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Dia 19/06: 170.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 240 a.C. terá sido por volta deste dia que Eratóstenes terá "medido" o perímetro da Terra usando a sombra do Sol a duas latitudes diferentes, uma em Alexandria, a outra em Siena (actualmente Assuão).

Em 1976, a sonda Viking 1 entrava em órbita em torno de Marte após 10 meses de missão.
Observações: Durante o amanhecer de Sexta, a Lua encontra-se a cerca de 6º para cima de Vénus e Marte.
Dia 20/06: 171.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1990, era descoberto o asteróide Eureka.
Observações: Esta é a noite mais curta do ano, para o Hemisfério Norte. O solstício tem lugar às 6h46 de dia 21, marcando o início do Verão.
Dia 21/06: 172.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003, quase 20 anos depois da sua viagem ao espaço, Sally Ride entra no Corredor de Fama dos Astronautas, tornando-se na primeira mulher a ser honrada por esta instituição.

Em 2004, o SpaceShipOne torna-se no primeiro avião espacial privado a voar no espaço.
Em 2006, as recém-descobertas luas de Plutão são oficialmente denominadas Nix e Hydra.
Observações: Cerca de 45 minutos antes do nascer-do-Sol, observe Vénus a Este, e Marte a grau e meio de distância. Para a esquerda, se usar binóculos, encontrará as Plêiades, e se tiver um horizonte limpo, com sorte também uma fina Lua. |
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Após a última actualização à ISS, esta passou a ser o terceiro objecto mais brilhante do céu (a seguir ao Sol e à Lua). É tão brilhante que consegue ser observada durante o dia. Esta foto é prova disso (ver canto inferior esquerdo). |
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CORPO MAIS ACTIVO DO SISTEMA SOLAR VAI FICAR DORMENTE |
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O corpo vulcânico mais activo do Sistema Solar acaba de receber uma sentença de morte. Um novo estudo, que analisou mais de 100 anos de observações, sugere que a lua de Júpiter, Io, cuja superfície está recheada de vulcões activos, tornar-se-á um dia dormente.
Io, que tem aproximadamente o mesmo tamanho que a Lua e, dos grandes satélites de Júpiter, é o seu mais próximo, está coberto por fluxos de lava e dúzias de vulcões activos.
Esta actividade frenética deriva do facto da lua viajar num percurso elongado em torno de Júpiter, e por isso sente a gravidade do planeta gigante a diferentes forças ao longo da sua órbita. Esta variação no puxo faz com que o seu corpo se deforme, produzindo bojos que se movem pela superfície, para cima e para baixo, bojos estes que atingem uns estimados 10 metros por órbita. Isto gera calor que alimenta o vulcanismo da lua.
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O enorme tamanho de Júpiter, em conjunto com a curta distância orbital de Io, expõe a lua a poderosas forças gravitacionais. Estas forças constantemente deformam a lua, gerando o calor que alimenta o seu vulcanismo.
Crédito: V. Lainey/IMCCE - Observatório de Paris
(clique na imagem para ver versão maior) |
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Mas de acordo com um estudo liderado por valéry Lainey do Observatório de Paris, França, não será sempre assim.
Se Io fosse o único satélite de Júpiter, a intensa gravidade do planeta eventualmente tornaria a órbita da vizinha lua numa órbita circular.
A razão de viajar numa órbita elíptica é explicada por interações gravíticas especiais com as suas maiores irmãs, Europa e Ganimedes. Para cada órbita que Ganimedes completa, Europa faz duas e Io quatro - um tipo de relação gravitacional denominada ressonância de Laplace.
Mas Lainey e seus colegas descobriram que as luas estão, de facto, quebrando desta ressonância - Europa e Ganimedes estão gradualmente a afastar-se de Júpiter, enquanto Io se aproxima do planeta.
A equipa chegou a estas conclusões após levar a cabo cálculos numéricos do movimento orbital de Io e após entrar em conta com observações de Io, Europa e Ganimedes obtidas entre 1891 e 2007.
Embora actuem diferentes forças gravitacionais em Io, algumas empurrando-o para Júpiter e outras na direcção contrária, o novo estudo sugere que as forças interiores ganham esta disputa.
A rotação de Io aumenta gradualmente à custa da sua velocidade orbital. Quando está mais próximo de Júpiter, os puxos gravitacionais do lado de Io na direcção de Júpiter fazem com que a lua rode mais depressa. "Io perde energia orbital, o seu período orbital diminui, e aproxima-se de Júpiter," explica Gerald Schubert da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), num comentário que acompanha o estudo.
"Já se tentou fazer estes cálculos no passado, mas com resultados resultados pobremente forçados - e muitas vezes contraditórios -, provavelmente provocados por aproximações feitas nos seus modelos dinâmicos orbitais," escreve Schubert.
Não se sabe com certeza quando as luas vão libertar-se da sua ressonância. "Se isto ocorrer numa curta escala de tempo, digamos [100 milhões] de anos ou menos, então tivémos sorte em observar Io em todo o seu esplendor vulcânico, porque o cessar da sua actividade vulcânica será o destino de Io quando a ressonância se quebrar," escreve Schubert.
