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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 640
De 23/04 a 26/04/2010
 
 
 

Dia 23/04: 113.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1792, nascia John Thomas Romney Robinson, astrónomo irlandês que compilou o catálogo estelar Armagh, fez trabalhos sobre a construção de instrumentos astronómicos, e foi também provavelmente o inventor de um aparelho que media a velocidade do vento, o anemómetro de Robinson. A cratera Robinson na Lua tem o seu nome.
Em 1967, era lançada a missão Soyuz 1 com o Coronel Valentim Komarov a bordo, que viria a morrer no dia seguinte quando a nave na reentrada se despenhou contra o solo.

Em 2009, a explosão de raios-gama GRB 090423 é observada durante 10 segundos, classificada como o objecto mais distante e antigo do Universo conhecido.
Observações: Vénus e as Plêiades cabem dentro de um campo de visão com 5º, de hoje até Domingo à noite.

Dia 24/04: 114.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1066, foi observado o cometa Halley
Em 1967, o cosmonauta Vladimir Komarov morre a bordo da Soyuz 1, quando o pára-quedas se recusa a abrir. É o primeiro humano a morrer numa missão espacial.
Em 1970, é lançado o primeiro satélite chinês, o Dong Fang Hong I.
Em 1990, STS-31: o telescópio espacial Hubble é lançado a bordo do vaivém Discovery.

Em 2007, Gliese 581 d é descoberto por um observatório chileano, que se acredita ser um planeta extrasolar habitável.
Observações: Saturno brilha para a esquerda da Lua.

Dia 25/04: 115.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1983 a sonda Pioneer passava para além da órbita de Plutão.
Em 1990, astronautas a bordo do Space Shuttle Discovery (STS-31) colocam o Telescópio Espacial Hubble em órbita. 

Observações: A Ursa Maior flutua numa posição diagonal a Nordeste quando se começam a ver as estrelas à noite. Em apenas uma hora, a Ursa Maior fica na horizontal (se olhar para Norte-Nordeste). Quanto mais longe do Norte estiver, mais depressa esta transição ocorre.

Dia 26/04: 116.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1920 decorria o debate Shapley-Curtis sobre a natureza e distância das "nebulosas" espirais, na Academia Nacional de Ciências em Washington, D.C.. Shapleyacreditava que a Via Láctea era todo o Universo, enquanto que Curtis apoiava a teoria de um "universo ilha".
Em 1933 nascia Arno Penzias, que ganhou o prémio Nobel pelo seu contributo na descoberta da radiação cósmica de fundo.

Em 1962, a sonda Ranger 4 da NASA colide com a Lua
Observações: Aproveite a noite para observar Saturno e os seus satélites. Quantos consegue observar com o seu telescópio?

 
 
 
O peso de um corpo na Lua é um sexto do seu peso na Terra.
 
 
 
  PARABÉNS, HUBBLE: 20 ANOS A DESVENDAR O COSMOS E A DESLUMBRAR O PÚBLICO  
 

Ao longo dos últimos 20 anos, o Telescópio Espacial Hubble revolucionou o modo como a Humanidade vê o Universo. Em muitos aspectos, é o telescópio mais importante desde que Galileu apontou a sua luneta para o céu há quatro séculos atrás.

A NASA lançou o Telescópio Espacial Hubble, um esforço conjunto da NASA e da ESA, no dia 24 de Abril de 1990 a bordo do vaivém Discovery, num evento envolto em grande fanfarra que depressa haveria de cessar. Uma pequeníssima mas importante falha nas suas ópticas fazia-o ver desfocado. Este problema bem que poderia ter transformado o icónico telescópio espacial num potencial fiasco orbital com uma factura de 1,5 mil milhões de dólares.

Mas o Hubble foi construído para ser actualizado no espaço, por astronautas a bordo dos vaivéns da NASA. Em 1993, a primeira tripulação de mecânicos espaciais corrigiu a visão nublada do Hubble, e mais quatro missões de manutenção e reparação seguiram-se.

O Telescópio Espacial Hubble, visto do vaivém Atlantis durante a missão STS-125, a quinta e última visita humana ao observatório.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A última viagem da NASA ao Hubble decorreu em Maio de 2009, quando a tripulação do vaivém Atlantis prestou ao observatório orbital o seu serviço final. Substituíram as velhas baterias do Hubble e peças já gastas, reavivaram câmaras avariadas nunca desenhadas para serem reparadas no espaço e acrescentaram dois novos instrumentos. O resultado: o Telescópio Hubble mais poderoso de sempre.

Os grandes conhecimentos normalmente fazem o mundo parecer maior do que na realidade é. No caso do Hubble, a mais importante e talvez a mais impressionante descoberta que ajudou a encontrar, alcançou isso mesmo, ao revelar que o Universo crescia mais depressa do que pensávamos.

