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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 509
De 11/03 a 12/03/2009
 
 
 

Dia 11/03: 70.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1811 nascia Urbain Le Verrier, que previu a existência de Neptuno, o que mais tarde levou à sua descoberta.

Em 1897, um meteorito entrava na atmosfera sobre New Martinsville (West Virgínia) tendo-se estilhaçado sobre esta cidade, com muitos danos físicos.
Observações: A brilhante estrela Capella passa o zénite antes do anoitecer e agora situa-se bem alta a Oeste. A pequena Ursa Menor está um pouco mais baixa a Norte. Entre elas está uma vasta zona do céu, quase vazia. Esta é a região da constelação de Camelopardalis, a Girafa, que pode muito bem ser a maior e mais ténue constelação que nunca observou.

Dia 12/03: 71.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1824, nascia Gustav Kirchhoff.

Observações: A Ursa Maior está bem alta a Nordeste a meio da noite, suportada na sua "pega" curvada. Siga esta curva até encontrar a brilhante estrela Arcturo, a subir para cima do horizonte.

 
 
 
O asteróide 1950 DA é famoso por ter a maior probabilidade conhecida de impacto com a Terra. De acordo com os astrónomos, se uma das duas direcções polares previstas para este asteróide se concretizar, terá uma probabilidade, entre 300, de colidir com a Terra no dia 16 de Março de 2880. O seu tamanho está estimado entre 1,1 e 1,4 km, o que significaria um desastre a nível global, devastador para a civilização humana.
 
 
 
 
AIA 2009
 
 
  JÚPITER PODE TER "ENGOLIDO" ALGUMAS DAS SUAS LUAS  
 

As quatro grandes luas de Galileu, em órbita de Júpiter, são as últimas sobreviventes de pelo menos cinco gerações de luas que orbitaram o gigante gasoso.

"Todas as outras luas - e podiam ter havido 20 ou mais - foram devoradas pelo planeta nos primeiros tempos do Sistema Solar," diz Robin Canup do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado.

As quatro luas galileanas (Io, Europa, Ganimedes e Calisto) desempenharam um papel crucial na história da Ciência - a sua descoberta por Galileu há 400 anos atrás serviu como prova irrefutável que nem todos os corpos orbitavam a Terra. Mas até recentemente, ninguém suspeitava que Júpiter tivesse tido muitas mais luas com estes tamanhos.

Os astrónomos há muito que sabiam da existência de um mistério, levantado por simulações, do modo como Júpiter e as suas luas se formaram, afirma Canup. Estes modelos indicam que a massa do disco de detritos em torno de Júpiter, a partir do qual as luas se formaram, tinha várias dezenas de percento a massa do planeta gigante. E apenas 2% é suficiente para formar as luas que vemos hoje em dia.

Júpiter agora só tem quatro grandes luas, mas no começo do Sistema Solar, poderá ter tido 20 ou até mais.
Crédito: JPL/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Agora Canup e o seu colega William Ward, acreditam que descobriram o porquê. A massa extra pode ser explicada se outras luas se formaram ainda na presença do disco de detritos. "Um processo-chave é por isso a interacção entre as luas em formação e o disco de material ainda crescendo graças ao material do Sistema Solar," diz Canup. Esta interacção teria feito com que as jovens luas tivessem espiralado na direcção de Júpiter e tivessem sido eventualmente "comidas".

Isto explicaria a discrepância em simulações anteriores, diz Canup: à medida que um conjunto de luas era devorado, um novo conjunto começava imediatamente a formar-se. "Poderão ter havido até cinco gerações de luas," ela afirma. "As luas galileanas actuais formaram-se à medida que o fluxo de material, desde o Sistema Solar para o disco, diminuia, por isso escaparam ao destino dos seus infelizes predecessores."

De acordo com Canup e Ward, em cada geração a massa total das luas era a mesma, mas o número de luas podia ter variado. "Nós pensamos que algo semelhante aconteceu em Saturno, onde a última geração continha uma lua gigante - Titã," diz Canup.

Isto poderia ter tido implicações para o Sistema Solar como um todo. Os planetas rochosos podem demorar até 10 milhões de anos para se agregar, bocado a bocado. O processo continua muito tempo depois do disco de detritos em torno do Sol ter sido "limpo", por isso estes planetas não teriam o mesmo risco de espiralar na direcção do Sol.

Em contraste, os núcleos gasosos dos gigantes como Saturno e Júpiter, condensaram-se a partir do disco solar de detritos muito rapidamente através da contracção do gás. Isto significa que tiveram tempo para interagir com o disco de detritos. John Papaloizou da Universidade de Cambridge diz que é inteiramente concebível que o Sol possa ter engolido inúmeros núcleos gasosos antes da actual configuração estável do Sistema Solar ter emergido.

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Notícias relacionadas:
Artigo científico (formato PDF)
Softpedia
io9
Sindh Today

Júpiter:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
     
 
 
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