 |
| |
Dia 09/04: 99.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, a NASA anuncia a selecção dos primeiros sete astronautas dos Estados Unidos, a quem a comunicação social rapidamente apelida de "Mercury Seven".

Em 1994, lançamento da missão STS-59 do vaivém Endeavour.
Observações: Mercúrio permanece para a direita da Vénus ao pôr-do-Sol (3,4º).
Dia 10/04: 100.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1981, primeira tentativa de lançamento da missão STS-1 (a primeira missão de um vaivém espacial).

Este falhou no último momento quando os computadores «crasharam». Os astronautas Crippen e Young finalmente levantaram voo a 12 de Abril. À volta de 100 milhões de pessoas viram este evento.
Observações: Quando a Primavera começou, a Ursa Maior situava-se bem alta a Nordeste, balançando na ponta da sua "pega" após o anoitecer. Agora que é Abril, a Ursa Maior inclina-se para a esquerda. As suas duas estrelas mais altas, que formam a frente da frigideira, apontam para baixo e para a esquerda para a razoavelmente ténue estrela Polar.
Dia 11/04: 101.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1862 nascia William Wallace Campbell, observador pioneiro dos movimentos estelares e das suas velocidades radiais. Director do Observatório Lick entre 1901 e 1930, também foi presidente da Universidade da Califórnia e da Academia Nacional de Ciências.
Em 1905, Albert Einstein revela a sua Teoria da Relatividade (relatividade especial).
Em 1960, era iniciada a primeira pesquisa no rádio em busca de civilizações extraterrestres, por Frank Drake (Projecto Ozma).
Em 1970, lançamento da Apollo 13.

Em 1986, a 65 milhões de quilómetros, o Cometa Halley faz a sua maior aproximação da Terra durante esta viagem, a 30ª vez que visita a nossa vizinhança planetária.
Em 2002 morre Yuji Hyakutake, astrónomo amador japonês que em 1996 descobriu o "Cometa Hyakutake", com 51 anos. Descobriu este cometa com um par de binóculos na cidade de Hayato em Kagoshima.
Observações: Ao amanhecer, observe a fina Lua Minguante, e um pouco para baixo está o planeta Júpiter.
Dia 12/04: 102.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1817, morre o astrónomo francês Charles Messier.
Em 1849, de Gasparis descobre o asteróide Hygiea.
Em 1961, o cosmonauta Yuri Alekseyevich Gagarin torna-se no primeiro homem no espaço.

Orbita a Terra apenas uma vez a bordo da nave Vostok 1. O voo dura 1 hora e 48 minutos, num percurso elíptico com um apogeu de 327 km e um perigeu de 180 km.
Em 1981, começa a era do Vaivém espacial. Lançamento da missão STS-1 do vaivém Columbia, adiado desde 10 de Abril. O comandante John Young e o piloto Robert Crippen orbitam a Terra 37 vezes durante dois dias antes de regressarem. Os objectivos principais do voo inaugural eram testar os sistemas principais, completar uma ascensão até órbita com sucesso, e regressar à Terra em segurança.
Observações: Aproveite a noite para observar Marte. Apontando para lá com uns binóculos, siga então um pouco para a esquerda até encontrar um bonito grupo de estrelas. Este é o enxame do Presépio (M44), que está a cerca de 500 anos-luz de distância. |
|
 |
|
| |
 |
| |

