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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 562
De 17/07 a 19/07/2009
 
 
 
 

Dia 17/07: 198.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, era lançada a missão Pioneer 7.
Em 1975, a Apollo 18 e Soyuz 19 efectuaram o primeiro acoplamento internacional (Apollo/Soyuz) no Espaço.

Observações: Há quanto tempo não observa o Enxame do Pato Selvagem (M11)? É um enxame aberto mas que pode ser facilmente confundido com um enxame globular.

Dia 18/07: 199.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, lançamento da Gemini 10.
Em 1969, a Apollo 11 prepara-se para aterrar na Lua.

Observações: Antes do amanhecer de Sábado e Domingo, as Plêiades, Marte, Aldebarã e Vénus formam um "L" invertido a Este. E a Lua passa pela bonita cena celeste.

Dia 19/07: 200.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1846 nascia Edward Pickering, espectroscopista americano pioneiro e director do Observatório da Universidade de Harvard entre 1876 e 1919.

Esta foi a era da introdução da fotografia na Astronomia e a colecção de chapas fotográficas iniciada durante o tempo de Pickering é ainda uma valiosa fonte de dados.
Em 1912, um meteorito com uma massa estimada de 190 kg explode sobre a cidade de Holbrook, no Arizona, provocando a queda de aproximadamente 16.000 pedaços de detritos.
Em 1985, o Presidente George H. W. Bush decide mandar pela primeira vez um professor para o espaço. A professora Christa McAuliffe seria a primeira a bordo do Space Shuttle Challenger na missão STS-51-L que a 28 de Janeiro de 1986 explodiria 73 segundos após o lançamento.

 
 
 
Os nomes dos planetas principais do Sistema Solar são nomes de divindades da mitologia grega.
 
 
 
AIA 2009
 
 
  LUNAR RECONAISSANCE ORBITER VAI FOTOGRAFAR LOCAL DE ATERRAGEM DA APOLLO 11  
 

O bom olho da sonda Lunar Reconaissance Orbiter da NASA está a preparar-se para observar o local de aterragem da Apollo 11 - o lugar do primeiro sucesso humano de pisar a Lua, faz 40 anos este mês.

Além de levar a cabo outras tarefas científicas, a sonda em órbita lunar, nos próximos dias, semanas e meses, irá fotografar alvos lunares com detalhe, entre eles os locais de aterragem das missões Apollo, para observar os resquícios das sondas robóticas, rovers lunares e suas marcas na superfície, e os estágios de foguetões que colidiram com a Lua.

Buzz Aldrin monta um sismómetro no Mar da Tranquilidade.
Crédito: NASA
 

A LRO (Lunar Reconaissance Orbiter) está já a trabalhar e a usar a sua câmara, denominada LROC.

Um grande alvo que deverá ser fácil de fotografar é o estágio de descida do módulo lunar Eagle da Apollo 11, deixado para trás depois de Neil Armstrong e Buzz Aldrin terem partido da Base da Tranquilidade.

Para o local de aterragem da Apollo 11, "iremos definitivamente ver uma coisa quadrada alojada na superfície," disse Mark Robinson, investigador principal da LROC, da Universidade Estatal do Arizona em Tempe. Com o Sol baixo, é provável que se vejam as sombras provocadas pelas pernas do estágio. "Será prova definitiva que o estágio de descida lá se encontra," afirma Robinson.

Os estágios de descida das outras missões Apollo também se conseguirão observar. E a sonda irá procurar pelo ALSEP (Apollo Lunar Surface Experiment Packages) - um conjunto de instrumentos científicos montados na superfície lunar pelos astronautas Apollo.

"Sei que vamos conseguir ver os estágios de descida... e sei que vamos vonseguir encontrar os ALSEPs," disse Robinson. "Vamos ver coisas à superfície." Também deverão ser visíveis regolitos lunares batidos e as marcas dos pneus dos três rovers lunares usados durante o programa Apollo.

Os arqueólogos lunares, interessados em tornar o local de aterragem da Apollo 11 num marco da história natural, esperam que as fotos planeadas possam responder a questões há já muito debatidas: Qual é o estado da Base da Tranquilidade após 40 anos? Será que a bandeira americana foi realmente "soprada" pela subida do Eagle e é agora um esqueleto descolorido? Quais são os efeitos a relativamente longo termo do ambiente lunar em artefactos humanos?

Usar a LRO para descobrir hardware na Lua vai tornar-se mais fácil uma vez que a sonda se aproxime mais do satélite, alcançando uma órbita para cartografia de aproximadamente 50 km por cima do terreno lunar.

E ainda permanece o mistério de um passeio lunar que a LRO poderá resolver.