A maior descoberta do Hubble

Os cientistas apelidaram o suspeito por trás desta expansão acelerada de "energia escura", que agora se pensa constituir 74% da massa-energia combinada do Universo. Em comparação, a matéria comum corresponde a apenas 4,6%. A descoberta da energia escura foi totalmente inesperada, e ainda não sabemos com exactidão o que é. A natureza desta energia escura é de certo modo o maior problema da Física actualmente.

E o Hubble não só fez o Universo parecer maior mostrando-nos que estava a crescer - o telescópio espacial também sugere que há muito mais a aprender. Através do Hubble, vemos que compreendemos muito pouco do Universo, desde a energia escura até à matéria escura, passando pela história das galáxias ao longo de 13 mil milhões de anos. Mudou completamente a nossa perspectiva do Universo.

Um achado surpreendente

Quando o Hubble foi lançado, uma das suas missões principais era descobrir quando o Universo tinha nascido. Nesta altura, a sua idade era bastante incerta, o que poderia levar a possibilidades ridículas, como estrelas mais velhas que o próprio Universo.

Ao medir a posição de galáxias distantes com uma precisão avassaladora e quão depressa se moviam, o Hubble refinou drasticamente a velocidade de expansão do Universo, ajudando a estimar a idade do Universo até mais ou menos 13,75 mil milhões de anos. No entanto, ao resolver o mistério da idade do Universo, inesperadamente revelou um enigma ainda mais profundo - a expansão do Universo está inexplicavelmente a acelerar, em vez de diminuir como seria de esperar devido ao puxo da gravidade das galáxias.

Hubble Ultra Deep Field (HUDF)
Crédito: NASA/ESA Hubble Space Telescope
(carregue na imagem para ver uma versão maior)
 

Haviam sugestões anteriores acerca da existência de uma "constante cosmológica" que agia como uma força repulsiva contra a interacção gravitacional da matéria, sendo a proposta mais famosa a de Einstein. Antes do Hubble, sem observações, ninguém levou estas especulações particularmente a sério.

A promessa da energia escura

A resolução do mistério da energia escura poderá revolucionar a Física. Levantou novas teorias acerca da origem do Universo, como por exemplo a que refere a existência de membranas da realidade que despoletam ciclos infinitos de morte e renascimento cósmico. Também alimentou a especulação acerca do destino do Universo, levantando a possibilidade da energia escura terminar o Universo num Big Rip.

Mesmo assim, muito acerca da energia escura permanece desconhecido. Uma ideia afirma que literalmente vem do espaço vazio - de energia que a mecânica quântica teoriza existir no vácuo. O problema é que os cálculos preliminares da força da energia escura, caso fosse consequência da energia no vácuo, são 120 ordens de magnitude mais do que vemos actualmente com a energia escura. É um 1 com 120 zeros atrás.

Mesmo com estimativas mais refinadas, ainda estaríamos nas 50 ordens de magnitude. Outra possibilidade teoriza que é uma espécie de campo, mas não se sabe o porquê de aí estar, e se está de algum modo relacionado com a expansão do Universo desde o seu início. Uma terceira hipótese afirma que não há nenhuma energia escura, e que temos que mudar a nossa teoria da gravidade, que a teoria da relatividade geral de Einstein não está correcta quando passamos para escalas maiores do Universo.

Em cada destes casos, estamos a falar de uma mudança fundamental no nosso conhecimento da Física, a teoria física mais básica que governa o Universo.

Uma imagem clássica dos "Pilares da Criação" na Nebulosa da Águia, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble.
Crédito: J. Hester/P. Scowen/ASU/HST/NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Aqui ficam outros dos grandes feitos astronómicos do Hubble:

Plutão e seus companheiros: o Hubble descobriu duas novas luas de Plutão, Nix e Hidra, e recentemente mapeou mudanças sazonais na sua superfície. Ao ajudar a estimar a massa de Éris, um corpo 27% mais massivo que o próprio Plutão, veio a ideia de que corpos semelhantes possam existir na Cintura de Kuiper e até mais longe, o que ajudou a despromover Plutão e objectos semelhantes para a categoria de planeta-anão. As observações futuras destes objectos distantes poderão ajudar os cientistas a melhor compreender como o Sistema Solar evoluíu.

Discos protoplanetários: Ao observar regiões de formação estelar, como a famosa Nebulosa de Orionte, o Hubble foi capaz de mostrar que os discos protoplanetários de gás e poeira são ubíquos em torno de muitas jovens estrelas. Isto reforça a ideia que os mundos extrasolares são comuns no Universo.