A Lua afasta-se do nosso planeta cerca de 3 cm por ano. |
|
 |
|
| |
 |
|
|
 |
| |
MAIS AVALANCHES EM MARTE |
|
 |
 |
| |
Em 2008, a câmara HiRISE a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter estava a estudar uma certa região de Marte em busca de variações nos padrões de geada à medida que a Primavera progredia, e capturou uma avalanche em acção. Este ano, a equipa da HiRISE tem estado alerta, pronta para capturar mais avalanches no hemisfério norte de Marte.
Pois bem, a sua busca foi bem sucedida! Esta espectacular imagem foi capturada a 27 de Janeiro de 2010, mostra um íngreme desfiladeiro na região polar norte de Marte, e pelo menos três nuvens isoladas de partículas caíndo pelo desfiladeiro. A equipa diz que estas nuvens, rolando ou pairando perto do chão, provavelmente alcançaram dezenas de metros em altura.
 |
Nuvens provocadas por avalanches.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior) |
| |
As avalanches são o resultado de geada de dióxido de carbono que se agarra às escarpas na escuridão do Inverno, e quando a luz solar aí chega na Primavera, liberta a geada e cai. O desfiladeiro, com aproximadamente 700 metros de altura, é composto por várias camadas de água gelada com conteúdos diversos de poeira, mais ou menos semelhante às calotes polares na Terra.
 |
Outra avalanche observada em 2010.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior) |
| |
Aqui está outra avalanche capturada a 12 de Janeiro de 2010. A equipa da HiRISE afirma que ao observar todas estas avalanches individuais, está a juntar um mosaico de acontecimentos deste processo, desde o começo (material que cai pelo desiladeiro) até ao fim (vagarosas nuvens de poeira).
Com base nas observações deste ano, estes eventos acontecem sobretudo no meio da Primavera, mais ou menos o equivalente a Abril ou princípios de Maio cá na Terra. Ao que parece, este é um processo primaveril normal para o pólo norte de Marte e pode ser esperado todos os anos - a estação das avalanches! Estas informações, em conjunto com os resultados dos modelos de comportamento dos materiais envolvidos, vão ajudar-nos a saber mais sobre estes dramáticos eventos.
Links:
Notícias relacionadas:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg (05/03/08)
Scientific American
Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia
Google Mars
MRO:
Página oficial da NASA
Página oficial do JPL
HiRISE
Wikipedia |
|
| |
|
|
|
| |
| |
 |
| |
REVELADOS SEGREDOS DE OBSCURO SISTEMA ESTELAR |
|
 |
 |
| |
Novas imagens de duas estrelas estranhas, onde uma passa em frente da outra para periodicamente bloquear a sua luz (da perspectiva da Terra), começam a revelar os segredos deste intrigante par estelar.
O sistema estelar, denominado Epsilon Aurigae, passa por um eclipse a cada 27 anos. Pela primeira vez, os cientistas observaram directamente a escura companheira que bloqueia a luz da estrela principal.
Os astrónomos observam este par de estrelas desde o século XIX. Com o passar do tempo, notaram que a estrela principal parece mais ténue do que deveria ser, dada a sua massa, e que o seu brilho diminui ainda mais durante cerca de um ano a cada várias décadas. O sistema situa-se a cerca de 2000 anos-luz da Terra (um ano-luz é a distância que a luz percorre num ano).
 |
Imagens reconstruídas que mostram o progresso do eclipse 2009-2010 de epsilon Aurigae, capturadas com a rede CHARA.
Crédito: John D. Monnier, Universidade do Michigan
(clique na imagem para ver versão maior) |
| |
Os cientistas tinham anteriormente concluído que a estrela brilhante tinha uma companheira oculta que bloqueava a sua luz, e as novas observações confirmam isso mesmo.
"Ver é crer," afirma o estudo do líder John Monnier, astrónomo da Universidade do Michigan.
Os astrónomos também se perguntam o porquê desta companheira estelar ser tão difícil de observar.
Alguns investigadores têm sugerido que é uma estrela ténue com uma nuvem espessa de poeira em órbita, obscurecendo alguma da sua luz. Mas o alinhamento da nuvem, da estrela, da sua companheira e da Terra, tem que ser ideal para isto ocorrer.
