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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 570
De 07/08 a 09/08/2009
 
 
 
 

Dia 07/08: 219.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959 o Explorer 6 com uma massa de 64.4 kg, torna-se no primeiro satélite a enviar fotos da Terra de órbita.

Em 1976, a Viking 2 entra em órbita de Marte.
Em 2000, uma equipa internacional de pesquisa planetária descobre em Epsilon Eridani, a apenas 10.5 anos-luz da Terra, um novo planeta gasoso.
Observações: Aproveite a noite para observar a parte central da Via Láctea, entre as constelações de Sagitário e Escorpião. Aí encontram-se muitos enxames e nebulosas. Recomenda-se binóculos para os observar.

Dia 08/08: 220.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 era lançado o STS-28. A quarta missão secreta do Departamento de Defesa americano. Tempo de duração: 5 dias, 1 hora, 0 minutos e 8 segundos.

Observações: Ao começo da noite, a Lua encontra-se baixa a Este. Para a sua esquerda encontra-se o Grande Quadrado de Pégaso.

Dia 09/08: 221.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 7. A 6 de Março de 1974 o orbiter/lander falha a entrada na órbita de Marte. A órbita torna-se assim solar.
Observações: Aproveite a noite para observar telescopicamente a Nebulosa do Anel, ou M57, em Lira.

 
 
 
Última contagem de planetas extrasolares: 358 planetas.
 
 
 
AIA 2009
 
 
  AS PRIMEIRAS IMAGENS "QUENTES" DO SPITZER  
 

O telescópio Spitzer da NASA está a começar uma segunda carreira e a tirar as suas primeiras imagens do Cosmos desde que começou a "aquecer".

O telescópio infravermelho ficou sem líquido refrigerante no passado dia 15 de Maio de 2009, mais de cinco anos e meio depois do seu lançamento. Desde aí, já aqueceu até aos [ainda frios] 30 graus Kelvin (-243º C).

As novas imagens obtidas com dois canais do detector infravermelho do Spitzer -- os dois que funcionam na temperatura mais quente -- demonstram que o observatório permanece ainda uma poderosa ferramenta para estudar o Universo poeirento. As imagens revelam uma região de formação estelar, os restos de uma estrela semelhante ao nosso Sol, e uma galáxia rodopiante recheada de estrelas.

"A performance dos dois novos canais de curto comprimento de onda, da câmara infravermelha do Spitzer, está praticamente igual à atingida antes de se esgotar o hélio líquido do observatório," disse Doug Hudgins, cientista do programa Spitzer na sede da NASA em Washington, EUA. "Pondo isto em perspectiva, isto significa que a sensibilidade do Spitzer nestes comprimentos de onda é praticamente ainda a mesma que um telescópio terrestre com 30 metros. Estas imagens de cortar a respiração demonstram que o Spitzer irá continuar a obter imagens espectaculares e a obter dados científicos durante a sua missão mais quente."

Estas imagens são algumas das primeiras tiradas durante a missão quente do Spitzer -- uma nova fase que começou após o telescópio, que operou durante mais de cinco anos e meio, ter ficado sem líquido refrigerante.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
(clique aqui para ver a imagem do lado esquerdo, aqui para a da direita e em cima, e aqui para a da direita e em baixo)
 

A primeira das três imagens mostra uma nuvem que contém imensas estrelas, na região de Cisne na nossa Via Láctea. Os olhos infravermelhos do Spitzer conseguem ver através da poeira, revelando jovens estrelas aninhadas nos seus casulos de poeira. Uma segunda imagem mostra uma estrela moribunda vizinha -- uma nebulosa planetária denominada NGC 4361 -- que tem camadas que se prolongam para fora, sob uma rara forma de quatro jactos. A última imagem é uma galáxia espiral clássica com o nome de catálogo NGC 4145, localizada aproximadamente a 68 milhões de anos-luz da Terra.

"Com as bandas mais curtas que restam no Spitzer, podemos continuar a observar através da poeira nas galáxias e a obter um melhor olhar sobre as populações gerais das estrelas," disse Robert Hurt, especialista de imagem do Spitzer no Centro Científico da NASA do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. "Todas as estrelas são iguais no infravermelho."

Desde o seu lançamento a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, a 25 de Agosto de 2003, o Spitzer fez muitas descobertas. Estas incluem discos de formação planetária em torno de estrelas, a composição do material que compõe os cometas, buracos negros escondidos e galáxias a milhares de milhões de anos-luz de distância.

Mas talvez a mais revolucionárioa e surpreendente descoberta do Spitzer envolva os planetas em torno de outras estrelas, denominados planetas extrasolares. Em 2005, o Spitzer detectou os primeiros fotões de luz a partir de um exoplaneta. Através de uma inteligente técnica, agora referida como método de eclipse secundário, o Spitzer foi capaz de recolher luz de um exoplaneta quente e gasoso, e assim aprender mais sobre a sua temperatura. Estudos posteriores revelaram mais acerca da composição e estrutura das atmosferas destes mundos exóticos.

O Spitzer Quente irá virar-se para muitas das mesmas questões científicas anteriores. Também irá trabalhar em novos projectos, tais como a refinação de estimativas da constante de Hubble, ou a velocidade de expansão do Universo; a pesquisa de galáxias no limite do Universo; a caracterização de mais de 700 objectos vizinhos da Terra, ou asteróides e cometas cujas órbitas os colocam perto do nosso planeta; o estudo das atmosferas dos planetas gigantes e gasosos, que se espera serem descobertos em breve pela missão Kepler da NASA.

Tal como durante a missão fria do Spitzer, estes e outros programas são seleccionados numa competição na qual os cientistas de todo o mundo são convidados a participar.

O Spitzer começou oficialmente a sua missão científica "quente" a 27 de Julho. As novas imagens foram obtidas enquanto o telescópio estava sendo re-calibrado a 18 (NGC 4145, NGC 4361) e 21 de Julho (Cisne).

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Astronomy
Discover
Universe Today
PHYSORG.com

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial
NASA
Centro Espacial Spitzer
Wikipedia

 
     
 
 
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Astrónomos descobrem galáxias hiperactivas no Jovem Universo (via HubbleSite)
Olhando quase 11 mil milhões de anos para o passado, os astrónomos mediram os movimentos das estrelas pela primeira vez numa galáxia muito distante, e registaram velocidades de mais de 500.000 metros por segundo, cerca do dobro da velocidade de deslocação do Sol pela Via Láctea.[Ler fonte]

 
     
 
     
  Galáxias em Pégaso - Crédito: Dietmar Hager  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Esta larga imagem telescópica revela galáxias espalhadas para lá das estrelas na fronteira norte da grande constelação de Pégaso. Proeminentemente para cima e para a direita, está NGC 7331. A uns meros 50 milhões de anos-luz de distância, a grande espiral é uma das mais brilhantes galáxias não incluída no famoso catálogo do astrónomo do século XVIII, Charles Messier. O irrequieto grupo de galáxias para baixo e para a esquerda é o bem conhecido Quinteto de Stephan. A cerca de 300 milhões de anos-luz de distância, o quinteto dramaticamente ilustra uma colisão galáctica múltipla, e as suas poderosas interacções, que ocorrem ainda hoje, posaram para esta breve fotografia cósmica. No céu, o quinteto e NGC 7331 estão separados por cerca de meio-grau.

 


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