GRBs: Estas explosões de raios-gama são as explosões mais poderosas do Universo, tipicamente libertando mais energia em segundos do que o Sol em toda a sua vida de 10 mil milhões de anos. A origem destas explosões permaneceu um mistério durante décadas. O Hubble ajudou a descobrir que estas explosões normalmente ocorrem em galáxias que activamente formavam estrelas e que eram baixas em metalicidade - isto é, baixas em elementos mais pesados que o hélio. Isto sugeriu que os GRBs emergiam como estrelas massivas colapsadas para formar buracos negros - galáxias activas em formação estelar são normalmente ricas em estrelas massivas que colapsam rapidamente, e as estrelas com baixa metalicidade são mais prováveis de reter a sua massa e formar buracos negros.

Cometa Shoemaker-Levy 9: O Cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu espectacularmente com Júpiter em 1994, um impacto que o Hubble capturou em toda a sua glória. A atracção gravitacional do planeta gigante despedaçou o cometa em fragmentos, resultando em 21 impactos visíveis. A maior destas colisões criou uma bola de fogo que cresceu até 3.000 km para cima do topo das nuvens jovianas, bem como uma mancha escura com 12.000 km de diâmetro - aproximadamente o tamanho da Terra - num evento que se estima ter tido a força de 6.000 gigatoneladas de TNT. As observações do Hubble não só reforçaram o interesse do público nos efeitos dos impactos cósmicos, como também forneceram dados sobre a atmosfera de Júpiter.

 Impactos do cometa Shoemaker-Levy 9 na atmosfera de Júpiter, maiores que até a própria Terra.
Crédito: H. Hammel (MIT), WFPC2, HST, NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Buracos negros: O Hubble descobriu que os buracos negros supermassivos provavelmente existem nas galáxias que têm um bojo de estrelas no seu centro. A ligação bastante íntima entre o tamanho destes buracos negros centrais e o tamanho das suas galáxias também indica uma evolução em sintonia, o que por sua vez fornece informações acerca da evolução do Universo com o passar do tempo.

Mundos extrasolares: Até agora conhecem-se mais de 400 planetas extrasolares, e na realidade foram descobertos por telescópios terrestres. Mesmo assim, o Hubble fez importantes avanços na busca de mundos extrasolares, como na determinação da composição atmosférica de um exoplaneta pela primeira vez, e até ao observar directamente a luz visível de Fomalhaut b.

Desde Galileu

Podemos dizer que ao olhar para a História, o Hubble terá tido o mesmo impacto que o telescópio de Galileu. Nenhum telescópio foi tão apelativo para o público como o Hubble tem sido ao longo de 20 anos. Este impacto revolucionário do Hubble deriva do seu poder de permanência. Foi reparado cinco vezes, e em cada missão foi capaz de se renovar com novos instrumentos que o transformaram num novo telescópio.

Espera-se que o Hubble, após esta última missão de serviço, dure pelo menos mais cinco anos. Se tivermos sorte e formos espertos, podemos ser bem capazes de comemorar o seu 30.º aniversário.

Links:

Telescópio Espacial Hubble: 
20.º Aniversário do Hubble (NASA)
Hubble, NASA 
ESA
STScI
Wikipedia

 
     
 
 
  SDO REVELA ESPECTACULARES PRIMEIRAS IMAGENS  
 

A NASA lançou recentemente o SDO (Solar Dynamics Observatory) e este já começou a enviar imagens que confirmam um nova capacidade sem precedentes para os cientistas melhor compreenderem os processos dinâmicos do nosso Sol. Estas actividades solares afectam tudo cá na Terra.

Algumas das imagens obtidas pelo telescópio mostram detalhes, nunca antes vistos, de material libertado para fora pelas manchas solares. Outras mostram bem de perto a actividade na superfície do Sol. A sonda também obteve as primeiras medições a alta-resolução das proeminências solares num largo intervalo de comprimentos de onda ultravioletas.

"Estas primeiras imagens mostram um Sol dinâmico, um Sol que nunca vi em mais de 40 anos de pesquisa solar," afirma Richard Fisher, director da Divisão de Heliofísica na sede da NASA em Washington, EUA. "O SDO irá mudar a nossa compreensão do Sol e dos seus processos, que afectam as nossas vidas e a sociedade. Esta missão terá um grande impacto na ciência, tal como o Telescópio Hubble teve na astrofísica moderna."

Uma imagem do Sol em vários comprimentos de onda ultravioletas, capturada pelo SDO a 30 de Março. As cores falsas traçam as diferentes temperaturas do gás. Os vermelhos são relativamente frios (cerca de 60.000 K); os azuis e verdes são mais quentes (mais que 1 milhão Kelvin).
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Lançado a 11 de Fevereiro de 2010, o SDO é o observatório espacial mais avançado já construído para estudar o Sol. Durante a sua missão de cinco anos, irá examinar o campo magnético do Sol e também fornecer mais dados sobre o papel que o Sol desempenha na química atmosférica e no clima da Terra. Desde o seu lançamento que os engenheiros têm testado e verificado os componentes do telescópio. Agora totalmente operacional, o SDO vai fornecer imagens com uma definição 10 vezes superior à das televisões HD e enviar dados científicos a uma velocidade muito maior que qualquer outro observatório solar.