E de facto, os novos dados suportam esta ideia.
"Isto realmente mostra que o paradigma básico estava correcto, apesar da baixa probabilidade," afirma Monnier. "É espectacular termos conseguido capturar isto. Não há outro sistema como este. E ainda por cima, parece estar numa rara fase da sua vida estelar. E está muito perto de nós. Tivémos muita sorte."
Os astrónomos usaram o instrumento MIRC (Michigan Infra-Red Combiner) para combinar a luz que entrava nos quatro telescópios da rede CHARA da Universidade Estatal da Georgia. O efeito é um telescópio virtual, muito maior que os seus quatro constituíntes.
Os cientistas relatam as suas descobertas na edição de 8 de Abril da revista Nature.
Links:
Notícias relacionadas:
Universidade do Michigan (comunicado de imprensa)
NSF (comunicado de imprensa)
Nature (requer subscrição)
Universe Today
SPACE.com
National Geographic
Discover
EurekAlert!
UPI
BBC News
MSNBC
Epsilon Aurigae:
Wikipedia
CHARA:
Universidade Estatal da Georgia |
|
| |
|
|
|
| |
| |
 |
| |
NASA COMEÇA A CONSTRUÍR NOVA SONDA PARA VISITAR JÚPITER |
|
 |
 |
| |
A NASA começou a montar a sua nova sonda Juno, em preparação para uma missão a Júpiter, com o objectivo de ajudar os cientistas a melhor compreender a origem e evolução do maior planeta do Sistema Solar.
A montagem, fase de testes e fase de preparações para o lançamento da sonda Juno teve início no dia 1 de Abril no LMSS (Lockheed Martin Space Systems) em Denver, Colorado, EUA. Os engenheiros e técnicos irão passar os próximos meses a montar os instrumentos e o equipamento de navegação na sonda.
 |
Nesta imagem, trabalhadores preparam o módulo de propulsão da sonda Juno da NASA, com destino Júpiter. A montagem começou dia 1 de Abril em Denver, Colorado. Tem lançamento previsto para Agosto de 2011.
Crédito: NASA/JPL/Lockheed Martin
(clique na imagem para ver versão maior) |
| |
A missão, liderada pelo astrónomo Scott Bolton do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em San Antonio, Texas, tem lançamento previsto para Agosto de 2011 e deverá alcançar Júpiter em 2016.
Júpiter é um gigante gasoso e o maior planeta do Sistema Solar. Por baixo do seu denso manto nublado, o planeta guarda segredos dos processos básicos e das condições que existiram durante a formação do Sistema Solar.
Como o nosso exemplo principal de um planeta gigante, Júpiter pode também fornecer conhecimentos críticos para ajudar os cientistas a melhor compreender os sistemas planetários descobertos em torno de outras estrelas.
A missão Juno da NASA é a primeira missão dedicada a Júpiter desde o lançamento da sonda Galileu em 1989. O voo da Galileu terminou em 2003, quando intencionalmente colidiu com o gigante gasoso para ser destruída pela terrível pressão da sua atmosfera.
 |
Impressão de artista da sonda Juno em órbita de Júpiter.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior) |
| |
Ao contrário da Galileu, que era alimentada por um gerador térmico nuclear, a sonda Juno receberá a sua energia graças a painéis solares.
A sonda vai transportar nove instrumentos científicos com o objectivo de estudar a existência de um núcleo planetário sólido, mapear o intenso campo magnético de Júpiter, medir a quantidade de água e amónia na atmosfera profunda e observar as auroras do planeta.
"Nós planeamos fazer muitos testes durante os próximos meses," afirma Jan Chodas, gestor do projecto Juno no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. "Queremos ter a certeza que a sonda está pronta para a longa viagem até Júpiter e para sobreviver no rigoroso ambiente que a espera."
A LMSS está a construír a sonda para a NASA e a agência espacial italiana (ISA) em Roma está a contribuír com um espectómetro infravermelho e uma parte da experiência científica no rádio.
Links:
Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Sonda Juno:
NASA
Universidade do Wisconsin
Wikipedia
Júpiter:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia |
|
| |
|
|
|
| |
| |
|
 |
|
|
|