Durante a expedição da Apollo 14, Alan Shepard e Edgar Mitchell tentaram andar até ao limite da Cratera Cone, arrastando com eles um carrinho de ferramentas. Mas alcançar esta característica provou ser elusiva. À medida que o tempo e o oxigénio diminuíam para o par, o seu objectivo foi cancelado pelos controladores terrestres.

Alan Shepard, astronauta da Apollo 14, é visto aqui a usar o carrinho de ferramentas MET (Modular Equipment Transporter).
Crédito: NASA
 

Até hoje, não se sabe a que distância ficaram da cratera.

Na lista de fazeres de Robinson para a LRO, está a identificação do local onde a tripulação da Apollo 14 teve que voltar para trás em relação à Cratera Cone - ao fotografar a área e possívelmente as marcas deixadas pelas rodas do carrinho de ferramentas, afirma.

Seguindo o caminho "algo velho, algo novo" está o projecto LOIRP (Lunar Orbiter Image Recovery Project), localizado no Centro de Pesquisa Ames, no coração de Silicon Valley na Califórnia. Este esforço de equipa é liderado por Dennis Wingo da Skycorp, Inc. em Hunstsville, Alabama, e Keith Cowing da SpaceRef Interactive, Inc. de Reston, Virginia.

O projecto de recuperação envolve a pesquisa entre cerca de 1700 imagens tiradas pelas missões das Lunar Orbiter da NASA nos anos 60, a conversão desses dados em formato digital e a reconstrução das imagens para obter fotos à medida do século XXI, em qualidade bem superior às das originais.

Idealmente, actualizando uma antiga imagem da Lunar Orbiter, tirada da zona de aterragem da Apollo 11 antes da ida de Armstrong e Aldrin, constrastada com uma nova imagem da LRO, que nos daria um olhar antes/depois da história Base da Tranquilidade, disse Greg Schmidt, vice-director do Instituto de Ciência Lunar, apoiado pelo Centro Ames da NASA.

Os próprios locais das Apollo estão extremamente bem caracterizados, graças aos exploradores enviados até esses locais individuais, notou Schmidt. As imagens da LRO, dessas áreas, irão permitir-nos observar os estágios de descida -- e provavelmente outros artefactos como os rovers lunares usados nas missões Apollo 15, 16 e 17 - todos os quais sem dúvida serão muito poderosos noutros modos que os meramentos científicos, afirma.

A Apollo 17 usou um rover lunar, que poderá ser avistado com a câmara da Lunar Reconaissance Orbiter.
Crédito: NASA
 

Schmidt acrescentou que poderemos até ver novas crateras e outras mudanças na superfície lunar, que podem levar a uma melhor apreciação da velocidade de formação de crateras na Lua.

"Este ritmo de mudança de informação é algo que não consigo imaginar a obter doutra maneira," disse.

"Temos aqui uma oportunidade única, para comparar o passado recente da Lua com o presente," acrescenta Schmidt. "O que aconteceu na Lua durante as quatro décadas entre a Lunar Orbiter, os programas Apollo... e as novas imagens que vamos receber da LRO? Ainda não sabemos as respostas, mas o conhecimento que vamos receber é muito importante e excitante para a comunidade científica," concluiu.

Links:

Programa Apollo:
NASA
Wikipedia
Especial Apollo 11 da NASA

Lunar Reconnaissance Orbiter:
NASA
Wikipedia

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
Wikipedia

 
     
 
 
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  O Enxame Galáctico de Hércules - Crédito: Tony Hallas  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Estas são galáxias do Enxame Galáctico de Hércules, um arquipélago de universos-ilha a uns meros 500 milhões de anos-luz de distância. Também conhecido como Abell 2151, este enxame está carregado com galáxias espirais, ricas em formação estelar, gás e poeira, mas contém relativamente poucas galáxias elípticas, que não contêm tanto gás, poeira e estrelas recém-nascidas. As cores nesta imagem de céu profundo mostram claramente as galáxias activas em formação estelar com um tom azulado e as galáxias mais antigas com um tom amarelado. A fotografia cobre cerca de 3/4 de um grau ao longo do centro do enxame, correspondendo a 6 milhões de anos-luz à distância estimada do enxame. Na paisagem cósmica, muitas galáxias parecem estar a colidir ou a fundir-se, enquanto outras parecem distorcidas - provas que as galáxias do enxame têm por hábito interagir umas com as outras. De facto, o próprio Enxame Galáctico de Hércules pode ser visto como o resultado de fusões entre enxames galácticos mais pequenos e pensa-se que seja semelhante aos jovens enxames de galáxias do Universo mais distante e antigo.

 


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