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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 561
De 15/07 a 16/07/2009
 
 
 
 

Dia 15/07: 196.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1975 eram lançadas as missões Apollo 18 e Soyuz 19 que viriam a efectuar o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no Espaço.

Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 10:53

Dia 16/07: 197.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a Apollo 11 era lançada do cabo Kennedy.

Pousou na superfície lunar em 20 de Julho de 1969, num local chamado "Sea of Tranquility" (Mar da Tranquilidade). Neil Armstrong (comandante do voo) e Edwin E. "Buzz" Aldrin (piloto do Módulo Lunar, chamado nesta missão de Eagle - Águia em inglês) tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar. Michael Collins (piloto do Módulo de Comando, chamado nesta missão de Columbia) permaneceu em órbita no Módulo de Comando.
Em 1994, o cometa Shoemaker-Levy 9 colide com Júpiter. Os impactos continuam até dia 22 de Julho.
Observações: Aproveite a noite para observar com binóculos os enxames abertos da cauda de Escorpião, M6 e M7.

 
 
 
Na praia, no campo, na cidade, de dia ou de noite, nestas férias a Ciência vai consigo. Observações astronómicas, passeios científicos, visitas a faróis e a grandes obras de engenharia são algumas das mais de 2000 actividades propostas por universidades, centros de investigação, museus, empresas, escolas e associações científicas em todo o país.
 
 
 
AIA 2009
 
 
  NOVO MAPA APONTA PARA PASSADO VULCÂNICO E MOLHADO DE VÉNUS  
 

A Venus Express obteve o primeiro mapa do hemisfério sul de Vénus no infravermelho. O novo mapa sugere que o nosso vizinho planetário possa já ter sido mais parecido com a Terra, com um sistema de placas tectónicas e um oceano de água.

O mapa é composto por mais de 1000 imagens individuais, registadas entre Maio de 2006 e Dezembro de 2007. Dado que Vénus está coberto por nuvens, as câmaras normais não podem ver a superfície, mas a Venus Express usou um comprimento de onda no infravermelho para a observar.

Embora já tenham sido usados sistemas de radar no passado para obter mapas em alta-resolução da superfície de Vénus, a Venus Express é a primeira sonda em órbita a produzir um mapa que fornece pistas acerca da composição química das rochas. Os novos dados são consistentes com suspeitas que os planaltos das terras mais altas de Vénus são na verdade antigos continentes, uma vez rodeados por um oceano, e produzidos por actividade vulcânica passada.

O primeiro mapa de temperatura do hemisfério sul de Vénus.
Crédito: ESA/VIRTIS/INAF-IASF/Observatório de Paris-LESIA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Isto não serve como prova, mas é consistente. Tudo o que podemos dizer até ao momento é que as rochas dos planaltos parecem diferentes de todas as outras," afirma Nils Müller do JPIPRG (Joint Planetary Interior Physics Research Group) da Universidade de Münster e DLR de Berlim, que liderou os esforços cartográficos.

As rochas parecem diferentes devido à quantidade de radiação infravermelha que irradiam para o espaço, semelhante ao modo como uma parede aquece durante o dia e liberta o seu calor à noite. Além disso, diferentes superfícies libertam diferentes quantidades de calor em comprimentos de onda no infravermelho, pertencentes a um material característico conhecido como emissividade. O instrumento VIRTIS (Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer) capturou esta radiação infravermelha durante as órbitas do lado nocturno em torno do hemisfério sul do planeta.

As oito sondas russas dos anos 70 e 80 aterraram longe das terras altas e encontraram apenas rochas tipo-basalto por baixo dos seus trens de aterragem. O novo mapa mostra que as rochas nos planaltos Phoebe e Alpha Regio são mais claras em cor e parecem mais velhas quando comparadas com a maioria do planeta. Na Terra, tais rochas mais claras são geralmente granito e formam continentes.

O granito é formado quando rochas antigas, basálticas, são empurradas para dentro do planeta pelo movimento dos continentes, um processo denominado de placas tectónicas. A água combina com o basalto para formar granito e a mistura renasce através de erupções vulcânicas.


Impressão de artista da sonda Venus Express.
Crédito: ESA (imagem por AOES Medialab)
(clique na imagem para ver versão maior)

 

"Se houver granito em Vénus, deverá ter havido no passado um oceano e placas tectónicas," diz Müller.

Müller realça que o único modo de ter a certeza se os planaltos das terras altas são na realidade antigos continentes é enviar para lá uma sonda. Com o passar do tempo, a água de Vénus deverá ter sido perdida para o espaço, mas poderá ainda haver actividade vulcânica. As observações no infravermelho são muito sensíveis à temperatura. Mas em todas as imagens os cientistas observaram variações de apenas 3-20ºC, em vez do tipo de diferença de temperaturas que seria de esperar de fluxos activos de lava.

Embora a Venus Express não tenha observado quaisquer evidências de actividade vulcânica actual, Müller não a põe de parte. "Vénus é um grande planeta, aquecido por elementos radioactivos no seu interior. Deverá ter tanta actividade vulcânica quanto a Terra," conclui. De facto, algumas áreas realmente parecem ser compostas de rochas mais escuras, o que aponta para fluxos de lava relativmente recentes.

O novo mapa oferece aos astrónomos outra ferramenta na sua busca de compreender o porquê de Vénus ser tão semelhante com a Terra em tamanho e no entanto ter evoluído de modo tão diferente.

Links:

Notícias relacionadas:
ESA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
PHYSORG.com
Universe Today

Venus Express:
Página da ESA
NSSDC (NASA)
Wikipedia

Vénus:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
     
 
 
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  Luas e Júpiter - Crédito: Anne Riou  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

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