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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 532
De 04/05 a 05/05/2009
 
 
     
   

Dia 04/05: 124.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 era lançada a missão Magalhães para Vénus.

O seu objectivo era obter imagens de alta-resolução de toda a superfície do planeta. Tempo de duração da viagem: 1 ano, 3 meses e 6 dias. Depois uma missão carregada de êxitos, ordenou-se à sonda para penetrar na densa atmosfera do planeta a 11 de Outubro de 1994.
Observações: Saturno a 6º N da Lua, às 13 h (hora local).

Dia 05/05: 125.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961, Alan Shepard torna-se o primeiro americano no espaço, a bordo da nave Freedom 7.
Observações: Tente ver a chuva de estrelas da Eta Aquarida durante esta noite.

 
 

Uma supernova é um fenómeno em que são libertadas quantidades imensas de energia. Durante a fase mais intensa a luminosidade da supernova é da ordem de grandeza da emissão de todas as estrelas da Via Láctea juntas!

 
 
 
AIA 2009
 
 
  PORQUE SÃO AS GALÁXIAS POUCO GRANULADAS?  
 

Usando o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, uma equipa internacional de astrónomos descobriu em galáxias distantes correntes de estrelas jovens a desviarem-se dos seus casulos natais. Estes rios de estrelas distantes fornecem a resposta a um dos enigmas mais fundamentais da astronomia que é a pergunta: como é que as estrelas jovens que se formam juntas em densas nuvens de poeira e gás dispersam de modo a formar a grande e suave distribuição de estrelas que é observada nos discos de galáxias espirais como a Via Láctea ?

"Quando se olha para os discos de galáxias no infravermelho são extraordinariamente suaves. Todas as estrelas mais velhas se encontram uniformemente distribuídas. Mas elas não nasceram assim; elas nasceram em aglomerados e associações como o enxame das Pleiades ou na associação de estrelas jovens na constelação de Orion na nossa própria galáxia Via Láctea. Então a questão é - por que são os discos de galáxias tão suaves? " pergunta David Block, dirigente da equipa da Universidade de Witwatersrand na África do Sul.

Exemplo de fotografia e respectiva legenda

Correntes de estrelas fornecem pista para elo perdido.
Crédito: NAS/Caltech/D.L.Block



Os astrónomos sabem que as estrelas se formam em aglomerados que começam a desaparecer quando a idade das estrelas chega a várias centenas de milhões de anos. Há alguns mecanismos concebidos para explicar esse facto: alguns enxames evaporam quando os movimentos internos aleatórios das estrelas as expulsam uma a uma; outros aglomerados dispersam, como resultado de colisões entre as nuvens onde nasceram. Olhando a uma escala maior, podem existir rupturas causadas pela rotação da galáxia em torno do seu centro que dispersem os aglomerados de enxames de estrelas jovens.

"A nossa análise actual vem dar resposta a este grande enigma. Ao observar uma miríade de fluxos de jovens estrelas em todo os discos das galáxias que estudámos, vemos que o mecanismo de puxar os aglomerados de estrelas jovens faz parte dos movimentos partilhados com a galáxia-mãe. Estes fluxos são o 'elo perdido' que precisávamos para compreender como os discos de galáxias evoluem para se parecerem com o que são ", disse Block.

Crucial para esta descoberta foi encontrar uma forma de visualizar anteriormente estrelas jovens anteriormente escondidas de galáxias a milhões de anos-luz de distância. Para isso a equipa utilizou observações de alta resolução a partir do telescópio de infravermelho Spitzer.

Usando o infravermelho para olhar para as galáxias, em vez de luz visível, permitiu a escolher as estrelas na idade exacta em que estas se estão a começar a espalhar-se a partir dos seus enxames nativos.

"O Spitzer observa no infravermelho onde as populações de estrelas de 100 milhões de anos de idade dominam a emissão de luz", observou o co-autor Bruce Elmegreen, da Divisão de Investigação da IBM em Nova York. "As regiões mais jovens brilham mais nas partes visível e ultravioleta do espectro, e regiões mais velhas são demasiado fraco para ver. Podemos, por esse motivo, filtrar todas as estrelas que não queremos ao tirar fotografias com uma câmara de infravermelho."

A radiação Infravermelha também é importante porque nesta parte do espectro a radiação consegue penetrar a densa poeira das nuvens dos enxames nos quais estas estrelas se formam. A descoberta fez também recurso a toda a tecnologia informática e de interface com a câmara disponível.

"Esta descoberta destaca mais uma vez o enorme potencial do Spitzer Space Telescope para fazer contribuições que nenhum de nós consideraria possível ", comentou Giovanni Fazio do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, líder do projecto da Spitzer Infrared Array Camera, usada para obter as imagens, e também co-autor da descoberta.

"Galileu, sendo simultaneamente astrónomo e matemático, teria ficado orgulhoso. É uma maravilhosa interacção entre a utilização de observações astronómicas, a matemática e computadores, exactamente 400 anos depois de Galileu ter usado o seu telescópio para examinar nossa galáxia Via Láctea, em 1609", concluiu Fazio .

Links:

Notícias:
Spitzer (Nota de imprensa)

 
 
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  A Nebulosa do Esquimó pelo Hubble - Crédito: Andrew Fruchter (STScI) et al., WFPC2, HST, NASA  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Em 1787, o astrónomo William Herschel descobriu a Nebulosa do Esquimó. Do solo, NGC 2392 Faz lembrar a cabeça de alguém com um capuz de uma parka. Em 2000, o Telescópio Espacial Hubble fez esta imagem da Nebulosa do Esquimó. Do espaço, a nebulosa apresenta nuvens de gás tão complexas que não se encontram totalmente compreendidas. Esta nebulosa é claramente uma nebulosa planetária, e o gás visto acima fazia parte da superfície da estrela há cerca de 10000 anos atrás. A nebulosa do Esquimó tem cerca de 1/3 de um ano-luz de diâmetro e pertence à nossa Via Láctea, e encontra-se a cerca de 3000 anos-luz de distância na direcção da constelação de gémeos (Gemini).

 


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