo em Orionte, é uma das mais famosas nebulosas do céu, faz parte de uma grande nuvem molecular escura. Também conhecida como Barnard 33, a sua invulgar forma foi descoberta numa chapa fotográfica no final do século XIX. O brilho vermelho deriva do hidrogénio gasoso, predominantemente por trás da nebulosa, ionizado pela brilhante estrela vizinha Sigma Orionis. Uma nebulosa de reflexão azul, chamada NGC 2023, rodeia a brilhante estrela perto do canto inferior esquerdo. A escuridão da Nebulosa Cabeça de Cavalo é provocada maioritariamente por poeira espessa, embora as partes mais baixas do pescoço de Cabeça de Cavalo façam uma sombra para a esquerda. Correntes de gás deixando a nebulosa são alimentados por um forte campo magnético. As brilhantes manchas na base da Nebulosa Cabeça de Cavalo são jovens estrelas ainda no seu processo de formação. A luz demora cerca de 1500 anos até chegar à Terra. A imagem foi obtida no princípio do mês com o telescópio de 0,6 metros no SkyCenter do Monte Lemmon no Arizona, EUA.
Ver imagem em alta-resolução
 
 
 
EFEMÉRIDES:

Dia 26/11: 331.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, lançamento do primeiro satélite francês, o Astérix 1.

Observações: Aviste as Plêiades, brilhante a Este à hora de jantar. Para baixo deste enxame encontra-se a alaranjada Aldebarã, o olho de Touro. Ainda mais para baixo, Orionte está a nascer. Com o passar da noite, verá a estrela mais brilhante do céu nocturno, Sirius, ultrapassar o horizonte.

Dia 27/11: 332.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1971, a sonda soviética Mars-2 torna-se no primeiro objecto feito pelo Homem a atingir Marte.

Observações: Lua Nova, pelas 16:55.

Dia 28/11: 333.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Se é madrugador(a), aproveite para observar o maravilhoso Saturno, bem alto a sudeste antes do amanhecer. É o ponto brilhante por baixo da constelação de Leão.

 
 
CURIOSIDADES:

Os relâmpagos são três vezes mais quentes que a superfície do Sol. A temperatura à superfície do Sol é da ordem dos 6,000 C, enquanto que a dos relâmpagos é de cerca de 18,000 C.
 
 
Fórum de Astronomia
 
Bottom thingy left    
Browser recomendado
 
"Feed" RSS do nosso site
 
Página do Centro Ciência Viva do Algarve
  Bottom thingy right
Boletim informativo. Por favor não responda a este e-mail.
Compilado por: Miguel Montes e Alexandre Costa
 
Leitor de e-mail recomendado Browser recomendado Calendário de actividades astronómicas Arquivos de todas as edições dos boletins astronómicos Fórum de discussão sobre Astronomia Página do Centro Ciência Viva do Algarve Browser recomendado Software recomendado para a leitura correcta desta newsletter