E-mail em HTML com imagens e propriedades CSS. Caso não o consiga visualizar correctamente, clique aqui.
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
Página PrincipalRSS Sindicação RSSRemover da lista

ASTROBOLETIM N.º 588
De 30/09 a 01/10/2009
 
 
 

Dia 30/09: 273.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1880, Henry Draper tira a primeira fotografia da Nebulosa de Orion.

A exploração de M42 é ainda feita a partir de fotos do HST.
Em 1999, aproximação máxima da Terra pelo asteróide 1992 SK (0.479 UA).
Observações: E porque não aproveitar o 129.º aniversário do começo da Astrofotografia para observar M42, em Orionte?

Dia 01/10: 274.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, era criada a NASA para suceder à NACA.

Observações: Às 23:55, observe a sombra de Ganimedes na atmosfera de Júpiter. Mesmo por baixo da sombra encontra-se a Grande Mancha Vermelha.

 
 
 
Uma estrela anã branca tem um diâmetro da ordem de grandeza do da Terra.
 
 
 
AIA 2009
 
 
  COMO OS ASTRONAUTAS PODERIAM "RECOLHER" ÁGUA NA LUA  
 

Água recém-confirmada na Lua poderá ajudar os astronautas lunares a sobreviver e até a impulsionar missões para Marte, se a sua recolha se tornar prática. Um dispositivo que emite microondas, desenvolvido pela NASA, poderá fazer isso mesmo.

Três sondas - a Chandrayaan-1 da Índia e as sondas Cassini e Deep Impact da NASA - detectaram a absorção de radiação infravermelha num comprimento de onda que indica a presença de água ou hidróxilo, uma molécula composta por um átomo de hidrogénio e um átomo de oxigénio. Todas descobriram que a assinatura é mais forte nos pólos do que em latitudes mais baixas.

Algumas destas moléculas podem estar a ser criadas continuamente quando os protões do vento solar - iões de hidrogénio - se ligam aos átomos de oxigénio no solo lunar. Os impactos de cometas poderão também ter trazido a água para a Lua.

Esta água trazida por cometas ou gerada pelo vento solar pode espalhar-se aleatoriamente com o passar do tempo em crateras permanentemente à sombra nos pólos lunares, que recentemente se descobriu serem mais frias que Plutão.

"Uma vez que aí chegue, não sai," afirma Carle Pieters da Universidade de Brown em Providence, Rhode Island, EUA, cientista principal do instrumento construído pela NASA a bordo da Chandrayaan-1 que fez as medições.

Até agora, a água não parece ser muito abundante - a recolha de água de uma área de solo com o tamanho de um campo de futebol daria-nos apenas "um bom copo de água," disse Pieters.

Se a água na Lua puder se recolhida, os astronautas lunares poderão usá-la para beber ou para fazer combustível.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Mas se a água puder ser colhida, os astronautas lunares poderão usá-la para beber ou dividi-la em oxigénio e hidrogénio para fazer combustível para as suas viagens até casa. Isto cortaria os custos de lançamento, dado que ia diminuir a quantidade de combustível que teriam que levar da Terra.

O combustível produzido na Lua poderá até ajudar a montar uma missão humana a Marte. Graças à gravidade mais fraca da Lua, precisaríamos de menos energia para levar uma nave para o espaço a partir da superfície lunar do que na Terra.

"Muda completamente o paradigma do voo espacial," diz Paul Spudis do Instituto Lunar e Planetário em Houston, Texas. "É como construír um caminho-de-ferro transcontinental até ao espaço."

Mas como é que se pode extraír a água que está provavelmente fechada em muito pequenas concentrações de gelo no solo lunar? As microondas poderão ser a chave, de acordo com os estudos levados a cabo por Edwin Ethridge do Centro Aeroespacial Marshall da NASA e William Kaukler da Universidade do Alabama, os primeiros a demonstrar esta técnica em 2006.

Os cientistas usaram um forno microondas comum com solo lunar simulado que tinha sido arrefecido até temperaturas tipo-Lua, aproximadamente -150º C.

Mantendo o solo num vácuo para simular as condições lunares, descobriram que ao aquecê-lo apenas até -50º C com microondas, a água gelada sublimou, ou transformou-se directamente de sólida a vapor. O vapor então espalhou-se a partir de poros a mais alta pressão no solo até à câmara de vácuo a mais baixa pressão, por cima.

Na Lua, o vapor pode ser recolhido ao manter uma placa de metal por cima do solo. O vapor de água condensaria então como geada e teríamos então que a extraír da placa, afirma Kaukler.

O aquecimento e processamento de solo lunar seco a altas temperaturas também poderia libertar oxigénio e hidrogénio para combustível ou outros usos. Mas isso necessitaria de 100 vezes mais energia do que a extracção de água lunar nativa, afirma Spudis: "Tudo se torna mais fácil, barato e rápido."

Links:

Lua:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
Wikipedia

Chandrayaan-1:
Página oficial
Wikipedia

 
     
 
 
TAMBÉM EM DESTAQUE
 

Sonda passa por Mercúrio uma terceira vez (via SPACE.com)
Uma sonda da NASA aproxima-se de Mercúrio para obter imagens de território desconhecido, quando passar pelo planeta pela última vez. A MESSENGER passa a apenas 228 km de Mercúrio, durante o último dos três voos rasantes, antes que atinja órbita em 2011. Espera-se que obtenha mais de 1500 imagens, algumas de regiões nunca observadas de perto. [Ler fonte]

Novas imagens revelam água "pura" gelada a baixa latitudes em Marte (via Universe Today)
Imagens de recentes crateras de impacto obtidas pela MRO revelaram água gelada subsuperficial entre o pólo norte e o equador de Marte. Embora a Phoenix tenha observado gelo no seu local de aterragem perto do pólo norte, estas novas imagens são as primeiras provas de que o gelo existe a latitudes muito mais baixas. E surpreendentemente, o gelo é composto por 99% água pura. [Ler fonte]

 
     
 
     
  Orionte em Gás, Poeira e Estrelas - Crédito: Rogelio Bernal Andreo (Deep Sky Colors)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

A constelação de Orionte contém muito mais do que três estrelas em fila. Uma longa exposição mostra tudo, desde nebulosas escuras a enxames estelares, embebidos numa gigantesca zona nublada conhecida como Nuvem Molecular de Orionte. As três estrelas mais brilhantes à esquerda são realmente as três famosas estrelas que compõem a cintura de Orionte. Mesmo por baixo de Alnitak, a mais baixa das três, está a Nebulosa da Chama, brilhante devido ao hidrogénio gasoso excitado e embebido em filamentos de poeira castanha. Por baixo do centro da imagem e para a direita de Alnitak situa-se a Nebulosa Cabeça de Cavalo, uma forma escura de poeira densa que é provavelmente a mais reconhecida do céu. Para a direita e para cima está M42, a Nebulosa de Orionte, um caldeirão energético de gás tumultuoso, visível à vista desarmada, berçário de um novo enxame aberto de estrelas. Imediatamente para a esquerda de M42 está uma proeminente nebulosa de reflexão que contém muitas estrelas brilhantes e azuis. A imagem acima, digitalmente composta a partir de várias imagens obtidas em várias noites, cobre uma área a cerca de 1500 anos-luz de distância e que se prolonga por cerca de 75 anos-luz.

 


Centro Ciência Viva do Algarve
Arquivo de Astroboletins Observações Astronómicas Fórum de discussão CCVAlg.pt