O SDO vai determinar como o campo magnético do Sol é gerado, estruturado e convertido em violentos eventos solares tais como o turbulento vento solar, as proeminências e as ejecções de massa coronal. Estas imensas nuvens de material, quando apontadas na direcção da Terra, podem provocar grandes tempestades magnéticas na magnetosfera e atmosfera superior do nosso planeta.

O SDO vai também transmitir dados críticos para melhorar a nossa capacidade de prever estes eventos climatéricos espaciais. O Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, construíu, opera e gere o SDO para o Directorado de Missões Científicas da NASA em Washington.

Esta imagem compara o tamanho relativo das imagens obtidas pelo SDO, comparativamente com as das outras missões.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O tempo espacial é reconhecido como uma causa de problemas tecnológicos desde a invenção do telégrafo no século XIX. Estes eventos produzem perturbações nos campos electromagnéticos da Terra e podem induzir correntes extremas nas linhas, perturbando as redes eléctricas e provocando grandes falhas de energia. Estas tempestades solares podem interferir com as comunicações entre os controladores na Terra, satélites e pilotos de aviões que viajam perto dos pólos da Terra. O barulho no rádio oriundo da tempestade pode também danificar as redes de telemóveis.

O Solar Dynamics Observatory envia 1,5 terabytes de dados para a Terra todos os dias, o equivalente a um download diário de meio milhão de músicas para um leitor MP3. O observatório transporta três instrumentos topo-de-gama para estudar o Sol.

O HMI (Helioseismic and Magnetic Imager) mapeia os campos magnéticos solares e observa por baixo da opaca superfície do Sol. Esta experiência vai decifrar a física da actividade solar, capturando imagens em vários estreitos comprimentos de onda no vísivel. Os cientistas serão capazes de fazer imagens ultrasom do Sol e estudar as regiões activas de um modo similar à observação do movimento da areia numa duna de um deserto.

O AIA (Atmospheric Imaging Assembly) é um grupo de quatro telescópios desenhados para fotografar a superfície e atmosfera do Sol. O instrumento cobre 10 bandas diferentes do espectro, seleccionadas para revelar aspectos-chave da actividade solar. Estes tipos de imagens vão mostrar detalhes nunca antes vistos.

O EUVE (Extreme Ultraviolet Variability Experiment) mede as flutuações nas emissões no radiante do Sol. Estas emissões têm um efeito directo e poderoso na atmosfera superior da Terra -- aquecendo-a e quebrando átomos e moléculas. Os investigadores não sabem quão rapidamente o Sol pode variar nestes comprimentos de onda, por isso esperam fazer muitas descobertas acerca destes eventos proeminentes.

"Estas espectaculares imagens, que mostram o nosso Sol num nível de detalhe totalmente novo, são apenas o começo da contribuição do SDO para o nosso conhecimento do Sol," salienta Dean Pesnell, cientista do projecto SDO em Goddard.

O SDO é a primeira missão do programa da NASA "Vivendo com uma Estrela" (em inglês Living With a Star, LWS), e a jóia da coroa numa frota de missões da NASA para estudar o nosso Sol e o ambiente espacial. O objectivo do LWS é desenvolver o conhecimento científico necessário para responder aos aspectos do sistema Sol-Terra que directamente afectam as nossas vidas e a sociedade.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa 2)
SPACE.com
Universe Today
New Scientist
PHYSORG.com
Scientific American
Spaceflight Now
National Geographic
Wired
UPI
BBC News
Associated Press
CNN
Diário Digital
TVNET

SDO:
NASA
Canal do SDO no YouTube
Wikipedia

Sol:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
     
 
 
     
  Vénus, Mercúrio e a Lua - Crédito: Pete Lawrence (Digital-Astronomy)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

No início do mês, Vénus e Mercúrio apareceram no céu Oeste ao lusco-fusco, entretendo os observadores do planeta Terra numa bonita conjunção de "estrelas da tarde". Combinando 8 imagens obtidas entre 4 e 15 de Abril, esta composição segue o seu progresso pelos céus de Portsmouth, Reino Unido. Cada imagem individual foi capturada pelas 19:50 UT. O percurso sequencial de ambos os planetas começa baixo e para a esquerda. Mas enquanto Vénus continua a afastar-se do pôr-do-Sol, movendo-se para mais alto no horizonte a Oeste, Mercúrio primeiro sobe e depois cai. O seu ponto mais alto é o da imagem obtida dia 11. No dia 15 de Abril, Vénus e Mercúrio são acompanhados por uma jovem Lua Crescente.

 


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