Outras luas no Sistema Solar podem já ter atravessado um processo similar. A maior lua de Neptuno, Tritão, contém pequenos geysers - "como um meteorito que fez uma cratera na superfície e libertou gases aí presos," afirma Schubert.
Mas o seu vulcanismo poderá ter sido mais dramático se a sua órbita sofreu mais deste aquecimento devido às forças das marés: "é possível que a lua tivesse sido mais activa no passado."
Links:
Notícias relacionadas:
Observatório de Paris (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Artigo científico 2 (formato PDF)
Nature (requer subscrição)
Universe Today
Io:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Júpiter:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia |
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PRIMEIRAS PROVAS CONCLUSIVAS DE ANTIGO LAGO EM MARTE |
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Uma equipa de investigação da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, descobriu as primeiras provas conclusivas de linhas costeiras em Marte, um indício de um lago profundo e antigo e um achado com implicações para a descoberta de vida passada no Planeta Vermelho.
Com uma idade estimada em mais de 3 mil milhões de anos, o lago parece ter coberto mais de 200 quilómetros quadrados com uma profundidade de 450 metros -- aproximadamente equivalente ao Lago Champlain que faz fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, afirma Gaetano Di Achille, cientista da mesma universidade, que liderou o estudo. As provas de linhas costeiras, descobertas ao longo de um largo delta, incluem uma série de sulcos e depressões, que se pensa serem restos de praias.
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A paisagem reconstruída mostra como o lago Shalbatana poderia ter sido há 3,4 mil milhões de anos atrás.
Crédito: Gaetano Di Achille/Universidade do Colorado |
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"Esta é a primeira prova conclusiva de linhas costeiras na superfície de Marte," disse Di Achille. "A identificação das linhas costeiras acompanhadas de provas geológicas permitem-nos calcular o tamanho e volume do lago, que parece ter sido formado há cerca de 3,4 mil milhões de anos atrás."
Um artigo acerca da descoberta, escrito por Di Achille, pelo professor assistente Brian Hynek e por Mindi Searls, foi publicado na edição online da revista Geophysical Research Letters, uma publicação da União Geofísica Americana.
As imagens usadas para o estudo foram obtidas com a câmara HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA. A HiRISE consegue resolver características à superfície de Marte com um tamanho de 1 metro, a partir da sua órbita, 320 km por cima de Marte.
A análise das imagens da HiRISE indica que a água esculpiu um desfiladeiro com 48 km que acaba num vale, depositando sedimentos que formaram um grande delta. Este delta e outros que rodeiam a bacia implicam a existência de um enorme lago, disse Hynek. O lago está localizado dentro de um muito maior vale conhecido como Shalbatana Vallis.
"A descoberta de linhas costeiras é para nós um riquíssimo tesouro," afirma Hynek.
Em adição, as provas mostram que o lago existiu numa altura em que se pensa que Marte era frio e seco, o que contradiz as teorias actuais propostas por muitos cientistas planetários, realça. "Este estudo não apenas prova a existência de um sistema de lagos em Marte, como também que o lago se formou numa altura em que se pensava que o período ameno e molhado de Marte tinha já acabado."
Os cientistas planetários pensam que as superfícies mais antigas em Marte se formaram durante a época Noachan, uma época molhada e quente entre 4,1 e 3,7 mil milhões de anos, que albergou um bombardeamento de grandes meteoritos e extensas cheias. Acredita-se, segundo este estudo, que o lago recém-descoberto se tenha formado durante a época Hesperian e que pós-date o fim deste período marciano quente e molhado por 300 milhões de anos.
Os deltas adjacentes ao lago são de grande interesse para os cientistas planetários porque os deltas da Terra enterram rapidamente carbono orgânico e outros biomarcadores da vida, de acordo com Hynek. A maioria dos astrobiólogos acredita que quaisquer indicações presentes de vida em Marte serão descobertas sob a forma de microorganismos subterrâneos.
Mas no passado, os lagos em Marte poderiam ter proporcionado um habitat superficial acolhedor, rico em nutrientes para tais micróbios, afirma Hynek.
O desaparecimento do lago aparentemente foi rápido o suficiente para impedir a formação de outras linhas costeiras mais baixas, disse Di Achille. O lago provavelmente ou evaporou-se ou congelou, e o gelo lentamente se tornou em vapor de água e desapareceu durante um período de mudanças climáticas abruptas.
Di Achille disse que o lago recém-descoberto e os depósitos seriam um alvo ideal para uma missão futura, em busca de provas de vida passada.
"Na Terra, os deltas e os lagos são excelente coleccionadores e conservadores de sinais de vida passada," realça Di Achille. "Se a vida alguma vez surgiu em Marte, os deltas poderão ser a chave para abrir o passado biológico de Marte."
Links:
Notícias relacionadas:
Universidade do Colorado (comunicado de imprensa)
Geophysical Research Letters (requer subscrição)
Universe Today
SPACE.com
PHYSORG.com
Science Daily
Reuters
Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars
MRO:
Página oficial da NASA
Página oficial do JPL
HiRISE
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